Consequencias De Uma Noite - Delena
11 Capitulo 10 Back To The Past
Notas iniciais
POV KLAUS
Depois que Caroline saiu do meu apartamento daquele jeito, meu mundo caiu, desabou em minhas costas, parece que eu levei um tiro. Peguei a aliança e fiquei olhando ela, coloquei a mesma na mesinha de entro e peguei o vaso que ganhei de meu pai e o joguei na parede. Eu vou ser pai, e não acredito que reneguei esse filho.
Peguei meu celular e tentei ligar pra Caroline, mas não dava nada. Então liguei pro Damon avisando que não iria trabalhar o resto do dia. E marquei de encontrar os meninos aqui na minha casa.
***
E cá estou eu, os meninos irão chegar daqui a pouco, passei o dia todo bebendo, não consegui comer. So pensava na Car e no bebê. Escutei a campainha tocar e fui atender, mas antes limpei as lagrimas. Abri a porta e dei de cara com os meus amigos.
–Você esta péssimo cara – disse Ric, entrando no apartamento.
–Concordo – disse Enzo .
–Obrigada – disse com ironia e fui rumo ao sofá. Os demais sentaram.
–O que foi? – perguntou Stefan.
–Caroline – disse e suspirei.
–O que tem ela? – perguntou Matt.
–Ela esta grávida – disse de uma vez. Levantei os olhos e vi todos os meninos me olharem com o cenho franzido.
–Também? – perguntou Damon.
–Também o que? – perguntou Ric.
–Elena também esta grávida – disse Damon dando de ombros.
–E quem é o pai? – perguntou Stefan.
–Eu – disse Damon.
–Voce o que? – perguntou Enzo.
–Sou o pai – ele disse.
–Ata... você é o pai – disse Ric e no final da frase arregalou os olhos – você vai ser pai? – ele perguntou pro Damon.
–Aham.
–Foco aqui – disse e eles me olharam – Nois brigamos – disse querendo chorar novamente.
–Por que? – perguntou Matt.
–Não era para vocês estarem felizes? — perguntou Stefan.
–Eu vou contar tudo a vocês – disse pros meninos.
–Conte – disse Enzo.
Contei tudo pros meninos, contei sobre a briga, sobre ela ter contado que estava grávida, sobre eu pedir pra ela abortar, sobre eu mandar ela escolher. Terminei chorando.
–Voce é um babaca – disse Stefan.
–Um verdadeiro cafageste – disse Matt.
–Idiota – disse Ric.
–Tu é um otario – disse Enzo – Eu não quero filho agora, mas se vim... eu não faria isso.
–Klaus, você não sabe como é perder um filho – disse Damon.
–Eu... eu...
–Cara é a pior dor do mundo, pior eu que ainda vi o meu bebê com vida – disse Damon e suspirou.
–Eu a amo tanto, não vivo sem ela. Me arrependi amargamente, por ter feito isso – disse e limpei as lagrima .
–Você tem que falar isso pra ela, e não pra nois – disse Enzo.
–Eu sei, eu vou implorar o perdão dela, Cara não é que não quero esse filho... eu estou apenas com medo.
–Medo de que? – perguntou Matt.
–De não ser um bom pai – disse me levantando do sofá, levei as mãos ao cabelo – Você acha que eu não amo essa criança? Claro que amo, ela é o fruto do meu amor com a Caroline. Mas... o que eu faço, ela não quer me ver, não me atende, ela esta com ódio de mim – sussurrei a ultima frase a que mais me doeu.
–Você vai ter que rebolar – disse Stefan.
–Vai na casa dela – disse Damon.
–Já disse ela não quer me ver – disse isso e escutei a porta do apartamento se abrir, olhamos e encontramos um furacão loiro de camisola, com o cabelo em uma trança de lado.
–A, mas não quer mesmo – disse Rebekah parada na porta – seu britânico idiota, britânico de meia tigela – disse ela descendo os degraus que da acesso da porta ao centro da sala – Klaus, você magôo a Car – disse ela pulado em cima de mim pra me bater, segurei suas mãos – me solta, seu nojento. Eu quero te bater, quero te espancar ate você pedir pra parar – dizia ela me estapeando, a soltei e ela sorriu sínica pra mim.
–Rebekah me escuta – disse e ela me olhou com aquele olhar mortal que so ela tem.
–Escutar – ela disse e deu uma gargalhada irônica – você tem noção do que é ter duas grávidas em casa, chorando? Pior, o dia todo? a noite? toda – disse Rebekah revoltada.
–Ceus, Elena esta chorando? – perguntou Damon preocupado –Isso faz mal a ela e o bebê – ele disse e eu me senti um idiota ao ver meu amigo preocupado com o filho.
–Sim esta... – disse Rebekah.
–Meu Deus, eu... eu vou La ver ela – ele disse e Rebekah o olhou com os olhos cemi serrados.
–Ah, mas não vai mesmo – ela disse assim que ele se levantou – Senta ai – ela disse a ele – elas dormiram agora, e agora são – ela disse e olhou no relógio – Uma e dez da manhã, você não ira estragar o meu trabalho e o da Kath – disse Rebekah e revirou os olhos.
Ela olhou pra mim.
–Eu ainda quero te matar – ela disse e ia pra cima de mim, mas Matt a segura – Me solta que eu vou matar esse idiota, que chamo de irmão – disse ela esperneando nos braços do namorado. Quando ela estava mais calma ele a soltou – Klaus – ela disse e suspirou – ELA TE AMA MAIS QUE TUDO – gritou minha irmã. Ela se virou pro namorado e sorriu – Oi amor – ela disse e deu um selinho nele.
–Eu sei Rebekah – disse e ela me olhou.
–Ainda bem que sabe...
–Como você entrou aqui? – perguntou Stefan. Ela se virou pra ele.
–Isso não interessa... meninos vocês me fariam o favor de me deixar conversar com meu irmão, a sós? – perguntou ela e os meninos se entre olharam.
–Sim – disse Enzo dando de ombros – Aqui já estava chato mesmo – ele disse dando o ultimo gole no seu whisky – vamos pra um bar – disse ele e rebekah o olhou.
–Não, vocês não vão – ela disse brava – Ainda é quinta, vocês irão para sua devidas casas e irão dormir, pois, amanha vocês trabalham – ela disse e Enzo a olhou assustada.
–Estou com medo de deixar você sozinho com ela, Klaus – disse Damon.
–E eu também – eu sussurrei.
–Tchau – disse eles juntos.
–Tchau amor – Matt deu um beijo na minha irmã, virei o rosto pra não ver.
–Tchau – sussurrou ela ofegante.
Em menos de um minuto todos saíram.
–Sente-se – ordenou minha irmã, a obedeci e ela se sentou ao meu lado – você esta fedendo a álcool – disse ela tapando o nariz – temos muito oque conversar Mikaelson.
–Eu sei – disse e ela me olhou.
–Por que você fez tudo aquilo?
–Por medo Rebekah – fui direto – Medo de não ser um bom pai.
–Isso... – não deixei ela terminar.
–Medo de não ser presente na vida do meu filho, medo de decepcionar o meu filho... – fiz uma pausa e suspirei – medo de ser como o nosso pai – disse ela me olhou.
–Nik – ela sussurrou – Por mais que papai não tenha sido presente, ele não foi um ruim pai, ele foi bom pai, Nik. E ainda é.... Ele nos ama – ela disse com os olhos marejados – Me lembro uma vez, no meu aniversario de 15 anos... ele estava resolvendo negócios em Londres, e eu e mamãe estávamos super animadas com a minha festa. Você lembra que eu fiquei com medo, chorei muito com medo dele não chegar a tempo... mas... mas na hora da valsa que iria dançar com ele... ele chega e pega na minha mão e me leva ate o salão de dança e simplesmente dança comigo. Aquilo, aquilo foi um dos seus gestos de amor por nois Nik, por mim – ela disse já chorando.
–Lembro sim – sussurro.
–E não para aí... No natal do ano que você completou 16 anos e tinha tirado a carteira, ele deu presente a todos nos e você pensou que ele se esqueceu do seu, mas, mas ele guardou o seu por ultimo Nik, ele entregou aquele carro que você sempre pedia a ele. Ele te acompanhou no seu primeiro dia de aula, te levou ate a sala de aula... pois você estava com medo – ela disse e riu em meio as lagrimas lembrando disso.
–Ele foi um bom pai – disse e a olhei, ela limpou as minhas lagrimas.
–Ele nos ama tanto Niklaus, você sabe como ele e mamãe sofreram quando... – ela fez uma pausa e limpou as sua lagrimas – Quando perdemos Henrik... eles perderam o filho casula deles e nois, nois, perdemos o nosso irmão casula. Naquela época a família entrou em crise, Kol que ia pras noitadas e chegava em casa só bêbado mal ficava em casa, Elijah que foi para Londres, Finn se enfiou no trabalho, e você... você... você viajou pelo mundo, mamãe entrou em depressão, papai sempre esteve ao seu lado. E eu... eu Nik fiquei sozinha, sem nenhum de vocês perto de mim, por isso todo o meu medo de ser abandonada, pois vocês... vocês me abandonaram quando eu mais precisei, ele também era meu irmão... – ela desabafou, ela olhou pro teto com as lagrimas escorrendo de seus olhos – Mas aquela foi a forma de cada um de nois passarmos pelo luto, esse é o problema da dor Nik... ela precisa ser sentida – sussurrou ela – Mas... papai sempre esteve com a gente, ele, ele conseguiu sozinho juntar os cacos da nossa família. Então irmão, ele é o melhor pai do mundo... e você será também.
–Desculpe-me Rebekah – disse e a abracei – eu, eu precisava daquilo. Henrik e eu éramos muito ligados.
–Eu sei – ela sussurrou e eu a soltei – então Klaus, não perca a Caroline. Lute por ela, ela te ama e sei que ela ira entender se você explicar seus medos – disse ela se levantando – tenho que ir... pense na nossa conversa, Klaus. Pense e corra atrás da mulher que você ama – ela disse e saiu, escutei quando ela fechou a porta.
Peguei meu celular e já eram duas da manhã, disquei o numero do meu pai. Ele demorou mais atendeu.
Ligação ON
–Pai – disse com a voz embargada pelo choro.
–Meu deus o que foi Niklaus? – perguntou ele preocupado.
–Obrigada – sussurrei.
–Pelo o que, filho?
–Por ser o melhor pai do mundo.
–Fiz mais que a milha obrigação, vocês são os melhores filhos do mundo Klaus.
Escutei minha mãe perguntar quem é ele respondeu que era eu, e ela mandou um beijo pra mim. Sorri.
–Pai eu... eu amo vocês .
–O meu filho, nois te amamos também .
–Tenho que desligar, tchau.
–Tchau – disse e desliguei.
Ligação OFF
Sai da sala, mas antes peguei a aliança da Caroline e a coloquei no meu dedinho, é o único que cabe.Tomei um banho e logo deitei na minha cama e fiquei pensando na minha Caroline e no meu filho. Lutarei por ela, nunca sofri tanto assim em ficar longe de alguém. Caroline e meu filho agora são a minha família.
POV DAMON
Cheguei em casa e fui direto pro meu quarto, tirei essa roupa e coloquei uma mais confortável. Deitei na minha cama.
–Eu vou ser pai – sussurrei pra mim.
Não estou acreditando nisso, eu vou ser pai do filho de Elena Gilbert. Eu estou feliz, muito feliz. Que acabo me lembrando de Pámela e nosso filho.
flash back 2011
Chego em casa e encontro Pámela na sala, ela avia chorado.
–Meu Deus o que foi? – perguntei me sentando ao lado dela.
–Eu vou ser direta – disse ela seca- estou grávida — ela disse e voltou a chorar novamente mas não parecia lagrimas de felicidade.Eu a abracei.
–Eu, eu estou tão feliz – disse e ela me olhou incrédula.
–SO SE FOR VOCE DAMON, EU NÃO QUERO ESSE FILHO. EU NÃO PEDI POR ISSO – disse ela chorando.
–Pámela, não fale isso – disse o mais calmo possível.
–NÃO FALE?! EU NÃO QUERO ESSA CRIANÇA, DAMON – ela gritou em meio as lagrimas.
–Eu estou aqui – disse e a abracei. Ela deixou. – Sempre estarei com vocês .
5 meses depois
Não queria ir trabalhar, mas, Pámela insistiu então eu fui.
Chego em casa desesperado pra ver, pois ela estava passando mal hoje. Quando fui rumo as escadas do apartamento... encontro Pámela no fim delas no chão toda cheia de sangue.
–Pámela – falo a pegando no colo – ficara tudo bem com vocês – sussurro pra ela que esta desacordada.
E assim eu levo ela em desespero pro hospital mais próximo. Chegando lá a doutora falou que deveríamos fazer um parto cesáreo, pois ela estava perdendo o bebê. Logo meu filho de 6 meses veio ao mundo. Com 37 centímetros, pesando um quilo. Ele era a coisa mais miúda do mundo e a mais linda. Meu filho, acompanhei o parto e tudo.
–Quer pegar ele, papai? – perguntou a Medica com o meu pequeno nos braços.
–Quero sim – sussurrei em meio as lagrimas. Pámela esta completamente sedada. Então a medica o entregou pra mim e com todo o cuidado do mundo eu o peguei. Ele abriu seus olhos estremam entes verdes – Oi meu filho – sussurrei entre o choro e ele me olhou parecendo entender o que eu dizia — eu te amo tanto meu pequeno. Bem vindo ao mundo – disse e dei um beijo em sua cabecinha.
–Damon, precisamos levar ele a incubadora o mais rápido possível, você precisa estar ciente de que seu filho não pode resistir, por ser tão pequeno – disse ela pegando o meu filho de mim.
–Doutora... – falei com a voz embargada .
–Irei fazer o possível e impossível Damon – ela disse e eu olhei pro meu filho.
–Tchau meu anjo – disse antes dela sair com o bebê nos braços.
Fui obrigado a sair do quarto de Pámela, então eu fiquei esperando, esperando noticias do meu filho durante a madrugada. Quando deu 5:30. Ros minhas irmã chega ao hospital.
–Damon – ela sussurra.
–Ele... ele nasceu Ros – falo e ela sorri.
–Que bom meu irmão... o resto estão no estacionamento – ela disse e limpou as minhas lagrimas.
Vi minha irmã casula chegar e pular em mim.
–Eu sou tia, eu sou tia – ela dizia e eu ria dela.
–Você é tia – disse.
A medica chega com uma cara nada boa.
–Damon, seu filho não resistiu. Tentamos fazer de tudo, mas ele teve três paradas cardíacas – nesse momento meu mundo desabou. Cai no chão de joelhos chorando.
–Damon... não chora... eu vou chorar junto – disse Cecília ao meu lado, ela me abraçou e eu deixei – eu te amo Damon, não fique assim – disse minha irmã chorando.
–Eu estou aqui, meu filho – disse mamãe me abraçando também.
–Eu sei... eu sei mamãe.
flash back OFF
Depois desse dia, passou uma semana Pámela e eu terminamos. Pámela parece que não sentiu tanto assim a perda do nosso filho. Ela mandou eu destruir o quarto dele, por fogo, fazer o que eu quisesse pois ela estava indo embora. Ela nem foi no velório do nosso pequeno, do meu Robert.
Não deixarei Elena tirar mais um filho de mim, não deixarei de acompanhar a gravidez dela, lutarei por esse filho. Pois ele é meu filho.
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