Consequences of a Dangerous Game
18 My particular Galaxy.
Notas iniciais

Sakura’ s POV
E foi aí que reparei, nunca tínhamos ficados tão próximos, rosto com rosto, eu podia analisar cada traço de sua face, mesmo que fosse me odiar depois, seus olhos eram mais misteriosos, mais obscuros de perto, seu nariz é fino, suas sobrancelhas combinam perfeitamente com seus olhar inquisidor, seus cabelos estão bagunçados, sem ordem, sem destino, apenas uma imagem totalmente natural e incrivelmente atraente, o que me leva a direcionar meus olhos a seus lábio, finos, rosados e convidativos....
E foi aí que me perdi, e inconscientemente fui me aproximando, assim como ele, um espécie de imãs, um inegável sentimento de atração, um querer avassalador, e fomos chegando mais e mais próximo, até que pude sentir seu cheiro, uma cheiro amadeirando, forte e marcante, um cheiro de…. Perigo, alertando minha mente e meus sentidos que quem deveria seduzir era eu, e não ser seduzida....
Assim, desviei de seus lábios e fui em direção a seu pescoço, deixando um casto e simples beijo próximo de sua orelha, onde por fim, sussurrei:
— Hoje não, Uchiha.
...
Sakura’ s POV
Sábado-1 semana depois do início das apostas;
— Please, wrap your drunken arms around me, And I'll let you call me yours tonight…— É a quinta vez que essa música toca dentro do carro, a quinta vez que eu começo a cantar junto, a quinta vez que me perco nos mesmos acontecimentos.
Mas o fato de a melodia se repetir, demasiadas vezes não me incomoda, essa música reflete totalmente minha situação, ele tem que me dar o que eu quero, para que eu posso dar o que ele gosta.
Mais precisamente, preciso descobrir e desvendar todos os mistérios que o acerca e de quebra, destruir seus sentimentos e expor o verdadeiro Sasuke Uchiha para todos os alunos, é isso que quero.
Porém, necessito saber do que ele gosta, já me disseram que ele é feito de: “Álcool, sexo e barulho.” Bem, se isso é verdade, vamos descobrir durante a execução das apostas.
Cuz' slightly broken is just what I need
And if you give me what I want
Then I'll give you what you like
Bom, enquanto as respostas não chegam a mim, vou continuar escutando minha música e pesando na vida, afinal, dizem que dirigir distrai a mente e nós possibilita uma desconexão com os problemas que nós afligem, isso é verdade, mas bem que as outras passageiras desse carro poderiam se manifestar, uma conversa, uma simples troca de palavras, seria aprazível, só que isso está quase impossível de ser realizado.
Já que Temari, sentada ao meu lado, está muito mais ocupada olhando a paisagem pela janela, como se ver a selva de concreto que é Manhattan fosse muito interessante, e eu sei que não é, por isso, tenho certeza que ela está pesando e sei bem no que, ou em quem ela está a pensar, e a outra passageira, Karin, acho que a ruiva está inquieta demais até para respirar, digamos que bom, hoje ela vai acertar as contas com um certo alguém.
Voltando a música, é como se a melodia me abraçasse e permitisse que eu navegasse e me perdesse em devaneios, pensamentos, reflexões....
Quer dizer, vocês deves estar se perguntado o que aconteceu depois daquilo.
Devem estar pensado, que ele me pegou de jeito, e nós beijamos até o ar faltar, transamos loucamente e depois confessamos nossos sentimentos mútuos....
Porém, não foi bem isso, digamos que foi lago mais, mais, constrangedor que isso....
Please, tell me I'm your one and only
Or lie, and say at least tonight
I've got a brand new cure for lonely
Bom, eu, bem, eu vomitei.
Sim, lá estava minha pessoa seduzindo meu alvo, a minha aposta, até que aquele cheiro forte, marcante, começou a embrulhar meu estômago, me deixando tonta e vacilante, e foi assim que despejei toda minha última refeição sobre aquela cama de hospital e não foi só isso, pois depois de tudo, simplesmente apaguei.
Não me lembro de porra, porra nenhuma.
O que só aumenta aflição, quando acordei estava deitada sobre minha cama, totalmente agasalhada, usando outras roupas, roupas limpas e com um puta ressaca, tendo apenas na memória os acontecimentos antes do vômito.
E o melhor, não sei quem me ajudou, ou seja, não sei que além do Uchiha, e seus amiguinhos sabem sobre esse erro.
Talvez eu devesse parar de beber....
Por algumas semanas....
É uma boa pedida.
— And if you give me what I want, Then I'll give you what you like. When you turn off the lights, I get stars in my eyes, Is this love? Maybe someday, So, don't turn on the lights, I'll give you what you like.— Continuei a acompahar a música.
Deixando a melodia invadir minha mente e dissipar todas as preocupações....
Por hora, porque toda essa vibe calma e tranquila vai acabar mais tarde.
Emotions aren't that hard to borrow
When love's the word you've never learned
And in a room of empty bottles
If you don't give me what I want
Then you'll get what you deserve
When you turn off the lights
I get stars in my eyes
Is this love?
Maybe someday
I've got the scene in my head
I'm not sure how it ends
Is it love?
Maybe one day
So don't turn on the lights
I'll give you what you like
I'll give you one last chance to hold me
If you give me one last cigarette
By now it's early in the morning
Now that I gave you what you want
All I want is to forget
When you turn off the lights
I get stars in my eyes
Is this love?
Maybe someday
I've got the scene in my head
I'm not sure how it ends
Is it love?
Maybe one day
So don't turn on the lights
I'll give you what you like
E foi assim, a voz da Avril preencheu cada espaço desse carro, até eu avistar a fachada do café onde ela trabalhava, a pessoa com quem Karin vai finalmente tirar essa história a limpo.
Coffee&Music, esse era o nome do local, devido as infinitas variedades de café e doces a venda, e claro, pela música ao vivo durante o final de semana, e você poderia escutar o que quisesse, era só colocar uma moeda na máquina e fazer a escolha , talvez uma coisa antiquada, mas é de certa forma vintage e aconchegante, e foi isso que me trouxe ao café, precisava espairecer meus pensamentos, andava muito pilhada, assim como hoje, e aqui que vim parar, acabei tomando um cappuccino e comendo a melhor torta de chocolate da cidade, não foi só isso, também conheci ela, que tocava e anda toca e canta durante os finais de semana.
Digamos que esse lugar foi um caixinha de surpresas, inclusive pra Karin, quer dizer, de certa forma eu me sinto culpada, culpada pela confusão de sentimentos que a Pimenta enfrenta hoje, no fim das contas, fui eu que a apresentei a Melinde, fui eu que fiz elas se conhecerem, se tornarem amigas, mas não me culpo por elas terem se apaixonado, ou pelo menos acreditarem que se amavam. Tudo aconteceu muito rápido,e acredito que foi a Karin que se interessou primeiro, afinal, em um certo momento peguei-a indo ao café mais de duas vezes por semana, sendo que ela, no mínimo, odeia cafeína, e quando menos esperamos, lá estavam elas ficando, saindo, indo a encontros, sendo vistas juntos, quase sempre, o que surpreendeu a todos, afinal, até dado momento, acreditávamos que a Linde seria só mais um passatempo da ruiva, e qual não foi o tapa na nossa cara, quando 6 meses depois, descobrimos que elas estavam namorando.
Pois é, mas isso nunca foi muito bem esclarecido, até hoje. Certo dia, quando já desconfiávamos que aquilo já tinha virado um namoro, estávamos na piscina, quando a Karin empurrou a Melinde pra dentro d’água, o único problema era que ninguém sabia que a Linde não sabia nadar, a partir daí a confusão foi grande, terminado em Karin se jogando na piscina para salva-la e qual não foram as primeiras palavras dela quando se recuperou do susto, Melinde simplesmente disse:
— “Que espécie de namorada é você, queria me matar, antes de contar que estamos juntas, baby?”
E foi dessa maneira, um tanto quanto estranha que descobrimos o óbvio....
Olhar para essa fachada de cores pasteis, com o letreiro colorido e atrativo, torna tudo mais nostálgico....
E olhe só eu, que apenas assisti essa relação se desenvolver do começo até aqui, estou sentindo isso, imagina a Karin, que assim como eu, também encara o estabelecimento com certo pesar, mas não só uma estabelecimento, mas um ponto fixo. Lá estava ela, com os marcantes cabelos cacheados, utilizando uma camiseta de banda, calças justa as coxas fartas e os famosos e inseparáveis coturnos, sentada em uma mesa de certa forma afastada, apresentando uma postura nervosa, o que já era de se esperar. E é aí, dessa forma que notamos o quanto essas duas são opostos, Karin, que vem atrás, está usando uma cropped preta, juntamente com a saia de mesma cor, aberta, dando uma ar de menininha inocente, seus cabelos ruivos se comportam em uma trança de lado, e por fim, está calçando um tênis escuro, formando a imagem perfeita da Karin, bonita, arrumada, impecável, mas não tão confiante como antes, acho que no fim, ela realmente cometeu o erro de se apaixonar e olhar para esse local, e saber que aqui, onde tudo começou, pode ser o local onde tudo vai acabar, deve ser no mínimo, desesperador.
Acredite, eu sei o que é isso, passei por isso, vivi isso, me deixei apaixonar, nutri sentimentos por anos, anos e mais anos por uma mesma pessoa, até que finalmente consegui que ela me notasse, e começamos um relacionamento. E sabe o pior, o pior era que tudo aquilo que imaginei por anos, ruiu, nunca existiu, não passou de um belo conto de fadas da minha cabeça. A realidade nunca vai ser tão boa quanto a imaginação.
Por isso, independente do que ela decidir fazer, vamos estar lá para apoia-la. Assim, como estiveram para mim.
Não só eu, como todas nós e o Sai, afinal, hoje também vamos nos reunir, dessa vez na nossa casa, é preciso revelar como anda a execução de nossas apostas....
O que me lembra do episódio do hospital, ou seja, todas vão descobrir meu surto, e com certeza me julgar até a próxima reencarnação, mas bem....
Deixemos isso pra mais tarde, agora, preciso fazer a Karin ir até lá, não pode observar de fora pra sempre.
Porém, antes que eu pudesse encoraja-la a enfrentar seus demônios, Temari, que até dado momento permanecia presa em seu mundo, falou algo em seu ouvido e ela pareceu se libertar do transe, como se a Karin confiante e determinada estivesse de volta.
E foi com esse semblante que ela abriu a porta, e partiu em direção a uma decisão, mas antes, ela se virou pra mim, como se pedisse forma, e eu apenas sorri, e assenti com a cabeça.
...
Fazia cinco minuto que havíamos deixado a Karin.
A música continuava a mesma, e eu, bom continuava aérea, mas agora com um novo objetivo, passar no posto, abastecer o tanque e comprar sorvete.
Dessa forma, poderia abastecer meu vício em doces.
Seria uma coisa linda de se ver, já estava tudo no esquema, passar no posto, ir para casa, conferir a comida para reunião, onde provavelmente a Ino e a TenTen já devem ter voltado do colégio, ambas tinham assuntos a serem resolvidos lá, coisa que até agora, ninguém sabe do que se trata, o Sai também já deve ter voltada da tarde de compras com a Hinata, aqueles dois, são viciados em compras, e mais compras, e quando alo se compras, mãos vão das mais ortodoxas, digamos, que bem, eles vão a SexShops, e o resto, o resto tirem suas próprias conclusões.
Mas como nem tudo saí como planejamos, na hora que ia trocar a música, precisava de uma coisa mais animada para entrar ritmo da avalanches de perguntas que viriam a seguir, na reunião, Temari, bateu a mão na minha e desligou o som, enquanto dizia:
— Precisamos de silêncio para conversar, Saky.
...
10 minutos.
Estamos a 10 minutos em frente ao posto e nenhuma de nós duas começamos as perguntas.
O que só duplica minha ansiedade, afinal, ela sabe de alguma coisa.
E estava só esperando a hora certa para me confrontar.
Mas será que.......
Não, não pode ser, foi ela….
Me viro para encarar seu rosto e prontamente, ela já joga na minha cara.
— Sim, é exatamente isso que você está pensando, fui eu que tive que sair cedo, em um domingo, para socorrer minha amiga completamente destruída pela álcool e que acabará de vomitar e desmaiar no hospital, como se a enxaqueca que eu estava sentindo, não fosse problema suficiente, agora me diga, pode me explicar que porra você estava fazendo lá? Pelo que eu sei, sua pessoa destrambelhada odeia aquele garoto, e bom, ele não morre de amores por tu.... QUERO RESPOSTAS!!! – Disse, claramente irritada, com certa indignação, e bom, eu realmente devia explicações a ela.
— Olha, Tema, eu queria começar as apostas logo, sabe, por nosso plano em prática, eu precisava fazer algo e agi por impulso, foi um erro, um terrível erro meu, mas tenta entender, o que ele fez ano passado comigo, com todo mundo, saber que poderia começar a me vingar, era como se um peso tivesse se esvaindo de minhas costas aos poucos. – Revelei enquanto, apertava a barra do moletom turquesa que eu usava.
E foi aí que me surpreendi, ainda de cabeça baixa, senti os braços longos e finos da loira a minha frente me acercarem, aquilo era um abraço.
Paralisei.
Temari era a pessoa que tinha mais aversão a abraços e contatos físicos, pelo menos em público.
E por ironia do destino, aqui está ela, me abraçando forte e falando palavras inimagináveis......
— Tudo bem, Saky. Eu entendo seu lado, apenas precisava de uma explicação. No fundo, tenho que confessar, meu desejo por vingança também é forte, vivo e doloroso.... Porque mesmo sobre trancos e barrancos, mesmo que tudo não passasse de uma aposta, mesmo que tudo tenha começado errado, eu acabei me apaixonando por ele. Eu me deixei levar, fui pega e sofri e não vou continuar mentindo pra você e nem pra mim mesma, ainda sofro. Assim, pode ficar tranquila, não contei nada pra ninguém, quem tem que fazer isso é você.
Após fazer tais confidencias, ela soltou o enlace e sorriu simples, começando a contar, outro fato, no mínimo intrigante, com um nova e recente empolgação.
— Há e outra, não sabe que cena eu vi.... Não me contaram, não me mostraram, eu vi, um certo moreno aparentemente preocupado com um ser de cabelos rosas, ou melhor, um casalzinho aí, como a cama estava suja, ele estava sentado no sofá, apoiando sua cabeça nas pernas dele, e o resto do corpo disposto sobre o móvel. Quem visse de longe acharia que vocês formavam o casal mais apaixonado do mundo.
Travei.
Como assim o Uchiha preocupado comigo, ele me odeia, nos odiamos, será que aquele estranho, mais atrativo momento mudou, nem que seja um pouco, sua concepção sobre mim?
A dúvida preencheu meus poros, precisava saber mais sobre isso, mas, antes que eu pudesse perguntar alguma coisa, saber mais, a Temari já estava abrindo a porta do carro e já estava fora, me dando um tchauzinho e dizendo, frases como: “Não esquecerei o sorvete, agora vá abastecer a porra desse carro”, ou, “Não enlouqueça, tudo será esclarecido”, “Vou comprar salgadinhos também, alguma preferência?”, “Volto logo, nem pense em fazer alguma besteira”, e foi assim que vi a silhueta demarcada pelas calças justas e uma camiseta de basquete a lá Temari, dessa vez, do Miami Heat, juntamente com um vans cinza.
...
Temari’ s POV
Eu odeio o barulho desses sininhos.
Poupe-me, ninguém aqui é um boi, uma vaca, ou qualquer animal que precise sinalizar onde está.
Por isso, a calmaria na qual eu me encontrava se esvai, assim, só penso em encontrar o que preciso o mais rápido possível. Achar, pegar e sair, esse é o meu lema, rápido, prático e fácil.
...
Bom, parece que deixei todas as minhas regras de lado, já que estou plantada na frente do freezer que abriga os potes e mais potes de sorvete, a no mínimo, 10 minutos.
Quer dizer, está difícil escolher aqui, é uma variedade, mas no fim, acabo pegando o tradicional e saboroso baunilha.
Após pegar tudo, uma variedade de doces e salgados, começo ame dirigir até o caixa, porém, uma coisa me chamou atenção.
Uma pequena prateleira repleta deles, lotada de caixas pretas e verdes portando, o nome grande e garrafal: Lucky Strike, e foi aí, aí que eu errei.
Na ânsia de sentir o cheiro, só mais uma vez, mesmo que fosse me destruir mais ainda, eu precisava sentir, ele tinha esse aroma. Uma fragrância mentolada, forte, marcante, no começo, eu demorei a me acostumar, mas depois, simplesmente me viciei.
Um vício que vai me custar minha sanidade, pois assim que levo o cigarro ao nariz, escuto alguém falar próximo a meu ouvido, me fazendo arrepiar da cabeça aos pés, como só ele fazia.
— Então você ainda gosta desse cheiro? Mas que pra que se limitar ao curto e sutil cheiro desses cigarros, quando podes simplesmente virar e me abraçar, sentir o cheiro da fonte, me diga Coala? – Gelei, na mesma hora deixei a embalagem deslizar sobre meus dedos, aquele mesmo timbre, aquela voz rouca, esse apelido, só ele me chamava assim.
Ainda estática, me virei, encontrando um Shikamaru normal, jeans surrado, tênis escuros, e indiscutível e reconhecível casaco vermelho do time de basquete, casaco esse, que me aquecia durante nossos encontros ,altas horas da noite depois dos treinos......
Mas, mas, ele continua tão, boni....
Chega, chega Temari, ele te destruiu, não baixe sua guarda agora.
— Hahahahahahah.....Hahahahahah.....Primeiramente, não me chame de Coala, você não tem tal direito, segundo, que história é esse de falta do seu cheiro, está maluco? Eu odeio tudo relacionado a você, especialmente o seu cheiro, cretino. – Consegui dizer, porém, cada palavra que saia parecia uma grande mentira, porque de tudo, tudo que eu mais adorava nele, era esse cheiro, esse meu maldito e real vício.
E como se não bastasse, ele no lugar de virar as cotas e ir embora, esse garoto joga as coisas que estão em minhas mãos e me segura forte pela cintura, dizendo:
— Coala, não seja assim, eu sei que você não esqueceu de mim, do meu cheiro, da minha presença, do meu beijo, de tudo... Acha que não estou vendo que ainda usa o colar?! E sabe, acho que nunca te disse o porquê dele, o motivo é, eu sempre amei os seus olhos. Eles são tão vivos, tão brilhantes, tão verdes, toda vez que nos encontrávamos, queria apenas a passar horas, horas e mais horas te encarando, encarando os seus olhos, era como seu eu pudesse viajar pra outra galáxia, pra outra dimensão, onde os problemas, bem os problemas se resumiam a pó, mas só porque você, você estava lá Coala, sendo minha galáxia particular.
Estou petrificada, e como não bastasse, ele continuou.
— Por isso o colar, um pingente de galáxia, colorido, misteriosos, particular, era pra te lembrar que não importava onde você fosse, Coala, você seria a minha galáxia particular.— Terminou, apertando ainda mais seus dedos sobe a minha cintura e iniciando uma serie de beijos castos e simples em meu pescoço.
Ainda tentando me situar depois disso, me deixei levar pelo momento, nãos ei se foram as palavras, o colar, o seu cheiro, eu só seu que eu caí, mas não por muito tempo.
Pois ao movimentar minha cabeça, eu vi, vi que lá fora, estava estacionado o mustang vermelho, presento do meu querido irmãozinho, o prêmio daquela bendita aposta e como não fosse suficiente, no banco do passageiro, esbanjando o uniforme de líder de torcida, o belo par de seios e os inconfundíveis cabelos ruivos, lá estava ela, Tayuya, a vice-capitã das líderes de torcida, apenas atrás da Ino, claro, a ruiva número dois do colégio, já que a primeira, era a Karin, e pra completar o pacote, a ex do garoto que me mantinha presa sem seus braços e que antes, eu estavas sentindo saudades, a gora eu só sinto repulsa.
Na mesma hora, me afastei dele, pegando as coisas no chão, e me direcionando a porta, sem não antes dizer:
— Como você tem a coragem de se aproximar, tentando me seduzir e falar tais coisas, quando ainda tem esse carro? E o melhor, com se não bastasse, levando a sua ex no banco do passageiro?! EU CANSEI DISSO SHIKAMARU, ERA E SEMPRE VAI SER ASSIM, VOCÊ GANHA PONTOS COMIGO E PERDE PONTOS COMIGO, SEMPRE FAZENDO ALGO DE BOM, PARA DEPOIS ME DESTRUIR COM AS SUAS MERDAS... Quer saber, pega esse colar, e encontre a sua nova galáxia.... Apenas me aguarde.
Depois disso, comecei a ir em direção ao caixa, joguei uma quantidade claramente exagerada de dinheiro, peguei algumas sacolas e coloquei guardei todas as compras.
Fui andando rapidamente em destino ao carro, tentado a todo custo não liberar as lágrimas grossas e insistentes que teimavam a cair.
E mesmo tentando, não foi possível segura-las, elas caiam, prontas pra jorrar, e me acompanharam até o carro, onde abri a porta com força e joguei as compras no banco traseiro….
E foi aí, aí que comecei a derramar cada lágrima guardada, cada mágoa escondida, cada dor reprimida.
E isso se sucedeu, até a Sakura, que me olhava com aflição desde o momento que entrei no carro, disse:
— Que porra aconteceu, eu já ia te chamar para irmos, a Karin ligou, disse que precisava de nós, urgentemente e agora você, justamente você está chorando como um bebê, me diga o que aconteceu? – Perguntou verdadeiramente preocupada, a única coisa que pude responder foi:
— Ele aconteceu.
...
Continua
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