Contos da Deusa
2 Capítulo 1 - A pequena abençoada
Notas iniciais
Num pequeno povoado nas montanhas de Ernas, chamado Vilarejo de Gaon, morava uma jovem brilhante, doce e corajosa, chamada Lin, aquela garota era a reencarnação de Agnecia, a deusa da pureza e da vida, e por ser quem ela é, Lin é capaz de dominar os ventos neutros, sendo sacerdotisa de Agnecia. Prestes a fazer 15 anos em cinco dias, toda a vila estava preparando uma enorme festa em comemoração ao aniversário da amada garota, que protegia aquele vilarejo de qualquer ameaça.
– Faz aquilo com o vento denovo Lin, por favorzinho, diz que sim, só para meus irmãos verem como é legal, por favoor! — pediu uma garotinha ao lado de duas crianças semelhantes a ela, aparentemente irmãos.
– Não precisava pedir tanto — disse Lin atendendo a súplica da pequena garota, e naquele momento, ela abre seu leque e graciosamente o abana num campo de flores, lançando uma enorme massa de ar, fazendo com que as pétalas daquele campo inteiro se libertassem das flores, voando em direção ao vilarejo, causando uma espécie de chuva de pétalas.
– Viuuu eu disse que era legal — disse a pequena garota aos seus irmãos espantados.
– Agora vão dormir, já está tarde, quase todos já foram dormir e vocês ainda estão ai, andem, andem — ordenou Lin, preocupada com os pequenos.
– Mas o que você ainda está fazendo aqui fora? — perguntou a garotinha.
– Estou vendo as estrelas, fico aqui quando não consigo dormir, mas agora estou com sono, vamos — disse Lin, empurrando-os para suas casas e indo em direção de uma pequena cabana.
E era naquela pequena cabana onde ela morava sozinha, apenas com seu pombo correio com quem trocava cartas com sua melhor amiga, Holy Serenity, que morava no Reino da Luz, um lugar um tanto longe dali, sua amiga havia prometido que estaria junto á ela em seu aniversário, elas teriam se conhecido uma vez, quando o Reino da Luz enviou recrutas para uma missão em uma vila perto de onde Lin morava.
Cansada, a sacerdotisa foi dormir, e no dia seguinte, acordou com uma enorme surpresa...
A terra tinha sido coberta por trevas, ela viu terríveis criaturas atacando seu vilarejo totalmente destruído, todos do seu vilarejo estavam lutando contra um ataque massivo de criaturas demoníacas, mas no final de tudo, apenas Lin conseguiu fugir com vida, aquilo não era o que ela esperava, e estava faltando apenas quatro dias para seu aniversário. E naquele instante, Lin foi dominada pela fúria pela primeira vez em sua vida, pois todos morreram para que a reencarnação de Agnecia sobrevivesse.
E de repente, a mente de Lin estava em outro lugar, aquele lugar era familiar a ela, como se parte dela pertencesse ali, mas para ela aquilo não poderia ser verdade, aquele lugar era sombrio e tenebroso para ela. Longe dali, ela observou um homem sentado em um trono, aparentemente era ele quem mandava naquele lugar, e ao lado dele, havia um garoto, armado apenas com duas pistolas.
– Destrua tudo ao seu redor, sem dó, nem piedade — aquele homem de autoridade simplesmente ordenou a Lin, e parte dela, sentia que deveria o obedecer– o que houve? Por que não me obedece? Ah, posso sentir, maldita Agnecia, como ousa fazer isso com meu experimento, isso me enche de ódio! Eu irei acabar com esse selo, nem que eu precise tirar o que é mais precioso de você, maldita! Lupus, vamos á Ernas, acabar com a alegria dessa garota.
– Sim, pai — disse o jovem com duas pistolas, que agora era chamado de Lupus.
– Por que está fazendo isso? O que está acontecendo? — perguntou Lin, confusa com tudo o que estava acontecendo na vida dela naquele momento.
– Garota, não sabe o que Agnecia fez para salvar o mundo? ELA SELOU O MEU PRECIOSO EXPERIMENTO DENTRO DE TI, agora, devo te matar enquanto Ernas estiver coberta de escuridão, assim o meu experimento será libertado de você, e será meu de volta, eu irei governar Ernas e minha dimensão será superior a de Elyos! Aqueles malditos asmodianos!
– Malditos asmodianos — disse Lupus, apenas concordando com o pai.
– Eu quero sair daqui, me tire daqui! Eu quero voltar para meu vilarejo, me tire daquiii!
– Como quiser jovem.
Lin estava traumatizada, não sabia o que fazer, pela primeira vez, ela soube que havia trevas dentro dela, confusa, a única maneira de conseguir conter o mal dentro de si era pedindo ajuda, rapidamente, Lin foi ao Reino da Luz, em busca de sua amiga Holy, só ela poderia confortá-la naquele momento difícil, sem dúvidas, o dia será bem longo.
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