Contos Românticos

7 The devil is teasing me


Notas iniciais
Um conto extra pelo longo período fora.

— Cara, eu quero pegar aquela ali.

— Mano, será que rola de eu pegar a amiga dela?

— Lucas, será que a Melissa ajuda a gente?

A cerveja na minha mão já estava quente, dei um gole só pelo fato de ter um copo com cerveja na minha mão. Minha concentração estava em outro lugar.

Melissa.

Vestida de diabo — o que não está ajudando — ela dançava funk com as amigas, despreocupada, me olhava algumas vezes brincando de me seduzir e, meu deus, como aquilo estava dando certo.

— Lucas? — Marcelo estralava os dedos na minha frente.

— Mano deixa ele, ele e a Melissa tão tendo um momento. — Fernando falou, não queria negar.

— O que foi? — Falei

— Será que a Melissa ajuda a gente a ficar com as amigas dela? — Marcelo falou

— Não sei, tem que ver com ela. — Olhei para frente e assobiei, era o nosso código em festas dizendo que queria falar com ela. Parte de mim — e meu companheiro lá em baixo — reclamaram que a dança e a sedução parariam.

Melissa sempre gostou de dançar, eu? Bom, eu tentei dançar com ela uma vez, mas tive que passar para o seu primo, que estava conosco e ensinou ela a dançar, porque não me sentiria bem pisando tanto no pé dela. Desde então nós combinamos um código, ela dança e eu só fico de olho.

Ela veio rapidamente, tomou um gole da minha cerveja e fez careta.

— Tá quente.

— Deixa eu pegar uma pra você. — Finalmente tive a coragem de jogar o líquido fora. Melissa se encostou em mim, me abraçando, podia sentir seus seios pressionados em meu peito.

Essa menina quer me deixar louco.

— Os meninos querem falar com você. — Melissa ficou confusa. — Sobre suas amigas.

— Aaa. — Ela falou sorrindo, me soltando.

Graças a Deus a minha camisa vai até o meio de minha coxas, se não passaria vergonha. Fui pegar a cerveja para ela e quando voltei, Marcelo e Fernando já conversavam com seus respectivos interesses. Quando Melissa me viu, me deu um selinho, agradeceu e deu um gole na cerveja.

— Você é rápida. — Ela riu.

— Na verdade foram as meninas, elas viram eles olhando e já chegaram. — Ela voltou seu olhar para mim.

— E você gatão, ta solteiro? — Minha primeira reação foi rir.

— Não, desculpa, minha namorada é ciumenta.

— A, é mesmo? Não é o que ela diz.

Nós dois rimos, ela chegou mais perto, se aninhando em mim de novo. Eu sou um cara extremamente alto, Melissa chegava em meu peito, toda vez que ficamos assim eu tenho que me curvar para baixo. Mas, não importa, nós estávamos nos beijando e eu já me animava. Quando a puxei para mais perto de mim, escutei uma voz chamando seu nome e ela parou de me beijar.

— Amiga, a gente vai ali viu? — Uma de suas amigas falou enquanto a outra já parecia ter saído. Melissa riu, e confirmou com a cabeça.

Voltamos a nos beijar, suas mãos em meu cabelo e as minhas em seu bumbum, a entrelacei com meus braços na tentativa de puxá-la para mais perto novamente. Ela parou de me beijar, mas não se afastou e riu.

— Alguém tá animado.

— Sua sedução funcionou mais do que imagina. Sua diabinha. — Confessei rindo, ela riu mais, nossas testas estavam se tocando e eu só queria tocar seu lábios novamente.

— A gente pode aproveitar que as meninas estão ocupadas. — Ela falou baixo me olhando. — Seu carro.

Não pensei duas vezes e a puxei pelo braço para fora dali. Com a pulseira da festa, você podia entrar e sair do local três vezes, e nós usariamos uma dessas vezes. Entrei no carro e sai do estacionamento, procurando o local mais próximo onde poderíamos ficar a vontade.

Eu já fiz isso com outras garotas, se pegar dentro do carro, mas com Melissa era diferente, eu me importava com o bem estar dela, me importava com ela. Droga, eu a amo.

Com sorte o próximo estacionamento perto da festa estava vazio, estacionei o carro no meio dele, desliguei e joguei o banco para trás. Mal levantei e ela já estava em meu colo com a tiara de diabo.

— Meu Deus do céu menina, quer me deixar doido? — Falei, ela riu, uma risada curta, quase inocente, eu diria até fofa.

— Quero. — Sua voz saiu completamente diferente de sua risada, era maliciosa, adulta.

Eu não aguentava mais e a puxei para mim.

Nosso beijo parecia sincronia, nossas línguas dançavam um tango hipnotizante enquanto seus toques me arrepiavam, meu corpo estava em festa por finalmente ter conseguido o que mais desejava. Meus braços tocavam suas costas por dentro de seu top vermelho, me arrumei um pouco no banco, o que fez a empurrar para a frente, minha mão em suas costas acertou a buzina, a fazendo tocar por alguns segundos, assustando Melissa.

Ela deu um pequeno pulo, parando de me beijar. Eu tirei minha mão de suas costas e comecei a rir enquanto ela olhava para os lados, procurando algum carro. Depois que Melissa me viu rindo, ela caiu na risada em meus braços, eu a abracei.

— Que susto. — Ela disse entre as risadas, com o rosto enfiado no meu pescoço. Eu só sabia rir.

Eu a abraçava, como forma de proteção. Meu coração explodia em amor, a maioria das meninas com quem sai, ficaria com raiva pelo susto, brigaria comigo por rir e estragaria todo o clima. Meninas com beleza demais e personalidade de menos, Melissa era diferente, ela tinha a sua beleza — que era maravilhosa — mas ela também tinha sua personalidade de menina mulher que eu me apaixonava ainda mais.

Ela se levantou com os olhos lacrimejando, recuperando o fôlego.

— Só comigo mesmo. — Falou rindo.

— Mas a culpa foi minha. — Eu sorri e ela retribuiu.

— Se você não mexer mais nesse banco e me beijar agora eu te perdoo.

Fiz o que ela mandou, não tinha menor chance de fazer algo diferente.

Nos beijamos por mais alguns minutos, minhas mão voltaram para suas costas, trazendo seu corpo para mim e ela roçava no meu colo fazendo querer ir do carro para uma cama ou simplesmente pular para o banco de trás e tirar sua roupa. Nos esquecemos de todo os resto, quando algo em meu joelho vibrou.

— Meu celular. — Melissa falou. Ela atendeu a ligação e eu pude ouvir encostado no banco de tão alto que estava.

— Onde você tá?

— U-u-um pouco longe da festa. — Melissa gaguejou, eu fiquei olhando.

— Você foi embora? Estamos os 4 no estacionamento e o carro do Lucas também não tá aqui.

— A gente ta em outro estacionamento Júlia. — Melissa sussurrou encostando a cabeça em meu peito, eu ri.

— Fazendo o que? — Júlia perguntou.

— Olhando as estrelas. — Melissa falou ironicamente.

— Vocês podem parar e vir pegar a gente? — Eu tinha esquecido que estava dando carona para as amigas de Melissa, que fizemos um plano, ela disse que vai dormir na casa de Júlia quando vai dormir comigo.

Melissa olhou para mim e eu afirmei.

— Cinco minutos.

Ela desligou o telefone e voltou para o banco do passageiro. Se arrumando.

— Então, céu tá estrelado hoje? — Perguntei sorrindo e ela caiu na risada.

Enquanto voltávamos para a festa eu só conseguia agradecer a Deus que ela vai dormir na minha casa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.