Contos De Terror
11 Eu avisei
Notas iniciais
Toda brincadeira tem um fundo de verdade...
Rafaela era uma garota que gostava de viver intensamente, viajando sempre que pudesse, curtindo quando quisesse. Não pertencia a nada nem ninguém. Certo dia, a jovem de 25 anos estava a caminho do seu trabalho quando seu telefone tocou, era um número desconhecido, mas mesmo assim ela atendeu:
— Alô
— Rafaela? É você mesma? (Disse uma voz de mulher com um tom de preocupação)
— Sim, quem gostaria?
— Minha jovem, sou uma velha cartomante e em uma de minhas visões previ algo terrível em seu caminho, algo que remete a sua morte!
— Olha senhora, não que eu esteja desrespeitando seu trabalho, mas eu não acredito neste tipo de coisa
— Tudo bem garota, só ouça meu conselho: Não fique sozinha hoje á noite. E depois não diga que não te avise... (Disse a velha misteriosa e desligou o telefone)
A garota pouco se importou com o telefonema, e muito menos com a "previsão". Para todas essas coisas de sobrenatural ou previsões não passavam de brincadeiras ou farsas. Foi para seu trabalho, passou-se mais um dia normal, e ao entardecer voltou para casa confiante e desacompanhada.
Em meio a madrugada acordou de susto com uns barulhos semelhantes a passos nas escadas, levantou rapidamente e foi até o corredor para olhar. Avistou uma sombra que ia subindo degrau por degrau bem lentamente... Rafaela, que já estava apavorada, começou a gritar e recuar de costas para a cama até esbarrar em alguma coisa. Completamente tremula e em pânico, virou-se e deu de cara com uma velha magra de cabelos pretos usando um vestido branco com respingos de sangue, em sua mão direita segurava uma faca ensanguentada.
— Por que está gritando? Ainda nem cortei você...
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