Conto I - Unforgettable Wars
20 Conspirações no Santuário: Incertezas!
Notas iniciais

— Sui? Está me ouvindo? – Soranin estalou os dedos na frente de sua irmã, fazendo-a voltar à realidade.
— Ah, sim, desculpe... Eu estava viajando.
— Sem problemas, mas vamos comemorar, sim? – ela a abraçou.
— Certo. – a irmã correspondeu o abraço, mas sem reação.
Aristides discutia com Meiying e Relinde, e ambos pareciam um tanto quanto surpresos pelo ocorrido.
— Isso não faz sentido... O que será que o Grande Mestre viu?
— Tem razão. Athos é mais forte do que imaginávamos, e pela sua inteligência teria vencido facilmente a batalha.
— Pff, vocês duas ainda estão pensando nisso? Na minha opinião ele ficou com pena e deixou ela ganhar.
— Hum, não sei não.
— Parece que Athos não se abalou muito, Mei, então talvez a vitória de Sui foi merecida.
— Talvez...
Nas proximidades, Heitor, Yerik e Kirsi observavam atentamente os dois, tentando imaginar o que acontecera de verdade.
— Foi inesperado, admito. – disse Heitor.
— Sou obrigado a concordar. Mas isso não significa que foi a escolha certa... Tem algo errado nessa história.
— Provavelmente é isso mesmo, Yerik. Mas eu acho que...
Kirsi estava prestes a começar um debate, mas foi interrompida por uma mão em seu ombro.
— Ei, Kirsi. Posso falar com você? – Jhesebel perguntou.
— Claro que sim. Pode falar, Jhesebel.
— Desculpe, mas pode ser em particular? É importante.
— Ah, certo. Bem, já volto meninos... Se comportem, hein? – a amazona fez um sinal com os dedos, apontando para seus olhos e depois para eles, que apenas riram enquanto as duas Santas se afastavam um pouco.
— Perdão por te interromper, mas você é a única que pode me ajudar.
— Com Athos, certo?
Jhesebel suspirou.
— Exatamente. Está vendo? – ela apontou para ele. – Há algo que ele está escondendo, mas independente disso, eu gostaria de saber se ele está bem.
— Sem problemas.
— Obrigada... Eu só não faço isso por que... Bem, você sabe.
— O seu dom é a persuasão. (1) Haha, sei sim... Mas você tem o consentimento de que pode controlar isso, não é?
— Tenho, mas só funciona se eu me concentrar, e no momento não estou com cabeça pra isso.
— Certo, vou lá falar com ele então... Me acompanha?
— Claro.
Ambas se aproximaram de Athos, que estava sentado olhando fixamente para a arena. Ulysses estava ao seu lado, apoiado em um dos joelhos e tentando conversar com ele, mas o amigo não respondia. Notou a presença das duas e se levantou.
— Desculpe por isso, Kirsi, mas precisamos da sua ajuda.
— Imagina, Ulysses. É um prazer ajudar... Mas duvido que ele vá me ouvir.
— Bem, acho melhor deixarmos vocês dois a sós... Quando terminar venha falar com a gente, sim? – a Santa pediu.
Kirsi assentiu e sentou ao lado de Athos. Ulysses e Jhesebel caminharam para outro lugar, conversando, enquanto ela os observava. Pareciam mesmo preocupados com o amigo.
Então, ela tomou a iniciativa:
— Olha, Athos, eu sei que o nosso contato ao longo dos anos diminuiu, mas você está passando por um momento difícil e eu vim te ajudar... É claro que você provavelmente vai me ignorar, mas se puder apenas me escutar eu prometo que...
Athos imediatamente a interrompeu, envolvendo-a em seu braços e quase desabando em lágrimas. Kirsi ficou espantada, mas o correspondeu. Estranhamente, ninguém pareceu notar.
— Kirsi... – ele se afastou do abraço e a encarou, desviando o olhar logo em seguida. – E-eu... E-eu...
— Shhh, está tudo bem. Eu estou aqui para te ajudar. – a amazona arrumou o cabelo que caia sobre o rosto do garoto. – Não precisa dizer o que aconteceu, não vou te forçar a isso, apenas pense no que é melhor pra você.
Athos começou a chorar. A situação estava mesmo complicada, ele nunca demonstrava seus sentimentos. Mesmo quando estava triste ele recorria ao humor para disfarçar, mas esse não era o caso. Estava claro que algo havia acontecido. Algo realmente muito sério.
O Santo então deu um longo suspiro e olhou Kirsi diretamente nos olhos – que embora estivessem sob a máscara, sentiram o medo que corria pelas veias do amigo.
— Está melhor? – ela perguntou, secando algumas lágrimas do rosto dele.
— Um pouco...
— Sei que está triste e com medo, deve ter seus motivos, mas não mude quem você é por causa disso.
— Eu sei, é só que... Bem... Digamos que nós dois precisamos mesmo conversar.
— Sobre o que exatamente?
— Hum... Tudo. Principalmente sobre o final da minha luta com Sui.
— Certo, então comece quando estiver preparado.
Ele contou tudo, do começo ao fim, e explicou nos mínimos detalhes o que ninguém conseguiu ver naquela hora. Enquanto relatava os acontecimentos, Kirsi ficou espantada, surpresa, comovida, e por fim compreendeu tudo. Athos percebeu seu olhar de preocupação e quando notou que ela não conseguia falar, o fez:
— Agora você entende, não é?
— S-sim, entendo... Então eles não estão nos vendo?
— Não vai durar pra sempre, mas é o suficiente para podermos conversar... Esse é meu dom: mudar o fluxo do tempo.
— Sabe, eu nunca acreditei em frases como "eu sei como se sente" e "eu sinto muito"... Nunca me pareceu sincero, mas eu estou surpresa com isso e realmente sinto. De verdade.
Ele olhou para o céu acima deles. O sol começava a se pôr e trazia um redemoinho de emoções consigo.
— Kirsi, me desculpe por fazer você passar por isso... Acho que sei por que Jhesebel recorreu a você. Eu fui seu primeiro amigo aqui no Santuário, não é mesmo?
— Sim, você foi. – ela se envergonhou. – Heh, já faz tanto tempo... Nos conhecemos por acaso.
— Pois é. – ele riu. – Foi uma época divertida com apenas nós dois... Depois que os outros chegaram, nos distanciamos um pouco, mas a amizade sempre continuou, assim como a preocupação. Não estou certo?
— Com certeza... Mas não fique assim, afinal, também tenho um segredinho para te contar.
— Hã? – ele não conseguiu assimilar aquela frase ao contexto.
Ela então contou o real motivo de ter aceitado entrar nesse campeonato e tudo o que pensava sobre a última etapa. Não evitou dizer os mínimos detalhes, embora fossem realmente difíceis de se acreditar. Athos arregalou os olhos antes mesmo de ela terminar toda a história.
— I-impossível... E-eles nunca fariam isso. – gaguejou.
— É apenas uma suposição.
— I-isso é uma verdadeira chacina! Se for verdade, por que nunca ouvimos falar sobre isso?
— Muitas coisas são proibidas de serem ditas aos cavaleiros de patente baixa. Eu só sei por que conheço alguém que vê esse cara todo dia... Ele é ocupado e também o único dos doze que não pode ser selado. Tempo não é problema... E se acabar não sendo isso, bem, ao menos eu tentei.
Ele compreendeu a intenção dela, mas não o motivo, então se viu na obrigação de perguntar qual seria. A resposta foi mais surpreendente do que ele esperava, e como consequência levou as mãos à cabeça numa tentativa de conter as emoções.
— Athos, eu realmente acho que isso vai acontecer. Sei o que preciso fazer.
— Na minha conversa com Sui ela mencionou algo parecido... Sabe, sobre esse lance de ter que chegar a terceira etapa de qualquer forma e tal... Mas eu duvido que seja o mesmo propósito que o seu.
— Mesmo que seja, duas não serão o suficiente. Nas nossas condições atuais, ao menos... Me faça um favor, sim? Entregue essa carta para a amazona de Dragão. – ela tirou um papel da calça. – Não leia e mantenha tudo em sigilo. Quando chegar a hora certa ela irá contar a todos vocês.
— É uma boa... Mas sabe que pode ser um caminho sem volta, não é?
— Sim, eu sei. – Kirsi sorriu.
— Certo... Mas quando devo entregá-la?
— Assim que nós partirmos para a próxima etapa.
— Tudo bem então.
— Obrigada, Athos. Você é muito gentil, embora a maioria discorde.
— Você também não é tão chata como costumava ser. – zombou.
— Você que pensa! Hahaha!
Um breve silêncio ocorreu e eles então se deram conta do que tudo isso significava.
— Então... Isso é um adeus? – os olhos castanhos de Athos reluziam uma profunda lamentação.
— Eu espero que seja apenas um "até logo". – a amazona sorriu novamente.
O Santo parou para pensar um pouco. Kirsi sempre estava sorrindo, independente da situação. Era estranho, pois mesmo quando ela parecia triste, não fazia nada além disso... Imaginou que poderia entender a causa de tudo aquilo, e não evitou questionar.
— Desculpe por dizer isso, mas... desde que nos conhecemos, você está sempre sorrindo... Por quê faz isso?
— Eu... estou? – ela levou a mão aos lábios, verificando.
— Desculpe se fui indiscreto. Eu só...
— Não, não, tudo bem. – ela falou por cima. – Eu acho que é automático... Nem notei.
— Meu tio me disse uma vez que as pessoas que sorriem o tempo todo são as mais tristes.
— Nem sempre é assim... Algumas pessoas só dão valor depois que perdem algo.
— Foi mal.
— Não foi nada. Você não é o primeiro a reparar nisso. Heitor me disse certa vez que eu durmo assim todos os dias.
Ela fez uma pausa e teve uma ideia.
— Hum, acabei de me lembrar... Você sempre fazia mágicas quando éramos crianças... Vou te ensinar a fazer uma.
— Ah, certo... O que devo fazer?
— Apenas espere. Com o tempo ela vai acontecer naturalmente.
— Ok... Ah, e me desculpe por isso.
Athos se sentia culpado por tocar nesse assunto e por isso não continuou, apenas levou a mão até a sua marca – que sempre ficava coberta pelo seu cabelo – e sentiu a nivelação em sua pele. Aquilo fez uma onda de adrenalina percorrer seu corpo e memórias vieram à tona, mas ele não ligou muito.
— E esse golfinho? – questiono a menina. – Não me lembro dele... Você já o tinha na época em que nos conhecemos?
— Na verdade, eu não sei. Ele vem se revelando aos poucos... Começou com uma marca de nascença e agora já é da mesma textura de uma tatuagem... Ele não aparece sempre, só quando eu uso o meu dom.
— Gostei do estilo tribal... Ele te lembra de algo, não é?
— Sim. É tipo uma promessa que fiz certa vez... Nada demais.
— Claro que é algo importante. Promessas devem ser honradas até o fim!
— Então me promete que vai ficar bem. – pediu o cavaleiro, preocupado.
— Prometo que eu vou tentar. – ela disse, piscando.
A amazona respirou fundo e começou a organizar as ideias. Aquilo realmente parecia uma loucura se visto por esse ângulo, mas se Atena estava ciente disso, era o certo a se fazer. Talvez a ajuda viesse mais depressa do que ela imaginava – ou nunca chegasse – mas ela teria a consciência tranquila por ter feito a sua parte.
— Ei... Ahn...
— Sim, Athos?
— E o seu dom? Você ainda o usa?
— Às vezes... As consequências continuam as mesmas, mas agora eu controlo bem melhor... Obviamente eu não uso sem que a pessoa me permita. Heitor e Yerik foram claros quando disseram que eu nunca deveria aplicar isso neles, independente da situação... Vou te contar, algumas vezes eu bem que queria, mas não posso.
— Entendi.
— Quer que eu use em você?... Pelos velhos tempos?
— Ah, não, não, isso te faria mal.
— Nhah, eu consigo controlar. Não se preocupe.
— T-tem certeza?
— Não confia mais em mim?
— Claro que confio!
— Então tudo bem, apenas me diga quando parar.
— Certo...
— Alguma lembrança específica?
— Hum... Nossa infância seria uma boa. Quando a gente se conheceu e tal...
— Ok, vamos lá.
Kirsi fechou os olhos e se concentrou, colocando uma mão de cada lado da cabeça de Athos.
— Pronto?
— Pronto. – suspirou.
— Vamos lá então.
Elevando seu cosmo, a amazona começou seu trabalho. Restaurar as lembranças de alguém era algo realmente difícil e consumia bastante energia, mas ela não se importava.
— Está dando certo?
Athos não respondeu, apenas sorriu melancolicamente.
Kirsi ficava feliz toda vez que fazia bem a alguém. Ela podia buscar memórias dentro das pessoas e trazê-las novamente, fazendo com que o indivíduo se lembrasse de coisas que já havia esquecido. Kirsi se limitava a restaurar apenas as memórias boas, e as vezes as via ao mesmo tempo que as trazia de volta.
Viu novamente sua história com Athos e sorriu. Ela fazia uma pausa do treinamento de aspirante e ele se aproximou. Conversaram durante algum tempo e fizeram mágicas. Depois que teve de voltar ao treino, ele prometeu que voltaria todos os dias, e assim o fez... Era algo engraçado, pois ambos eram inocentes demais e as conversas os faziam rir sem parar.
Porém, logo o sorriso da amazona se transformou em angústia. Os efeitos colaterais começavam a aparecer e todas as suas memórias ruins se manifestaram. Ela se lembrou de coisas que gostaria de esquecer, que havia guardado no fundo de sua mente, alma e coração. Esse era o seu dom e a sua consequência: se ela restaurasse as memórias boas de alguém, o mesmo acontecia com ela, porém ao contrário. Suas próprias memórias ruins voltavam... Morte, perdas, brigas, medo, solidão.
***
Na mente de Athos, tudo corria bem. Estava feliz por poder reviver tudo aquilo e se possível ele gostaria de continuar assim para sempre.
Mas algo o impediu. Ele recordou do mal que isso causava à sua amiga e voltou ao presente.
— Kirsi! – ele a fitou e viu o quanto ela suava e sofria, tentando manter a conexão ativa. – Pare! Já chega, pode parar!
Ela demorou mas o ouviu, e então parou.
— Você tá legal?
— Um pouco zonza, porém bem. – admitiu.
— Me perdoe por ser egoísta, devo ter te proporcionado más lembranças novamente.
— Isso faz parte. – arfou ela. – Mas o que importa é que você está melhor agora, não é mesmo? – sorriu novamente.
— S-sim... – ele se admirou pela força de vontade da amiga. – Mas ei, você já tentou fazer isso ao contrário? Tipo, para você se lembrar de coisas boas e restaurar as ruins.
— Não, nunca tentei... Nem vou... Fazer mal aos outros não é uma coisa que eu goste, independente da pessoa.
— Entendo.
Alguns instantes se passaram. O coração de Kirsi pesava um pouco mais, e ela tentava conter as lágrimas.
— Er, Kirsi... Posso te perguntar outra coisa? – Athos perguntou depois de um tempo, hesitante e acanhado.
— Claro Athos, o que quiser... – calmamente voltando aos seus pensamentos normais, a Santa respondeu.
— Sobre a luta contra Sui... Eu... fiz a coisa certa?
Ela se ajoelhou na frente do Santo e colocou a mão em seu rosto.
— Eu não teria feito melhor... Agora volte a ser aquela pessoa engraçada de tão chata que é!... É uma ordem! Hahahaha!
— Ei, eu não recebo ordens de uma garota! – o garoto riu.
— Hahaha, viu só? A mágica funcionou, você sorriu!
Ele deu uma risada e a abraçou, agradecendo por tudo o que ela já havia feito por ele. Kirsi lhe deu um beijo na bochecha e sentou ao seu lado, voltando à posição em que se encontrava antes de iniciarem a conversa. Eles se encaram durante alguns segundos e ele entendeu que ela havia sido sincera em tudo o que contara... Eles se conheciam há anos. Era uma amizade antiga, que dentro de pouco tempo se perderia mundo afora.
— Eu... preciso te contar uma coisa...
— Fique à vontade.
— Meu dom também tem uma consequência...
Ele contou tudo o que aconteceria dali em diante e ela compreendeu.
— Desculpe novamente, Kirsi.
— Não esquenta, eu posso lidar com isso.
— Sui disse a mesma coisa... Bem, logo mais tudo vai voltar ao normal, então tente agir como se nada tivesse acontecido, ok?
— Sem problemas. Conte comigo para o que precisar. Sempre.
— Idem.
Ele estalou os dedos e depois de alguns segundos olhando para ele, a amazona se levantou e foi até Jhesebel e Ulysses. O tempo voltara a fluir normalmente.
— Até breve, Kirsi... – ele sussurrou para si mesmo enquanto ela se afastava, derramando uma última lágrima.
Camaleão e Unicórnio conversavam e faziam gestos com as mãos como se discutissem, mas pararam assim que viram a amazona de Lobo se aproximando.
— E aí? – perguntou Ulysses.
— Ele vai ficar bem. Só está cansado. – ela respondeu. – Seria bom se dessem um tempo pra ele.
— Você parece exausta, o que aconteceu? – Jhesebel estava preocupada.
Kirsi queria contar a verdade. Ela queria poder compartilhar a experiência que tivera, mas não podia... Não agora.
— N-não é nada. É só que... eu estou um pouco esgotada por causa da batalha que tive.
— Desculpe exigirmos tanto de você.
— Não foi nada, Jhesebel... Eu estou bem.
— Se precisar de algo é só avisar.
— E obrigado por nos ajudar com ele... Nos vemos na final! – o Santo completou.
— Imagina. Quem agradece sou eu.
A amazona de Lobo se despediu deles e começou a caminhar na direção de Andrômeda – que conversava com sua irmã e a Santa de Lince – para lhe contar o que havia acontecido. Chegando lá, pediu licença para elas e chamou Sui para discutir sobre a luta. Contou tudo o que havia acontecido – inclusive algumas partes da conversa com Athos – e aguardou uma resposta.
— Isso... é mentira!
— Eu sinceramente espero que seja mesmo... Os únicos Santos de Bronze cientes disso somos nós duas, Athos, e em breve, Meiying.
— Mas... como tem certeza disso?
— Tenho uma amiga que trabalha pra ele. Ela disse para irmos nos preparando que essa hora em breve chegaria... Independente, ele é uma pessoa pacífica, nunca se envolve em guerras, apenas testa o valor da base de cada exército... Se convocaram todos os cavaleiros de Bronze para este concurso, pode ser isso.
— E se não for?
— Darei graças a Zeus. – riu.
— Bem, Athos te contou sobre a luta, então você sabe... Aliás, depois dessa, todos já sabem.
— Todos sempre soubemos, ou ao menos desconfiamos... Sabendo quem era seu pai, já era de se esperar. É um dom e tanto!
— O-obrigada... – Sui se sentiu encabulada.
Elas conversaram durante mais alguns minutos e a seriedade da conversa só aumentava. Estava claro que algo importante estava para acontecer, elas só não sabiam o grau disso tudo. O destino prega muitas peças nas pessoas, sempre pregou, e desta vez talvez fosse igual... Incertezas e dúvidas, sentimentos à flor da pele e imponência... A única coisa a fazer era aguardar o anúncio e confirmar ou não as suspeitas.
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