Contos De Terror
7 Não gosto de Visitas
Notas iniciais
Um carro quebrado no meio da noite, uma única estrada que leva para uma casa abandonada, cena que já vimos em muitas historias, mas nunca perde a graça, claro que pra quem sofre isso realmente não tem graça.
— Não acredito que o carro parou nesse fim de mundo – Andrea falava enquanto colocava a cabeça entre as mãos.
— Como se eu tivesse culpa – Johnny falou irritado.
— Você que decidiu vir atrás dessa cabana, então sim a culpa é sua – Magno falou deitando a cabeça na janela, no banco de trás.
— Por mim estaríamos em uma festa! – Lili falou fazendo Johnny se irritar mais ainda e sair do carro batendo a porta com força.
— Demônio, nem pra parar de reclamar eles servem – falou enquanto abria o capo do carro e tentava encontrar o problema. Mas a estrada estava escura demais e ele não enxergava muito em sua frente então entrou no carro e pegou uma lanterna que tinha no porta luvas.
— Johnny viu que ali tem uma estrada? Talvez possa ter uma casa lá pra dentro – Lili falou mostrando um caminho que se formava entre as arvores, perto da estrada.
— Vou ver, alguém vai junto? – perguntou Johnny vendo seus amigos fazerem caretas – bando de cagão.
Johnny saiu de perto do carro e caminhou até a estrada de terra, logo estava indo em direção a um casarão que tinha a aparência de abandonado. Empurrou a porta e entrou, chamou por alguém mais nada. Entrou pela casa a iluminando com a lanterna e viu um vulto passando por ele.
— Tem alguém ai? – perguntou com um pouco de medo. Mas nada apareceu. Um som de trovão surgiu fora da casa a fazendo tremer, um arrepio tomou o corpo de Johnny – Fantasmas não existem – Johnny falou indo para a entrada da casa, para sair dali, — eu não vou morrer – falou tentando controlar a respiração irregular.
— Se fantasmas não existem, o que eu sou? – uma voz rouca se fez ouvir.
— Eu estou alucinando – johhny falou quase saindo da casa, mas um machado foi cravado em seu crânio e o fez cair de joelhos sangrando.
— Não, não está alucinando, está morrendo! – falou de novo o homem que o matou, riu de ver o cara caído no chão com o sangue se esvaindo. O pegou pela gola da camisa e o arrastou até o carro que estava parado na estrada, jogou o corpo na direção do carro e riu mais uma vez quando ouviu gritos saindo de lá.
— Não gosto de visitas, se quer morrer, apareça, mas não será bem vindo.
Fale com o autor