Contos De Uma Hobbit Semi-cega
1 Prólogo
Notas iniciais
Essa história começou há muitos e muitos anos atrás. Em um lugar distante, a oeste da Terra Média, mais precisamente no Condado, vivia uma pequena vila. Ali vivia hobbits, criaturas que normalmente não ultrapassam um metro de altura e tinham pés peludos. São ágeis, pois se acostumaram a fugir dos "homens grandes". Conseguiram tanta experiência nessa área que se podiam confundir com magia, porém, hobbits nunca tiveram interesse em magia, além disso, tinham ouvidos agudos e olhos perspicazes.
Isso era pelo menos seu comum. Em uma pequena toca redonda, morava nossa heroína da história, a pequena Hadfala Tûk, que era muito nova mesmo. Com seus apenas 14 anos, qualquer pessoa diria que ela era muito pequena para uma aventura. E a mesma concordava. Hadfala não gostava de aventuras e muito menos de sair de casa. Era uma pessoa simples, assim como seu povo. Sua atividade favorita era comer pão-doce enquanto lia um livro embaixo de uma árvore ao lado de sua casa.
E assim fazia, toda tarde, antes de entrar em casa e ir jantar. Os pais de Hadfala haviam morrido quando a mesma ainda era muito pequena, sendo ela criada pelo irmão Till Tûk, que era um agricultor e jardineiro.
Hadfala era uma menina mais rica do que as outras crianças era verdade, mas se vestia como qualquer outra hobbit de sua idade. Seu cabelo era preso em duas marias-chiquinhas e vestia um casaco azul simples, que antes, era de seu pai, Fastolph Tûk.
Mas voltando a história, naquele dia em questão, a pequena hobbit estava no jardim de sua casa, preparando para dar uma mordida no seu pão-doce, o qual demorara algumas horas para ficar pronto, quando, de repente, o som de uma trombeta tocando atrapalhou seu pensamento, fazendo-a se assustar e derrubar o pobre pão na grama.
Nervosa com o que acabara de acontecer, virou a cabeça e deu de cara com uma grande multidão a sua porta. Eram visinhos, parentes distantes e conhecidos. Até o padeiro, que era sempre mal-humorado( um dos motivos pelo qual ela preferia fazer seu pão em casa) estava lá. Na frente deles estava uma carruagem cheia de pedras preciosas e ouro.
Hadfala se levantou rapidamente e olhou para sua casa, que parecia normal como sempre. Logo depois, vira seu irmão correr para seu lado, surgindo da multidão.
— O que está acontecendo?
— A princesa... Dos anões. – respondeu respirando ofegante.
Antes que a pequena Hobbit dissesse mais alguma coisa, a tal princesa saiu da carruagem, tocando ao chão ao lado de dois outros anões musculosos, que poderiam ser seus seguranças.
A filha do rei anão era pequena, apenas um pouco maior que um hobbit. Tinha cabelos brancos e um pouco cacheados, e usava um vestido preto e bordado. Observou a pequena casa dos Tûk com um estranho olhar e depois de dar alguns passos até o portão mandou uma pergunta:
— É aqui a casa dos Tûk?
Hadfala começou a se perguntar o que aquela mulher fazia ali, mas sem dizer uma palavra, movendo sua cabeça como se dissesse um “sim”.
Então a princesa sorriu e estalou os dedos. Os anões seguranças voltaram á carruagem e pegaram um grande papel, como se fosse um contrato. Depois entregaram na mão de Till.
O hobbit se mostrou um pouco surpreendido e se pôs a ler o papel.
— Sou Victorika Bag’ge. – disse a princesa se apresentando por fim. – Filha do rei anão, Jamian Bag’ge. Matei mais de 678 monstros e casei com mais de 100. Brincadeira. – silêncio. – Era apenas para descontrair... O clima está meio... Tenso. – depois deu um risinho.
Mas Hadfala não prestava atenção. Só observava o irmão, tentando ler o que o contrato dizia.
Mas acabou não dando tempo, pois logo em seguida, Till Tûk devolveu o contrato à Victorika.
— Não posso. Minha irmã é muito nova para ficar sozinha. Além disso, eu e ela somos os únicos descendentes Tûk, não podemos nos dar o luxo de morrer.
— Ah, nobre senhor, eu entendo. Mas nesta aventura é extremamente importante a vinda de um Tûk. Se o senhor não pode... Então talvez... Porque não essa garotinha aqui, tão fofinha.
— Eu tenho 14 anos. – disse Hadfala ofendida.
— E tem idade o suficiente para matar orcs. – disse Victorika dando um sorriso amarelo.
— Eu não sei usar uma espada.
— No momento de vida ou morte, qualquer sabe usar uma espada. – disse seu irmão. – Assine aqui.
— O que?!
— Eu não quero morrer. – ele se defendeu. – Sou o mais velho, assim, sou mais importante. Se você morrer, estará tudo bem. Se você voltar, estaremos ricos. Se você ficar, bem, iremos falir.
— Ei, não vamos não!
— Vão sim. – disse a princesa.
— Mas...
— Aqui. – disse o irmão assinando o papel com o nome dela. – Pronto. Sou o responsável dela, serve isto aqui?
— Claro. Entre aqui, Hobbit.
— Sou Hadfala. – disse seguindo a princesa ainda triste pelo pão. – E você nem disse para onde vamos.
— Hum... Nem eu sei direito. Recebi um convite dos elfos, que tentam aumentar a aliança nessa aventura. Mas os detalhes serão descritos na cidade deles, assim que chegarmos lá.
E assim, começa nossa história.
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