Conspiração Divina - Versão I
24 Assustada.
Notas iniciais
A Natháli é a prova viva de que eu estava muito em dúvida com a história. É normal, não pensem que estou desistindo da fic. Escrevo há muito tempo e isso acontece sempre! Aquela coisa de pensar "ah, eu poderia fazer melhor." e realmente poderia, mas não no momento, estou escrevendo o que me dá na telha heuheuhue e bom, é meio complicado escrever algo com o tema de Anjos, porque eu já disse e repito, existem bilhares de livros sobre isso. Além dos conhecidos, tem muitos que não são tão populares, mas abordam o assunto.
Estou escrevendo essa nota imensa, mesmo sabendo que alguns não irão ler, mas porque tenho consideração com vocês. Vou trazer uma coisa para a fic, talvez para torná-la mais "original" e talvez essa "coisa" não agrade a maioria, mas é a única forma de parar com os murmurinhos sobre minha história parecer com livros que já existem.
Se eu realmente me baseasse em Fallen ou Hush Hush, acreditem, a história seria muuuuuuuito boa!
Isso aqui é só um delírio meu, não é como se eu fosse me tornar famosa, morar em Londres, casar com o Evan Peters e ser amante do Jake e do Landon, por causa dessa história. Pelo contrário, essa não é a minha intenção: Isso é uma história fictícia! Não to ganhando porra nenhuma com ela, além da felicidade de ter leitores maravilhosos e acreditem, isso basta para mim.
Bom, enfim, qualquer dúvida sobre isso, falem comigo. Por MP, plmdds o_o
E se restarem dúvidas que estou copiando algo de alguns livros: Leiam a bíblia, ou se for mais fácil, pesquisa no google ;)
Agora sim!!!!!!! Vamos lá, vamos lá *O*
Peguei o celular, que havia deixado sobre a mesa quando cheguei, e disquei o número de Sophie, esperando que por algum milagre ela me atendesse rapidamente. Apesar de saber que meu psicológico tinha sido devastado demais por um dia, eu também sabia que precisava de mais detalhes, algo que abrisse minha mente e socasse todas as informações lá dentro.
No terceiro toque, a voz de Sophie soou entrecortada por uma batida inquietante de alguma música eletrônica. Eu mal podia ouvi-la e sabia que estava sendo muito pior para ela.
- Melanie? — Gritou.
- Sim! — Apesar de não fazer sentido eu me vi gritando de volta, na tentativa de tentar fazê-la entender o que eu tinha para falar. — Onde você está?
- Na Rosa Negra, porque? — Perguntou. No momento seguinte só pude ouvir a batida se distanciando, deixando a voz de Sophie mais clara. — Quer que eu vá até aí?
- E estragar sua noite? — Brinquei. — Vou para aí, tenho que te perguntar umas coisas e acho que esparecer a cabeça seria bom.
- Está meio confusa ainda, não é?
- Um pouco. — Chiei. — Posso ir?
- Claro! — Sua voz soou animada e depois preocupada. — Sabe como chegar? Daniel vai te trazer?
Tinha esquecido de que não tinha carro! Bati minha mão na testa e me xinguei mentalmente.
- Vou de táxi.
- Ah, tudo bem. Até já.
E desligou.
Encarei o telefone e depois o guarda roupa, me perguntando aonde eu estava com a cabeça para sair aquela hora e ir de táxi para um dos bairros mais perigosos de Rockford. A Rosa Negra era conhecida por ser uma boate aonde a venda de bebidas alcoólicas para menores era completamente permitida, além de ter um passado negro, rumores corriam que várias pessoas tinham sido assassinadas em um beco próximo dali. Sabia que as coisas não poderiam ficar pior do que já estavam, por isso procurei relaxar e caminhar, da forma mais segura que pude em direção ao armário.
Aproveitei que já estava com calça jeans e só revirei o guarda roupa atrás de alguma camiseta de manga, que servisse para, no mínimo, minimizar meu frio até a boate, visto que pelo que me lembrava, o calor emanava lá dentro, saindo de corpos suados.
Meu estomago se revirou, me lembrei que não tinha comido nada desde o café da manhã, improvisado que fiz no caminho para o Pico. Porém, sabia que se jogasse alguma coisa em meu estomago, ela não ficaria lá por muito tempo.
Peguei meu celular em cima da cama e o coloquei no bolso da calça, saindo pela porta e a batendo em seguida. Seria mais fácil sair de casa sem perguntas, visto que Daniel estava quase desmaiado e tio John não chegaria antes das dez, como era de seu costume. Meu antigo, pequeno, obstáculo seria Maria, mas eram oito horas da noite e posso apostar que já tinha ido embora.
Desci as escadas tentando não deixar que meu nervoso me derrubasse e atrapalhasse meus planos e passei pela porta, a batendo atrás de mim enquanto discava o número do ponto de táxi.
Exatamente dez minutos depois o carro amarelo estacionou no portão da casa, me apressei em correr para dentro dele, antes que algo desse errado.
O caminho era tumultuado, no centro da cidade o engarrafamento era grande e demorado, mas eu sabia que assim que chegassemos no lado leste de Rockford o ambiente mudaria completamente. Eu já tinha visitado o Rose Negra diversas vezes com Amber, mas sempre ia embora entediada, não era o tipo de lugar que eu gostava de frequentar. Essa coisa de corpos colados e suor escorrendo não eram o tipo de diversão que eu procuraria em uma noite de sábado, mas dada as circunstancias — principalmente o fato de aquilo não ser diversão — era a única coisa que me restava.
O barulho ensurdecedor da cidade foi ficando para trás, estavamos chegando perto do clube, talvez umas quatro quadras, em cinco minutos no máximo estaríamos lá. Mas pelo jeito, não se dependesse do taxista. Ele parou o carro e olhou para mim pelo espelho.
- Pode descer.
- O quê? — A surpresa não se escondeu em minha voz e nem me preocupei em abaixar o tom. — Está falando sério? Eu pedi para me levar até o Rosa Negra!
- Tudo bem, senhorita. — Sua resposta foi um tanto quanto irônica e eu sabia que não gostaria do que ouviria a seguir. — Se a senhorita está pensando em passar suas noites de sábado bebendo e transando, fique à vontade. Mas se quer um taxista que te leve a uma boate, escolha outra boate. Tenho filhos em casa, não foi entrar em um bairro perigoso e perder meu sustento.
Revirei os olhos e num ato de coragem abri a porta e a bati, aparecendo na janela no motorista ao dizer.
- Não vou te pagar nada. Te pedi para me levar em um lugar e você não levou. Tem sorte por eu não te denunciar. — E me afastei.
Parabéns Melanie, isso foi muito adulto!
Pude ouvir o carro se afastar e levar aquele nervosismo com ele, tudo o que restava agora era um medo irracional em estar andando por aquelas ruas à noite. Era perigoso, eu sabia que era. Mas ainda assim, eu estava tão perto, que seria estupidez voltar correndo e implorar pra o motorista me levar embora.
Abracei meus braços em volta do meu corpo e tentei manter minha respiração calma, meus olhos vagavam em cada canto, com medo de que alguém surgisse e me assaltasse, ou sei lá o que alguém poderia querer fazer com você em uma rua escura.
O barulho de uma moto soou atrás de mim, me fazendo congelar e depois apertar o passo. Faltava duas esquinas, duas esquinas no máximo e eu estaria junto à Sophie, em um lugar que eu apostava que era mais seguro do que aquela rua úmida.
A moto passou por mim, mas antes que eu pudesse suspirar aliviada, o cara deu meia volta e parou a moto na minha frente. Fiz o máximo que pude para manter a calma, mas estava meio díficil, meu coração batia acelerado e só se acalmou quando uma voz conhecia por mim soou dentro do capacete.
Notas finais
To faz duas horas escrevendo esse capítulo e to morta de sono o___o então não me matem se houver erros, porque não to bem para corrigir e___e Na verdade, nem lembro o que falei na nota lá em cima, mas leiam u___u
Bom, é só ;)
Beeijos ;*
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