Conto de Uma Fada
4 Capítulo 4 – Tudo é novo pra mim
Notas iniciais
Esse cap é enoooorme! E engraçado! hahahaha
Onde eu vivia não havia comida, pelo menos não esse tipo de comida que os humanos comiam. Lá, nossos pratos eram à base de pétalas de flores, cada dia uma flor diferente e uma comida diferente.Sentamos na cama, um ao lado do outro, e Gerard ficou esperando eu tomar a iniciativa.- vamos lá, coma! Não tenha vergonha, eu não mordo se pegar a fatia maior de presunto. – nós rimos e eu fiquei tentando imaginar o que era o tal ‘presunto’ no meio de tanta coisa diferente.Arrisquei e peguei uma coisa vermelha e redonda com uma aparência bem brilhante, nem parecia de verdade. Dei uma mordida e senti o gosto, era bom.- uma maçã. Boa escolha. Vai querer suco de manga ou café?- café? – perguntei confusa e ele abriu um sorriso.- eu amo café, é meu segundo vício.- e qual é o primeiro?- isso. – ele me mostrou um pacotinho escrito “Cigarro” e quando eu vi uma foto de um homem sem as pernas atrás da embalagem dei um grito.- como você consegue??- o quê?- usar isso sabendo que faz tanto mal? E se você ficar igual a esse homem da foto??Ele virou o pacote e viu a foto. Seu rosto mudou de cor e ele ficou muito envergonhado.- eu não vou ficar assim, não se preocupe.- como você sabe que não?? Você precisa largar esse vício, Gerard. Isso faz mal a você, ouça o que eu digo. Isso pode te matar.Acho que minhas palavras foram fortes demais. Ele passou o resto da manhã calado no canto do quarto rabiscando um papel. Eu não quis importuná-lo, mas foi preciso. Aquele silêncio já estava me incomodando.- Gerard?- oi. – ele disse seco sem tirar os olhos do papel.- você me leva pra conhecer o mar?- você quer ir agora? – confirmei com a cabeça – então vamos.Ele guardou o papel dentro de um caderno e pegou as chaves da porta. Quando chegamos do lado de fora, eu continuei andando distraída e de repente senti Gerard me puxar com força pelo braço.- aiiiii! – gritei e comecei a alisar onde ele tinha apertado.- me desculpa. Mas você precisa olhar pros dois lados antes de atravessar a rua. Se eu não puxo você, o cara de moto ia te atropelar. – ele apontou pro lado e eu vi um homem andando numa coisa com apenas duas rodas. - ah... obrigada então. – sorri envergonhada e só continuei andando depois que ele me segurou pela mão, que nem uma criancinha perdida.Atravessamos e continuamos andando. De repente eu pisei e senti meu pé afundar no chão. Me desesperei, é claro.- ahhhhhhh! Socorro! Gerard, me ajuda!! – eu gritava que nem uma louca.- o que foi? Isso é só areia, não machuca. Vem, me dá a mão.Ele esticou a mão pra mim, que estava congelada no mesmo lugar sem me mexer. Peguei na mão dele e comecei a andar bem devagar, era tão estranho andar em cima daquilo. Logo à frente, senti que o chão começava a endurecer e a água já chegava aos meus pés.- isso é o mar, Maya. – ele disse abrindo os braços.Eu comecei a rir que nem uma boba, eu nunca tinha passado por aquilo antes, nunca tinha sentido como a água podia ser tão fria.- que foi? – ele disse vendo minha cara nervosa.- tá frio. Essa água tá muito gelada.- mas é assim mesmo, depois você acostuma. Vem. – ele me pegou pela mão e me carregou até onde a água alcançava minha cintura. Eu tremia muito no começo mas confesso que depois meu corpo não sentia mais o frio cortante do mar.- eu gostei do mar. É gelado, mas também é muito divertido!- você vai ver o que é diversão! – ele começou a brincar, jogava água no meu rosto que nem um menino de 10 anos.Foi tão engraçado! Saímos da água com as roupas encharcadas e quando chegamos na pousada nos demos conta que aquela era a única roupa que tínhamos. - e agora? Eu não tenho nenhuma roupa... – eu disse me sentando na cama e molhando tudo.- tive uma idéia. Vem comigo.>>>>>>>>>>>>>
Notas finais
Hummmm pra onde será que ele vai levá-la?? kkkkkkkk
Fale com o autor