Conto I - Unforgettable Wars
33 Mestra e Discípula: A Anciã!
Notas iniciais

Krigor, Mikhail e Yerik caminharam até sua antiga casa e se sentaram na mesa. O irmão de Cisne começou a preparar um café para eles, e pouco antes de terminar perguntou:
– Está tudo bem, Yerik? Você parece um pouco perdido.
– Não é nada... É bom voltar pra casa.
– Entendo... Bem, aqui está, pode beber... E quanto a você, garotinho, – ele fitou o filho – É hora de ir pra cama. Já pro quarto! – Krigor começou a fazer cócegas na criança
– Hahahahahaha! T-tudo bem papai, t-tudo bem! J-já estou indo, agora p-pare p-por favor! Hahahahaha!
O menino deu um abraço no tio e um beijo no pai e se encaminhou para seu quarto, deixando-os sozinhos. Krigor sorriu enquanto via o filho cambalear na direção da cama, se arrastando de sono. Yerik o acompanhou.
– Bons tempos...
– Hum?
– N-nada... – tentou disfarçar – Estou feliz por vocês dois.
– Por nós três. – corrigiu – Somos uma família, lembra?
Estavam prestes a continuar a conversa quando ouviram Mikhail gritar de seu quarto:
– Papai!!
– Mikhail! – gritou o cavaleiro
– Meu amor, está tudo bem?!
– Papai, me ajude!!
– Já estou indo, filho!! – berrou enquanto corria na direção da porta, com Yerik logo atrás
Ao entrarem no quarto, ficaram abismados. Uma mulher de cabelos vermelhos medianos, unidos em uma só trança do lado esquerdo dos ombros estava com Mikhail nos braços. Ele se debatia, tentando escapar, mas ela o segurava com firmeza.
– Papai!! – ele chorou
– Quem... Quem é você? – perguntou o pai – Devolva o meu filho!!
Yerik não se manifestou.
– Ah, vocês não sabem quem eu sou? – ela respondeu com outra pergunta – Pois deveriam. – disse com um ar sério, erguendo Mikhail pela blusa, com apenas uma das mãos
– Fieke, ponha ele no chão! – gritou Yerik, irado –Agora!!
– Ah, então agora você se lembra de mim, Cisne? – ela arqueou uma sobracelha
– Yerik, quem é ela? E o que quer com o meu filho?! – Krigor estava em prantos
– Eu resolvo isso, Krigor. Afaste-se, por favor. – pediu e encarou a mulher – Fieke, solte-o!!
– Você o quer? Então por quê não vai pegar?! – Fieke jogou Mikhail pela janela, quebrando-a e ferindo a criança
Desesperado, Yerik foi atrás do garoto. Por sorte o pegou antes que atingisse o chão, e seus ferimentos não foram tão ruins quanto poderiam ser. Ambos caíram na neve, o menor envolto nos braços do tio, chorando.
Ela foi atrás deles, pulando a janela e deixando o mais velho para trás.
– Desista. Você não pode protegê-los. – disse enquanto aos poucos se aproximava deles
Se preparou para atacá-los e disferiu um golpe, mas Krigor foi mais rápido e se colocou entre os três, recebendo o impacto.
Uma neblina o envolveu, e a última coisa que pode dizer, enquanto encarava o irmão e sorria docemente, foi:
– Irmão... Salve o meu filho... Eu o confio a você...
O irmão não teve reação. O viu deixando as lágrimas rolarem pela face e, quando o nevoeiro se dissipou, Krigor havia sumido.
– Bah! Que cara chato! – resmungou a mulher, que tinha um leve sotaque francês – Agora vamos ao que interessa: vocês dois!
– Como... Como você pôde?! Ele era o meu irmão, Fieke!!
– Não interessa. Você terá o mesmo fim que ele, e esta criança também!
– Jamais! Isso é... Imperdoável!
O Tridente surgiu à sua frente e ele o agarrou sem hesitar, aconchegando o sobrinho ferido no chão.
– Então você acha que pode protegê-los? Hah, idiota!
Ela disparou outro ataque na direção do Santo. Yerik esperou o tempo certo e conseguiu se defender.
– Isso acaba agora! – disse enquanto mirava e arremessava o Tridente dourado para acertá-la
Ela cruzou os braços, tentando se proteger, mas Mikhail correu até a frente de Fieke e o recebeu em seu lugar.
– Mikhail! Não!! – Cisne correu e abraçou novamente o sobrinho, que estava coberto de sangue – Por quê fez isso?
– E-eu.. E-eu s-sei... – ele olhou em seus olhos – E-eu sei que você não é um assassino, t-tio... N-não p-precisa matá-la... – disse e lhe entregou um fino pedaço de tecido bordado com as cores da bandeira do país – V-você m-me p-prometeu, lembra?
Mikhail levou uma das mãos ao rosto do tio e o acariciou, começando a fechar lentamente os olhos.
– Mikhail! Mikhail, fale comigo!! – Yerik sacudiu o sobrinho – Mikhail!!!
***
Primeiro luz, depois escuridão. Essa foi a visão de Soranin.
Não entendeu muito bem o que acontecia, mas ao que parecia ela estava em sua casa, no Japão. Estava em seu quarto, sentada na frente de uma mesa de chá, ao lado de uma menina que usava dois rabos de cavalo. Elas aparentemente deveriam estar brincando.
– Quem é você? – perguntou
– Sou eu, Beca! – disse a criança, de aproximadamente cinco anos
Então Soranin se lembrou. Quando morava no Japão, tinha uma amiga chamada Beca, que morava por perto. Ela era uma garotinha meiga, de cabelos e olhos negros, muito sensível.
– Beca! Há quanto tempo!
– Sim, é verdade! – sorriu – Vamos, beba seu chá!
– Não posso, estou ocupada agora... Tenho que terminar as coisas logo para poder me juntar aos meus amigos.
– Ah, não seja chata. Você tem tempo.
– Não, eu não tenho. – disse enquanto se levantava – Preciso ir.
– Você cresceu, Soranin... Por quê teve que crescer? – disse tristemente
– Todos nós crescemos, Beca, é inevitável... Um dia você também vai.
– Eu não quero... Se crescer significa não ter tempo para brincar, não vou querer crescer nunca.
– Eu te entendo, mas é necessário. As prioridades mudam... Eu não tenho mais quatro anos.
– Por isso mataram o meu papai?
– Hã?
– Mataram o meu papai e colocaram ele no seu armário. – disse indiferente
– Não, Beca, não fizeram isso. Quer ver? – Soranin se aproximou do armário e o abriu – Viu só, não tem nada aqu-...
De repente, um corpo caiu no chão, interrompendo Fênix no meio de sua frase. Estava ensanguentado por causa dos inúmeros cortes – feitos por uma faca, provavelmente – e irreconhecível.
– Oh, meu Zeus... N-não pode ser...
– Eu disse.
– Q-quem fez isso, Beca?
– Alguém da casa. Mas eu não sei quem. – disse despreocupadamente enquanto tomava seu chá junto aos bichinhos de pelúcia de Soranin
– Eu vou descobrir quem foi! – decidiu – Assim seu pai poderá ficar em paz, e você também.
– Obrigada.
Ela saiu do seu quarto e começou a procurar. Precisava achar o culpado e sair desse lugar. Meiying era muito poderosa, e se Lien era sua mestra, não deveria subestimá-la.
– Soranin! – Sui veio gritando em sua direção, puxando-a pelo braço – Vamos logo, estão nos esperando!
– S-Sui? V-você está... menor.
– Ei, eu tenho seis anos, lembra? Sou pequena mas ainda sou mais velha.
Achou melhor seguí-la antes que algo desse errado.
– Quem está nos esperando?
– Todos. Não seria uma festa sem todos nós, certo?
– Mas Beca está...
– Beca? Deixe ela pra lá, vamos nos divertir juntas!
Não teve tempo nem de protestar, pois dentro de pouco tempo já haviam descido as escadas e estavam na sala. Várias pessoas, amigos e familiares estavam ali, reunidos, comendo e bebendo juntos. Será que era um aniversário?
Em meio a tantas pessoas havia um assassino. Difícil seria encontrá-lo sozinha, então Soranin pensou em um plano e o colocou em ação.
– Ei, Sui, vamos brincar?
– Sim! Do quê?
– Detetive!
– Legal! E como vai ser?
– Vamos fingir que uma pessoa foi morta e o assassino está nessa sala. A gente tem que encontrar quem foi antes que deem... hum... – ela olhou para o relógio da cozinha – dez horas! Agora são nove e meia. Vamos procurar por pessoas com atitudes suspeitas! Quem descobrir primeiro ganha, mas tem que contar pra outra quem é!
– Ok! Eu gostei! Vamos nos separar e procurar pistas!
Scooby-Doo numa hora dessas?, (1) pensou, Só a Sui mesmo... Saiu de perto da irmã e começou a olhar ao seu redor. Trinta, quarenta pessoas no máximo? Não daria tempo. Precisava de mais ajuda. Crianças corriam por ali, filhos dos adultos presentes. Era a oportunidade perfeita. Chamou as crianças e explicou o plano.
– Oba! Detetive! – uma delas vibrou
– Darei o meu melhor! – a outra acompanhou
– Certo. – disse por fim – Quando acharem, digam na mesma hora quem é, entendido?
– Sim! – todas disseram
Observou atentamente cada homem e mulher que passava ao seu lado, enquanto as crianças corriam para lá e para cá. Nada suspeito. Nenhum deles parecia esconder uma faca – pelo contrário, todos sorriam e pareciam felizes. Haviam até alguns rostos familiares por ali.
Notou um senhor vasculhando o paletó por dentro. Se aproximou calmamente, pensando que poderia ser ele, mas no último segundo o homem retirou um lenço do bolso interno e limpou a testa.
A Santa bufou, mas logo uma das crianças chegou até ela e disse:
– Eu descobri! Eu sei quem é o assassino!
– Eu também sei! – um menino assentiu freneticamente
– Eu vi!
– Sei onde ele está!
– Falem um de cada vez! Vocês realmente sabem quem é o assassino? – perguntou
– Sim! – disse sua irmã, um pouco distante. Todas as crianças foram ao seu encontro imediatamente.
– E quem é, Sui?
– Você! – todos disseram enquanto apontavam para Soranin
Ela hesitou, recuando um passo.
– O quê?! Da onde tiraram isso?
Parou seus movimentos e percebeu que havia algo em suas mãos. Aproximou-as do rosto e viu que estavam manchadas de sangue.
– Quê?! Quando isso...?- Foi você, Soranin. – Beca apareceu em sua frente, chorando – Por quê?
– Fui... eu? – ela não acreditava – Foi realmente eu?
Todos assentiram – inclusive os adultos.
Beca se aproximou e colocou a mão na cintura da amazona, retirando uma faca de sua armadura e repousando-a em suas mãos vermelhas.
Soranin apertou a faca com força. Então realmente fora ela.
– Se é assim, então eu já sei o que devo fazer. – disse, determinada
Ela estava inquieta. O que vira fora um tanto quanto agonizante, mas a certeza de que aquilo não era real estava clara. Pegou o Escudo e o atirou na direção de uma das paredes, fazendo-o voltar para si mesma. A precisão foi tamanha que antes mesmo de ele transpassá-la ela já havia se dissolvido. Fênix matara o pai de Beca e não sabia muito bem o porquê, mas alguma lição deveria tirar disso. Nada veio em sua mente, então ela deixou o fato para lá. Sempre lutava contra si mesma.
Quando se deu conta de que voltara aos domínios de Lien, respirou fundo. Pensou na hipótese de ajudar Sui mas logo a descartou. Aquilo era algo que ela deveria fazer sozinha, embora não fosse fácil.
Pela primeira vez no dia ela resolvera não pensar, apenas ir em frente com a mente vazia. Assim o tempo passaria mais rápido.
Não adiantou, ela pensou em Ulysses. Não que ela gostasse dele, longe disso, mas Niyati fora muito compreensiva com ela. Havia algo errado, pois quando saiu, a cara do Santo não era lá das melhores. Imaginou o que ele estaria passando enquanto ela subia os degraus.
– Vocês conseguem... Sei que conseguem... – sussurrou – Logo estaremos juntos novamente.
Fez uma pequena pausa, e logo acrescentou:
– Todos nós...
***
Dentro da ilusão, Ulysses estava um pouco espantado quanto ao que acontecera. Mesmo desconfiado não hesitou em matar o tutor... Apenas não conseguia aceitar que aquela criança era ele. Elke contara que ele fora adotado pois seus pais morreram e ele tinha ido para um orfanato... Nunca imaginaria que fora abandonado descaradamente dessa forma.
Um estrondo ecoou, interrompendo suas reflexões, e ele logo se viu dentro da casa novamente. Saiu o mais rápido que conseguiu e correu escadaria acima, com a moeda pesando cada vez mais em seu bolso. Prometeu sempre lembrar da dor que aqueles dois o haviam proporcionado.
– Niyati, Lien, espero que tudo isso tenha realmente servido pra alguma coisa, porque eu não estou aguentando nem ficar de pé... – disse enquanto desacelerava o passo, ofegante
***
Ainda preso em sua mente, Cisne se lamentava cada vez mais sobre a escolha que tinha feito. Aquilo era desumano.
Não é real, pensava, não aconteceu de verdade, a culpa não foi minha.
Mas sua consciência não se aliviou. Ele mal havia dado adeus a Kirsi e agora perdera novamente seu sobrinho e o irmão.
Agradeceu pelos Santos de Atena não usarem armas e fechou os olhos para não ver a cena novamente. Pode sentir a mão de Mikhail tocando seu rosto e se desfazendo aos poucos, lentamente, assim como a areia de uma ampulheta flui, levando consigo o tempo da vida – o único problema era que, na verdade, era o tempo dele que havia se esgotado.
Não chorou, não pensou, não agiu. Evitou emoções o máximo que pode até voltar para junto dos amigos. Não sentia raiva de Fieke, mas ela realmente o proporcionara experiências terríveis, coisas pelas quais ninguém deveria passar. Talvez fosse para o seu bem, mas aquela seriedade e falta de sentimentalismo o atormentara por anos. Ele iria vê-la de novo, em questão de horas, mas gostaria de poder adiar o momento.
A raiva não era uma característica sua, e ele sabia disso. Seguiu para Escorpião sem fraquejar perante tudo aquilo. Seu coração era frio como gelo, mas até mesmo isso não poderia descrever a dor que sentia.
– Fieke, juro que quando eu encontrar com você teremos muita coisa pra falar... Isso não acabará dessa forma. Você não vai tirar mais ninguém de mim! – comentou enquanto pegava fôlego pra continuar a subida, com os olhos marejados e vermelhos
***
A última que sobrou em Libra foi Sui. Ela estava cansada e se não fizesse nada iria desapontar a todos. Porém, era praticamente impossível permitir que uma pessoa daquela vivesse.
Uma voz veio em sua cabeça, fazendo-a lembrar das palavras de Soranin quando "visitaram" a casa de Hades. Aquela briga não deveria ter acontecido, mas talvez tenha sido melhor assim... Se não fosse por aquele mínimo detalhe, aquele comentário irrelevante, ela jamais teria saído dessa. "Eu vi algo diferente em seus olhos", sua irmã dissera.
Realmente, os olhos de Feon estavam diferentes, mais raivosos, enquanto os de Hades continuavam calmos, límpidos.
Concentrou sua força nos punhos e lançou a Barra Tripla na direção do velho amigo, arrependendo-se na hora.
Antes que percebesse ou protestasse sua escolha, estava de volta. Não sabia se ainda havia alguém lá, todos estavam em transe na hora que tocaram a primeira arma, mas ela não podia esperar. Não podia conferir.
Pensou no que fizera mas não se abalou. Não podia deixar que Hades levasse a melhor, embora estivesse em uma "missão" para o mesmo. Ela provaria de uma vez por todas que deus nenhum faria seu destino. Apenas ela tinha esse poder, e logo o colocaria a prova.
Subiu as escadas confiante, sem se preocupar com mais nada.
***
A muitos quilômetros dali, em Rozan, Lien meditava. Estava avaliando o desempenho dos jovens havia algum tempo e realmente se surpreendera com os resultados. Seus cabelos grisalhos estavam presos em um coque, mas alguns fios esvoaçavam na direção de seu rosto.
Rimo ainda estava ao seu lado, demonstrando certo receio, pensando em uma questão que assolava sua mente. Estava pensando naquilo há algum tempo, e de fato queria perguntar para a Anciã, mas lhe faltava coragem.
– Vá adiante. – ela disse, com a voz calma
– Hã?
– Pode perguntar, querido. Não tenha vergonha.
– Anciã, eu...
– Pode me chamar pelo nome. Não precisa de formalidade aqui. – Lien sorriu
– Certo... Lien, eu... Eu gostaria de saber porquê as espadas não foram usadas...
A senhora riu.
– Escute com atenção Rimo, elas não foram necessárias no momento, mas isso não significa que não serão usadas.
– Como assim? – ele tentava assimilar as informações
– Daqui alguns anos, uma jovem vai precisar delas, e eu as cederei sem hesitar. É por um bem maior, tente entender.
Seu olhar era distante e havia certa tristeza nele.
– Eu... não compreendo...
– Tudo tem seu tempo, criança. Logo você vai ver... Mas por enquanto basta saber que, embora elas salvem uma vida, acabarão com duas.
– Mas... não era por um bem maior? Deveria ser algo bom!
– E é. Isso será crucial para o desfecho da guerra, eu lhe garanto...
Ele se perguntou de que guerra ela estaria falando. Tudo estava em paz.
– Eu... Eu acredito na senhora, mas...
– Não pense nisso agora, apenas aproveite a paz... deixe fluir... – Lien fechou os olhos castanhos
– Ok, vou tentar... – Rimo a acompanhou
Após alguns minutos de silêncio e meditação, a Anciã perguntou:
– Rimo, você pode me fazer um favor?
– Claro. Do que precisa? – disse prontamente
– Envie um recado para Pema, sim? Eu mesma o faria, mas preciso me concentrar em outros assuntos... É sobre as suas profecias. E aproveitando a situação, quero lhe dizer que a hora está chegando. Logo mais você estará livre.
– Ah... certo... – o sorriso em seu rosto desapareceu – Não entendo o que você quer dizer mas tudo bem...
– Não tem problema, você é um bom garoto. Na hora vai saber... Pema deve estar orgulhosa de você.
Ele forçou um riso, mas no fundo estava realmente agradecido. Rapidamente se foi e a deixou só.
Lien se lamentou. As memórias de Rimo estavam se perdendo, o que significava que eles não tinham muito tempo. Pensou em sua discípula e o que ela estaria passando no momento. Ela já havia contado sobre a carta, mas ainda estava incerta sobre o que esperar. Decidiu conversar com ela pelo cosmo. Precisavam falar sobre isso o mais depressa possível.
A conversa manteve-se em um tom calmo, mas um pouco preocupado. Se o que elas haviam previsto acabasse sendo um engano, todos teriam passado por estes desafios em vão.
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