Consequências do passado
22 O Fim DE Todo O Mal
Notas iniciais
Harry Potter já passara por muita coisa na vida. Já descobrira mais mistérios do que poderia imaginar, ultrapassou leis e regras para ajudar a livrar o mundo da maldade e sofrimento. Entretanto, ele nunca pensou que sofreria com a atitude de seus amigos, mais especificamente de Hermione.
Enquanto ele a via deitada na maca do hospital, totalmente inconsciente e cada vez mais morta, ele percebia o quanto sentira falta dela nos últimos 5 anos. Sentia falta de conversar com ela, de saber como ela estava e por mais que a última vez que a vira ela parecia arrasada, mesmo ganhando o julgamento do Malfoy, mesmo assim ele não entendia o porquê de tudo aquilo.
Não entendia até algumas horas, até saber que ela era a mãe do herdeiro Malfoy. Era tanta loucura que ele não conseguia assimilar que ela, sua amiga, Hermione Granger tivera um filho com o Malfoy. Um filho homem, um herdeiro. Era surreal demais. Mas seus pensamentos foram interrompidos pela entrada de Gina, sua esposa, no quarto onde Hermione estava.
— Então, alguma novidade?
— Não. Mas sinceramente eu tô começando a sentir medo, Harry. O fluxo de transferência de energia tá cada vez maior e eu não sei mais quanto tempo a Hermione vai aguentar.
Ouvir tais palavras vindo de Gina, que era uma das melhores medibruxas que Harry conhecia o deixava em pânico. E lembrar que Hermione pedira ajuda a ele, o deixava com o gosto amargo de derrota na boca.
— O pior foi que Hermione me pediu ajuda. Ela, me implorou que a ajudasse. Mas eu não faço a menor idéia do que fazer. Eu não sei o que fazer, Gina!
— Eu sei, querido. Eu também estou morrendo de frustração. O que sabemos é que esse fluxo não vai parar, não enquanto não acharmos o Malfoy.
—Exato, enquanto não acharmos o Malfoy... mas se o Malfoy vier até nós?
— Como assim, Harry?
— Gina, o Malfoy amaldiçoou o menino porquê queria a sua energia e Hermione fez a mudança de transferência para salvar o filho, mas se fizéssemos uma armadilha para que o Malfoy viesse até aqui e nós o capturássemos?
— Eu não sei se seria possível, mas como qualquer coisa hoje em dia é possível…
Gina Potter nem terminou o seu raciocínio, pois só de olhar para o seu marido soube que ele acabara de ter uma idéia. Assim, ela só esperou e em poucos segundos viu seu marido Harry Potter se afastar da desacordada Hermione, vir ao seu encontro, dar-lhe um beijo e dizer:
— Eu vou até a mansão Malfoy. _ ele disse isso, e saiu a passos rápidos para fora do hospital. Gina ficou do lado de Hermione mais tranquila agora, pois sabia que o marido salvaria a melhor amiga deles.
Do lado de fora do hospital, Harry Potter aparatou diretamente para a mansão Malfoy. Devido a suspensão de alguns feitiços de proteção ele teve a prerrogativa de aparatar diretamente na casa. E sem rodeios ele foi falar com Dorín.
A bruxa estava na sala onde o catalisador foi encontrado, entretida em uma leitura de runas e rodeada de livros e pergaminhos de runas. Mesmo com Hermione no hospital o objeto continuava a transferência do fluxo de energia e ele, Harry Potter já tinha uma idéia de como fazer tudo isso parar.
— Dorín?
— Ah, Potter. Eu não vi você chegando.
— Eu sei. Eu preciso te perguntar uma coisa. Você tem certeza que o outro catalisador está com o responsável pela maldição, não é? Está com o Malfoy?
— Com certeza, ele precisa de outro objeto, está escrito bem aqui, e assim com o outro objeto ele pode sugar o fluxo de energia.
— Certo. E nós sabemos que agora que Hermione tomou o lugar do Alexsander vai demorar mais para ele acabar com tudo isso, não é?
— Sim, e não. É que Hermione é bem mais velha do que o Alexsander, porém por ser assim ela sabe muito mais de magia e consequentemente desenvolve magia a muito mais tempo e aí consegue ser mais poderosa o que dá menos tempo de vida dela para sugar, entretanto dá mais poder a ele que a está sugando.
— Certo. E podemos supor que o que ele quer é poder, não é? Ele faria de tudo para ter mais poder, não é isso?
— Sim, acho que sim.
— Então vamos dar exatamente o que ele quer. E quando isso acontecer ele vai vir diretamente para nós._ E com um pequeno objeto que ele se comunicava com a sua equipe, inspirado nas moedas do grupo da Armada de Dumbledore, Harry chamou todos os bruxos aurores com quem trabalhava. Não demorou muito e todos apareceram bem ali na sala.
— Pessoal eu os chamei aqui porque acabei de ter uma idéia para resolvermos isso. Eu preciso que vocês façam exatamente o que eu disser… _ E Harry Potter passou as instruções para os seus colegas, confiante que estava fazendo o necessário para que pudesse salvar a vida de Hermione e também de Alexsander.
Em outra ala da mansão Malfoy, Draco também quebrava a cabeça em como poderia ajudar a salvar Hermione. Estava ali sozinho com o filho, que depois de quase morrer estava descansando na sua cama. Alexsander era a sua única razão de ter permitido que Hermione fosse para o St. Mungus e também ficar ali na mansão. Sabia que seu filho ainda corria perigo, porque seu pai ainda podia perceber que não era a energia de Alexsander que estava sugando e ir até lá, na mansão, sequestrar o próprio neto.
O que faria Draco extremamente feliz. Acabar com o pai era o que ele mais queria desde que o mesmo o forçou a se tornar comensal. E depois do que fez ao seu filho e a sua mulher, era tentador demais ir atrás dele e acabar com o progenitor.
E como se seu desejo fosse ouvido diretamente por Merlin, Draco ouviu a porta do quarto do seu filho abrir e o homem-que-sobreviveu passar por ela.
— Malfoy, precisamos conversar.
— Aconteceu alguma coisa com a Hermione?
— Não, mas acho que descobri a forma de tudo isso acabar.
Draco assentiu com a cabeça, se voltou para o filho que apenas dormia tranquilo agora, o beijou na testa e saiu do quarto, acompanhando Harry Potter.
— O que você descobriu Potter?
— Uma armadilha. Mas como será perigoso e acontecerá aqui na sua casa, preciso da sua permissão.
— O que você tem em mente, Potter?
Harry explicou todos os detalhes para Draco e pela primeira vez na vida, eles chegaram a um acordo, e durante algumas horas fizeram de tudo para que o plano de Harry Potter entrasse em ação.
Já estava anoitecendo, quando Lucius Malfoy, sentiu uma mudança na transferência de energia dos catalisadores. A energia que estava vindo era mais densa, mais pesada e consequentemente mais difícil de ser absorvida por ele.
Isso o fez reformular o feitiço da transferência, mas não adiantou. Pelo contrário, a energia estava vindo mais pesada e mais densa, era demais e ele não conseguiria absorver. Assim, não restava alternativa. Teria que ir lá, pessoalmente e reverter o que quer que eles estivessem fazendo, e sem pensar demais, ele aparatou.
Entrar não foi a coisa mais fácil que ele já fizera na vida, mas de longe não era a mais difícil. Ele apenas tomou um gole da poção polissuco que ele ainda tinha, pois sabia que teria tempo de entrar e sair sem ser notado por ninguém.
Naquela hora o hospital não estava cheio e com um sorriso esnobe no rosto, Lucius percebeu que não haviam aurores ali. Provavelmente pensavam que ele não havia notado a mudança da energia do pirralho bastardo para a imunda sangue ruim. Só que ele era Lucius Malfoy, o melhor comensal da morte que já existiu, o único bruxo no mundo que sabia transferir energia mágica e sugá-la como ele fazia nesse momento.
É claro que sendo assim, ele percebera a mudança. E só aceitara porque Hermione Granger, a infeliz sabe tudo e sangue ruim que ajudara a destruir seu mestre, tinha um potencial em magia que sobressaía tudo o que ele já havia experimentado.
Ela era forte, e a magia era bem pulsante nela, o que consequentemente o faria bem mais forte e poderoso do que ele seria um dia. E além disso, olhando para ela agora, Lucius sentia que ela resistia a maldição, coisa que nenhuma das suas cobaias um dia ousou fazer.
O simples fato dela resistir o encantava para sugar até o último suspiro dela e usar todo esse potencial em magia para resgatar seu mestre. E obcecado pelo poder que teria, ele se aproximou do corpo adormecido de Hermione, a tocou e juntos aparataram.
Por uma milésima fração de segundo após abrir os olhos, Lucius se confundiu com o que viu. Mas depois a realidade caiu como uma cortina em seus olhos. Não estava em seu refúgio nas montanhas. Estava em casa. Estava na Mansão Malfoy. Entretanto não tivera tempo de se questionar o porquê estava ali. Pois seu filho, aquele traidor desgraçado, fez questão de explicar.
— Confuso, velho?
Duas palavras, com entonação fria e calculada. Pelo menos nisso, ele continua como um Malfoy, pensava Lucius enquanto tentava desesperadamente achar uma forma de sair dali com o corpo de Hermione Granger com ele.
— É melhor soltar Hermione agora mesmo, Malfoy.
Potter estava ali também, ele não entendia porque não o havia visto desde o começo, mas pensando bem agora, ele só consegui enxergar Draco e Potter, o restante estava nebuloso, escuro e ele não entendia o porquê disso.
— Vou perguntar mais uma vez. Está confuso, velho? Está desesperado procurando uma forma, um jeito de escapar?
Lucius ouvia a voz de Draco como um eco, distante. Desesperado ele tentou aparatar novamente, mas não conseguiu.
— Tudo bem, vou interpretar seu silêncio como sim.
— Solte a Hermione, Malfoy. Agora.
Ele jamais a soltaria. Não fora seu plano inicial tomar a vida e energia dela, mas o poder dela era tentador demais, e ele sabia que tal coisa seria castigo suficiente para o seu filho traidor, então jamais a soltaria.
— Ele vai soltar Potter. Na verdade, ele ainda resiste mas já sabe que acabou. É poder demais, não é, velho? Mas não era poder o que você queria? Poder, poder, poder e mais poder? Então, será que o seu corpo aguenta tanto poder assim?
Lucius já quase não ouvia e via os bruxos, a pressão que sentia em seu corpo estava forte demais. Precisava diminuir o fluxo, diminuir. Mas seu corpo estava travado, não conseguia se mexer e tampouco conseguia interagir com o seu próprio corpo.
O medo e o pavor foram as últimas coisas que sentiu antes que seu corpo cedesse a tanta pressão de fluxo de energia e se transformasse em uma grande explosão de corpo, sangue, ossos, e alma do que um dia fora Lucius Malfoy.
O abalo energético e o barulho da explosão foram ouvidos e sentidos por toda a Mansão Malfoy. Mas graças aos diversos feitiços de proteção instalados pela propriedade ninguém se feriu a não ser o próprio causador de tal ato bárbaro, Lucius Malfoy.
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