Conto I - Unforgettable Wars

38 Acerto de Contas: Coração Congelado!


Notas iniciais
Yo minna-san! Tudo bem? Bem, primeiramente gostaria da agradecer a todos os leitores da fanfic, assim como meus amigos que me ajudam a manter essa "bagaça" ativa :v ... Vocês são muito especiais para mim, obrigada pelo apoio e confiança :3 Em segundo lugar, bem, o típico "blá, blá, blá". Já sabem, né? Capítulo 38, casa de Aquário, Yerik lutando... Enfim, vamos pular a parte chata e ir direto ao ponto! Boa leitura a todos! (:

Yerik tentava controlar sua raiva. Estava parado em frente a Aquário fazia um minuto inteiro. Ele sabia muito bem o que – ou melhor, quem – ele iria enfrentar ali. O acerto de contas finalmente aconteceria. Mestre contra discípulo.

Pensou em quanto tempo restava e finalmente deu o primeiro passo, entrando o mais devagar possível. A atmosfera ao seu redor estava fria, como sempre, mas ele conseguia sentir um frio diferente, que aumentava conforme ele se aproximava.

Sem aviso prévio, algo veio em sua direção:

Pó de Diamante! (1) – uma voz raivosa com um leve sotaque francês ecoou.

A névoa aumentou, encobrindo-o, e o ataque se intensificou.

Silêncio. Aparentemente tinha sido efetivo, e então o guardião apareceu, caminhando lentamente, um passo por vez.

Subitamente, ele parou.

– Parece que meu trabalho aqui está feito. Agora é só esperar até que o próximo idiota chegue... É uma pena que tenha sido tão fácil...

A voz se interrompeu ao notar que a névoa se dissipava e a imagem de um cavaleiro era revelada.

– Hã? Ainda está de pé?

Yerik havia se protegido com o escudo de Cisne. Sem expressão alguma no rosto, disse, enquanto baixava sua defesa:

– Há quanto tempo, Fieke.

– Yerik? – o sotaque se intensificou ao pronunciar seu nome. – Você ainda está vivo? – o tom era de desgosto.

– Sim, estou.

– Bah! Eu deveria ter acabado com você há anos! Como sobreviveu?

– Quando você simplesmente me nocauteou e me mandou embora em um icebergue, desacordado, as águas me levaram dentro de algum tempo até o outro lado Estreito de Bering (2). Quando eu acordei estava no Alasca, e duas pessoas estavam ao meu lado, cuidando de mim... E assim permaneceu até hoje.

– Patético. Você não consegue nem mesmo morrer? Aprendiz ingrato... – ela fez uma pausa. – Espere um momento... Então isso quer dizer que aquela garota que morreu na casa de Gêmeos era sua amiga?... Hah! Mais patético ainda!

– Eu realmente não esperava que entendesse. – disse enquanto sentia seu sangue ferver. – Alguém como você jamais compreenderia sentimentos humanos. Você sempre me tratou o pior possível. Me xingou, me desmereceu, me bateu, me torturou, tentou me matar inúmeras vezes, mas veja só onde cheguei. Graças a você me tornei um cavaleiro... Se bem que você não merece esse mérito.

– Pft! Idiota. Você sempre foi um inútil. Nada muda isso... Eu apenas queria amenizar o seu sofrimento, mas já que não morreu nessas diversas vezes, morra agora, como sua amiga morreu! Pó de Diamante!

Ele deteve o golpe com apenas uma das mãos, encarando-a friamente.

– Acha mesmo que eu não cresci em todos esses anos? – perguntou, sério. – A falta de um mestre não foi a minha ruína. Isso só serviu para eu aumentar ainda mais o meu poder... Não foi a arrogância que me fez o que sou, foi o companheirismo daqueles que eu chamo de amigos e da confiança que eles depositaram em mim, sem nunca desistir.

– P-palavras sem sentido. – gaguejou, tentando se recompor por conta da surpresa de ver seu discípulo confrontando-a. – Seu sentimentalismo ainda vai acabar com você, e estando vivo ou morto, não me interessa! Suma da minha frente!

Ele firmou os pés no chão e cruzou os braços.

– Não.

Fieke franziu o cenho, como se não acreditasse nas palavras que acabara de ouvir.

– Como é?

– Sabe, Fieke, por pior que seja o seu caráter, eu não tenho raiva de você... Eu tenho pena. Você impede a si mesma de ser feliz.

Os olhos da amazona ficaram ainda mais raivosos. Diferente de Ulysses, que possuia olhos vermelhos-claro, os dessa mulher eram do mesmo tom que sangue. Seu cabelo também era vermelho, mas razoavelmente desbotado.

– Cale a boca! – trovejou. – Círculo de Gelo! (3)

A amazona criou cristais de gelo e os juntou ao redor do corpo do cavaleiro, formando um gélido anel, que impedia seu movimento.

– Com essa técnica você não pode se mover, agora preste atenção! Sou indiferente para com tudo o que você disse! Não me importo com seu progresso nem nada do tipo, mas se acha que eu vou ficar parada diante de tal afronta, está enganado! O mínimo que você deveria ter é respeito com a sua mestra!

– Mestra? – ele deu uma risada. – Você pode ter sido muitas coisas em sua vida, Fieke, mas mestra com certeza não. Mandar é muito diferente de ensinar. Você deveria saber disso melhor do que ninguém!... E se acha que eu não posso me mover, está muito enganada! O seu frio não é forte o suficiente para me deter! Pó de Diamante!

Os cristais ao seu redor pararam de se movimentar e se enrijeceram ainda mais, tomando o aspecto de prismas e sendo atirados na direção da dourada. Ele literalmente se aproveitou do ataque da amazona e o voltou contra ela.

– Pft! Não me subestime, Yerik. Eu sou uma amazona de Ouro. Me movo na velocidade da luz! – retrucou enquanto se desviava.

– Isso não faz a mínima diferença. Aurora Boreal! (4)

– Esses cristais ridículos não vão me atingir, entenda. Resfriar o ar também não adiantará de nada.

– Sua futilidade também não!

Ele começou a elevar seu cosmo intensamente, gerando ventos gelados e furiosos.

– Mas o quê?! Desde quando você... – ela baixou o tom para que isso não soassse como um elogio. – ... tem esse cosmo?

– Desde que aprendi o verdadeiro significado de viver! Trovão Aurora Ataque!! (5)

– Impossível! – gritou em meio ao vendaval. – Bah! Não estou nem aí também! Sendo assim, eu combato fogo... com fogo! Receba a minha técnica secreta, que utiliza o Zero Absoluto (6) e é impossível de se desviar: Execução Aurora!! (7)

Fieke ergueu seus braços e os uniu, em forma de uma ânfora. Baixou suas mãos e uma poderosa rajada de ar frio foi disferida, aniquilando o Trovão Aurora Ataque de Yerik e o tirando do chão. O impacto contra a parede foi devastador, mas ele se limitou a reprimir um arquejo mesmo com toda aquela dor.

– Gostou do Zero Absoluto, Cisne? É a temperatura mais baixa que se pode chegar! Não que isso te interesse, pois nem em seus sonhos você conseguirá atingí-la... Agora você viu a diferença entre nós dois?

– Você... pode dizer de uma vez... o que eu tenho que fazer... para passar desta maldita casa? – questionou enquanto reunia forças para se levantar.

– Não há nada que você possa fazer! Ninguém irá passar daqui! Ninguém!

– Então... – arfou, se apoiando nos joelhos e provocando a amazona. – Desculpe decepcioná-la, mas sua técnica não é tudo isso que você diz.

– O quê?! Ainda pode se levantar?

– Eu o faria mais cem vezes se fosse preciso!

– Argh! – ela se enfureceu. – Então receba-o mais uma vez: Execução Aurora!!

Espelho de Cristal!! (8)

– Inútil! – retrucou, rindo. – A Execução Aurora não pode ser refletida! Essa técnica é inefetiva!

– Eu tentarei mesmo assim!

– Como quiser!

Mas o resultado foi o mesmo. Ele voou e deu de cara com uma das paredes novamente, caindo de uma altura considerável e ferindo todo o seu corpo, já dolorido.

– Viu só? Seu espelho se partiu em mil pedaços! – ela se aproximou de Yerik e pisou forte em sua cabeça. – Que isso sirva de lição, seu insolente desprezível!

Ele tentou se levantar, mas ela fazia muita pressão e era impossível se libertar às pressas. Decidiu pensar um pouco e bolar um plano.

Um barulho soou casa a dentro, desfocando a atenção de ambos.

– Está ouvindo isso? – ela sorriu sadicamente. – São passos. Um dos seus coleguinhas acabou de chegar... Melhor eu dar as boas vindas, não é mesmo?

Não!, ele pensou. Se você ao menos ousar tentar tirar a vida de mais alguém, jamais te perdoarei!.

***

Sui não sentia mais suas pernas. Correr já tinha se tornado uma ação automática e ela não conseguia parar. Estava com sono e faminta. Só percebeu que estava em Aquário pois um frio a fez se arrepiar. Olhou ao redor mas não conseguia ver nada além de neblina.

– Alguém aí? – perguntou.

***

Pó de Diamante! – Fieke atacou, sem tirar o pé da cabeça de Yerik.

– Não! Você não vai fazer isso! – disse enquanto rolava para o lado e saía de baixo da Santa. – Espelho de Cristal!!

O cavaleiro de Bronze direcionou o espelho para a frente de Andrômeda, antes que ela pudesse perceber o que se passava.

Fieke sentiu o seu apoio de seu pé desaparecer repentinamente e tentou se equilibrar para não cair.

– Ainda pode se mover?! – sua voz estava cada vez mais cheia de ódio.

– Mais do que isso, eu posso te derrotar!

– O que é isso? Esse espelho... – perguntou Sui. – Yerik, é você?

– Sim, sou eu! – gritou para ela, sem olhar para trás. – Sui, saia imediatamente daqui! Rápido, não posso segurar por muito tempo!

– Você está bem?

– Apenas vá! Não se preocupe comigo!

– Ok!

E assim ela se foi, preocupada porém aliviada por não perder tempo. Restava aproximadamente pouco mais de meia hora. A próxima casa era guardada por Calisto e só agora ela pensara a respeito. Finalmente poderia cumprir a sua promessa.

***

– O que pensa que está fazendo?

– Impedindo que essa luta se torne injusta!

– E o que há de injusto nisso?

– É um duelo. Um contra um.

– Pft, tanto faz! Você está em desvantagem de qualquer modo.

– É melhor você repensar o seu conceito sobre isso, Fieke! Aurora Boreal!!

– Você já está enchendo o saco, sabia? Execução Aurora!!

Mais uma vez ele foi erguido, porém agora ao invés de ser arremessado contra uma parede, deu de costas no teto.

– Desista e morra logo!! – ela trovejou, com ele ainda no ar. – Pó de Diamante!!

Seu golpe o empurrou ainda mais para cima, comprimindo contra o teto e cortando seu rosto com os cristais de gelo. Algumas gotas de sangue vindas do cavaleiro caíram nas bochechas da amazona, mas ela não se importou. Pelo contrário, passou o dedo no local e o levou até a boca.

– A vitória tem um gosto tão doce quanto seu sangue... Logo mais você não terá uma única gota dentro de si!

Ao terminar a frase, Yerik caiu de cara no chão. Ela ergueu a cabeça do oponente pelos cabelos loiros, agora empapados com seu próprio sangue, puxando-o para trás.

– O gato comeu a sua língua? – sorriu sadicamente.

Sem resposta.

– Ah, não consegue mais falar? Melhor assim. – disse, soltando-o e dando as costas. O barulho de seu corpo entrando em contato com o chão era simplesmente maravilhoso aos ouvidos dela. – Agora você finalmente morrerá... – falou enquanto se afastava, dando as costas e deixando-o agonizar no chão. – Adeus!

Ela mal deu dois passos e um incrível cosmo surgiu, vindo de trás.

– O que diabos é isso?! – questionou, virando-se.

Yerik estava de pé, sangrando por todo o corpo e com múltiplos hematomas pelos braços e pernas. Seu rosto estava arranhado logo abaixo dos olhos e o queixo ralado. Uma aura poderosa o rondava, muito mais nítida do que antes. Sua roupa estava consideravelmente rasgada e a armadura bem danificada, mas ele continuou sem dizer uma palavra sequer. Seus olhos, antes azuis como o céu, adquiriram uma expressão vazia.

– O que pensa que está fazendo? Como ousa se erguer perante a mim mais uma vez?! Vai tentar usar seu ridículo Trovão Aurora Ataque novamente? Sempre a mesma combinação, muito previsível... Mas que seja. Acabou de cavar seu próprio túmulo, Cisne! Irei contra atacar com a Exe–... – ela se interrompeu, surpresa.

Seu discípulo não somente estava de pé e a encarava com um olhar frio. Ele também imitava sua posição de ataque, com as mãos no formato de ânfora e as pernas afastadas.

– Seu garoto petulante! Acha mesmo que pode reproduzir o meu ataque?! Você nunca foi treinado para usá-lo, assim como não tem o Zero Absoluto! Será inútil mais uma vez, mesmo com Sétimo Sentido despertado! Um mero cavaleiro de Bronze contra uma amazona de Ouro é estupidez!!

A névoa foi ficando mais densa, mas ele ainda não dizia nada.

Fieke tentou esconder sua surpresa e raiva, mas a cada minuto ficava mais e mais furiosa. Decidiu acabar logo com isso e atacou sem pensar duas vezes.

Ao mesmo tempo, Yerik mandava o mesmo golpe, o que não agradou nem um pouco a Santa, que simplesmente deixou as ordens de Atena de lado – não que ela as tivesse considerado em algum momento – e usou todo o seu poder, concentrando ao máximo a sua cosmo-energia. Os cabelos vermelhos unidos em trança começaram a voar em meio à tempestade que foi formada. O frio estava muito mais intenso, sinal de que ela iria vencer.

E então houve o choque. Duas Execuções atiradas ao mesmo tempo, com a mesma precisão – mas não com o mesmo poder.

A luz gerada pelos cristais poderia cegar uma pessoa, mas nenhum deles se importava. Alguém estava vencendo, e na cabeça de Fieke esse alguém era ela. Empurrou com mais força ainda e o clarão aumentou.

– Contemple o verdadeiro poder de Aquário! – riu insanamente. – Vá e não volte nunca mais, Cisne!!

A expressão no rosto dele não foi alterada. Aparentemente não fazia esforço, mas era realmente difícil aturar tudo aquilo. Colocou todas as esperanças, forças, expectativas e confiança que todos haviam depositado nele e explodiu seu cosmo.

Subitamente o frio piorou e todos os flocos de neve viraram cristais, complementando a Execução Aurora de Yerik e pressionando a dourada ainda mais, que acabou perdendo na troca de golpes e foi arremessada contra um pilar. Ao se chocar contra ele, sua armadura dourada rachou em diversos pontos, o que acabou deixando-a em choque e confusa.

– O-o que foi isso? – seus olhos estavam arregalados e a voz saía baixa. – O... Zero Absoluto?

– Sabe, Fieke... – finalmente ele voltava a falar, enquanto baixava os braços. – Durante todos esses anos que eu passei ao lado dos meus companheiros, eu nunca desisti. Isso porque eles não desistiram de mim... Mas com você foi justamente ao contrário. Você desistiu das pessoas.

– C-como... ela... q-quebrou? – o choque estava eminente. Ela olhava para as mãos, ensanguentadas e gélidas.

– Segui em frente, sem olhar para trás, por eles... Foi o suficiente para superar o poder de alguém que só pensa em si mesmo... Você não é digna de usar essa armadura dourada, e muito menos de ser chamada de amazona e servir à Atena, coisa que eu sei que você não faz. Você guardou rancor do mundo por algum motivo, e isso te destruiu. Desacreditou em si mesma e esqueceu da sua missão... O que torna uma armadura forte é o cavaleiro que a porta, e não o contrário. Suas próprias ambições a enfraqueceram... Quando um coração se congela, não há mais esperanças.

– V-você não tem o d-direito... d-de me t-tratar assim...

– Você também não tinha.

– I-Insolente... V-você vai p-pagar por isso...

Fieke se levantou, cambaleante. Com um braço no ombro e as pernas levemente dobradas, reuniu suas últimas forças e o encarou com uma expressão sanguinária. Elevou seu cosmo ao máximo que pode e decidiu atacar. Ela iria destruí-lo ali mesmo, e seria agora.

Lentamente ergueu os braços e uniu os dedos, um por um. Inclinou-os para trás, pegando impulso e flexionando os joelhos. Se ele não morresse, ela iria, mas isso era impossível. Ninguém poderia superar o seu poder. Ela era a maga do gelo. Somente ela. Seu orgulho era tudo o que tinha, e com certeza não permitiria que uma criança o tirasse daquela maneira. Disparou com tudo a sua última rajada de gelo.

Execução Aurora!!!

Yerik se preparou para o impacto. Estava quase morrendo e sangrava demais. O golpe da amazona estava ainda mais poderoso, e ele não sabia o que fazer.

Pensou que era seu fim, mas em seu próprio pensamento disse que não iria se contentar com isso. Não iria morrer. Não para ela. Não ali. Não agora... Seu olhar de determinação voltou e ele a fitou, decidido. Colocou um dos pés para trás, girou o quadril e virou um dos ombros para trás, esticando-o com toda a força para frente em seguida, contra-atacando:

Pó de Diamante!!!

Em meio ao contato de energias, a armadura de Fieke cedeu. As rachaduras se encontraram em um só ponto, bem em sua barriga, e foi ao chão, estilhaçada.

Não faz diferença., ela pensou, aumentando a intensidade, Eu não preciso dela!

Cisne pensou que não fosse aguentar, mas subitamente sentiu algo gelado em seu ombro, como se uma mão estivesse pousada sobre ele, como Kirsi fazia. Refletiu sobre o que ela diria se o visse nessa situação e sorriu, gritando logo em seguida, como Fieke estava fazendo.

A amazona sentiu todo o seu corpo formigar por causa do frio intenso e vacilou, dando um passo em falso. Foi atingida em cheio e imediatamente seus pés deixaram o chão. Ela fora empurrada para trás mais uma vez, caindo de costas no chão congelado.

Seus lábios estavam roxos e ela fitava o teto, inconformada.

– P-por quê... P-por quê você não... me... matou? S-se tivesse... usado a Execução... t-teria conseguido...

– Eu não lhe daria essa honra. Você deve viver, e conviver com tudo o que fez... Mas isso não significa que não usei todo meu poder. Estou esgotado por ter usado o Zero Absoluto junto ao Pó de Diamante...

– E-eu... fui derrotada por um... c-cavaleiro de B-bronze... – disse, inconformada. – P-por um... c-cavaleiro de B-bronze...

Depois dessas palavras, fechou os olhos e desmaiou. O sangue escorria e se misturava aos cabelos, tornando sua aparência ainda mais assustadora. Seus olhos estavam fechados mas Yerik ainda podia sentir que ela o observava.

Embora o que ele vira em Libra não fosse real, ela havia feito coisas tão ruins quanto. Ele sentia pelo tom de voz de Fieke que ela sabia quem era Kirsi, e mais do que isso, estava aliviada com sua morte.

Bem, não importava no momento. Ele cumprira sua promessa. Efilnaem deixara de importar há muito tempo. Seus motivos já não estavam mais presentes e ele nada tinha a ganhar com isso. Rever a mestra não fora lá tão ruim, pois agora ele poderia dizer que ao menos havia feito a sua parte ao mostrar o caminho certo para ela – não que ela fosse aceitar ou mudar por conta disso, mas as verdades foram ditas e o tempo se encarregaria de mostrar a verdadeira justiça.

Relaxou os músculos e tentou firmar os pés, mas vacilou e foi ao chão, caindo de exaustão e acompanhando a inconsciência da ruiva, sem saber quando – e se – abriria os olhos novamente.

Notas finais
[Legenda:] (1) Pó de Diamante ("Diamond Dust" no original): É um golpe retirado da obra Saint Seiya (Clássico). (2) O Estreito de Bering é um canal marítimo localizado entre o Cabo Dezhnez e o Cabo Príncipe de Gales. É a ligação mais estreita entre o continente asiático (Russia) e americano (Alasca). (3) Círculo de Gelo ("Kalisto" no original): É um golpe retirado da obra Saint Seiya (Clássico). (4) Aurora Boreal ("Nothern Lights" no inglês): É um golpe criado por mim. Pode ser encarado como um antecessor de algum dos golpes principais. Resfria ainda mais o ar e dispara cristais de gelo na direção do oponente. (5) Trovão Aurora Ataque ("Aurora Thunder Attack" no original do anime e "Kholodnyi Smerch" no original do mangá): É um golpe retirado do anime Saint Seiya (Clássico). (6) Segundo a Wikipédia "Numa escala progressiva, o zero absoluto seria a temperatura de menor energia possível. Teoricamente, seria a temperatura na qual a entropia atingiria seu valor mínimo que, segundo a interpretação clássica, a energia cinética e térmica mutuamente equivalem a zero.". Ele é equivalente a -273º C, e é um dos marcos de Camus de Aquário, o cavaleiro de Aquário original da obra de Masami Kurumada. (7) Execução Aurora ("Aurora Execution no original"): É um golpe retirado da obra Saint Seiya (Clássico). (8) Espelho de Cristal ("Crystal Mirror" em inglês): é um golpe criado por mim. Yerik reúne os flocos de neve ao seu redor e eles se transformam em reluzentes cristais, aglomerando-se e tomando a forma de uma barreira protetora (um espelho). É capaz de refletir quase todo tipo de ataque, se assemelhando a Muralha de Cristar de Mu de Áries na obra Saint Seiya (Clássico). ----- [Nova(s) Ficha(s):] Fieke Fontaine Divindade: Atena Classificação: Amazona de Ouro Constelação: Aquário Gênero: Feminino Idade: 26 anos Significado do nome: “Sabedoria” Aniversário: 05 de Fevereiro Signo zoadical: Aquário Altura: 1.75 Peso: 73kg Tipo sanguíneo: A- Local de nascimento: França Local de treinamento: Russia Mestre: Nenhum Discípulo(s): Yerik de Cisne Cor, textura e tamanho dos cabelos: Vermelhos, lisos, na altura do ombro Cor dos olhos: Vermelho escuro Parentesco: Nenhum Personalidade: Fútil, arrogante, rude, egoísta Habilidades especiais: Telecinese básica Objeto de valor sentimental: Nenhum ----- Ódio e esperança se separam uma vez mais, carregando intensos sentimentos. Um futuro incerto aguarda Yerik e Fieke. Seria ele bom ou mau? Lembrando que sexta feira teremos o capítulo 39, que se passa na casa de Peixes, onde Calisto aguarda seu oponente... Já adianto que esse capítulo guarda algumas surpresas, então fiquem ligados e não percam a atualização! [Por favor, se você está gostando da história, não esqueça de favoritar, comentar, deixar sua opinião, acompanhar para receber as atualizações sobre a fanfic, e recomendar, para que mais fãs de CDZ encontrem a história. Estou aguardando seu review ;)]