Consolo
1 Único
Notas iniciais
Porque eu tinha que escrever algo pro meu OTP. Espero que gostem.
- Sayaka!
A azulada continuou a subir as escadas. Se aproximava do telhado da escola. Kyoko chamava-a inutilmente, já que a amiga parecia nem estar ouvindo. Quando ela botasse as mãos no Kyousuke... Ah, ele ia ver só. Ninguém quebrava o coração de sua pequena sereia. A perseguição acabou. Estavam no telhado. Sayaka estava tão próxima da beirada, que mais um passo e ela cairia. Era alto demais, impossível para alguém sobreviver. — MIKI SAYAKA! — A Sakura agarrou o braço da menina antes que ela fizesse alguma besteira. — Kyoko, por favor, me solta... Não tem mais motivo pra ficar viva. Sem o Kyousuke-kun... Eu sou uma casca, sem alma e sem vida. Por que não acabar logo com esse sofrimento? Eu não quero viver com o fardo de que eu troquei minha alma por alguém que desprezou isso. — As lágrimas corriam pelas bochechas pálidas da garota. Ela forçou pra soltar o braço. — Não seja estúpida! — Gritou a ruiva, puxando a outra para longe da beirada. — Não acabe com sua vida por um motivo tão idiota! Eu também perdi a alma, e nem por isso estou tentando me matar! Não é possível que você se importe tanto com esse garoto imbecil! — Ela reforçou o aperto, impedindo a Miki de se soltar. — E o que mais eu posso fazer?! Você tinha a Mami-san. Não ficou sozinha! Eu perdi tudo, Kyoko! Tudo! O que eu tenho agora?! — Revidou Sayaka, no mesmo tom da Sakura. — Você ainda tem a mim! — Kyoko fez sua voz se sobrepor ao lamento da azulada. Um minuto de silêncio se seguiu, sendo interrompido pelo barulho da Miki se atirando no corpo da amiga, voltando a soluçar e chorar. Ela murmurava o quão boba ela estava sendo, agarrada às vestes da ruiva. Em silêncio, a Sakura acariciava os curtos cabelos de Sayaka, acalmando-a. — Obrigada, Kyoko... Você... Se não estivesse aqui, eu... Eu teria feito uma coisa horrível. — A menina sorriu fraco, ainda com a voz embargada. — Tudo bem, já passou. Quer um pocky? — Ofereceu a outra. — Só dessa vez. — Riu Sayaka, colocando o palitinho na boca.Do outro lado, Homura observava a cena pela janela. Ela sorriu, embora seu sorriso fosse triste. — Madoka... — ela sussurrou, apertando a fita vermelha contra o peito. Também queria ser feliz ao lado de quem amava.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
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