Notas iniciais
Eiiiiiiiiiiiiiiiii olha eu aqui... Bjs e amo vocês.

Elena olhou para Damon com diversão.

— Sai – apontou para a porta rindo.

— Se você quiser eu...

— Sai.

— Ta bom – ela disse fingindo estar triste.

Damon saiu do banheiro com as mãos erguidas para o alto se rendendo. Elena bufou revirando os olhos se despiu entrando na espaçosa banheira. Ficou ali relaxada, o enjôo já havia passado estava apenas tonta e se sentindo fraca devido a não comer desde ontem. Saiu do banheiro, vendo um vestido rosa em cima da cama, e seu chinelo perto da mesma. Sorriu sabendo que fora Damon quem deixou as coisas ali para ela se vestir. Vestiu-se, saindo do quarto logo em seguida, encontrou Max no corredor.

— Amor meu – ela sorriu se abaixando, acariciou a barriga dele que deitou quando viu a “mãe” – cadê seu pai?

Max se levantou em um pulo, como se entendesse o que a mulher havia dito e saiu correndo em direção à cozinha. Ela riu alto, o seguindo. Ao chegar à espaçosa cozinha viu Damon em frente ao fogão, fazendo panquecas. Ele se virou com um sorriso de lado.

— Achei que iria querer – apontou para as panquecas recém colocadas em um prato.

— Acertou em cheio – colocou a mão na barriga – estou faminta.

Elena estava quase babando vendo Damon colocar mel e morangos em cima das panquecas.

— Coloca nutella por favor – ela pediu fazendo um biquinho.

Damon riu alto, colocando duas colheres do chocolate ao lado das panquecas. Serviu a mulher que estava sentada em cima do balcão, os olhos da mesma chegou a brilhar quando deu a primeira garfada.

— Suco de morango, o seu preferido – se sentou ao lado dela, entregando um copo enorme de suco para sua esposa.

— Obrigada – agradeceu ela com a boca cheia.

— Não há nada que eu não faça por vocês – murmurou.

— O que? – ela não havia escutado direito, estava entretida demais comendo.

— Nada Lena – desceu do balcão – quer mais alguma coisa? – perguntou.

— Não, eu estou ótima... – ele não a deixou terminar, saindo da cozinha e logo em seguida a porta da sala bate.

Deu de ombros voltando a comer. Elena comeu tudo, indo para a sala de TV. Se jogou no sofá ligando em a TV de plasma, deixou em um desenho qualquer. Dormiu ali mesmo, estava cansada, pois teve uma péssima noite de sono.

Damon dirigia pela cidade sem rumo, não sabia para onde ir, so sabia que não queria ficar perto de Elena, não agora. Ele sabia que não pode a te-la, que sempre que a mesma se entrega para ele é por puro desejo, não que ele não a desejasse, céus ele a deseja como nunca porem tem algo a mais nisso e ele não sabe o que é. Damon não esta sabendo lidar com esse sentimento no peito, com esse sentimento que esta correndo por suas veias clamando por Elena, pelo amor dela, e isso o assusta como nunca. Ele é Damon Salvatore, não ama e não sente nada por mulher alguma.

— Merda – bateu as mãos no volante do carro, e sem querer buzinou.

Damon parou em um bar qualquer, desceu do carro entrando no mesmo, estava decido tirar Elena da cabeça, pelo menos por algumas horas. Onde estava com a cabeça com essa idéia de casamento? Ele sabe que a mídia não iria ficar em cima de Elena, sabe que ela daria conta de cuidar muito bem de um filho sozinha, mas e ele? E ele? O que faria? Ele não queria perder mais um filho, não queria ver a criança crescer sem saber que ele é o pai dela, Damon foi um egoísta quando pensou em casamento, quando pensou somente em si mesmo e não nos danos que isso pode causar a seu filho, ele ama essa criança como nunca ira amar ninguém, é o que une ele e Elena, um laço eterno e não quer ver seu filho triste quando o contrato acabar, não quer ver o filho dele desamparado por causa de um divorcio, querendo ou não o divorcio mexe com a cabeça das crianças.

— Mais uma dose – pediu batendo o copo no balcão.

Achou-se mais egoísta ainda por ter deixado Elena sozinha em casa, passando mal por cima, mas ele não iria voltar naquela casa tão cedo, não agora. Ele precisa de Elena, e a ter por perto mexe com o seu psicológico, ele vai ficar doido e disso não tem duvidas.

A morena tentava ligar para Damon para avisar sobre o jantar na casa de Caroline mais tarde, mas o mesmo só dava desligado, acabou desistindo depois de ligá-lo varias vezes seguidas e ele não atender. Já que estava de folga e havia melhorado do enjôo iria dar uma volta, iria ao shopping fazer compras, mas não iria sozinha, tratou de ligar para as meninas que disseram que estariam la em meia hora. Elas riam animadas entrando de loja em loja, acabaram em uma loja onde vende roupas de bebês.

— Esse não é lindo? – Bex ergueu um macacão branco.

— É sim – Katherine pegou um vermelho – vou levar pra minha sobrinha.

Elena a olhou sem entender.

— Megan insiste em dizer que você terá uma menininha e Care é um menininho – ela ergueu um macacão azul – irei levar o vermelho e o azul – sorriu mostrando os dentes completamente brancos.

Elena e Caroline riram alto.

— Vou levar esses também – Rebekah pegou mais quatro – dois pra Elena e dois pra Care.

— Vamos pagar – Katheirne sorriu escolhendo um sapatinho rosa, o que fez Elena rir.

— Vou ao banheiro – Caroline avisou – parece que o bebê abraça minha bexiga.

E assim ela saiu, Elena começou a andar pela loja ficando boba com as roupinhas lindas que ali tinha, ela sorriu ao ver um terninho na versão bebê, foi pegar porem quando se aproxima da roupa uma mão toca na sua, o homem iria pegar a mesma peça. Ela levanta os olhos, encarando aqueles olhos verdes que tanto causaram efeitos nela, e por incrível que pareça ainda causa, sua respiração paralisou, ele tinha aquele sorriso aberto nos lábios a olhando com a mesma admiração que sempre olhou.

— Elena Gilbert – disse Dean.

— Dean – sussurrou com a voz tremula.

Não o via desde a noite de formatura, onde ele e ela terminaram, onde ele a deixou de coração partido.

— Esta linda – a abraçou com força – ainda tem o mesmo cheiro de rosas – murmurou contra os cabelos dela.

Elena demorou reagir, mas o abraçou, o abraçou com toda a sua força. Novamente se sentia no colegial, onde ela o amava perdidamente.

— Você não mudou nada Gilbert – ele passou a mão no rosto dela.

— Salvatore – ela ergueu a mão mostrando a aliança.

Ele sorriu sem graça, pegando a mão dela.

— Mas pra mim sempre será Gilbert, a minha Gilbert – murmurou.

— Eu... eu..

— Parabens pelo filho, o Salvatore é um cara de sorte – ele disse o sobrenome com desprezo — podia ser eu no lugar dele.

Elena engoliu em seco Dean fora seu namorado depois de kai, ela o amou como nunca, e ali ela viu que o amor que sentia por Kai nunca seria como o amor que sentiu por Dean.

— Obrigada – agradeceu.

— O que acha dessa roupinha? – ele pegou a roupa que Elena olhava agora a pouco – é para meu sobrinho recém nascido – sorriu abertamente.

— Linda, realmente vale à pena levar.

— Elena vamos – Rebekah chegou, paralisou ao ver o loiro ali.

— Bex – a cumprimento com um beijo no rosto.

Ele fez isso com todas as meninas, saiu deixando uma Elena confusa para trás.

— Vamos pra casa – Elena murmurou.

— Vamos – disse Caroline – ainda temos o jantar la em casa – sorriu para as amigas.

Ambas saíram do shopping felizes com varias sacolas nas mãos. Damon bebia desde cedo, já eram seis da tarde e ele decidiu ir embora, pois tinha um jantar na casa de Klaus, o mesmo havia ligado. Ele saiu do bar calambeando, parou em frente ao seu carro com certa dificuldade, tentou destravar o mesmo porem não estava dando certo, mãos pequenas tomam as chaves de suas mãos.

— Eu ajudo – disse Pámela com um sorriso caloroso.

— Pámela? – perguntou confuso.

— A mesma, andou bebendo Salvatore? – perguntou rindo.

— Nã-ão – gaguejou.

— Não irei deixar você dirigir bêbado, te levo para a casa.

— Não, não – ele disse rápido.

— Você tem um filho para criar, não irei deixar dirigir assim – ela apontou para ele.

Havia ido ao ponto fraco do homem.

— Tudo bem – ele se deixou vencer pela vozinha que gritava dentro da cabeça dele que não podia dirigir.

Elena chegou a casa toda sorridente cheia de sacolas, entrou em casa com certa dificuldades, sorriu aliviada ao ver o carro de Damon estacionado em frente à casa deles. Deixou as sacolas caírem ao chão ao ver Pámela sentada ao lado de Damon no sofá da casa deles, no sofá da casa deles? Céus, ela queria sumir ali agora mesmo. Pámela segurava as mãos de Damon com ternura, e ele olhava a mesma com certo carinho, ela queria que fosse um sonho porem sabia que não era. Sentiu seus olhos marejarem,mas não iria chorar, não agora.

— Fora da minha casa, agora – Elena falou alto, apontando para a porta de sua casa.

Pámela se assustou.

— Que bom que você chegou Elena, eu e Damon estávamos lembrando do quanto fomos felizes. Encontrei ele por ai bêbado, o que você fez a ele? – se pôs de pé.

— Saia da minha casa agora – respirou fundo tentando se controlar.