Conto de Uma Fada
11 Capítulo 11 – Minha varinha!
Segurei em sua mão e saímos da casa juntos. Enquanto ele fechava a porta, eu olhei em volta e vi algo brilhando próximo do outro lado da calçada. Atravessei a rua e percebi que aquele era o mesmo jardim de onde eu tinha caído e onde eu tinha encontrado Gerard pela primeira vez. Olhei entre as flores e achei o que eu tanto procurava.- minha varinha! Abaixei em a peguei. Ela estava um pouco quebrada, talvez da queda, mas eu tinha certeza que era a minha. Gerard atravessou correndo e veio até onde eu estava.- Maya, você quase me mata de susto! Eu olhei pra trás e você tinha sumido, não faça... – ele parou de falar quando viu o que eu segurava – o que é isso??
- não está vendo? – meus olhos brilhavam – é a minha varinha! A varinha que eu disse pra você que eu tinha perdido naquele dia!Ele fazia uma cara de espantado, tentando forçar sua mente a acreditar que tudo era mesmo real.- então...- eu sou uma fada, Gerard! Uma verdadeira fada! Acredita agora?- vamos, Maya. Está ficando tarde. – ele me deu um beijo na testa, sacudiu um pouco a cabeça e entrou no carro.Naquele momento eu desisti de tentar convence-lo. Já me sentia feliz por ter encontrado uma peça que me ligava ao meu passado e isso já bastava pra que eu me esquecesse da sensação que tanto me atormentava.Entrei no carro e fui o caminho inteiro sem tirar os olhos da minha varinha. Ela era branca da cor da lua, do tamanho e da grossura de um canudo e toda brilhosa. Na ponta havia uma pequena estrela que emitia uma luz fraca. Gerard olhava sério pra estrada e às vezes olhava de relance pra mim, sem acreditar que estava mesmo ao lado de uma fada. Ele ainda não tinha fé suficiente pra acreditar.Chegamos na pousada e eu me deitei na cama sorrindo. Ao mesmo tempo em que eu me sentia feliz, meu corpo tremia sem saber se tinha coragem de realizar algum feitiço e descobrir se eu ainda era fada ou não. O medo tomava conta de mim. Medo. Um sentimento proibido em Guhur e tão famoso na Terra.- não vai fazer nada? – ouvi a voz de Gerard quando ele se deitou ao meu lado na cama.- não tenho coragem.- e por que não? Você não diz que é uma verdadeira fada? – dessa vez ele não parecia cínico, apenas curioso.- mas eu tenho medo de descobrir que virei uma humana como você, de ter perdido todos os meus poderes...- não tenha medo. Se você não tentar, nunca vai saber.Ele estava certo. O único jeito era tentar lançar algum feitiço, utilizar a varinha e saber se eu ainda era fada. - você tem razão. – fiquei de pé olhando pra ele. – vou arriscar.- o que vai fazer comigo, fadinha? – ele disse rindo.- você vai ver. Levantei a varinha e fechei os olhos, tentando me concentrar. Quando eu ia lançar o feitiço, me desconcentrei com Gerard gritando.- ahhhh quem é você??? – ele gritava olhando pra janela.>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
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