Notas iniciais
Espero que gostem e-e a história não é PURO hentai, mas contém, se quiserem ler e pular essa parte, tudo bem

A voz ecoava, audível em todo o enorme estádio, não deixando nenhuma dúvida a ninguém que a ouvia, clara e direta.

Erza não soube bem o que sentia ao ouvi-la. Primeiramente, certa felicidade. Ansiava por isso, e queria mostrar a todos que não era fraca. Mas seria só isso? Não, havia também certo temor. Mas, típico temor de Titânia, não por si mesma, e sim por seus nakamas, e a honra da Fairy Tail. Não poderia perder ou demonstrar qualquer tipo de fraqueza. Mas aquele medo a dominava? Absolutamente não. O que ela mais sentia, era ansiedade, aquele típico gelar da barriga que denuncia algo muito esperado e temido ao mesmo tempo. Estava louca por isso. Ansiava por isso.

— E a luta do dia será... Fairy Tail A: Erza x Fairy Tail B: Mystogan!

A plateia urrava, louca para ver aquela luta da guilda que já havia provado ao longo daquele tempo ser uma das mais épicas e dignas de aplausos. A mesma ansiedade que a Titânia sentia poderia ser identificada em cada um dos homens sentados na arquibancada. Especialmente aquele grupo particularmente animado que segurava faixas e nunca conseguia ficar quieto ou evitar confusões, e que torcia como nenhum torcedor jamais o fizera, cativando a todos que o viam.

A Fairy Tail temia por Erza. Não por não ver sua capacidade em vencer, mas por não querer que aquela luta a afetasse, ela ganhando ou perdendo.

Mas não havia tempo para isso. Ambos, Titânia e Mystogan, entraram sem medo naquela grande e vazia arena, respirando o mesmo ar, sentindo a mesma tensão. Trocaram alguns olhares, um tanto desafiadores, um tanto compreensivos. Eles não precisavam de mais nada pra se comunicar, apenas isso. Olhares.

Gerard sentia a mesma ansiedade que ela. Não queria perder, da mesma forma que ela não o queria. Considerava Fairy Tail sua família, seus únicos laços, seu lugar. Era sua guilda, tanto quanto a Criminal Sorcière era. E ele não queria decepcionar o seu time, de forma alguma. Mas, ao mesmo tempo, temia os resultados que poderiam suceder àquela luta. Erza era forte, e da mesma maneira que ele amava a Fairy Tail, ele a amava. Não queria machuca-la, tanto quanto não queria ser derrotado por ela. E ele também imaginava que, para lutar contra ela, teria que usar a sua magia – sua magia de verdade – o que iria mostrar imediatamente ao conselho quem ele era. E aquilo seria ruim não só para ele, mas para a Criminal Sorcière e a Fairy Tail.

O locutor continuou.

— Vocês já foram avisados anteriormente que não seriam poupados de lutar entre si simplesmente por serem da mesma guilda; portanto as regras são as mesmas. Quem conseguir impedir o outro de lutar por, pelo menos, 10 segundos, será o vencedor. Caso isso não aconteça em 30 minutos, é declarado empate. 10 pontos para o vencedor, 5 para cada em caso de empate. Sem mais.

Os dois se encararam e sorriram, muito embora o de Gerard estivesse coberto pela máscara. Não era seu plano que pegassem leve com eles. Muito pelo contrário.

Aquela era a mesma luta que travaram tantas vezes.

Mas tão diferente que os fazia sorrir, em pensar como progrediram.

Ao perceber isso, o locutor, satisfeito, deu um sorriso, e sem mais delongas, anunciou o começo da batalha.

— Então... Que comece a luta!

Erza mal terminou de registrar essas palavras, e já havia se re-equipado: armadura do reino estelar. Era, basicamente, uma armadura que aproveitava a força e brilho das estrelas para aumentar seu poder de ataque. Uma escolha inteligente, pois isso significa que os ataques de Gerard a fortaleceriam enquanto ela ainda fosse capaz de suportar a carga mágica; e, ao mesmo tempo, o impedia de fazer algo que o denunciasse, como um ataque muito forte, pois isso a tornaria mais forte ainda. Era como colocá-lo contra a parede e protege-lo ao mesmo tempo.

Mas aquela proteção não durou muito tempo, pois a primeira coisa que a ruiva fez ao ter a espada em punho, foi tomar impulso e pular bem em frente a Gerard, desferindo um rápido golpe de espada com tanta velocidade e graça que deixou grande parte da platéia estática. Mas o usuário de magia estelar conseguiu se desviar no último instante, dando um giro para o lado, e em seguida dando-lhe um soco nas costelas, para logo depois dar alguns passos para trás. No entanto, a Titânia foi esperta, e aproveitou a impulsão do soco para girar meia volta, de forma que ficasse já de frente para ele, de novo atacando-o com sua espada. Felizmente, ele conseguiu evitar o ataque. No entanto, estava apenas se defendendo, e não conseguia pensar em algum modo de derrotá-la. Sabia que, não importava o tamanho do ferimento ou dor que o mesmo lhe infligisse, Erza nunca iria desistir. Então, não adiantava nada feri-la, e de qualquer forma ele não desejava recorrer a isso.

Mas se só se desviasse, uma hora ela o pegaria, e seria sua derrota.

O que ele faria?

Bem quando pensava nisso, percebeu que ela estava quase em cima dele, e desviou para o lado, mas a espada pegou de raspão em seu braço. Soltou um grunhido baixo de dor. Droga. Ali estava a prova. Tinha que pensar em algo, e tinha que fazer isso rápido. Mas sua mente não parecia querer colaborar. Logo ele, excelente em estratégias! Ele se orgulhava disso. Mas onde estava todo o seu orgulho agora?

Ela tentou acertá-lo no ombro, mas ele se abaixou, dando uma cambalhota por debaixo dela. A platéia gritava satisfeita com seus bons reflexos e os igualmente bons ataques da ruiva. Alguns pediam para que ele reagisse. Ele sentia vontade de gritar que estava tentando, mas sabia que não adiantava nada, era perda de tempo.

Ele tinha que dar um jeito de impedi-la de lutar, sem machucá-la.

Impedi-la de lutar...

Novamente ele se abaixou para desviar de um ataque, desferindo um chute que quase acertou o queixo, mas ela conseguiu desviar, e ele pulou para trás, quando, acidentalmente, a arquibancada do conselho entrou em seu campo de visão.

Ele teria que impedi-la sem usar magia.

Mas sem usar força bruta também.

Ela soltou um grito: Mystogan. O nome que usava. Ela estava decidida a atacá-lo, isso era visível em cada dança que ela fazia ao tentar golpeá-lo. Linda e mortal. Ágil e violenta. Inacreditavelmente hipnotizante. Agora era a vez dele conseguir retribuir aqueles ataques.

Impedi-la... Sem magia... Grito...

Sua espada o atacou por um lado, e uma segunda que ela invocou de outro, mas ele deu um salto e, enquanto caía, aproveitou a impulsão para soca-la, mandando-a para trás.

O conselho... Mystogan... Máscara...

Olhou ao redor novamente, procurando algo que pudesse ajudá-lo em meio ao ar da arena vazia.

Paredes de pedra... Máscara, o conselho... Impedi-la...

De repente, uma ideia surgiu em sua cabeça.

Uma excelente ideia, por sinal.

Ele correu um pouco, obrigando Titânia a desviar seu ataque para outra direção. E, quando ele se esquivou do dito ataque, foi parar exatamente onde queria. Ao lado do conselho.

Mas ela conseguiu acertar seu ombro novamente, e ele, com um urro de dor, largou o seu cajado, que foi parar, inerte e inofensivo, no chão.

E ela tomava um pouco de distância dele, já preparando outro ataque. Mas o dele, que já estava planejado com mais antecedência, veio primeiro. Ele correu na direção dela, indicando uma mudança que a ruiva imediatamente percebeu. Sabia que ele tinha um plano, mas isso por si só não ia assustá-la e ela correu contra ele também. Os dois se chocaram e caíram, com Gerard sobre a garota, sentado em sua cintura.

Ao mesmo tempo, seu cajado disparara um raio, que ricocheteara exatamente onde ele planejava quando o largou: ao lado das cadeiras do conselho, desferindo-se sobre a parede de pedra, soltando algumas lascas e liberando uma quantidade de poeira que tornava difícil sua visão. Exatamente como no plano. Gerard, então, arrancou sua máscara, e, segurando os pulsos de Erza sobre a sua cabeça, se inclinou sobre ela e a beijou. Seus lábios faziam pressão sobre os dela, quase tanta quanto a dos ataques que ela lhe desferira algum tempo antes, mas eram tão macios que aquilo agradou a ambos. Ele ficou muito surpreso ao ver que ela correspondia na mesma intensidade, tentando soltar seus pulsos para agarrar sua nuca e puxá-lo para perto. Irresistivelmente, sua língua rastejou em direção à boca dela, lenta e discreta como uma cobra prestes a dar o bote. E quando a passagem lhe foi concedida, ela enfim o deu; com tanta intensidade, agilidade e força que chegou a ser estonteante. Mas aquela era uma batalha, e como tal, unia duas forças: a língua de Erza era igualmente implacável. Eles disputavam o controle.

Quando por fim o ar se tornou insuficiente, ele a soltou, arregalando os olhos. Passou a mão por seus lábios, surpreso. Ela tinha realmente correspondido. Isso não estava nos planos. Mas percebeu que a poeira do ataque estava começando a se dissipar. Não que seu rosto fosse visível, apenas os seus vultos. Então, ele recolocou a máscara, e sentou-se sobre a cintura dela, começando a contar.

— 1... 2... 3...

Aquilo deixou Erza estritamente confusa. O que diabos, afinal, ele tinha na cabeça? Por que estava contando? E por que tinha a beijado?

— 4... 5... 6...

Os espectadores, ao redor, que antes haviam pirado com o beijo – que serviu para aumentar enormemente a popularidade da Fairy Tail – se sentiram subitamente confusos. O que era aquela estranha contagem? O que o mago estelar planejava?

— 7... 8... 9...

A contagem continuou, até chegar ao quinze. Quando este número foi pronunciado, Gerard se levantou, para em seguida se virar aos jurados. Erza, confusa, apenas se sentou, sem entender o que havia acontecido.

Até que Gerard falou.

— Eu a impedi de lutar por mais de 10 segundos. A vitória é minha.

E subitamente, todos entenderam. Erza se sentiu o pior de todos os lixos. Como ela pôde cair nessa? Então... Ele sabia o tempo todo que ela era apaixonada por ele, e estava apenas esperando pra usar isso contra ela? Mas ele pareceu tão surpreso em ser correspondido... ou o plano era simplesmente deixa-la tão surpresa que ela parasse?

A segunda opção era, é claro, correta. Mas ela não se deu conta disso, com a típica insegurança amorosa que ela sofrera. O ódio a consumiu, bem como a vergonha por ter caído em um truque tão sujo. A vitória foi declarada para Fairy Tail B, e ela se retirou da arena, cabisbaixa, mas sem demonstrar o quão terrível se sentia. Aquela fora a última batalha do dia, e agora eles iriam para casa.

E foi o que ela fez, cercada pelos seus companheiros de guilda que a incentivavam, dizendo que não era sua culpa. Lucy disse que faria o mesmo se... Certa pessoa, segundo ela, pessoa esta que Erza poderia facilmente adivinhar, a beijasse em plena arena. Natsu disse que, em termos de luta, ela fora muito superior a Mystogan, apesar de ela perceber que ele se sentia um pouco decepcionado pela derrota. Gray, que era seu melhor amigo e a entendia, simplesmente passou o braço em torno de seus ombros, sorrindo.

— Você deu o seu melhor, Erza. Não era esperado. Tudo bem.

E ela se sentiu subitamente melhor.

Mas o mago de cabelos azuis já estava incapaz de sair de sua cabeça, e ela tentava entendê-lo. Brincar com seus sentimentos era algo sujo, mas não era algo que ele faria. Ele o fizera antes, é verdade, mas não era ele de fato, e sim Zeref. Ela não o culpara mais pelo que acontecera. Na verdade, o único que o culpava era ele mesmo. E ela sabia que o homem que amava jamais faria isso.

Então, o que?

Ela ainda não havia encontrado uma resposta, e queria ficar sozinha. Quando seus companheiros entraram no prédio, ela murmurou qualquer coisa sobre estar cansada – agora mal se lembrava – e entrou no próprio quarto, re-equipando-se com a sua armadura preferida: um pijama, de alças, cuja blusa ia mais ou menos até o umbigo, e shorts curtos, que lhe caíam muito bem. Era todo verde claro, e de certa forma caía bem nela, realçava seus cabelos ruivos, que agora pendiam soltos, brilhantes como sempre. Erza sorriu, olhando-se no espelho.

Pois é.

Até que, enfim, algo a distraiu.

Uma batida na porta.

Quem poderia ser? Provavelmente Natsu, ela pensou, vindo ver se ela se sentia bem ou algo do tipo. Ele era um bom amigo, mas às vezes não percebia quando ela queria ficar sozinha. Sorriu; mesmo assim ele era como um irmão. Abriu a porta, mas, ao invés de encontrar o mago de cabelos rosados, encontrou outro, mais alto – e ao seu ver, mais bonito – de cabelos azuis. Gerard não estava mais vestido como Mystogan – estava com sua típica capa preta, cobrindo-se apenas com o capuz para que não o pegassem. Mas ela o reconheceu. Arregalou os olhos, e automaticamente deu um passo para trás. E, como se fosse coreografado, ao mesmo tempo ele olhou pra baixo.

— Ge... Mystogan! O que está fazendo aqui?

Ele apoiou a mão no vão da porta.

— Titânia... Posso entrar?

Ela assentiu com a cabeça.

Ele entrou, em seguida fechando a porta atrás de si e baixando o capuz. Ela estava um pouco envergonhada, olhou par abaixo. Ele segurou seu braço, olhando em seus olhos, mas subitamente aquele choque de castanho com castanho se tornou vergonhoso demais para ele, e então voltou a olhar pra baixo.

— Olha, eu... Me desculpe.

Ela levantou as sobrancelhas, fingindo não saber do que ele falava.

— Está se desculpando por ganhar? – perguntou, em tom incrédulo.

— N... Não, eu só... Foi errado ter te beijado daquele jeito, mas...

Ela suspirou. Precisava se livrar daquela armadura que protegia seu coração. Era hora de ser franca com ele. Mas antes que pudesse falar qualquer coisa, Gerard se manifestou.

— Eu não queria brincar com você nem nada. Eu só... Não queria machucar você, mas também não queria perder. Eu só queria te deixar surpresa o bastante para que você parasse de lutar. Mesmo que... Isso fosse às custas dos meus sentimentos.

Ela arregalou os olhos.

— Do que você está falando?

Ele ainda olhava para baixo, como se profundamente arrependido, mas podia-se ver a surpresa em seu olhar.

— O que, você não percebeu ainda?

Ela balançou a cabeça negativamente.

— Eu te amo, Erza Scarlet.

E agora ela arregalou os olhos, dando um passo para trás, surpresa demais para poder falar qualquer coisa, como se algo de repente interrompesse sua linha de pensamento, ela não conseguia processar alguma resposta.

— Eu te amo desde que somos crianças. Mesmo quando eu não era mais eu mesmo... Eu te amava, essa era minha única certeza. Foi você quem me ajudou a sair de... De onde eu estava. E eu não mereço você, nem tenho como te agradecer por isso. Queria que pudéssemos ser pelo menos amigos, caso você não me odiasse, mas... Agora não é mais possível, certo?

Ela ficou perplexa, apenas encarando-o, sem saber reagir. Ele tentou mover os olhos em sua direção para ver o que ela faria, mas logo percebeu que ainda levaria algum tempo e voltou a olhar pra baixo. Ficou envergonhado, suas bochechas coravam. Erza sabia que ele tinha mentido anteriormente sobre a noiva, mas... Achava que era apenas um modo de rejeitá-la.

— Ei... Gerard...

Ele deu as costas, se preparando para ir embora, mas ela foi mais rápida e o puxou pelo braço, obrigando-o a se virar. E, como as palavras lhe faltaram, achou que o melhor a fazer seria exatamente o que fez: repetir o beijo anterior, colando seu corpo com o dele perfeitamente, puxando sua nuca, lutando contra sua língua, invadindo-o como antes.

Ele sorriu em meio ao beijo, apesar de internamente ainda se perguntar como fora parar naquela situação pela segunda vez no dia, sabendo que ele não deveria nem ao menos se aproximar daquela mulher que havia machucado tanto. E ele pensou em afastá-la, mas, como se lesse sua mente, ela enlaçou sua perna nas dele, impedindo-o de sair, quando separou o beijo.

— Nem pense nisso. Chega disso de que você não merece a companhia de nenhum humano. Quer se redimir pelo que nem foi você quem fez?

Ele assentiu com a cabeça.

— Não é necessário, pois não é sua culpa. Mas se é assim... Seja feliz, e me faça feliz, para que a gente possa superar isso... Juntos.

Ele sorriu, seus olhos brilhando um pouco. Eram sempre as palavras dela que o tiravam do fundo do abismo. Era sempre ela.

— Eu... Obrigado, Erza – murmurou sem graça.

Ela sorriu maliciosa.

— Poderá me agradecer depois, se quiser – e novamente o puxou para perto, beijando-o com ferocidade, enquanto suas mãos rastejavam lentamente por dentro da capa cujos botões já estavam aberto, deslizando pelos braços fortes do outro até removê-la totalmente. Vagarosa, discreta, lenta, porém objetiva. Aquela mulher era, em todos os sentidos, mortal.

Ela jogou a capa em outro canto qualquer, para depois dar um pequeno giro, de forma que ficasse atrás dele, e então, com um pequeno empurrão, ele caiu sentado na cama. Ela seguiu em sua direção, sentando sobre seus joelhos, com cada uma de suas pernas bem torneadas – e à vista pelos shorts curtos do pijama – em um lado de seu corpo. Voltou a beijá-lo, dessa vez de forma lenta, como se o sondasse, como se o explorasse.

Inebriante...

Ele enlaçou os braços na cintura dela, puxando-a mais para perto, deixando claro de que também queria “selar” aquele acordo entre eles. Não sabia mais se queria ou precisava. Fora um longo tempo de espera, e ele se sentia, pela primeira vez na vida, realmente redimido.

Qual seria o real poder das palavras daquela mulher?

Levou uma das mãos até a nuca dela, descendo pelos cabelos sedosos ruivos, até que eles se tornaram escassos e por fim terminaram, dando lugar à parte nua de suas costas. A pele era macia, e quente. Ao mesmo tempo, as mãos um pouco mais ousadas da mulher de armadura adentravam a blusa que ele usava por debaixo da capa já removida, explorando seu tórax, e, quando eles se separaram, a removendo. Observou por alguns segundos o peito nu dele. Bom, muito bom, pensou, lambendo os lábios. Aquilo, inexplicavelmente, o excitou, e ele corou, olhando para o lado. Mas ela puxou seu queixo e o trouxe para outro beijo, que veio seguido de algumas mordidas que foram descendo, descendo, descendo...

Ao finalmente chegar em seu pescoço, a maga começou sua verdadeira arte. Desferiu primeiramente um chupão, que fez o de cabelos azuis arquear-se para trás de prazer, soltando um baixo gemido que a fez sorrir, enquanto lambia a extensão da marca que havia deixado, e soltava uma leve mordida em seguida, puxando um pouco sua pele. Ele mal se aguentava só com essas pequenas provocações, não resistindo a puxá-la mais para perto.

Bom.

Ele sussurrou algo em seu ouvido sobre ele estar gostando que ele mal pôde identificar, antes de morder o lóbulo da orelha. Caramba, ela era muito convincente. Se ele não tivesse aceitado-a antes, com certeza o teria se isso fosse uma tentativa de persuasão. Soltou outro baixo gemido, e ela soltou-lhe outro sorriso maroto.

Começou a inclinar-se cada vez mais para frente, de modo que ele fosse obrigado a se deitar. Satisfeita com isso, ela começou a lamber o seu peito, passando as mãos pelo seu tórax. Tinha um excelente sabor, e nenhum dos dois queria que aquilo parasse, mas Gerard, que achava que aquele era, afinal, um jogo a ser jogado por dois, não pôde mais resistir àquela situação, e puxou-a mais para perto pelo pescoço, para depois começar a soltar chupões sobre sua clavícula, e a garota reagia bem àquilo. Contente com seu sucesso, ele começou a descer mais, e mais, até que o tecido começou a atrapalhá-lo. Impaciente, ele livrou-se do mesmo, trabalho que a Titânia facilitou.

E, quando ele finalmente estava livre daquela peça incômoda, começou a brincar com a língua por sobre seus seios, aproveitando aquele sabor que tinha. A ruiva arqueou-se para trás, aquilo era realmente bom. Soltou o seu primeiro gemido, o que o estimulou a continuar, massageando o outro seio com a mão de lado equivalente, e puxando-a pela cintura mais pra perto com a que sobrara, sendo que ela ainda estava sobre ele, ambos deitados na cama. Ele aproveitava aquele sabor com gula, deliciando-se e lambuzando-se nele. Perdia-se ali. E ela perdia-se naquela nuvem nebulosa de pequenos gemidos e exclamações em que tinha se colocado.

Inebriante...

Perderam-se por algum tempo naquelas carícias, quando Erza decidiu finalmente mover-se para fazer também a sua parte. Deslizou as mãos por debaixo da calça do moreno, sentindo o quão excitado ele já estava. Na verdade, se ele tocasse por debaixo das suas, as sentiria molhadas também, mas ela não tinha consciência disso no momento. Com um pequeno sorriso maroto, ela começou a trabalhar em removê-las, levando junto logo em seguida a box preta que ele usava. Sorriu levemente, aquele simples sorriso foi capaz de levar o mago estelar aos céus. Lambeu de leve a glande do membro que agora descobrira, percebendo que ele tivera uma boa reação, gemendo baixinho e pendendo a cabeça para trás, olhos fechados, corado. Aquela expressão era realmente satisfatória. Era bom vê-lo daquele jeito...

Abocanhou o membro, fazendo movimentos contínuos para a frente e para a trás, acompanhando sua extensão com a língua. Ele soltou um gemido, dessa vez muito mais alto, arqueando as costas.

Daquele jeito por ela...

Continuou aquele trabalho por mais algum tempo, até encontrá-lo já excitado o bastante. Libertou seu membro, observando o garoto que arfava sobre a cama, suado. Soltou uma pequena risada, antes de livrar-se também de seu próprio shorts e calcinha, e começou a andar sobre seu corpo, com um pequeno sorriso de canto.

Como ele queria toma-la para si agora... Mas será que realmente poderia?

Ele a abraçou, ainda abaixo da garota, tentando normalizar a respiração. Não iria aquilo doer? Receava machuca-la, receava fazer qualquer coisa com ela. Mas esta apenas sorriu.

— Por que essa cara de medo, Geraru? Nunca viu uma mulher?

Ele ficou corado.

— N... Não é isso, eu apenas...

Ela soltou uma pequena risada. Soava musical.

— Eu sei. Não precisa ter medo por mim... Eu já sou bem grandinha, sabia? – deu outro sorriso, em seguida lambendo o pescoço dele daquela forma irresistível, ela queria deixa-lo maluco, ela estava deixando-o maluco.

— Ahn... – tentava respirar, a tarefa soava árdua, o ar era tão pesado e tão quente... Tão, tão quente... – está bem... Está bem, Erza.

- Bom garoto. – sussurrou no ouvido dele, fazendo-o estremecer.

Com apenas um movimento para baixo, ela mergulhou para dentro dele, e o choque fez ambos soltarem um longo, prazeroso gemido, apesar de o dela ser acompanhado por um pouco de dor. Mas, afinal, o quão habituada ela já não estava àquilo? Poderia sobreviver facilmente. Apesar disso, ele quis esperar ela se acostumar antes de realmente começar seu trabalho. Rolou, de forma que ficasse dessa vez acima dela, e para sua surpresa, ela não apresentou objeção, mas ele sabia que depois teria volta. Começou a estoca-la devagar, aproveitando aquele espaço apertado em que se envolvia. Ambos soltavam gemidos não mais tão moderados agora, berrando pela sua luxúria, pela sua felicidade, seu prazer.

No meio daquilo, ela continuava mordendo e lambendo o pescoço dele, a clavícula, os ombros, tudo o que estivesse ao seu alcance, arrancando curtos gemidos que se juntavam á música que ambos já formavam. Aquilo parecia algum tipo de luta, sem dor. Ele observava como ela continuava ágil, discreta, mortífera. Rápida, violenta, mas tão leve... Exatamente como ela lutava.

De repente, ele soube, pela segunda vez, o porquê de seu título de rainha das fadas.

Continuaram dançando – lutando? Competindo? Não havia um verbo que descrevesse o seu ato, em toda a sua beleza e prazer, luxúria e loucura, caminhando juntos como amantes, como os amantes que agora se encontravam sobre a cama da ruiva – por tempo indeterminado, sem conseguir mais reter um único gemido que cogitasse sair, até que ambos chegaram ao orgasmo – pela primeira vez, ao mesmo tempo – e ele acabou ejaculando dentro dela, sentindo-se subitamente exausto. Ela arfava um pouco, ambos tentavam normalizar a respiração. Ele, por fim, saiu de dentro dela, e a sensação a fez morder o lábio inferior, sentindo-se um pouco dolorida. Aquela visão já seria o bastante pra excitá-lo, se ele já não se sentisse tão cansado. Sorriu, caindo ao lado dela, envolvendo-a com os braços, e ela puxou sobre eles o cobertor que um dia estivera arrumado.

Ambos sorriram, antes de cair no maior, e mais revigorante dos sonhos.

Realmente, aquela luta havia sido mais do que esperada por eles.

Notas finais
Mereço reviews?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!