Contamination - A Vingança
8 Indo para salvação
Narayani e Cindy vão se afastando.
– Conheci sua irmã — Diz Cindy.
– O que? — Narayani não a compreende.
– Ela não é legal! — Diz Cindy.
– Va-vamos nos esconder ali — Narayani fica sem entender do que Cindy falava.
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A rua de Moscou está vazia, uma cadeira quebra a vidraça de uma loja, Leonardo pula para fora e rapidamente aponta a arma, logo em seguida saem Ana Beatriz, Bruno e Sam, Ana ajuda Mike a descer.
– Por aqui! — Diz Mike, caminhando para a direita.
– Vamos embora! — Diz Sam.
Ana olhava para trás com a arma apontada.
– Vamos ter que dar a volta no palá... — Mike é pego uma língua roxa enorme e gosmenta.
Ele grita desesperadamente e é puxado para cima, Ana e todos olham para a parede, avistam um Devil, um ser de apenas músculos, quatro patas, sendo as duas dianteiras maiores e com unhas enormes, sua cabeça deixa a morta todo o cérebro e não era possível ver seus olhos, sua boca era enorme com duas fileiras de dentes pontudos, o ser tinha no mínimo uns quatro metros de altura. Ele bate Mike na parede e come sua cabeça, todos começam a atirar, Ana da alguns passos para trás, o Devil salta para o outro lado, ficam em frente a eles, ele da um rosnado ensurdecedor.
Devil levanta a mão para atacá-los, no instante em que um carro prata entra na rua, freia e gira, batendo no Devil e o lançando para dentro da loja, quebrando todo o local. Eles olham para o carro, a porta se abre e Bruna aparece.
– Que foi? Esperando um convite por escrito? — Ela diz, depois da um sorriso.
Ana da um sorriso, Leonardo passa a mão na cabeça feliz em vê-la.
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O carro vira a esquina em alta velocidade, Bruna se mantém na direção, ao seu lado está Leonardo, e atrás Sam, Ana e Bruno, nas respectivas ordens.
– Que carrão maneiro — Diz Leonardo.
– É né... Aqui é Moscou... Ouvi tiros... — Diz Bruna, com um sorriso de canto — Achei que iam querer ajuda!
– Cadê a Madison? — Pergunta Bruno.
Bruna olha para ele através do retrovisor, ela respira fundo e nega com a cabeça.
– Ela não sobreviveu, sinto muito — Diz Bruna, tentando sem gentil, mas seu tom de voz ainda era frio e seco.
Ana olha para Bruno, ele inclina-se para frente.
– Viu ela morrer?
– Não! — Responde Bruna.
– Ela sempre tem um plano! — Afirma Bruno.
De repente o vidro é estourado por um tiro, Ana e os outros olham para trás, seguindo-os, estão três jipes, e cinco motos, em cima dos jipes os vampiros estão com metralhadoras, e os das motos com as metralhadoras apoiadas na frente da moto.
Bruna vira a esquina abrupta, ela acelera mais ainda, o vampiro com a moto sobe numa rampa e salta ao lado do carro, ele atira, Ana prensa Bruno contra a porta para não ser atingida pelos tiros que perfuraram o teto do carro. A moto cai em pé e vai se aproximando do veículo, Bruna os observa pelo retrovisor, o carro vai sendo metralhado sem descanso, Bruna gira a esquina, pisa no freio e deixa a moto bate na frente do carro, o vampiro é lançado para frente e a moto fica caída no chão.
Bruna acelera novamente e continua a correr, as motos ficam dos dois lados do carro, eles estouram os vidros laterais, Bruna protege o rosto com um braço. Ana atira e mata o vampiro ao lado, ele cai no chão e o jipe passa por cima de sua cabeça. O vampiro ao lado da porta de Bruna atira novamente, ela encosta-se o máximo no banco, e leva o carro para o lado, a moto é empurra e colide contra um caminhão, fazendo a moto explodir junto com o vampiro.
A traseira do carro vai sendo metralhada, Bruna encara-os no banco de trás.
– Pessoal, se importam? — Pergunta Bruna.
– Ta afim? — Pergunta Bruno.
– Vamos nessa! — Diz Ana.
Ana, Bruno e Sam viram-se para trás e ficam atirando nos vampiros. Sam mata o vampiro em cima do jipe, Ana e Bruno continuam atirando. Ana consegue atirar na cabeça do vampiro que pilotava o jipe, Bruna desvia rapidamente de um carro na pista, todos desviam, e o jipe sem motorista colide.
Um vampiro passa a cabeça para dentro da janela de Leonardo, Leonardo segura seu cabeça para ele não o mordesse, em seguida quebra seu pescoço batendo na porta, o corpo do vampiro rola pela rua. Um vampiro prepara um lança míssel em cima do jipe, Bruna o avista pelo retrovisor, o míssel é disparado, Bruna leva o carro para a esquerda e o míssel passa rente a porta de Bruna, ele explode a van em frente ao carro de Bruna, com a explosão, o carro da um salto e Bruna passa pelo buraco feito na van.
– WOW! — Grita Leonardo.
A frente do carro fica com pedaços em chamas, um jipe passa pela van e o vampiro fica em chamas, mesmo assim continua em pé, os outros dois jipes desviam da van, assim como as motos.
– Me avise quando for fazer isso de novo! — Diz Leonardo.
Bruna os avista preparando outro míssel.
– Se segura! — Ela diz.
Bruna desvia, o míssel explode o carro estacionado ao lado, que voa e cai em frente ao carro de Bruna, ela faz uma virada brusca e continua a correr. Ana, Sam e Bruno param de atirar e ficam segurando-se no banco. Bruna vira a esquina, agora na rua do palácio de Moscou, ela entra no grande largo em frente ao palácio.
Uma moto se aproxima do carro pelo lado contrário, Bruna o encara e acelera mais o carro, o vampiro dispara e trinca partes do vidro dianteiro.
– Droga — Diz Bruna.
Ela gira o carro, abre a porta e faz o a moto colidir, o vampiro cai no chão e a moto explode, o carro de Bruna não para de andar e ela fecha a porta.
O vampiro levanta-se, mas é esmagado pela pata do Devil.
– Nosso amiguinho ta de volta — Diz Sam.
Ana e Bruno olham para trás.
– Merda — Diz Ana, ao vê-lo.
Eles retornam a atirar, Devil derruba o jipe e o lança para o lado, ele vai correndo atrás do carro com toda a furia.
– Ele ta vindo — Diz Ana.
– Quase lá — Diz Bruna, olhando para frente.
– Você vai...? — Leonardo arregala os olhos, ele agarra-se no banco.
– Pera, você não vai lá embaixo... — Diz Sam.
– Droooooga... — Ana segura-se no banco.
O carro sobe na rampa e avança pelo ar, todos saem do banco, todos dão um grito, exceto Bruna. O carro cai certeiro na entrada do metrô, o veículo vai deslizando pelos corrimãos da escada rolante e quebrando todas as luminárias.
O carro cai no chão e não para por nenhum segundo, Bruna o mantém em linha reta e passa pelo arco de ferro que tinha, parecia que estavam reformando o local, Devil desce para o metrô e está quase alcançando o carro.
O veículo vai derrapando de lado e derrubando os ferros de obra, consequentemente os teto vai desmoronando logo em seguida, Bruna mantinha o volante virado, Leonardo está segurando-se o mais forte possível no banco. Devil está quebrando os concretos que caiam, até que é soterrado pelos escombros, o carro continua derrapando por alguns metros, até que para.
Bruna e todos estão ofegantes, ela olha para o lado e observa o local vazio, então volta para o grupo dentro do carro.
– Estão todos bem? — Ela pergunta.
– To! — Responde Leonardo, puxando fortemente o ar.
– Vamos sair! — Bruna sai do carro.
Ana está ofegante, ela da um sorriso e sai do carro.
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Depois de momentos andando pelo metrô, Bruna e os outros chegam ao local onde ela estava.
– Olá... Podem sair — Bruna diz alto — Eu voltei!
Cindy e Narayani saem de trás da pilastra e caminham até ela, Cindy a abraça na cintura com muita força, Bruna alisa sua cabeça com um sorriso, Narayani para de andar e observa Leonardo de cima a baixo, analisando todo seu braço musculoso.
– Onde achou esses caras? — Pergunta Narayani, com um sorriso.
– O que?Narayani? — Ana surpreende-se.
– O que? — Narayani não a reconhece.
– Quem é essa? — Pergunta Leonardo, olhando para Narayani.
– Eu sou Cindy! — Ela responde toda meiga.
Leonardo olha para ela com um sorriso.
– Oi Cindy!
– Ela é minha mãe! — Diz Cindy.
– Sua mãe? — Ana fica surpresa, ela encara Bruna levantando as sobrancelhas.
– Longa história — Diz Bruna, pela primeira vez com uma expressão suave e com um sorriso no rosto.
– Faltam 22 minutos — Anuncia Bruno.
– E não podemos voltar por onde viemos — Diz Leonardo.
– E nós perdemos o mapa com o Mike — Diz Sam.
– Deixe comigo — Bruna pega o óculos na bota e o coloca.
Ana levanta uma sobrancelha. Todo o caminho é projetado na visão de Bruna, ela observa como sair dali.
– Vamos por esse túnel — Bruna desce indo para a linha do metrô — No final tem um túnel que nos leva até os Banquer's Submarinos!
Bruna ajuda Cindy a descer, Ana observa Leonardo ajudando Narayani a desce, ela revira os olhos e pula direto pra linha, ela passa por Leonardo ignorando-o.
– Não temos muito tempo, temos que nos apressar! — Diz Bruno, tomando a dianteira.
Bruna fica de mãos dadas com Cindy, elas caminham no meio do grupo, Ana e Bruno estão na frente com as armas e lanternas apontadas.
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Perto do carro, o escombro de concreto está imóvel, então umas pedras saem do lugar, e em seguida algo pula brutalmente para frente.
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Todos estão andando pelo túnel escuro e úmido, agora Narayani está com Cindy e Bruna com Ana e Bruno na frente.
– Porque agora trabalham pro Hélio? — Pergunta Bruna.
– Eu não trabalho pra ele — Responde Ana — Mas as coisas na superfície mudaram!
– Hélio disse que você tinha uma arma que pode mudar as coias ao nosso favor — Diz Bruno — Mas eu não teria arriscado tanto por uma pessoa!
– Você deve estar certo — Diz Bruna.
Ela encara Ana.
– Não precisava vir até aqui para me ajudar — Diz Bruna.
– Eu não vim por você, vim porque era o único jeito de tentar mudar alguma coisa — Diz Ana.
Bruna continua encarando-a.
– Não tem mais ninguém lá em cima... Só tenho você como família! — Diz Ana.
Bruna respira fundo.
– Vamos vencer isso — Ela diz.
Então as duas trocam sorrisos, Bruna olha para frente.
– É por aqui! — Ela diz, parando em frente a uma escada de parede — Os Banquer's estão acima de nós!
Bruno aponta a arma para cima e não avista ninguém, logo sobe a escada, em seguida Narayani, depois Cindy, Bruna fica atenta a qualquer situação.
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