Contos De Bolso
1 Banquete de sonhos
Toda semana, após as aulas, Joe e Tommy ficavam parte da tarde na Rota 11. Muitas vezes sequer passavam em casa primeiro, brincando e caminhado com o uniforme escolar mesmo.
O prazer que sentiam em ficar na região era compreensível. A abundância de verde e o contato mais próximo com os Pokémon eram muito mais apelativos que a intensa movimentação portuária de Vermilion. Ali tinham liberdade e paz incomparáveis, duas coisas muito procuradas por jovens de onze anos.
Naquele dia em especial acabaram permanecendo na rota mais tempo do que costumavam. O sol já estava se pondo quando enfim decidiram voltar para suas respectivas casas, antes que seus responsáveis ficassem preocupados.
No meio do caminho de volta, Joe percebeu que esquecera sua mochila. Típico, Tommy nem se impressionava mais. Deu um pequeno grito dizendo "fica aí, Tommy!" e correu de forma desesperada em direção à parte da rota que costumavam ficar, deixando o amigo sozinho. De novo, típico.
Tommy odiava ficar sozinho, e Joe sabia disso. Custava simplesmente dizer que esqueceu algo e pedir para que o acompanhasse? Ainda mais naquele horário, quase anoitecendo.
Correu em direção ao colega, esbravejando e pedindo que ele fosse mais devagar — porque não bastava abandoná-lo, ele tinha que desaparecer no horizonte correndo feito um louco. Já estava quase na extremidade leste da rota quando algo o puxou com violência para uma moita próxima.
Inicialmente pensou que era um Pokémon selvagem, mas depois que sua tentativa desesperada de gritar por socorro foi frustrada por uma mão, teve certeza que era um humano... o que era pouco reconfortante. Se debateu e esperneou tentando escapar, até perceber que o "algo" que o puxou era ninguém menos que Joe.
A mão de Joe agora estava abafando os gritos de ódio de seu amigo, que pensava ser uma brincadeira de mau gosto. "Fica quieto e olha aquilo". Somente ao ouvir esse sussurro Tommy parou de lutar e olhou para onde seu amigo apontava.
A alguns metros de distância dos garotos, um curioso Pokémon investigava a mochila de Joe. Quadrúpede, de pêlo branco e alvo como a neve, contrastando com sua pele escura como o ébano, e o que parecia ser uma foice saindo da têmpora direita. Apesar do semblante sereno, sua aparência lhe dava aspecto agressivo, amedrontador. Sequer tencionavam tentar assustá-lo com barulhos e gritos como já fizeram com vários rattatas que encontraram na rota, decidiram apenas observar e esperar.
–Tommy... que treco é esse?
–Não tenho a menor ideia. Nunca vi um Pokémon desse tipo por aqui, nem nunca vi fotos de algo parecido nos livros da escola.
–Será que é um Pokémon não descoberto?
–Se for, que azar! Não trouxe minha câmera! Imagina, se a gente descobriu um novo Pokémon e não puder provar depois?
Os sussuros dos garotos chamou a atenção do Pokémon, que tomou uma postura defensiva e começou a fitar os dois. Os meninos ficaram imóveis. Não por prudência ou medo, não. Estavam imobilizados pelos olhos do Pokémon. Dois lagos vermelhos e infindáveis, ao mesmo tempo calmos e perturbadores, ordenados e caóticos, amigáveis e ameaçadores...
Tantos sentimentos contraditórios! Mas eles não estavam limitados àqueles olhos, não! As almas dos dois estava dividida, como se as sensações carregadas por aquele Pokémon estivessem infectando a inocência daquelas crianças. Sentiam vontade de chorar e gritar em desespero, ao mesmo tempo em que a calma e serenidade habitava em seus corpos.
A confusão começou a se desfazer e uma sensação em especial se sobressaiu dentre as outras: desespero. Era como se vislumbram-se um gigantesco desastre e não pudessem fazer nada diante dele. Diante deles estava a personificação dos desastres do porvir.
O transe foi quebrado pelo som dos passos da criatura, que aproximava-se lentamente dos jovens. Ela devia ter um pouco mais de um metro de altura, mas seu porte imponente a fazia parecer gigantesca — majestosa, ainda que atrrorizante. Cada passo era como o cadente aproximar de uma catástrofe porvir.
Não! Não podiam deixar o desastre lhes tocar! Fuga! Tinham que fugir e deixar o revés e infortúnio para trás! Tinham que fugir do desastre!
Em grande desespero, correram com todas suas forças e fôlego. Somente na entrada de Vermilion tencionaram olhar para trás. Na estrada, suas desesperadas pegadas e nada mais.
II
–Por que a gente teve que voltar aqui de noite, mano? Não podíamos deixar para amanhã de manhã?
–Porque você vai precisar desse material amanhã, cabeção.
–Mas... eu tinha que vir junto?
–Com nossos pais viajando? Tá brincando, né? Você acha que eu ia te deixar sozinho em casa?
–Mikey, mas, mas e se a gente encontrar aquele Pokémon de novo?
–Esse Pokémon que você viu não existe, Joe. Você provavelmente confundiu com algum raticate e ficou com medo.
–Um raticate? Sério? Mas não era nem da mesma cor!
–Alguns Pokémon têm cores raras, sei lá, tipo como figurinhas premiadas. Talvez fosse um raticate de pêlo branco.
–Eu tenho certeza do que vi, Mikey, e não se parecia nem um pouco com um raticate.
–Ok, ok, não vamos discutir isso agora, tá bom? Só me mostra onde deixou sua mochila e vamos embora, tá certo? E não se preocupe, estou trazendo o Nid, então se aparecer algum Pokémon selvagem hostil não temos que nos preocupar.
Joe decidiu não discutir com seu irmão e o levou logo ao local onde perdeu sua mochila. Não que estivesse convencido de que foi um raticate, mas quanto o mais rápido saíssem de lá, melhor. Realmente não queria encontrar aquele Pokémon de novo. Talvez se fossem rápido poderiam evitá-lo, pensou.
Quase na extremidade leste da rota acharam os pertences do jovem, aparentemente intocados. Seu irmão deu-lhe mais uma vez uma pequena bronca, chamando-o de irresponsável e reclamando sobre "o tanto de trabalho que você me dá por coisas tão simples!" Joe simplesmente fingiu que não escutava e pegou seus pertences.
–Vamos embora? — disse, numa voz levemente chorosa, quase uma súplica.
Mikey sentiu-se um pouco culpado. Sabia que seu irmão não esqueceu a mochila lá de propósito e estava com medo do lugar. Era um tanto quanto injusto xingá-lo repetidamente por um erro bobo. Sussurrou um pedido de desculpas, pegou-o pela mão e pegarm o caminho de casa.
Perto da entrada de Vermilion, observeram um arbusto se mover violentamente. O irmão mais velho ficou de prontidão com sua pokébola, caso fosse algum Pokémon hostil. O caçula agarrou-se ao primogênito, temendo ser a criatura que encontrara mais cedo. A passos apressados, um hypno saiu da mata, mas ignorou os dois, correndo para um lugar com vegetação mais densa.
–Viu, não há o que temer. Provavelmente foi esse o Pokémon que você...
De repente, crusando a estrada, Mikey viu uma sombra alva com olhos vermelhos. Ao perceber os irmãos, conteve-se e os encarou por alguns segundos, para então entrar na mata de novo.
–O... que... O que foi... aquilo?
–Um raticate. — debochou seu irmão mais novo.
III
Joe amava os bolos de sua mãe, mas aquele estava realmente especial! Nunca comera algo tão saboroso em sua vida! Já havia terminado a terceira fatia e ainda não estava saciado. Decidiu comer mais uma — afinal, que mal faria? Andavam dizendo que ele estava um pouco magrinho mesmo.
Foi à cozinha pedir mais uma fatia à sua... Desde quando sua mãe não tinha rosto? Lembrava que sua mãe tinha o rosto mais... como era o rosto de sua mãe mesmo? Por algum motivo não conseguia mais se recordar... O que estava fazendo ali mesmo?
Tentou perguntar à sua mãe, mas ela não conseguia falar, parecia ter perdido a voz. Será que estava doente? Foi ao escritório de seu pai perguntar se algo estava errado ela, mas por algum motivo o corredor que conectava a cozinha ao resto da casa desapareceu. Havia apenas um grande buraco sem fim e algumas "ilhas" de chão flutuando.
Levou algum tempo para pular de "ilha" em "ilha" e chegar ao escritório de seu pai. Uma vez lá, perguntou a ele se... O que veio perguntar mesmo? Tudo o que lembrava era que era algo relativamente importante, mas além disso, nada. Não fazia diferença: seu pai não tinha mais rosto, não havia boca por onde sua voz pudesse sair.
Estranho era o fato de as fotos na mesa de seu pai também não terem mais rosto algum, exceto pelo próprio Joe. Numa das fotografias, seu pai, seu irmão, ele e uma estranha mulher posavam, mas somente ele tinha rosto! E mãos! E corpo! E... eles estavam desaparecendo! Cada um dos integrantes da foto começou a sumir, assim como o cenário ao fundo. Logo, a moldura que segurava também desapareceu em pleno ar. Ao seu redor, todo o ambiente desmanchava-se sem deixar rastro: cadeiras, paredes, teto, chão...
Seu pai já não estava ali. Sequer lembrava como ele era, ou se pelo menos tinha pai. Tudo começou a sumir, como alguém estivesse sugando tudo o que amasse...
IV
Joe costumava chegar à escola cerca de trinta minutos antes das aulas começarem para poder conversar com Tommy. Naquele dia, entretanto, chegou em cima da hora, quase junto com professor. O sonho que teve naquela noite, além de extremamente estranho, foi super envolvente — tão envolvente que nem ouviu o despertador pela manhã. Felizmente seu irmão percebeu que ele ainda não tinha saído da cama e o acordou.
Chegar cedo não teria feito muita diferença. Tommy havia faltado a aula, então, no final das contas, ter acordado um pouco mais tarde foi um bom negócio. Perguntava-se porque seu amigo não tinha vindo. Com certeza não devia ser alguma coisa séria, no máximo um resfriado. Levaria o dever de casa para ele após a aula e verificaria que estava tudo bem.
Durante o intervalo, Joe permaneceu com seus amigos (afinal, Tommy não era seu único amigo, né?). Queria conversar com alguém sobre o estranho sonho que teve. Para a sua surpresa, por mais que seu sonho fosse estranho, ele não era único. Vários de seus colegas fantasiaram coisas parecidas naquela noite. Ou melhor, em partes. Os sonhos eram, sim, bem diferentes entre si, mas o desfecho bizarramente parecido: as imagens e ilusões montadas pelas mentes infantis começavam a desfalecer uma a uma, até que ficavam sozinhos num angustiante vazio. Outra semelhança entre as experiências dos jovens era que nenhum referia-se ao evento como necessariamente ruim. Não diziam ter tido um pesadelo, apenas um "sonho estranho". Lembranças do caso não traziam nenhum mal sentimento à tona.
A discussão dos colegas foi interrompida pelo sinal. Voltaram todos às suas salas e carteiras e tentaram assistir às aulas restantes. A verdade é que elas foram pouco proveitosas para alguns dos alunos, que refletiam sobre o ocorrido, tentando procurar um significado maior em tamanha coincidência.
Após o horário escolar, alguns alunos se reuniram para conversar mais sobre a experiência. Joe queria participar da conversa, mas estava curioso para saber porque seu amigo Tommy não foi à aula e foi direto para a casa dele. Em frente à casa, foi recebido por nada mais nada menos do que... uma viatura policial. Oh, céus.
O acesso à casa estava limitado. Pela janela, Joe conseguia ver os pais de seu amigo conversando com alguns oficiais. Ambos, estavam visivelmente desesperados e em prantos. Em lugar algum havia sinal de Tommy. Deu a volta na casa e olhou pela janela do quarto do amigo e viu um policial com luvas e uma lanterna vasculhando o local. Ok, agora estava realmente preocupado. O que será que aconteceu com Tommy?
A resposta veio logo em seguida, trazida por outra viatura policial. De dentro dela, acompanhado por um guarda, saiu o seu amigo, aparentemente ileso. Sem pensar duas vezes, Joe foi ao encontro do amigo — não encontrou resistência policial, não havia motivos para isso. Perguntou ao colega o que aconteceu com ele, por que não foi na aula, se ele estava bem... Uma inundação de perguntas, todas sem respostas. Tommy estava mudo e parecia fazer-se de surdo, não reagindo à voz de ninguém. Seu olhar era vago, fixo, quase como se estivesse morto. Sua mente estava simplesmente vazia.
Os pais do garoto logo chegaram, transbordantes de alegria — e questionamentos. A felicidade do casal foi logo esvaindo-se quando perceberam o estado catatônico que seu filho se encontrava. Os questionamentos, entretanto, persistiam, e logo abordaram o policial com suas perguntas.
Joe não conseguiu escutar muito do diálogo seguinte. Outro policial apareceu e disse que o levaria para sua casa, que não poderia ficar ali. Entretanto, ouviu um pequeno detalhe bem importante: Tommy foi encontrado na Rota 11. Rota 11...
V
A maioria dos materiais foi fácil de conseguir. A lanterna estava no criado-mudo de sua cama; a Ultra Ball foi um presente de aniversário e estava em sua estante; os pacotes de biscoito vieram da cozinha. A única coisa que deu um pouco de trabalho foi pegar o nidoking da família. Sua pokébola costumava ficar na sala, mas Mikey estava lá, assistindo à televisão. Joe teve que esperar até dez da noite para que seu irmão fosse dormir — após isso, contou mais quinze minutos, só por segurança. Enfim com tudo o que precisava, saiu pela janela de seu quarto e seguiu seu caminho pela Rota 11.
Não queria fazer aquilo. Tentou conseguir a ajuda dos policiais, dizer à eles que um Pokémon misterioso estava no mesmo lugar em que encontraram Tommy e os dois possivelmente estavam conectados, mas ninguém ligou para ele. Quem daria atenção para uma criança de 11 anos, afinal? Os policiais pensavam que era algum criminoso, alguém que abusava de crianças e estava se escondendo no local. Mas eles estavam errados. Era um Pokémon, não um ser humano, e só Joe sabia disso — ou, melhor, só ele acreditava.
Nem mesmo seu irmão lhe deu muito crédito. Pensou que confiaria nele depois de ter visto o Pokémon também, mas qual a resposta dele? "Não há provas". Adultos, sempre esperando por "provas concretas" ao invés de simplesmente fazer o que é certo!
Enfim na entrada da Rota 11, o rapaz avistou uma viatura policial, com dois guardas fazendo vigia. Estavam ali para o caso de "alguém suspeito" aparecer. Iam passar a noite toda procurando por um criminoso que não existia.
Para não chamar a atenção dos policiais, entrou na rota atravessando alguns pequenos arbustos à direita do começo dela, esgueirando-se para não chamar atenção. Passou por uma pequena cerca e continuou caminhando até a extremidade leste, onde encontrou o Pokémon pela primeira vez. Em sua mente não havia nada mais natural. Encontrou-o ali uma vez, com certeza o encontraria ali de novo.
Uma vez no local, sentou-se no chão, desligou a lanterna e aguardou. Aguardou, aguardou, e aguardou... Não cria que ele apareceria tão rápido, mas uma, duas, três, já haviam se passado mais de quatro horas e nada. Logo seu corpo ficou cansado e cedeu ao sono... e sonhos.
Sonhos doces e felizes, habitados por familiares, amigos e amores infantis. Somente em seus devaneios seus pais estavam sempre em casa, sem ter que ficar semanas ou meses em alto-mar... Seu irmão era sempre amigável e legal, nunca demonstrando seu "lado chato"... Amy, sua pequena paixão da escola, tinha olhos apenas para ele, e os dois caminhavam e divertiam-se pelo porto de Vermilion...
Mas a graça dos seus sonhos não permaneceu intocada. Em pouco tempo, tudo o que amava começou a desaparecer. Entes-queridos, objetos e lugares, todos substituídos por um enorme vazio. O abismo branco começou a crescer, expandir, elvolvendo, não, sugando! O abismo estava sugando tudo! Joe começou a correr para não ser sugado também, mas era forte demais! Tudo estava sendo sugado pelo vazio!
Joe acordou subitamente, ofegante. Nunca teve um pesa... Oh... O Pokémon... O Pokémon misterioso estava na frente dele! Estava virado de costas para ele, rosnando para alguma coisa na outra direção da estrada. Assustada, a criança levantou-se rápido, apenas para tropeçar e cair de novo. O nervosismo não deixava que se equilibrasse e suas mãos trêmulas não encontravam sua pokébola com o nidoking.
O Pokémon percebeu a agitação, virou-se e o encarou serenamente. Estava mais uma vez diante daqueles enigmáticos olhos rubros. Lembrou do desespero incompreensível que sentiu quando os vislumbrou pela primeira vez. Todo aquele desespero? Ainda estava ali, infinitamente maior do que antes. Mas dessa vez, refletido naquelas janelas, percebia algo além de desespero...
...Tristeza. Havia uma tristeza pura e sincera naqueles olhos, uma tristeza tão angustiante que Joe quase entrou em prantos também. Aquele Pokémon estava triste, tão triste... O que será que aquelas esferas rubras observaram, que as deixou tão melancólicas? O que aquela criatura queria lhe avisar?
Bang, bang! O transe foi interrompido por um grande estrondo! Junto com os dois estalos, o som de um corpo caindo morto no chão. Aquele ser tão misterioso estava diante do jovem, com sua pelagem alva agora corrompida por um vermelho ainda mais vívido e desesperador que o de seus olhos. A alguns metros dali, um policial, com uma pistola empunhada aproximava-se vacilantemente.
VI
Dormir. Tudo o que Joe queria era dormir. Dormir e sonhar. Pelo menos em seus sonhos tudo terminava bem.
Não queria que terminasse daquele jeito. O policial estava fazendo o trabalho dele, apenas atirou porque pensou que ele estava em perigo, mas não conseguia se conformar. Talvez aquele Pokémon realmente fosse perigoso — afinal o próprio Joe pensava que ele era o responsável pelo estado lastimável de Tommy -, mas isso era pouco reconfortante. Tudo o que a criança conseguia lembrar era da tristeza naqueles olhos, que agora carregava consigo.
Esquecer. Precisava esquecer de tudo isso. Esquecer do Pokémon, dos gritos desesperados que deu ao vê-lo morto em sua frente, do estado de Tommy, das broncas que recebeu do irmão ao ser levado para casa... Tudo ficaria melhor. Tudo ficaria melhor em seus sonhos.
VII
Sugado pelo vazio... Sugado pelo vazio... Sugado, sugado, sugado...
De novo o mesmo pesadelo, desta vez mais vívido do que nunca. Sentia como se algo realmente o estivesse puxando, absorvendo os seus sonhos. Levantou-se da cama e dirigiu-se a cozinha. Tomar alguma coisa quente o ajudaria a dormir.
Foi então que percebeu que não estava sozinho no quarto. No canto, escondido nas sombras, uma silhueta humanóide segurava e polia um pequeno objeto metálico esférico. Mesmo no escuro percebia sua pele completamente dourada, exceto pelo pescoço, encoberto por uma juba branca. E os olhos... Brancos e vazios como os seus sonhos. Foi a última visão que teve.
Entradas da Pokédex
Hypno
Hypnosis Pokémon
Red & Blue: When it locks eyes with an enemy, it will use a mix of PSI moves such as Hypnosis and Confusion.
Yellow: Avoid eye contact if you come across one. It will try to put you to sleep by using its pendulum.
Stadium: If you lock eyes with it, it will try to hypnotize you. It is best to close your eyes quickly before you get hypnotized.
Gold: When it is very hungry, it puts humans it meets to sleep, then it feasts on their dreams.
Silver: Always holding a pendulum that it rocks at a steady rhythm, it causes drowsiness in anyone nearby.
Crystal: The longer it swings its pendulum, the longer the effects of its hypnosis last.
Ruby & Sapphire: Hypno holds a pendulum in its hand. The arcing movement and glitter of the pendulum lull the foe into a deep state of hypnosis. While this Pokémon searches for prey, it polishes the pendulum.
Emerald: The arcing movement and glitter of the pendulum in a Hypno's hand lull the foe into deep hypnosis. While searching for prey, it polishes the pendulum.
FireRed: It carries a pendulum-like device. There once was an incident in which it took away a child it hypnotized.
LeafGreen: When it locks eyes with an enemy, it will use a mix of PSI moves such as Hypnosis and Confusion.
Diamond, Pearl & Platinum: Seeing its swinging pendulum can induce sleep in three seconds, even in someone who just woke up.
HeartGold: When it is very hungry, it puts humans it meets to sleep, then it feasts on their dreams.
SoulSilver: Always holding a pendulum that it swings at a steady rhythm, it causes drowsiness in anyone nearby.
Black & White: Seeing its swinging pendulum can induce sleep in three seconds, even in someone who just woke up.
Absol
Disaster Pokémon
Ruby: Every time Absol appears before people, it is followed by a disaster such as an earthquake or a tidal wave. As a result, it came to be known as the disaster Pokémon.
Sapphire: Absol has the ability to foretell the coming of natural disasters. It lives in a harsh, rugged mountain environment. This Pokémon very rarely ventures down from the mountains.
Emerald: It sharply senses even subtle changes in the sky and the land to predict natural disasters. It is a long-lived Pokémon that has a life-span of 100 years.
FireRed & LeafGreen: It appears when it senses an impending natural disaster. As a result, it was mistaken as a doom-bringer.
Diamond & Pearl: It senses coming disasters and appears before people only to warn them of impending danger.
Platinum: Rumored to sense danger with its horn, it became a target. It fled deep into the mountains.
HeartGold & SoulSilver: It has the ability to foretell natural disasters. Its life span is over a hundred years.
Black & White: Rumored to sense disasters with its horn, it became a target. It fled deep into the mountains.
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