Notas iniciais
Capitulo fresquinho, nesse feriado /o/

Mas, como nem tudo são flores, a minha escola decidiu fazer recuperação por bimestre, dá pra acreditar? O que aconteceu, a Julia aqui está de recuperação heuheuhe
Mas não se preocupem, vou continuar atualizando as duas fanfics. Talvez mais lentamente, mas ainda assim com algumas att's durante a semana.

Bom vamos lá, espero que gostem ;)

O nome de Daniel piscava no visor e por mais que eu quisesse ignorar tinha que atender, era a única maneira de garantir que ele não viria atrás de mim.

Apertei o botão verde, ainda receosa, ignorando o olhar que Evan lançou brevemente para mim.

- Aonde você está?

A voz alta de Daniel imundou meu ouvido, me fazendo afastar o telefone. Evan riu baixo e voltou seus lábios para o meu pescoço. Encostei o celular na orelha para responder.

- No shopping. — Pausei, impossibilitada em dar uma desculpa racional, com Evan se ocupando em meu pescoço. — Com a Sophie. Eu avisei a Maria, pensei que ela tinha lhe dito.

Ouvi seus suspiro, e quando voltou a falar, estava mais calmo.

- Pensei que você estava no Pico. — Como ele sabia desse lugar? — Com o... Evan. Mas então me lembrei que vocês estão brigados. — Se apressou a dizer. — Fique longe dele, está bem?

- Claro. — Murmurei. Evan soltou uma risada abafada em meu pescoço, provavelmente por ter ouvido as palavras de Daniel. — Aliás, que Pico é esse que você está falando?

- Nada. Nada importante. — Murmurou com a voz entre cortada. — Me ligue quando estiver vindo embora, ok?

- Claro, claro, Dan. — Desliguei.

Evan levantou seu rosto no momento seguinte, um sorriso sacana brincava em seus lábios.

- Então quer dizer que estamos brigados?

- Estávamos. — Respondi, tocando de leve nossos lábios. — Podemos continuar de onde paramos?

Eu não sabia de onde tinha surgido toda aquela coragem, mas depois de dois dias sem vê-lo e ter dito aquela discussão horrível, tudo o que eu queria era aproveitar sua presença.

- Acho que você está apressada demais.

Sua voz soou brincalhona antes de ele grudar nossos lábios novamente, dessa vez por um período mais longo.

- E isso te incomoda?

- Nem um pouco.

Sorri e puxei seus cabelos, levando seu rosto em direção ao meu e o beijando em seguida.

Era um beijo quente. Muito quente.

Mesmo sem nunca ter feito aquilo, que minhas amigas de Londres chamavam de "pegação no sofá", eu estava tranquila, agindo por impulso, obedecendo ao meu corpo. E parecia estar funcionando.

Evan desceu uma de suas mãos em direção à minha cintura, a apertando antes de colocá-la na parte de dentro de minha blusa. Sua mão gelada entrou em contato com a minha pele quente, me fazendo ofegar. Seus dentes agarraram meu lábio inferior e o puxaram levemente para frente, para depois voltar a me beijar. O momento era intenso e eu sabia bem como terminaria, eu contava com isso. O queria de todas as formas, e agora, alguma coisa dentro de mim me dizia que ele também me queria. Tentei esquecer completamente da nossa discussão à minutos atrás, mas não conseguia. Não era como se eu fosse retomar a conversa agora, mas a retomaria, assim que tivesse oportunidade. Naquele momento tudo o que eu queria estava acontecendo, desejei aquele contato por semanas e agora ali estávamos nós, o realizando.

Desci minhas mãos para a base de suas costas, e infiltrei meus dedos sob o tecido de sua camisa, passando a superfície fina de minhas unhas em suas costas, pensei que ele mal iria notar o ato, mas um arrepio correu sua pele o que me deu coragem para continuar.

Senti suas mãos segurarem a barra de minha blusa, para em seguida, a arrancar e jogá-la longe. Ele estava com presa. Eu também. Imitei seu ato, sendo uma pouco mais demorada, ainda sem ter certeza de que estava fazendo as coisas corretamente, mas quando terminei de tirá-la qualquer pensamento, que me dissesse para impedir o que estava prestes a acontecer, tinha partido.

Sua pele era macia em quase todas as partes, algumas cicatrizes brincavam em seu ombro e costas, mas nada muito grave, praticamente curadas, como se estivessem ali há anos. Seus braços não eram fortes, como daqueles caras que frequentam academias, mas ainda assim era definidos, como se ele praticasse algum tipo de exercício que não fosse exagerado. Esgrima, talvez.

Seus dedos ásperos desenhavam círculos na região da minha barriga, o que me fazia ofegar em seus lábios e o que o fazia acelerar a velocidade do beijo.

Desci minhas mãos até o cinto que prendia sua calça, em um momento de lucidez eu provavelmente nem chegaria com meus dedos ali, mas aquele não era meu momento lúcido, porque tudo o que eu queria era tê-lo de vez, sabendo que valeria a pena lutar para tê-lo sempre comigo.

Minhas mãos suavam, mas não tremiam, eu sabia o que queria fazer, mas não sabia como fazer. Evan riu em meus lábios, e desbotou sua calça, sabendo que se dependesse de mim, eu ficaria o dia todo analisando os prós e contras de fazê-lo. Antes que eu pudesse perceber, suas mãos voltaram para mim, imitando o ato que acabara de fazer com ele mesmo, descendo minhas calças pelas minhas pernas, mas parando bruscamente em seguida. Bufei, seus lábios se afastaram do meu.

- Acho que o sofá não é um bom lugar.

Revirei os olhos.

- Você deveria ter pensado nisso antes.

Ele riu, me puxando pela mão para me erguer do sofá e em seguida, caminhando em passos rápidos em direção à escada, o que me fez rir.

Quando terminamos de subi-la, Evan não se deu ao trabalho de esperar para que estivéssemos deitados para terminar de retirar minha calça, ele apenas a abaixou e subiu seus olhos encontrando os meus. Eles ardiam. Um negro tão intenso que assustaria a qualquer um que não soubesse analisa-los. Ardiam desejosos, e eu sabia que os meus não estavam diferentes. Desci, novamente, minhas mãos até o cós de sua calça e a abaixei, exatamente como ele tinha feito com a minha.

Segundos depois pude sentir minhas costas encostarem no colchão e antes mesmo que eu pudesse analisar o mesmo, senti Evan se colocar sobre mim e voltar a me beijar. Seus lábios eram rápidos e quentes, ele estava completamente certo do que deveria fazer, como se já tivesse feito diversas vezes. E já deveria mesmo. Evan não parecia ser do tipo que era ignorado por garotas, talvez fosse o contrário, talvez ele as ignorasse.

Agarrei meus dedos em seu cabelo, o puxando para mim, vez ou outra alternando entre sua nuca e suas costas, ainda sem saber aonde deveria colocar minhas mãos, elas aderiam bem à qualquer superfície de seu corpo.

Senti suas mãos correrem a base de minhas costas a procura do fecho do meu sutien, o desabotoando em seguida, e assim como tinha feito com minha camiseta, o jogando longe. Não pude deixar de rir de seu desespero o que foi sua deixa para olhar em meus olhos em busca de alguma coisa que o impedisse de continuar. Devolvi o olhar, com um sorriso brincando meus lábios, sentindo seus dedos acariciarem a pele da minha bochecha.

- Você tem certeza disso?

Demorei um pouco para responder, mas não por não ter certeza, mas sim por não saber a resposta mais aceitável para dar á ele. Mas o tempo corria, e eu não poderia deixar esse momento escapar por entre meus dedos, quando eu o tinha ali, o mais perto de mim possível. Me contentei com a mais sincera que apareceu em minha mente.

- Nunca tive tanta certeza de algo em toda a minha vida.

Ele sorriu, seu rosto rígido e ansioso pela resposta, tinha ido embora e estava de volta o rosto passivo e maroto que eu conhecia tão bem.

Notas finais
Bom, me digam o que acharam *-----*

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É só, beeijos ;* ♥