Contos Medievais.
6 A Árvore
Notas iniciais
Jogarão seu corpo em uma vala,
E esquecerão seu nome,mais rápido que eles falam.
Mas para mim,teu castigo não findará até o dia em que todos esqueçam
O nome do lugar que um dia você chamou de lar.
Espero que me escute, espero que passem séculos.
Antes que você definhe e morra devagar,
Fazendo assim, que se lembre qual o real significado de amar.
Enquanto isso não ocorre, contarei essa história.
Impedindo que a morte se aproxime e venha lhe resgatar
Caminho de volta para árvore,cantando odes aos espíritos.
Meu sorriso sai sem nenhum perigo,
Meu amor ri comigo,juntos caminhamos até o local que ele havia morrido.
Me despeço de meu amado marido.
Pois percebo que tenho que permanecer entre os vivos,
Para conta-los sobre nossa história,
Fazendo que nosso inimigo continue em total conflito.
Mas não se esqueça nosso amor é uma vendetta,
Cuja arma é a memória que fica ao relento,
Tecendo histórias ao vento,
Esquentada pelo calor da fogueira,
Sentada embaixo de uma árvore que permanece
Ao lado de uma ribanceira.
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