Conto dos Diferentes
7 Daniela
— O que você quer que eu fale? — perguntou a garota um tanto quanto grosseira — Ah sobre como eu descobri meu poder e fui parar na E.N.D? Eu não lembro de quase nada! Meu pai é um Diferente também, com um poder parecido com o meu, então não foi estranho quando meu poder apareceu. Quando eu ainda era um bebê, meu pai foi o primeiro a me dar o dedo pra eu segurar e, nesse primeiro momento, ele já sentiu que eu tinha uma força enorme e começou a suspeitar que eu era uma Diferente. Aí o tempo foi se passando, e meu pai cada vez mais tentava ter a certeza se eu era uma Diferente ou não. Até que com um ano de idade, ele finalmente conseguiu o que queria. Eu levantei uma cadeira lá de casa e aí fez-se a festa. Mas depois, veio meu pai me explicar que eu tinha que me fingir de fraca por causa dos Comuns e tals. Na época eu só aceitei né, era pequena, mas isso só na rua porque em casa eu treinava todo dia com meu pai batendo nele e ele sempre aguentando, tranquilo. Aí, com seis anos meu pai me matriculou na E.N.D e falou que, quando fosse esperar pelo ônibus, eu deveria me fingir de fraca, mesmo se alguém me irritasse. Que bom que ninguém assim nunca apareceu porque acho que eu não aguentaria e acabaria com a pessoa na porrada ou jogaria alguma coisa nela. — Ela disse aquilo com uma expressão levemente de raiva em seu rosto.
A jovem se acalmou e perguntou:
— É só isso? Acabou?
Com a resposta dada como positiva, a moça se levantou e saiu sem nem se despedir.
Fale com o autor