Notas iniciais
Um capitulo adiantado, pq não vou poder postar amanhã...
Gomen, Minna-san!

Conspirator Poison

- Cena 3 – In Air -

- BOM-DIA, PESSOAS!

- Some daqui, Sid! – aquele cyborg desgraçado! Como ousava me acordar depois de uma noite horrível?

- Que merda, você acertou a minha orelha!

- Vá se fuder, panaca!

- Ah é?

O costumeiro trovão da madrugada deu um susto no DJ.

- O que foi isso? – perguntou, assustado.

- Foi o Mick. – respondi, puto da vida.

Sid teve uma crise destrutiva de riso, que me admirou de não ter acordado Mick.

- Cala essa boca, tô com uma droga de dor de cabeça por causa das idéias estúpidas do Shawn...

- Hahaha, parece ter mais graça quando não é com você, né, Joey? – ele enxugava desajeitadamente suas lágrimas de riso. – Não me esqueci que vocês me trancaram num banheiro lá em Berlim... Além do mais, fui eu que dei a idéia e não o mestre...

- “Mestre”? – foi a minha vez de rir.

- Erm... – Sid parecia encabulado – Não diz pra ele que eu disse em voz alta...

- E se eu me recusar? – ele mais parecia uma criança problemática. – Adeus seu orgulho...

O DJ me olhou de modo assassino.

- Então eu vou mandar você pra... – mais um ronco do Mick – e vou enfiar meu pé no... – outro trovão e o lustre balançou ameaçadoramente. – Entendeu?

Nem me dignei a responder. Primeiro, provocar uma briga com Sid Wilson não era saudável. Segundo: Ele era mais alto que eu.

Sid fez uma cara desconfiada quando não levei aquela discussão construtiva adiante. Tive que me conter e inventar outro assunto.

- Alguém além de você já acordou? – perguntei, inocentemente.

- Sim, você. – respondeu ele, tirando sarro da minha cara.

Fiquei encarando ele, sério.

- Tá... O Craig desceu pro restaurante faz uns quinze minutos, eu acho – respondeu entediado – Ah, o Corey falou que aquela entrevista não deu pra ser cancelada...

Mas eu nem estava mais escutando.

***

Conspirator Poison

- Cena 4 – Breath -

Aquele assédio já estava passando do limite...

Eu devia estar à meia hora ali, talvez alguns minutos de mais ou de menos. Minha mão já estava ficando dolorida de tanto escrever frias dedicatórias para desconhecidos.

Meus companheiros de tragédia também não pareciam felizes como outrora. Bem, somos uma unidade, compartilhando os mesmos gostos daquela aparente glória... E os desgostos também.

Mas haveria do que reclamar...?

He... Eles, assim como eu, enjoavam rápido das coisas.

Era realmente uma surpresa (sempre é) que uma bandinha de garagem como a nossa pudesse ter ido tão longe em tão pouco tempo.

Ou talvez, nem tanto. Éramos um tanto ambiciosos...

- Alex, tô indo nessa. – anunciou Jason, largando uma caneta e levantando-se. As pessoas abriram caminho sem hesitar ou pedir explicações, por medo ou admiração.

Os outros três ao meu lado também expressavam o mesmo cansaço e a vontade de sair daquela zoeira. Depois de dois shows fora do país, uma coletiva de imprensa e agora essa maldita sessão de autógrafos – tudo num minúsculo espaço de 48 horas -, estávamos podres, precisando dormir decentemente.

Vi-me pensando que logo ia seguir os passos de Jason. Uma garota de semblante submisso se aproximou com um caderno em mãos, que estavam trêmulas. Algo parecido com um apito soou dentro da loja e água começou a cair do teto.

Jason acabara de ativar os sprinklers da loja.

- Hora da saída. – disse um alegre Tommy, levantando-se. Era a nossa deixa.

- Sinto muito – murmurei para a garota submissa, não sentindo nada na verdade.

Sorri sarcasticamente para ela.

Putz, né que ela me entendeu errado?

Acabou dando um suspiro quando nos esbarramos naquela confusão.

Os risos de Dalton e Michael soaram nos meus ouvidos.

Alguma infeliz mal-amada passou a mão na minha bunda antes que eu deixasse a loja.

“Mas já estamos assim?”, pensei, descrente com as pessoas...

Notas finais
Vida de famoso é foda... (como se eu entendesse disso...)
Próximo cap!
WHAT'S IT?/INVITATION
Até lá!