Contos Wonderbat

6 Ao meu lado - parte I


Notas iniciais
Eu amo BvS, foi lá que shippei esse casal maravilhoso; A one de hoje segue a linha pós BvS e LJ; Resolvi dividir o capítulo em duas partes para melhor compreensão :)

Eu e Bruce nos unimos para acharmos outros meta humanos, caso uma ameaça maior invada a Terra. Já temos dois ao nosso lado, faltava só o Arthur Curry.

—Ele disse que não

—Ele disse que não

—Droga, Bruce. Já até imagino seu tipo de abordagem. — bufo em frustração —

—Funcionou com os outros

—Porque eles são infantis — começo a me arrumar para resolver isso. — Deixa eu te mostrar que garotinhos sempre precisam das meninas — sussurro em seu ouvido —

—Você vai seduzi-lo?

—Por que? A caso eu o seduzi?

Dois podem jogar esse jogo. Peguei sua mão para beijar, mas puxei para um abraço.

—Terá sua resposta quando voltar, princesa. — Sinto seu estremecimento sob meu toque. Diana é boa, mas eu sou Bruce Wayne. —

Alfred nos interrompe e eu agradeço aos deuses.

—Seu Táxi chegou, Senhorita Prince.

—Obrigado, Alfred. Eu acompanho a dama. Mantenha-me informado, princesa.

—Eu deveria usar minha espada em você por me insultar.

—Oh! Eu sei que você gostou.

—Adeus, Bruce.

—Até logo, Diana.

*

Entro num bar a procura do Arthur, um senhor mal educado indica-me o caminho.

—Boa tarde, senhor Curry.

—Olha eu não vou pagar nada – Ela era incrivelmente bonita e sedutora, quanto tempo eu estou babando? –

—Eu não sou uma cobradora, meu nome é Diana Prince.

—Dih? Você não lembra de mim?

—perdão, senhor. Eu não recordo de já nos termos vistos antes – O que deu nos homens hoje para colocarem apelidos em mim? Hera me ajude a não quebrar a cara deles –

—Sou eu, Arthur, nós éramos amigos quando crianças, lembra quando uma criatura atlante te atacou e eu a ajudei? Ficamos amigos e...

—Meu Deus, como pude esquecer, eu te chamava menino peixe

O abracei

—Odiava esse apelido

—Eu sei

—Você ficou ainda mais bonita e pensar que quase namoramos. – saí do abraço ficando encabulada com o elogio dele. É quase como se visse Eros na minha frente –

—Você não está nada mal – Conversei com Aquaman e expliquei o problema que pode nos ameaçar, pedi desculpas pelo comportamento idiota do Bruce, ficou de me dar uma resposta. –

*

Por que de repente quero enlatar essa sardinha? Diana namora quem ela quiser. Se eles virem a namorar? Relacionamentos na equipe serão terminantemente proibidos. Vou socar alguns bandidos para extravasar minha raiva.

Bastardo estupido, quebrei a câmera escondida que Bruce instalou em mim, ele nunca confia em ninguém. Curry me chamou para dar uma volta pela cidade, vou aceitar, aquele morcego de uma figa vai ter que esperar.

*

De volta a Gotham sou recebida por Alfred, sigo até a batcaverna

—Achei que fosse ficar por lá – ele está chateado, por que? Eu é quem devia estar. –

—Bruce se vamos formar uma equipe é preciso confiança, no entanto você coloca uma câmera escondida.

—Ela tem razão — o velocista fala comendo um saco de pipoca — O tritão se juntará a nós, Wondy?

—Ele vai pensar, Barry.

—Não temos tempo para isso

—Nem tudo é ao seu tempo, Bruce.

Saio dali para tomar uma ducha e esfriar a cabeça.

—Puxa! Ela está brava, pisou na bola Batsy.

Rosnei para o garoto, porque queria ficar a sós com meus pensamentos.

*

Sigo em direção a Metrópolis, depois do que aconteceu ao Superman resolvi cuidar da sua cidade, sentia culpa pelo o que aconteceu e também era um meio para que eu voltasse à ativa. Vejo a Mulher Leopardo assaltar um banco.

—Escolheu o pior dia para fazer isso, Cheetah.

—Você não me pega, Mulher Maravilha.

—Vamos brincar

Chego depois de uma noite com fortes emoções e pelo computador monitoro algumas partes do planeta e Lex. Ficar na casa de Bruce não era meu objetivo, mas aqui havia todo um aparato moderno facilitando as coisas. Sinto raiva ao me lembrar dele.

Arlequina escapou, amanhã eu pego a desgraçada, a culpada disso é Diana que não saí da minha mente. Desço do Batmóvel dando de cara com... Pensando no diabo! Vejo seu pulso fraturado e um corte acima do seu busto, ela dorme profundamente e parece um anjo de tão perfeita. Visto meu moletom preto após o banho e penso em carrega-la para o quarto, espero que seu sono não seja leve. Ao chegarmos na escada ela desperta.

—Bruce!? O que— bocejo – está fazendo?

—Te levando pra cama.

—Ora seu..

—para seu quarto, Diana.

—Oh!— corou – Me desculpe, você sabe que isso não é necessário.

—Tudo bem.

Ele a pôe na cama.

Contenho-me para não olhar demais o corpo de Bruce. Pelos deuses! controlo a vontade de passar a mão. Ele nem tem a decência de se vestir.

Sento ao lado dela

—Princesa, eu não deveria ter posto a câmera sem o seu consentimento, mesmo sabendo que não ia aceitar, eu fiz. Quero que saiba que não foi por falta de confiança, pelo menos não em você e sim no Arthur.

Eu vi a sinceridade nos olhos dele, sua postura também não deixava dúvidas.

—Acredito em você, me avise da próxima senão eu quebro seu brinquedinho e o dono dele.

—Você tentaria.— reviro os olhos para ele –

—Está machucada.

—Não é nada

—Vou cuidar disso, antes vá tomar banho.

—Eu vou, porque quero — minha voz saiu um pouco rouca —

Ao vê-la na porta

—Você cheira a lixo, princesa.​ – E ainda assim é uma visão esplendorosa... Pare Wayne! –

Ouviu uma série de palavrões gregos.

Quando troco de roupa vejo Bruce dormindo tranquilamente na minha cama, sinto pena pelo consumo que a rotina diária faz com ele, aproximo-me para cobri-lo e observo suas cicatrizes. De repente quero saber as histórias por trás delas, imagino a dor e o sofrimento, apesar de que a pior delas está em seu coração. Eu quero cuidar dele, abraçá-lo e beij...

Grande Gaia! O que estou pensando? Dou uma última olhada nele que parece tão sereno, ele era ainda mais lindo. Passo o lençol e me deito. Xingo Afrodite por fazer isso comigo.

Acordo sentindo um corpo quente e o cheiro de baunilha, vejo que é Diana, me policio para não beijar seu pescoço atrativo. Tento lembrar como tudo aconteceu, mas o que mais me intriga no momento é que pela primeira vez desde dos meus oito anos não tive um pesadelo, eu dormi bem.

Eu senti quando Bruce saiu da cama, fingi que estava dormindo. Tomamos o café da manhã em silêncio resolvi não tocar no assunto, acho que ele compactua da mesma ideia.

Barry e Victor chegaram para uma reunião, confesso que estou um pouco perturbado por ter acordado ao lado de Diana, criminosos me temem, eu sou a noite e o terror de Gotham, mas ainda sou um homem.

Acho que nunca mais vou conseguir olhar para ela como antes, sendo só uma companheira de equipe, eu quero toca-la. Envolvimentos emocionais não cabem em minha vida, esses pensamentos devem ser enterrados.

—Vocês estão estranhos, muito calados— Barry observou –

—Não— os dois falaram ao mesmo tempo –

—Sim vocês estão. O que vamos fazer?— Victor falou –

No meio da Reunião vi o sorriso no rosto de Diana ao receber uma mensagem. Não é comum vê-la sorrindo e é muito bonito. Quem a fez ficar assim? Já quero quebrar a cara do meliante.