Notas iniciais
Olá *-------*

Dedico esse capítulo à minha irmã, pela recomendação linda ♥ Amei mana *-*

E quero dar as boas vindas as novas leitoras! Se sintam em casa ♥ E as minhas veteranas maravilhosas, fico contente por estarem acompanhando a fic e me dando tanto carinho ♥

Capítulo novinho para vocês ;)

Eu não sabia dizer qual dos olhares era mais surpreso. Daniel me olhava com indignação e Evan, como se não esperasse pela minha resposta. O silêncio era grande, eu podia ouvir minha respiração pesada, e minha mente que borbulhava me lembrando de que eu não deveria ter dito nada daquilo. Eu tinha acabado de declarar, em alto e bom tom, que eu estava apaixonada. Não usando essa palavra, mas eu sabia que da forma que eu havia dito, estava mais do que na cara que era assim que eles iriam entender.

Limpei o suor que escorria de minhas mãos, em minha calça jeans e esperei por mais um piti de Daniel. Pude notar que minha expressão se tornou surpresa, quando sua voz saiu o mais calma e controlada do que qualquer pessoa, naquela situação.

- Você o quê?

- Foi o que você ouviu. — Murmurei, encarando seus olhos azuis. — Agora o solte, está bem?

Daniel ainda o segurou por um instante, Evan não se debatia para tirar a mão de meu primo de seu pescoço, apenas me olhava como se não acreditasse que eu tinha dito aquilo. Depois de mais uns cinco segundos de resistência, Daniel desceu sua mão e olhou diretamente para mim, antes de dizer.

- Você não sabe aonde está se metendo. — Murmurou. Pude notar que seus olhos ardiam de raiva e sua voz continha um duplo sentido, que me alertava que ele estava escondendo algo. — Você nunca deveria ter dito isso.

- Daniel... Ele não...

- Ele não, o quê? Você não conhece o Evan como eu conheço!

- Você está afirmando que ele matou Amber, desde o minuto em que eu pisei nessa maldita cidade! — Me exaltei, mas ao contrário de antes, não procurei me acalmar. Eu estava defendendo Evan, e isso poderia ser um erro para os outros, mas não para mim. Eu acreditava nele. — Mas a verdade, é que você não tem provas! Ninguém tem!

- Você está acreditando nele agora? É isso, Melanie?

Não respondi. Claro que eu ainda tinha minhas dúvidas, eu me lembrava muito bem das palavras de Daniel, Evan estava na cena do crime, mas ele era um suspeito descartado, não era? Então o que havia de errado em eu acreditar nele?

- É. É isso.

Dan absorveu minha resposta por alguns segundos, seus olhos se reviraram antes de ele se afastar de Evan e passar por mim, murmurando.

- Não diga que eu não avisei.

Virei-me à ponto de ver Daniel atravessar a porta e batê-la em seguida. Pousei minha mochila no chão e me aproximei de Evan, ainda incerta sobre o que falar.

- Acho que ele quebrou o seu nariz.

Segui seus dedos com os olhos, quando ele tocou o mesmo, fazendo uma careta de dor.

- Você não deveria ter brigado com seu primo, por minha causa. — Seu tom era amargo, perdi uma batida antes de responder.

- Cometi um erro uma vez, não vou cometer outro.

Eu estava falando sobre tê-lo julgado mal, e agora não poderia deixar Daniel fazer o mesmo na minha frente. Não depois do que aconteceu no campo.

- Acho que deveríamos dar o fora daqui. — A voz de Evan me trouxe de volta para à realidade, olhei para ele, assentindo. — Daniel provavelmente foi embora, então acho que devemos fazer o mesmo.

- É, você está certo. — Peguei minha mochila novamente e a pendurei em meus ombros. — Pra onde vamos?

As sobrancelhas dele se juntaram e depois de mais uma careta de dor, ele sorriu maroto.

- Nós? Você quer ir para algum lugar comigo? Isso vai te deixar enrascada.

- Eu já estou enrascada. — Revirei os olhos. — Vamos ou não?

Ele levantou as duas mãos, como se estivesse se rendendo e em seguida se abaixou para pegar sua mochila. Segui seus movimentos, era impossível desgrudar meus olhos dele por um momento que fosse. Isso era ridículo! E... Obsessivo.

- Eu conheço um lugar. — Começou, quando me indicou o muro, colocando suas mãos em uma espécie de concha. Um convite para eu subir nelas. Exitei. — Mas é fora daqui.

- Você está sugerindo que pulemos o muro?

- Não é uma sugestão, é a única opção viável que temos. — Ele deu de ombros, impaciente. — Vamos logo, Melanie, primeiro as damas.

- Péssimo momento para ser cavalheiro. — Murmurei emburrada, colocando uma de minhas mãos em seu ombro e a outra na parte superior do muro, e depois com um impulso das mãos de Evan, eu estava na parte de cima.

O muro era alto. Muito alto. Mais ainda na parte de fora, e eu não pularia aquilo nem que me pagassem!

Esperei por ele, lá em cima mesmo, tendo na mente a ideia de que assim que ele pulasse para fora eu o usaria como apoio, para fazer o mesmo. Evan se sentou ao meu lado, com uma destreza que eu invejava e me olhou confuso.

- Tá esperando o quê?

- Esse é o momento para ser cavalheiro. — Murmurei contrariada, para em seguida lhe contar minha ideia. — Desça e me ajude a sair daqui.

- Você não acha que está confiando demais em mim? — Perguntou. — Eu sou suspeito de matar sua irmã, posso muito bem te jogar daqui de cima.

O encarei assustada, pude sentir meus olhos saltarem e minha nuca suar. Procurei manter a calma, e deixei que minhas palavras saíssem o mais confiantes possível.

- Você não faria isso.

Ele pensou um pouco e depois sorriu. Um sorriso grande e sombrio, fazendo um arrepio correr meu corpo.

- Tem razão. — Ele piscou. — Não agora. — E se jogou.

Fechei meus olhos e esperei para ouvir seu grito de dor, mas o que eu ouvi foi um grito agitado e apressado.

- Ande logo! Não temos o dia inteiro.

- Não acho que isso seja uma boa ideia. — Sussurrei, virando meu rosto para a parte de dentro da escola, notando a leve diferença de tamanho da parte de dentro para à de fora.

- Você já está no meio do caminho, Melanie. Vai se tornar covarde agora?

Ok, eu estava assustada, mas não era covarde. Apertei meus olhos e impulsionei meu corpo para frente. Por um milésimo eu senti que iria morrer, a brisa que passou por mim era fria e tornava toda aquela adrenalina ainda maior. Mas tudo se desfez quando ouvi o riso de Evan no meu ouvido, seguido de um sussurro.

- Eu falei que não iria te deixar morrer.

Me desencostei dele, empurrando seus ombros, complemente irritada com ele e comigo mesma. Qual era meu problema? Eu tinha tirado o dia todo para fazer coisas ilegais?

- Vamos logo. — Falei. — Para que lado? — Passei meus olhos pelo beco sem saída em que estávamos. Um portão imenso de ferro ficava na parte em que se encontrava a placa de aviso de que aquele era o final da rua, do outro, uma avenida pouco movimentada naquele momento. — Não me diga que teremos que pular o portão?

- Não. — Ele negou. — Vamos arrombar.

- O quê? — Minha voz saiu mais alto do que eu pensei que sairia, mas dessa vez não procurei me conter. — Você está doido? Vamos ser presos!

- Você, talvez. Eu, não. — Ele deu de ombros. — Meu pai não me colocaria em mais confusão.

- Ele não precisa. — Resmunguei. — Você faz isso por si próprio, e muito bem por sinal. — Revirei meus olhos, começando a andar em direção ao portão, Evan me acompanhou. Eu só poderia estar maluca! — Vamos fazer isso logo.

Eu estaria mentindo se dissesse que não gostei da emoção que me imundou, enquanto observava Evan colocar um grampo na velha fechadura enferrujada. Eu estava me sentindo uma criminosa, e isso era errado, mas eu nunca tinha feito nada de ilegal e estava gostando da sensação. Minha cara emburrada se fora completamente, assim que ultrapassamos o limite do portão, mas retornou quando Evan apontou para uma moto.

Ele estava brincando!

- Tudo bem, eu posso ser louca por estar saindo da escola escondido com você. Mas não sou tão suicida à ponto de andar nessa coisa.

- É uma motocicleta. — Respondeu, subindo na mesma e me entregando o capacete. — Posso arrumar um carro, se quiser.

- Não, não, chega de coisas ilegais por hoje. — Me dei por vencida, me sentando atrás dele e apertando sua jaqueta de couro, numa tentativa de me sentir segura. Mas não adiantou muito. Antes de ele dar à partida eu já sentia que estava prestes à ter um ataque cardíaco.

- Espere até ver minha plantação de maconha! — Gritou alto, sob o barulho ensurdecedor que a moto fazia, mas ainda assim eu pude ouvi-lo claramente.

Minha boca se abriu. Ele só podia estar brincando!

Apesar de eu não duvidar muito, mas sabia, no fundo, que ele só tinha dito aquilo para me enlouquecer de vez. Eu esperava profundamente que ele tivesse dito aquilo só para me enlouquecer.

Notas finais
E então, e então? O que acharam? Que lugar será esse? hmmm, segredos u___u
Mais um né hahah' notaram que segredo é a coisa que mais tem na fanfic? ehueheuhe'

Espero que tenham gostado ;)

Não prometo mais um hoje, mas quem sabe né ;D

Beeijos ♥