Sentindo o cheiro da traição iminente, o rei ordenou ao seu melhor detetive que toda a corte fosse investigada. Em duas semanas, o detetive trouxe a mensagem de que seu irmão estava tramando tomar o poder por meio de um golpe de estado.

O rei, revoltado, bateu no detetive e ordenou sua prisão. Sua irmã, entretanto, falou com sabedoria que o mensageiro não era o culpado pela corrupção e que se alguém deveria ser punido, esse alguém era seu irmão. Arrasado, o rei ordenou que o irmão fosse morto exemplarmente por conspiração e traição.

Depois de um mês, o detetive trouxe para o rei provas escritas de que seu tio tramava contra a coroa e que em poucos dias daria seu golpe final, ao que com muito peso no coração o rei ordenou sua morte também.

Em luto e aos prantos, o rei chamou sua irmã e disse:

— Agora que somos os últimos membros vivos da família, temos de nos manter unidos para evitar que situações como a de nosso irmão e de nosso tio se repita.

Ela o abraçou e, quando se afastaram, o rei sentiu uma adaga enfiada em seu coração, morrendo ali mesmo em poucos minutos. Sua irmã se fez rainha e casou-se com o detetive, com quem nutria um romance há meses.