Conte Até Três.

2 Primeiro serviço.


Notas iniciais
Muito obrigada pelos rewiews no primeiro capítulo *u* Fiquei feliz com todos!

Claire Pov.

Depois de enrolar um pouco, me levanto da cama e respiro a brisa fresca da manhã. Odeio a brisa fresca da manhã. Olho pro relógio de pulso em cima da escrivaninha. São 7:00 Em ponto. Reviro os os olhos, pensando em quão cansativo será o resto do dia. Faço minha higiene matinal, me visto adequada para o frio, tomo um café rápido: Um suco de maçã e um sanduíche de manteiga de amendoim, pego duas Colt 1911 já com o silenciador acoplado e saio para trabalhar. É incrível como as pessoas são exigentes quanto a hora que querem o serviço. As vezes, eu tenho que sair de casa em plenas quatro da manhã pra ir matar alguém. Super normal. Ignoro os seres da minha imaginação que vejo por todos os lugares na estação de trem. Na bilheteria, passeando em cima de algum trem, nos bancos, embaixo deles, fazendo todo tipo de coisa. Já estou acostumada com isso, sou uma mulher madura e não devo dar atenção a monstros idiotas que sequer existem fora da minha cabeça. Pego o trem das 7:15.

Assim que desço no meu ponto, dou logo de cara com uma lanchonete.

Sweet South.

É perto daqui. Essa pequena lanchonete foi citada no meu encontro com Edward Waters, meu primeiro cliente desse mês. Segundo ele, a pessoa a quem devo matar de chama Charlie Kyle, trabalha com advocacia, a algumas ruas daqui.

Sigo calmamente, rua após rua, até que me deparo com um estabelecimento de médio porte, na parede do qual há uma placa onde está escrito com luzes coloridas e glitter demais para qualquer pessoa hétero.

Kyle Advocacia. Satisfação Garantida Ou Seu Dinheiro de Volta. Bem-vindo, sinta-se à vontade para entrar! Yay!

Arqueio uma sobrancelha e sorrio de canto. Isso é mesmo sério? Jesus, Maria e José... Suspiro e coloco os óculos escuros, escureço o batom vermelho em meus lábios, ajusto o lenço que cobre uma parte dos meus curtos cabelos loiros.

– Lá vamos nós. — Sussurro pra mim mesma e entro no lugar. Tudo bem colorido, o que é estranho para um estabelecimento de advocacia... Mas, o que eu posso fazer? Mudar isso é que não vou.

– Posso ajudá-la senhorita? Qual o seu nome? Gostaria de nossos serviços? Está procurando alguém? Seja muito mais que bem-vinda a Kyle Serviços de Advocacia! — As pessoas aqui parecem ser bem eufóricas, pelo que percebi... Coisas de louco.

– Sim, eu gostaria de falar com Charlie Kyle, poderia ser possível? — digo com a gentileza menos forçada que consigo fingir.

– Ah, o senhor Kyle? Eu o chamo aqui agora mesmo... — Ela se vira e vai até a bancada, apressadamente.

– N-não! Não... Se fosse possível eu gostaria de conversar com ele em particular, se... Se fosse possível, eu agradeceria muito. — Ela fez uma expressão de surpresa e ao mesmo tempo como se estivesse entendendo alguma besteira baseando-se no que eu disse... Meu Deus. O que eu não faço pra manter esse trabalho?

– Claro... Irei avisá-lo de sua visita. Qual o seu nome, jovem moça?

– Se você pudesse deixar meu nome em sigilo... Eu gostaria de fazer uma surpresa. — sou um sorriso meio torto e ela assente.

Senhor, temos uma visita. Vou mandá-la subir, certo? É alguém que o senhor gostará de receber. – Ela sorri e me indica o andar. — Ele está na última sala do quarto andar, pronto para recebê-la, senhorita.

– Muito obrigada. — Rapidamente a reverencio, costume do lugar onde nasci, e pego o elevador. Aperto rapidamente o quarto botão, destravando as duas armas e mudando radicalmente a expressão de fofa e feliz, a maníaca e bruta.

Assim que o elevador para, saio e me dirijo a última sala, a mais afastada, a arrombando sem dó. Charlie se assusta, se virando na cadeira giratória, quase vacilando e caindo.

– Você sabe o que fez. Sabe quem me mandou aqui. Sabe o que vai acontecer. Sabe o que eu vou fazer. E provavelmente sabe que também vai morrer. — Eu sorrio sedutora e me aproximo devagar. Agora vem a parte divertida.

– O quê.. Não entendo! Quem é você? Não sei do que diabos está falando. — Ele diz nervosamente enquanto me aproximo e sento em seu colo, de frente pra ele.

– Tem certeza que não sabe? Garanhão. Você roubou a Rose de Edward. Agora sofrerá as consequências. Não se finja de sonso, vamos... Esse é o preço. Sua vida. Não que eu queira fazer isso mas... Estou sendo paga. Adeus, babaca inútil. Você será só mais um morto a partir de agora. — Aponto a arma para sua cabeça.

– SEGURANÇA, SEGURANÇA! TEM UMA MULHER LOUCA AQUI! — E então ele se volta para mim. — Não sei de que porra está falando. — Ele sua e gagueja excessivamente, revelando sua mentira.

– Um, dois.. — Puxo o gatillho. — Três. Esse já foi.

Pego uma pequena lista de papel do bolso do casaco e risco o nome Charlie Kyle, em seguida pulando da janela de seu escritório, caindo gloriosamente no chão. Pessoas normais não conseguiriam fazer isso mas... Eu não sou normal mesmo. Segui de volta para a lanchonete.

– O que deseja? — Uma garçonete morena e relativamente bela me pergunta de mal-humor.

– Desejo ver um sorriso. — Digo e sorrio. Ela apenas revira os olhos e sorri de canto. — Um milkshake de morango. — Ela assente e sai.

Observando o local, é bem bonitinho... Mas está meio acabado. Fazer o quê? Estou com fome e longe de casa.

Notas finais
Foi maior, não foi? )o) Sintam-se à vontade para comentar. Sejam críticas construtivas, elogios, sugestões... Aceito tudo! Kissus e Bye :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.