Conto I - Unforgettable Wars

28 Recuperando a Fé: Segredos Sangrentos!


Notas iniciais
Boa noite! Desculpem o atraso, galera, tive um imprevisto e uma viajem de última hora pra fazer. Voltei só agora, mas irei postar imediatamente o capítulo dessa semana que passou. Encerramos agora a luta de Yerik e Dante, que se passa no Yomotsu. No final do capítulo anterior, ambos foram atirados na direção da colina. Preparados para descobrir o que aconteceu? Boa leitura! ----- [Ficha(s) atualizada(s):] Durante 'Dante' Nguyen Divindade: Atena Classificação: Cavaleiro de Ouro Constelação: Câncer Gênero: Masculino Idade: 23 anos Significado do nome:“Permanente, duradouro” Aniversário: 19 de Julho Signo zoadical: Câncer Altura: 1.82 Peso: 74kg Tipo sanguíneo: B+ Local de nascimento: Vietnã Local de treinamento: Iraque Mestre: Nenhum Discípulo(s): Ézio de Águia Cor, textura e tamanho dos cabelos: Vermelho escuro, lisos, compridos Cor dos olhos: Prateados Parentesco: Nenhum Personalidade: Sádico, valente, determinado, determinado Habilidades especiais: Telecinese moderada, capacidades ilusórias, controle de almas Objeto de valor sentimental: Porta retrato (amigos e Danielle)



Yerik começou a se mover e sentiu um desconforto imenso. Com muito esforço conseguiu abrir os olhos e a primeira coisa que viu foi um céu rubro como sangue.

Quando conseguiu focalizar melhor, ouviu gritos desesperadores, que imediatamente o despertaram de seu estado quase desacordado.

– Ainda... Ainda estou na colina? – ele levou uma das mãos à cabeça e percebeu que havia um ferimento realativamente grande entre seus cabelos – Ai! Droga, acho que devo ter caído de uma altura bem perigosa e... – ele hesitou ao levantar – Zeus, onde eu estou?!

Abaixo de Yerik se encontrava um poço que parecia não ter fundo. Ele já estava dentro do Yomotsu, sustentado por uma estrutura de rocha que mal suportava o seu peso.

Assustado, se levantou e tentou buscar apoio, mas a pedra começou a rachar e ceder.

– Ah, essa não! – disse enquanto pulava para alcançar algo mais firme com as mãos – Eu vou... cair!!

Ela ruiu e ele começou a cair na direção do vazio. Imaginou que esse seria seu fim, mas algo o deteve. Um braço se estendeu em sua direção, agarrando-o com firmeza. Longos cabelos vermelhos começaram a esvoaçar e o braço o puxou para cima. O Santo de Câncer acabara de lhe salvar.

– D-Dante?! – pigarreou ao voltar para o chão

– Surpreso, Cisne? – ele estava com o rosto ensanguentado, mas conseguiu sorrir – Hahahahaha!

– Para falar a verdade, sim. Por quê me salvou?

– Porque você é digno de sua armadura. Você tem uma força incrível dentro de si, eu posso sentir. Isso me admira.

– Mas... Isso não faz sentido! Você é um Santo de Ouro!

– Sim, e sou muito mais forte também... Mas você tinha razão em dizer que não faço o certo em descontar minha angústia nos outros. Meu passado realmente não é nada bonito, mas nem por isso devo ficar me escondendo... É por este motivo que você pode passar pela casa de Câncer. Eu fui fraco... Mas não se preocupe, me aprimorarei mais. Ficarei mais forte e mais poderoso, e assim poderemos batalhar novamente... E é claro, eu vencerei!

– Hah! Vai sonhando! Nós dois sabemos que eu vou vencer!

– Veremos então! Hahahaha! Pronto para voltar para a minha casa? – Dante ergueu uma sobrancelha

– É. Pode ser.

– Você quer saber o que aconteceu naquela hora, não é mesmo?

– Não, não, não, é só que...

Ele o encarou.

– Ok. – admitiu – Sim, eu quero. Fiquei preocupado...

– Heh, como eu imaginava... Mas tranquilo... Eu nasci no Vietnã, um país que constantemente estava em guerra... Bem, ainda está... Lá nós crescemos imaginando que a guerra é algo bom, uma coisa pela qual vale a pena matar e morrer, algo digno de se participar. Eu cresci assim, igual a várias outras pessoas, e quando já tinha idade suficiente me alistei sem pensar duas vezes. No início foi algo fascinante. Era tudo que eu sempre sonhei. Fui um soldado exemplar, o melhor da equipe se me permite dizer, mas certo dia, em uma missão, me mandaram sair da vila em que estávamos hospedados para dar apoio a uns soldados que estavam numa floresta próxima e não haviam retornado. Infelizmente quando os encontrei já estavam mortos e fui obrigado a voltar e contar as más notícias a todos... O sol estava se pondo quando retornei. Subi a montanha que separava os dois locais e avistei a cidadezinha pacata ao longe... Foi aí que um jato passou acima de mim. Pensei que fosse de nossa equipe, mas quando vi o emblema que ele trazia consigo, meu coração gelou. Ele soltou algo de seu compartimento, bem na mira da cidade. Não tive tempo de fazer nada, apenas pude observar enquanto tudo ia pelos ares, explodindo como num filme... Fiquei em choque e não dormi por semanas. Fui o único que restou... Aquilo mexeu comigo de forma que de vez em quando volto ao passado, revivendo tudo aquilo... É como um trauma. Um flashback. Eu não posso ouvir um avião se aproximando. Se as turbinas estiverem altas, mesmo que seja um veículo comercial, entro em pânico instantâneamente...

Yerik estava perplexo. Não falava, não se movia, não se manifestava. Mesmo se pudesse, não o faria. Tudo estava claro agora, mas outras questões se levantaram. Quem era Danielle? Por quê ele continuara acreditando que a força é a melhor opção? Ele queria perguntar, mas hesitou.

Como se lesse seus pensamentos, Dante disse:

– Heh. Você está pensando em Danielle, não é? Quer saber a ligação do meu passado com esta colina... – disse, fazendo um gesto com as mãos, indicando o lugar em que estavam

Cisne assentiu. Câncer conseguia entendê-lo muito bem... Bem até demais.

– Pois bem, irei te dizer... Pouco depois de conquistar a armadura dourada, lá pelos meus dezenove anos, uma amiga que conheci aqui em uma das vilas me pediu ajuda. Ela queria ver o Yomotsu. Disse que era urgente, que sua vida dependia disso. Eu gostava muito dela, então aceitei, mas na verdade um parente dela havia morrido naquele mesmo dia e ela queria trazê-lo de volta... Assim que chegamos ela o procurou na fila e foi atrás dele. Como eu lhe disse, uma vez que se entra na fila é impossível sair, e ela não conseguiu voltar... Não vou dar detalhes, mas é mais ou menos isso...

– M-mas... Se depois de ver o horror da guerra se arrependeu, por que continuou dessa maneira depois de se tornar um Santo? Como você pode ser “dispensado” do exército com apenas dezenove anos?... E mais importante, como a radiação não te matou?

– A radiação não me matou porque eu estava afastado e num lugar alto, mas trouxe sérias consequências. Tenho uma espécie de câncer... E não, não estou falando do caranguejo ou do signo. É um câncer mesmo... Um tumor... – ele se levantou uma sobrancelha e sorriu – Irônico o cavaleiro de Câncer ter câncer, não?

Dante fez uma pequena pausa ao ver que Yerik não sorriu com sua comparação.

– Enfim, eu ingressei no exército com dezessete anos. Lá ninguém liga pra sua idade desde que você esteja com uma arma na mão. E se quer saber, haviam muitos mais novos do que eu... Ah, e eu fui treinado para me tornar cavaleiro no Iraque. A guerra me persegue onde quer que eu vá e eu aprendi a aceitá-la... Não completamente, mas sou fascinado pela ideologia disso tudo. Uma guerra evita outra. – ele deu de ombros – O cheiro de sangue me faz sentir em casa.

– N-não vou dizer que compreendo.

– Nhah, mágoas passadas... Mas vivamos o hoje, sim? Então vamos lá. Casa de Câncer, aí vamos nós!

Dante voltou a assobiar uma canção de guerra, mas desta vez era algo como "One". (1)

Yerik ainda estava imóvel, sem acreditar no que ouvira. Fechou os olhos quando sentiu seu corpo adormecer e se questionou o porquê de todo Santo de Atena sofrer tanto. Se uma guerra evita a outra, como Dante dissera, por que era necessário ferir os sentimentos de tantos e ao mesmo tempo os afastar de quem amam? As perdas irão continuar, independente do que vier, e cada vez mais gente sairá ferida. A história é feita por nós, mas seríamos incapazes de mudá-la? No fim das contas o sádico Santo dourado de Câncer era apenas mais um atormentado. Mais uma vítima. Mais um grão de areia no mundo... Uma ínfima e minúscula poeira no jogo dos deuses.

Algo interrompeu seus pensamentos. Seus pés alcançavam o chão novamente.

– Ei, garoto. Chegamos.

– Ah... Onde estão Sui e Heitor?

– Pst! Quieto! Eles estão ali adiante, veja...

Andrômeda e Leão Menor se encaravam frente a frente. Não se moviam, mas tinham a expressão confusa.

– O que estão fazendo?

– Eles entenderam a ilusão. Já podem sair daqui.

Câncer estalou os dedos e eles se analisaram rapidamente.

– Sui?

– Heitor?

– Há! Eu sabia que era você!

– Só podia... Era um truque!

– Caham... – Dante pigarreou

– É o Santo de Câncer!

– E Yerik! – acrescentou Heitor

– Será outra ilusão?

– Não desta vez, amazona. Eu sou Dante de Câncer!

Andrômeda, Cisne e Leão Menor se cumprimentaram, evitando olhares diretos para não terem de falar sobre Kirsi.

Heitor estava magoado de verdade. Fora ele que fizera com que ela seguisse adiante, rumo à morte. Não fora um bom amigo, não pensara nas consequências... Se havia um culpado, em sua cabeça esse alguém era ele.

– Ok, ok, já podem sair daqui. Parabéns por passarem pela ilusão e blá-blá-blá... – interveio Câncer

– É verdade... Eu vi quando tudo começou, mas certas pessoas insistiram em batalhar... – Yerik fitou Dante numa tentativa de aliviar o clima. O Santo apenas revirou os olhos – O que aconteceu depois?

– Bem, nós começamos a lutar freneticamente... Depois eu percebi que o cavaleiro usava uma rosa no cabelo, igual a de Sui, logo não poderia ser ele... Ele não havia dito nem uma palavra, e só usava ataques e defesas de corrente.

– Exatamente. Comigo foi assim também... Mas ao invés de uma rosa, eu notei as linhas nas bochechas dele. Iguais as de Heitor.

– Linhas não. Marcas de guerra. – ele caçoou, apalpando as bochechas, onde se prostravam quatro linhas negras feitas com tinta preta, duas de cada lado, como nos filmes

– Sim, é realmente tocante, comovente, alegre e triste ao mesmo tempo... E falando em tempo olha só a hora! Vocês tem que ir... – Dante disse, empurrando-os pelos ombros – Saiam da minha casa.

– Ok, né... – disse Sui

– Já vamos...

– Então... Tchau? – questionou Yerik, levantando uma sobrancelha

– Como diriam na minha época como militar...

Ele fez uma sequencia de socos na parede. Algo como ".- -.. . ..- …". (2).

Cisne reprimiu um riso de contentação e seus amigos não compreenderam o porquê. Para eles aquilo não passava de barulho, mas Yerik conhecia o Código Morse. Dante estava dizendo "Adeus".

Se encaminharam para a saída, mas o dourado chamou:

– Ei, Cisne! – disse enquanto jogava um objeto na direção do cavaleiro

Yerik se virou ao mesmo que um porta-retrato caía em suas mãos.

– Hã?

– Dê uma olhada...

Ele obedeceu e percebeu que haviam duas fotos, uma do lado da outra. Em uma delas soldados estavam reunidos, como em uma foto de time de futebol, e na outra Dante estava ao lado de uma garota morena com olhos alaranjados: Danielle.

– Ah...

– Ei! Eu disse para dar uma olhada, não observar!

– O que quer dizer?

– Você tem clariciência (3), não é mesmo?

– Como você...?

– Eu apenas sei. Ande, veja.

Yerik não entendia como Dante poderia saber sobre o seu dom – já que apenas seus amigos tinham consciência de tal –, mas não hesitou em usá-lo. Se ele o questionara a fazer, ele sabia que era necessário. Cisne se concentrou, tocou o porta-retrato e fechou os olhos. Dois segundos depois, tudo passou por sua mente como um lapso.

A primeira cena que viu foi uma reunião de soldados. Aproximadamente quinze deles se reuniam para uma foto – uma memória para mandar as suas famílias antes de entrarem em combate. Todos trajavam seus uniformes e alguns seguravam armas. Eles riam e se divertiam, tentando fazer com que todos aparecessem ao mesmo tempo.

Depois a imagem mudou. Os soldados estavam no campo de batalha e um a um, iam cedendo. Havia sangue e disparos por todo lado. No fim apenas alguns sobreviveram, mas as marcas em seus corpos ficaram para sempre. Yerik viu um homem se levantar e ajudar um amigo ferido a voltar à base. Só depois percebeu que aquele era Dante. Os cabelos estavam curtos, mas ainda eram vermelhos. Seu rosto estava cortado em vários pontos e ele fora baleado no peito. Sua perna esquerda apresentava uma fratura, mas ele mesmo assim seguiu adiante com seu companheiro, apoiando-o em um de seus ombros e carregando uma bandeira branca, agora vermelha por conta do sangue, no outro braço. Andaram muitos quilômetros, por vários dias, até retornar e relatar o ocorrido ao sargento. Dos quinze homens enviados, apenas quatro voltaram. Ao contrário deles, nenhum sorriso retornou.

O primeiro lapso se foi, dando lugar ao segundo. Dante e Danielle andavam pelo Santuário, conversando e se divertindo. A garota pediu que um senhor tirasse uma foto dos dois, e ele o fez. Danielle pegou-a e a entregou ao cavaleiro, que sorriu – não sádicamente, como de costume, mas de felicidade.

Na cena seguinte, Danielle o chamava e pedia para ir ao Yomotsu. Tudo o que Dante havia contado a ele se repetiu, e o desespero do cavaleiro ao perdê-la atormentou até mesmo a Yerik. Dante não sorria mais e lágrimas caíam de seus olhos prateados como a Lua, rolando por sua face levemente morena.

Tudo escureceu e Cisne retornou ao seu estado normal. Assustado, olhou novamente para o retrato e para Dante.

– Bem, agora você sabe o contraste de emoções que a guerra traz. – disse enquanto pegava suas memórias da mão do Santo

Yerik apenas o fitou, sem demonstrar reação. Heitor compreendeu que o amigo usara seu dom, mas Sui estava perdida. Provavelmente não se recordava daquilo.

– Já podem ir. Seu tempo está acabando...

Todos obedeceram. Enquanto deixavam a casa o ouviram assobiar uma última canção. Uma música contra a guerra no Iraque. Seus amigos novamente não entenderam, mas Cisne o acompanhou até onde pode.

Saíram e deixaram o cavaleiro sozinho. Assim que se viu livre, Dante caiu de joelhos no chão e tossiu sangue, colocando uma mão no peito e se apoiando na outra. Estava cansado, com enxaqueca, náusea, e o sangue que escorria de seu corpo não coagulava. Seus sintomas voltavam a aparecer mais uma vez, e ele tivera sorte de conseguir disfarçar na presença dos cavaleiros de Bronze, que acabaram não percebendo. Ele havia dito à Yerik que tinha câncer, mas não qual tipo.

Mas ele não se importou com isso. Limpou a boca, levantou-se e começou a observar os quadros com seriedade. Pegou um, que retratava a guerra do Vietnã, e o virou ao contrário. Com a pintura voltada para a parede pode-se ver uma dedicatória seguida de uma assinatura. Com uma letra cursiva delicada era fácil de se ler o nome "Danielle".

Dante encarou o verso por um segundo e ficou se perguntando por onde ela andava. Ele queria vê-la, queria tocá-la, queria sentir novamente sua presença, mas sabia que não podia. Aquilo era um lembrete de que mesmo em meio à guerra ainda há uma esperança. Algo pelo que vale a pena morrer e lutar.

Colocou a tela de volta e se sentiu triste por não tê-la ali, porém feliz por ter podido aproveitar seus momentos com ela. Deitou-se no meio de sua casa e começou a olhar para o teto, com as mãos atrás da cabeça. Pela primeira vez em anos sentia uma profunda paz em seu coração.

Notas finais
[Legenda:] (1) "One": É uma canção da banda Metallica, presente no álbum "... And justice for all", de 1988. Ela conta a história do livro "Johnny got his gun" ("Uma Arma para Johnny" e "Johnny vai à guerra" no Brasil), escrito por Dalton Trumbo. O enredo gira em torno de Johnny, um soldado mutilado que perdeu todos os seus sentidos, assim como seus membros superiores e inferiores. Johnny não sabe onde está pois não enxerga, e não consegue se mover. Ao longo do livro (que é dividido em duas partes, sendo a primeira o "Morrer" e a segunda o "Viver") ele começa a questionar a guerra e suas consequencias enquanto tem lapsos do passado e procura uma forma de se comunicar com as pessoas ao seu redor. Este é um dos melhores livros antiguerra que eu já li, sendo o meu preferido. Recomendo a leitura à todos, assim como a música. (2) ".- -.. . ..- …": É uma palavra dita através do Código Morse. Os pontos e traços são "dit" e "dah". O conjunto de um ou mais dit's e dah's forma uma letra, e todos, juntos, formam uma palavra. Logo se separarmos ".- -.. . ..- …" em letras, obtemos ".-/-.././..-/…", onde cada barra é um espaço entre uma letra e outra. Seguindo o Código Morse, obtemos a mensagem decodificada, que é ".- (A) -.. (D) . (E) ..- (U) ... (S)". (3) Clariciência: Ao contrário da clarividência, que permite conhecer o futuro, a clariciência permite só o conhecimento do passado. Através do toque, seu portador tem uma espécie de flashback, vendo exatamente o que as pessoas sentiam no momento retratado no objeto, como acontece a seguir com Yerik. Em outras palavras, a pessoa fica ciente do que ocorreu anteriormente (daí vem o "ciência" do termo). ----- [Ficha(s) nova(s):] Danielle Parker Divindade: Nenhuma Classificação: Moradora do Santuário Constelação: Nenhuma Gênero: Feminino Idade: 19 anos Significado do nome: ”Deus é meu juíz” Aniversário: 28 de Julho Signo zoadical: Leão Altura: 1.67 Peso: 67kg Tipo sanguíneo: O+ Local de nascimento: Grécia Local de treinamento: Nenhum Mestre: Nenhum Discípulo(s): Nenhum Cor, textura e tamanho dos cabelos: Castanho escuro, lisos, na altura da cintura Cor dos olhos: Laranja Máscara: Não Parentesco: Nenhum Personalidade: Ingênua, amorosa, alegre, companheira Habilidades especiais: Nenhuma Objeto de valor sentimental: Nenhum ----- E assim finalizamos a luta na casa de Câncer. Não percam, no capítulo vinte e nove, a luta de Soranin e o guardião da casa de Leão! [Se você está gostando da história, não deixe de favoritar, comentar, acompanhar e/ou recomendar, deixando suas sugestões, opiniões, críticas, elogios e salvando a história para acompanhar sua atualização semanal.]