Contágio
38 Estação 2 - Capítulo 38 - School
Notas iniciais
Narrado por Robert
Já havia feito umas duas horas desde que havíamos fugido às pressas do acampamento, perdendo Fernanda nesse tempo, Polly foi a que ficou mais arrasada, pois ela e Fernanda eram grandes amigas, Akio ficou entristecido pois ela era a única que tinha sobrado desde a confusão em Los Angeles.
Fred acabou não vindo conosco, tínhamos quase certeza que ele havia causado tudo aquilo, provavelmente ele morreu enquanto os zumbis atacavam todo o local, já que depois disso não o vimos correr para o ônibus.
Depois de algumas horas na estrada, chegamos na cidade de Monterey, já havia anoitecido, procurávamos um lugar para dormir, mas estava difícil e os errantes já começavam a aparecer nas ruas procurando algum ser humano para matar e consumir sua carne. Os zumbis não eram problema, ainda, já que estavam em pequena quantidade.
Andrew parou em frente à uma escola, Kei parou logo atrás com seu jipe, Akio estava ao seu lado, como esperado, assim como a gata de Kei, ainda me pergunto, depois de tanto merda que aconteceu esse animal continua vivo? Por Deus...
— Vamos ficar numa escola? — Polly perguntou demonstrando certa aflição, descendo do ônibus.
— Vai me dizer que está com medo de crianças mortas-vivas? — Andrew riu sarcasticamente, incomodando Polly.
— Tomara que uma delas tenha colocado uma bomba em um armário, e você tenha a sorte abri-lo — Polly disse com toda raiva possível, fazendo Kei rir ao lado.
— Ei... Você era jornalista, não? — Derek perguntou, Polly afirmou — Então, escolas tem geradores, e bibliotecas, e provavelmente tem computadores nas bibliotecas.
— Ele está certo! — Polly disse correndo até mim — Robert! Precisamos entrar nessa escola o mais rápido possível! A gente pode descobrir sobre alguma parte do Estados Unidos segura! — Ela demonstrou uma certa animação, diferente de todos nós.
— Vamos logo com isso, estamos no meio de uma rua, e está de noite, e já tem um errante cruzando a esquina — Kei falou chutando o pequeno portão da escola, andando até a entrada do prédio sem se importar com nada.
— Tá né... Suspirei e todos nós seguimos Kei, Akio ficou atrás, certificando-se que o portão estava fechado — Está trancado...
— Então a escola foi evacuada antes de atacarem — Falei, Kei concordou Pode ser que ainda tenha alimentos na cozinha da escola, isso se não tiverem saqueado tudo.
— Antes de achar vocês, ouvi dizer que Monterey inteira havia sido retirada às pressas, acho que ninguém viria aqui — Kimberly falou segurando sua pequena bolsa de suprimentos — Espero...
— Chega de enrolação — Kei atirou no cadeado sem se preocupar com o barulho que fez, ela deu um chute na porta e deixou a lanterna da sua arma ligada, verificando se não tinha nenhum zumbi ali Tem um mapa da escola aqui — Ela deixou a luz da lanterna focada num mural da parede.
— Provavelmente a sala dos geradores deve ficar numa área de limpeza ou algo assim — Topher falou tentando ver o mapa.
— A gente vai ter que virar o próximo corredor e vai ter uma porta no fim dele, acho que lá é a escadaria de acesso a sala de limpeza e os geradores — Falei olhando todo o mapa — Vamos agora, não podemos passar a noite sem segurança, enquanto isso, vejam se o prédio está limpo.
— Estamos na parte A da escola, então as outras estão fechadas, aqui não é tão grande, podemos revistar tudo em meia hora — Kei falou — Enquanto vocês ligam os geradores, nós vamos ficar pelos corredores verificando tudo, então... sem preocupação.
— Beleza — Falei — Topher e Andrew, se certifiquem que suas armas estão carregadas. Os chamei e os dois seguiram-me.
Narrado por Polly
Depois dos rapazes terem ido até a sala dos geradores/limpeza, continuamos parados no corredor de entrada da escola, até Kei dar as ordens do que iriamos fazer.
— Derek e Kimberly, vocês vão revistar os corredores das salas de aula, Polly e Mike vocês vão no refeitório e eu cuido do andar de cima com o Akio e a Renata — Kei disse, todos nós assentimos e ficamos com nossas armas em mãos.
— E eu? — Bel perguntou demonstrando certo incomodo.
— Trate de ficar quieta aí mesmo sem fazer nenhuma merda, se precisar de ajuda é só gritar — Kei falou. Ela deve estar muito puta com a Kei, depois do que aconteceu hoje de tarde — Andem! Não temos a noite inteira!
Todos nos separamos, segurava a minha escopeta e o Mike a sua arma, caminhos lentamente pelo corredor escuro, com as nossas lanternas acesas, até que vi uma plaquinha presa na parede, indicando que a cantina era seguindo reto.
— Nossa... faz muito tempo que eu não entrava numa escola... — Mike disse andando na mesma velocidade que eu.
— Ah... suponho que isso é bom — Falei apontando a arma para o nada enquanto andava.
— Isso é péssimo, eu fugi da escola na verdade antes de encontrar o Robert — Mike falou, mas não olhava para mim — Eu achava que isso era que nem em filmes, mas eu me enganei e me perdi num supermercado, pensando que lá ia ter armas para eu me defender, até que tinha, mas eu não aguentava nem um machado — Mike falou e parou deixando sua arma apontada para a porta do refeitório.
— Uau... Falei tentando demonstrar um mínimo de entusiasmo para ele — Bem... eu vou empurrar a porta devagar, e qualquer coisa você atira, okay?! — Perguntei e ele assentiu na hora.
Empurrei a porta, havia um ferro suspenso na porta e isso me fez cair no chão e torcer o pé, havia um zumbi no fundo do refeitório, e ele nos percebeu e correu até nós.
— Mike! Atira! — Falei tentando me levantar, Mike parecia assustado demais, o zumbi era muito alto e tinha parte da sua bochecha destroçada e faltava um olho, ele fazia um barulho insuportável — Merda... Consegui me levantar e vi que o ferro havia soltado da porta, o peguei rapidamente e mirei na cabeça do zumbi, o lancei prontamente e acertou o outro olho dele, fazendo o mesmo cair no chão.
— Me... Me desculpa Polly — Mike ainda estava assustado.
— Não tem problema... Porcaria — Provavelmente o barulho que eu fiz tentando matar o zumbi despertou algum zumbi dali, e alguns apareceram no corredor, saindo das salas de aula — Corre para cozinha! Eu vou dar um jeito neles! — Peguei minha arma no chão e comecei a atirar neles.
— Tudo bem! — Mike disse e correu até a porta da cozinha do refeitório, no momento que a abriu Mike ficou paralisado, a cozinha estava infestada de errantes, gritei desesperada para o Mike correr, mas era tarde demais, eles agarraram-no, tentei ir até ele mas era tarde demais — P-POLLY! Mike gritava enquanto os errantes arrancavam várias partes do seu corpo.
De repente, as luzes se acenderam.
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