Consultório Psicologico Yaoi Do Afrodite
8 Capítulo 8: Jakotsu - Inuyasha
Notas iniciais
Agora umas notinhas especiais. Eu estou quase sem tempo pra entrar aqui. Então me perdoem, mas não consegui responder aos reviews, mas eu li todos e quero agradecer em massa agora. VocÊs é que me fazem querer continuar postando. Amo vocês de mais. Vocês mroam no meu coração.
E um agradecimento mais que especial a atanih-chan pela recomendação lindissima. Eu amei demais... Demais mesmo. Você é uma linda. Deixa eu te apertar.
Em fim... Espero que gostem desse capitulo. E até logo.. Eu espero.
Eram 10 horas da manha, o consultório estava abrindo suas portas para mais um novo dia de trabalho. Os cavaleiros ajudantes abriram as portas o ruivo, secretária foi até a porta se espreguiçar. Até ai tudo anormal.
— Está tudo quieto demais. É assustador. – Disse o ruivo cedo demais.
Logo começou a ouvir um grito estridente e escandaloso vindo na direção do consultório. Grell limpou as lentes dos óculos e focou a visão. Viu um ser de cabelos escuros gritando e correndo de uma das amazonas do santuário. Quando chegou perto o bastante correu para trás do ruivo se segurando nas roupas dele e ainda gritando.
— NÃO DEIXA ELA ENCOSTAR EM MIM!!!!!!!!!!!!!!
— Quem são vocês?! – Disse o ruivo quase assustado segurando o moreno pelas roupas para que ele parasse de puxá-lo ou os dois iriam pro chão.
— Eu já não disse pra você parar de espantar os meus clientes Shina? – Disse uma voz vinda mais ao fundo se dirigindo a mulher ali presente.
— Ele é um invasor Afrodite. – Shina respondeu.
— Como sabe?
— Ele entrou no santuário sem permissão, bateu em vários cavaleiros menores apenas por puro prazer como ele mesmo disse e no fim de tudo ainda destratou a mim e a meus discípulos. Não posso permitir isso.
— Hurum... Só por isso?
— Só? – Ela olhou o pisciano com cara de “eu vou acabar com a sua raça bicha maldita”.
— Só!
— Olha aqui Afrodite você não começa ou eu vou....
— Vai o que? Encarar um cavaleiro de ouro ou correr pra “Deuzinha”?
— Arg... Sua bicha!
— Cobra.
— Vadia.
— Incompetente.
— Metido a machinho.
— Mulherzinha...
— Eeeee... EU posso opinar? — Disse o ruivo levantando o dedo.
— NÃO! – Gritaram Shina e Afrodite.
Os dois voltaram a se encarar a ponto de soltar faísca e o ruivo baixou a cabeça suspirando. Depois de alguns momentos o pisciano saiu da posição a deixando sozinha.
— Não vale a pena... Já pensou a perguntar a ele se ele está invadindo? – Disse o doutor arrumando os cabelos.
— Ahn?
Afrodite se aproximou do moreno e lhe sorriu abertamente.
— Olá eu sou o Doutor Afrodite e você como se chama?
— Já-Jakotsu.
— Então Jakotsu, diga-nos você estava invadindo o santuário, ou veio para uma consulta comigo?
— Eu;... Eu queria uma consulta. Mas depois dessa demonstração de apego estou um tanto acanhado. – Disse colocando a cabeça para fora do sobretudo do ruivo que revirava os olhos encostado na parede.
Afrodite se voltou para Shina.
— Viu.... Querida? Como ele disse, é MEU paciente. Não seu invasor.
— Mas...
— Sem mais... Pra você a porta da rua é serventia da casa.
Afrodite foi até o moreno e o pegou pelo braço o obrigando a se levantar e caminhar com ele enquanto Grell acenava para a cobra com um sorriso sínico nos lábios. Os três se retiraram da entrada fazendo comentário sobre unhas e cabelos, provavelmente os dela.
— ARG.... – Grunhiu a moça. Enquanto isso outra mulher se aproximou dela.
— Respire Shina.
— Marin?
— Vim ver o que estava havendo.
— Eles me dão nos nervos.
— Não ligue... Sabe como é... Homens.
— Homens? Tem certeza? – Shina disse incrédula e a outra riu. – Todos os homens desse lugar estão caindo nas garras de outros homens.
— É.. Você tem razão, desse jeito nós ficaremos como?
— Eu acho que só tem uma coisa a ser feita! – Disse Shina olhando para Marin.
— O que? – Perguntou sem ter uma resposta rápida então olhou para a cobra. – Shina? Porque está me olhando assim? O que está fazendo? – Arregalou os olhos. – Melhor não se aproximar tanto. Shina... Não... Não toca nisso...
...
Enquanto isso na sala de consulta.
— Já está pronto pra começarmos? – Perguntou enquanto colocava o jaleco.
— Agora estou. – Disse o moreno bem mais calmo relaxado no divã.
Afrodite Pegou a prancheta e algo que parecia uma bela caneta ornamentada e se sentou na poltrona ao lado.
— Vamos começar. Qual é o seu problema?
— Eu estou ficando depressivo Doutor.
— E porque?
— Amor.
— Hm... Prossiga.
— Eu nunca serei amado por quem eu amo. Sinto as vezes que ele nem se importa comigo. Principalmente naquela vez que ele tentou me matar. Mas isso não vem ao caso. O que realmente interessa é que eu o quero... Muito... E ele nem olha pra mim direito. Logo eu? Ele já tentou se afastar de mim de todas as formas, mas agente acaba se reencontrando de alguma forma, eu acho que é o destino, mas ai vem aquela... arg... aquela garota que está sempre do lado dele o prendendo e me irritando. Eu posso jurar que ele só não corre atrás de mim por causa dela. – Foi ficando nervoso e então suspirou. — O que há de errado comigo? Sabe Doutor, eu sou tão recatado, tão carente, tão fofo, até tímido, posso me comportar, ser o que ele quiser. E eu quase não falo nada. O que ela tem que eu não tenho? – Silencio. – Doutor? – Silencio. – Afordite?
O moreno se virou no diva e olhou para o pisciano que não tirava o olhar da prancheta.
— O que você tanto olha nessa prancheta?
Jakotsu puxou a prancheta para baixo e viu que ela escondia algo. O doutor se assustou. E sorriu sem jeito.
— O que é isso?
— Um tablet. – Disse o doutor todo orgulhoso do novo brinquedo. – Ultima geração, comprei ontem.
O moreno se sentou e olhou o que o outro estava tão vidrado.
— Twitter? – Franziu o cenho.
— E tem coisa melhor? – Afrodite sorriu. – Me deixa sempre em alta.
— E bota alta nisso... Você tem mais followers do que a Britney Spears. Ual... Que inveja.
— É tudo questão de marketing.
— Me ensina?
— Claro, te dou umas aulinhas depois. Mas só o básico de como ser uma diva amada e invejada. E vou ter que cobrar um adicional.
— Você passa cartão?
— Credito ou debito?
— Qualquer um. Os cartões são dos meus irmãos mesmo.
— Neste caso, debito automático. Só pra garantir.
— Perfeito... Mas por hora podemos voltar ao meu problema principal?
— Claro... Então você ia dizendo que ele tem uma namorada?
— Eles não são namorados. – Disse confuso levando o indicador aos lábios. – Ao menos eu acho que não.
— Ahhh, não querendo estragar a sua festa... Mas eles provavelmente SÃO namorados. Quem é o ser que você ama?
— O nome dele é Inuyasha.
— ‘Inu’? De cachorro? Já começamos mal... Continue.
— Então.... Ele é um Yokai de eras passadas.
— Ele é um cachorro de eras passadas? Desiste amiga.
— Por quê? – Arregalou os olhos.
— Primeiramente... Cachorros são asquerosos pra se ter como amantes e desvalorizam qualquer diva. Se quer ter sucesso no twitter não “cruze” com um cachorro. Te difama. E mais importante. Relacionamentos a distancia nunca dão certo. Ainda mais com uma distancia de eras.
O moreno fez bico e colocou o cabelo de lado ficando com uma expressão tristemente fofa.
— Mas... Mas, eu também sou de eras atrás.
— Ownnn... Como você fica fofo tristinho... Te pegaria pra bichinho de estimação se o Grell não fizesse um gatinho muito bom na cama... – Ele tossiu. – Esquece o que eu disse.
— Mas... Mas... Se eu desistir o que será de mim? Ele estava sendo meu propósito de ter voltado a vida.
— Perai... Voltado a vida? Você estava morto?
— Hurum... Me trouxeram de volta junto com meus 6 companheiros para essa batalha contra o Inuyasha.
— E vocês ainda são inimigos? Aff... Desiste mesmo.
Fez bico de novo e Afrodite não se agüentou e o abraçou o apertando.
— Não fique assim... Você está no meio de outros 6 homens e está aqui no santuário onde só contando com os cavaleiros de ouro estaria cercado por mais 12 homens de primeira categoria o que me inclui.
— Jura? – Os olhinhos dele brilharam. – Você é muito atraente Doutor.
— Eu sei. – Disse com um sorriso convencido.
— Mas acho que agora é hora de voltar ao meu tempo e me conformar que nunca terei o Inuyasha para mim. E sofrer calado naquela era. Ou matá-lo.
— Matá-lo poderia ser uma ótima saída... Mas... Eu tenho uma idéia melhor.
— Que idéia? – Perguntou voltando a se sentar no divã e cruzando as pernas.
— Não volte.
— Ahn?
— O que você ouviu, não volte, fique aqui nessa era. Você nunca mais o verá e terá um santuário de novas opções.
— Mas... Eu ficaria aonde? Na minha era as coisas são diferentes. Aqui é tudo mais complicado.
— Hmmm... Deixa eu pensar.
Afrodite começou a folhear uns papeis e logo sorriu.
— Poderia ficar aqui. Tenho uma vaga aberta.
— Que vaga? Para mim?
— Hurum... Você será a nossa nova “Garota” propaganda. A ultima não tinha tanta energia.
— Eu? Garota? Propaganda? Mas eu nem sei o que fazer.
— Lembra das aulinhas de Marketing pessoal que eu ia cobrar? Então... Eu ainda vou cobrar só que o adicional vai ser mais caro e descontado do seu salário. E você vai aprender tudo o que precisa saber.
— Não vou precisar usar o cartão deles?
— Não.
— Eu topo.
O moreno pulou do divã para o colo do Doutor se agarrando em seu pescoço e distribuindo vários beijinhos agradecidos na face do mesmo.
...
Enquanto isso na recepção.
— Eu já te disse Saga, cada vez que você perde no jogo tem que tirar uma peça de roupa.
— Mas eu só estou de cuecas Grell.
— Regras são regras Saga...
— Eu vou matar quem faz essas regras.
— Nem olhe pra mim. Não sou eu que escrevo o roteiro. Agora TIRA!
— GRELLzinhooooo! – Disse uma voz ao fundo.
— Oi Dite. – Respondeu o ruivo sorridente.
— Grell pare de brincar com o Saga. Nós temos assuntos mais importantes pra tratar.
— Mas...
— Sem mais... Venha logo. – O pisciano puxou o ruivo pelo braço e nisso caíram varias cartas de suas mangas.
— Eu sabia! – Disse Saga. – Sabia que você não estava jogando limpo. Shinigami sujo e traiçoeiro.
— Ain Saga... Foi só um joguinho. – Disse o ruivo corado.
— Você me paga shinigami. – Disse o geminiano pegando suas roupas e saindo tentando esconder o Maximo que pode do seu corpo. Os três restantes na sala, ficaram olhando e babando no mesmo até que ele não estivesse mais em vista.
Afrodite pigarreou no fim.
— Em fim... Grell... Temos um novo companheiro de trabalho.
— Quem? – Perguntou o ruivo incrédulo.
Afrodite apontou para o paciente que acenou com um sorriso largo.
— Você está me zuando neh? – Disse o ruivo. Mas logo viu que era sério. – Se você está dizendo. E ele vai ser o que?
— Garota propaganda.
— Mas você tirou o Shaka?
— Hurum... Ele não se mantinha de olhos abertos acabou perdendo o cargo. – Deu de ombros não dando muita importância. – Mas... Nós temos algo importante a fazer agora Grellzinho.
— O que?
— O ‘Jack’... tem que passar no teste. No nosso teste. – Piscou... – E temos que dar... as boas vindas a ele.
— Não perco boas vindas por nada. – O ruivo sorriu. – Mas desta vez eu fico por cima.
Mais uma vez as portas do consultório se fechavam enquanto os dois iam para cima do novo... Companheiro de trabalho.
...
Notas finais
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