Leite e Toddy

A pobrezinha passou por abruptas mudanças, e ainda por cima no Jardim de Infância todos os coleguinhas lhe viravam a cara, ela andava chateada, chegava em casa tristonha as vezes até parecia ter chorado.

Sua mãe lhe perguntava preocupada:

— O que você tem filhinha?

A menina apenas dizia:

— Nada não, mamãe.

A mãe ate insistia, mas nada arrancava de sua filha.

E a garotinha continuava com seus dias solitários na escola. Até que um dia apareceu aquele garotinho novo, que sem rodeios, depois de observa-la se aproximou e disse:

— Você tem cor de Toddy! – E lhe sorriu.

Ela olhou para aquele menininho tão clarinho, e decidiu que gostará dele.

— E você tem cor de leite! – E também lhe mostrou alegria.

Depois disso se tornaram inseparáveis.

A mãe dela até notara que a filha chegava em casa mais feliz e não carregava mais aquela carinha triste de antes.

Um dia enquanto os dois montavam um difícil quebra cabeça ele disse:

— Eu não sei por que mais meus papais não gostam muito de gente com cor de toddy!

— Então por que você gosta de mim? – Perguntou e no fundo sentiu um aperto no coração, e se ele passasse a não gostar mais dela, e se ele não gostasse mais da cor de toddy.

— Por que eu não sou como meus pais, na verdade eu não gosto... Eu amo toddy – E com uma simplicidade que só criança tem, ele continuou: — Então eu também amo você.

Notas finais
Gabriela Perroud, Thais Martins e Lorena Alves.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.