Consequências

7 Que as mentiras comecem!


Notas iniciais
Olá, é um capítulo curto, mas é por que estou com soninho. Espero que gostem.

Acordei no dia seguinte, tomei um banho e fui para o colégio. Minha mãe implicou com o fato de eu não ter tomado café da manhã, mas estava realmente sem fome. Não consegui tirar da minha cabeça a imagem do monstro próximo ao local em que encontrei meu pai ferido. Queria ir ao hospital conversar com ele, saber se ele conseguiu ver a criatura, se ele sabia algo mais sobre ela, se agora ele acreditava em mim, e que sabia agora que os meses de terapia que eu fiz para tentar ver o acontecimento real, não o que minha mente havia inventado, foram desnecessários. Mas o principal, é claro, era ver meu pai bem.

Não prestei muita atenção nas aulas e nem me importava, pois era final de semestre e eu já havia alcançado a média em todas as matérias. Fiquei buscando explicações para aquele bicho me perseguir e matar, ou tentar matar, pessoas próximas a mim. Talvez fosse uma coincidência, mas achava pouco provável.

Avisei Dan que iria ver meu pai após a aula, ele se ofereceu para ir comigo, mas eu disse que gostaria de ir sozinha, então ele ofereceu apenas uma carona. Aceitei e após almoçar nós fomos.

Meu pai estava deitado em sua cama, um pouco pálido, mas bem melhor do que quando encontrei ele sangrando. Dei um beijo em seu rosto e disse que estava com saudades.

-Estava com saudades também, filha. Como estão as coisas em casa?

-Bem, na medida do possível, mas você não deveria se preocupar com isso, pai. — Ele parecia tenso, como se estivesse aguardando alguma coisa — o que foi pai?

Ele não precisou explicar, a polícia chegou no segundo seguinte de eu fazer a pergunta e pediu para que eu saísse para que eles conversassem. Respeitei o pedido, entretanto fiquei próxima à porta para escutar. Tive pouco sucesso e logo os policiais saíram do quarto.

-Pai! O que eles vieram fazer aqui?

-Ouvir meu depoimento filha, estavam fazendo o trabalho deles

-Mas..., mas... O que você disse a eles?

-Que tentaram me assaltar e eu reagi e levei essas facadas. — Ele já contava a história com humor e um tom de veracidade que parecia que ele havia começado a acreditar na mentira

-E foi isso o que realmente aconteceu? — Perguntei, aguardando uma confissão.

-Filha, precisamos conversar...

Notas finais
Isso ai, até o próximo. o/