Conto dos Criadores

1 O primeiro Criador e sua Criação.


Notas iniciais
Neste primeiro capítulo, apenas vamos contar como a Criação realmente aconteceu, pelo menos durante a era do primeiro Criador...

"No começo, havia trevas. Então, Deus disse: Que haja Luz."

Não foi isso que te contaram? Pois é, não foi bem assim...
Realmente, a primeira coisa que o Criador (chamaremos ele assim daqui por diante) viu foi trevas. Mas isso porque ele iniciou sua existência no lado no qual regia as Trevas, que estava em constante batalha com a já existente Luz. O Criador simplesmente vagueou pela infinidade deste plano de existência até ele avistar o que era a Luz. Ninguém ligava pra ele, pois a Luz e as Trevas estavam muito ocupadas, enfrentando-se, para sequer perceber a presença dele.

Por algum tempo ele vagou por aí, sem rumo, entre os dois territórios. Sabia que, contanto que ele não se metesse com a Luz ou com as Trevas, elas não o incomodariam. Ambas eram incorpóras, literalmente apenas luz e escuridão. Como isso funcionava? Não me pergunte, eu não estava lá.

Com o passar do tempo, no entanto, o Criador começou a pensar, por que a Luz e as Trevas estariam se enfrentando, se os dois domínios eram tão vazios? Então, com seus poderes divinos, e todo seu tédio acumulado, começou a criar. Não se limitou, tudo no que poderia pensar foi criado. Em ambos os lados, o espaço vazio começou a ser preenchido, conforme o Criador se deixava levar em seus devaneios. Planetas, estrelas, cometas, sóis, quase tudo o que a humanidade conhece (e não conhece) hoje.

Porém, mesmo sendo quem hoje conhecemos como Deus, o poder do Criador possuía limites, e esses eram ainda menores do que o poder das entidades primitivas disputando sem razão alguma, quando combinados. Bom, talvez agora eles tivessem uma razão para disputar, só não acho que eles ligavam muito pra tudo isso que foi colocado em seus territórios... Mesmo porque, vez ou outra, parte da Criação era destruída por algumas investidas mal-planejadas.

Vendo o descaso da Luz e das Trevas com suas criações, o Criador resolveu criar algo que realmente fosse fazer a diferença entre eles: Uma árvore, cujo fruto seria o prêmio ao vencedor daquela peleja, e que ao consumí-lo, seria garantido a quem o fez poderes equivalentes aos do próprio Criador. Isso garantiria ao vencedor que jamais poderia ser sobrepujado pelo perdedor novamente, e esse fato interessava muito os dois contendentes.

Após ter criado a árvore, no entanto, o criador compreendeu que havia feito algo terrível. Agora mesmo, após ter criado algo tão poderoso, seu poder foi sugado ao máximo, e, a qualquer momento, a Luz ou as Trevas poderiam tentar atacá-lo pelas costas e roubar um fruto da árvore, então garantindo a vitória dessa competição eterna. Não era isso que o criador pretendia, e, por alguma razão, ele temia ser apunhalado pelas costas. (Não sei porque, não tinha ninguém lá pra ficar sabendo).
Então, com seus poderes esgotados, a única fonte de energia que o Criador possuía era sua própria vida, e foi isso mesmo que ele usou para sua última criação: um guardião para a árvore. O que ele não sabia, no entanto, é que tanto a Luz quanto as Trevas jamais cometeriam tal ato, o que eles mais queriam era provar sua superioridade, contando apenas com suas próprias habilidades. Sem falar que eram entidades honradas, jamais cometeriam tal atrocidade. (Sei. AI, tá bom, não tá mais aqui quem falou).

Enfim, depois de ter desperdiçado seus últimos suspiros, sendo o Criador imortal, ao usar sua própria energia de vida, o resultado com certeza seria algo surpreendentemente poderoso.

Notas finais
Mais uma história que eu começo, mais um projeto que eu posso abandonar. Eu sei que eu nem me esforcei pra tentar atrair público a ler a história do Shirou, que seria a razão pra eu continuar alguma história, mas é porque era mais direcionada a um grupo fechado de amigos, e como eu ainda assim não recebi muitos comentários... é. Mas eu ainda posso continuá-la, caso você esteja lendo isso e tenha interesse por pokémon, goste da minha escrita, e da minha história, e... Desculpa. Deve ser pedir demais.