Notas iniciais
Olá, tudo bem? Este é um daqueles textos melosos e espreme-que-sai-lágrima que escrevo e esqueço. No entanto, para quem está sofrendo por amor, ele possa fazer algum sentido. Espero que não porque coração partido dói muito, lógico, não tanto quanto uma pedra no rim, por isso, chore muito e se hidrate porque esse é um bom conselho a se dar.

Nunca pensei que um dia (cedo demais) sentiria falta de alguém que da minha rotina era a melhor porção. O hoje era a nossa eternidade. Entretanto, devemos estar prontos para reviravoltas que nem sempre são agradáveis, dependendo da percepção.

Com a ferida sangrando é praticamente impossível analisar com lucidez e distanciamento. Admiro a quem tenha um nível de compreensão espiritual para não perder a cabeça diante de situações que deixam qualquer um sem chão.

Ninguém nunca está preparado para abdicar daquilo que ama. Eu nunca queria renunciar a você.

Às vezes vejo um pequeno retrato seu só para não me esquecer do contorno daquele rosto que eu conhecia melhor do que qualquer um neste mundo, para não perder o hábito de lembrar.

Não quero que o tempo apague você de mim. Às vezes a emoção fala mais alto. Você não pode ouvir os gritos contidos da minha alma, nem codificar a saudade que se estampa dentro e fora dos meus versos.

Seu sorriso quando me abraçava era verdadeiro? Você me abraçava por costume e acomodação ou realmente queria segurar o seu mundo inteiro com os braços?

Você sentia o sabor do meu céu quando o seu mar explorava o meu mundo sem medo? Pretendia prolongar o nosso para sempre até amanhã?

Somos, à revelia, os frangalhos das expectativas. Não somos mais nada um para o outro.

Sigo para o resto da minha vida. Da expressão que começou do fim. Esperando nomear adequadamente essa estranha em frente ao espelho.

Estou aprendendo a lidar com a admissão da própria fraqueza. A condição humana é a imperfeição, o amor é o melhor caminho para corrigir os desatinos do homem. Dentre as tantas ramificações do sentir, encontro consolo na certeza de que libertar é também a melhor terminação de amar. Não querer controlar o tempo com a palma da mão. A areia sempre escorre pelos dedos, não é possível conter a ação das reações.

E a timidez me engole. Uma armadilha cruel. Eu era tímida quando te conheci, mas você conseguiu enxergar o brilho no olhar que me segue hoje com um ar marejado, de quem perdeu algo irrecuperável. Tenho tanto para escrever, entretanto, não sei para onde (e se) envio minhas lacrimosas confissões.

Sei por ora que você está longe. Sem saber, levou um pedacinho do meu coração para onde quer que tenha ido.

Sem saber o que fazer com o que sobrou de mim — daquilo tudo que eu acreditava ser —, a melhor maneira que encontro de lidar com o meu coração partido é fazer o que te deixaria feliz: VIVER. Dar o meu melhor em tudo o que faço, mesmo que você não possa ver. Só não posso evitar odiar as circunstâncias que romperam a concepção de nós para se esfacelar no “eu” sem “você”, deixando a cargo do tempo que me ajude a conviver com essa ferida que tanto me castiga. Chegará o dia no qual, sem pressões interiores e exteriores, a lembrança da partida seja apenas um suspiro melancólico no livro da vida.

Haverá outro caminho além desse? Pode haver, mas não pago um único centavo para ver.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. =)
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!