Notas iniciais
Olá leitores! Então. Para começar, essa é uma redação que eu fiz um dia em uma aula de português. A propósta era fazer um conto à partir do miniconto "Bala Perdida", do autor Wilson Freire. Esse conto que eu fiz é bem curtinho mesmo e não é nada mais, nada menos do que uma narrativa bem monótona cheia de pontos e com absolutamente zero diálogos. Mas, para ser bem sincera, gostei bastante do resultado, então, pensei em colocá-lo aqui. Espero que gostem dele tanto quanto meu professor o fez. Hehe. A narrativa é totalmente de minha autoria, sendo inspirada pelo miniconto "Bala Perdida", de Wilson Freire. O personagem principal é o maravilhoso Kenny McCormick, de South Park, que pertence aos senhores Trey Parker e Matt Stone. Obrigado por lerem!

Ele acorda. Veste o moletom laranja. Bocejo. Abre as cortinas. Neve. Arrasta os pés dentro das pantufas de coelho brancas, até o banheiro, onde escova os dentes e arruma os cabelos loiros. Os olhos da cor do mar piscam diversas vezes, tentando adaptar-se à luz clara da manhã. Os outros ainda não acordaram. Nenhum deles.

Ele liga a cafeteira que descansa perto da janela e espera o café passar. É sábado de manha. Será que o jornal já foi entregue? Ele, então, se dirige até a porta, pondo a maçaneta dourada e girando-a. A porta se abre. Ao longe, uma pistola é carregada.

Opa, ainda não pôs as calças. Fecha a porta novamente e dá meia-volta no calcanhar esquerdo, subindo as escadas e procurando as calças pelo quarto pouco iluminado. A única luz que ali vivia era a luz do sol, que adentrava o cômodo por entre as nuvens acinzentadas daquela manhã de inverno. Coloca-as e faz todo o percurso novamente, descendo as escadas e voltando à cozinha.

O café já está pronto. O garoto então pega uma caneca, servindo-se. Um gole. O jornal chegou. Outro gole. Senta-se e bebe todo o conteúdo, lentamente, observando a serenidade da cozinha vazia, monótona, quieta e escura, iluminada somente pela luz que saía de dentre as cortinas cor-de-mel da janela acima da pia de mármore branco. Ele se levanta vai até a porta novamente, desta vez, certo de que o jornal estará lá. Pega a maçaneta e a gira, abrindo a porta e dando um passo para fora da segurança da casa que ainda dormia serenamente.

Alguém põe um dedo no gatilho.

Ele dá outro passo. Onde largaram o jornal?

Quase lá.

Outro passo. Ali está!

Disparou.

Ele cai no chão. Parece cena de um filme.

O mundo gira em câmera lenta à sua volta.

Sangue se espalha, o vermelho misturando-se ao branco frio da neve no chão.

Silêncio.

"Porra, eles mataram o Kenny!"

Notas finais
Sim, entendo, é um conto curto. Todavia, todas as minhas histórias serão mais ou menos deste tamanho, dado que como são "baseadas" em redações que entrego na escola, meu professor exige que eu faça contos curtos.Obrigado por lerem, os vejo no próximo conto.