Consequences of a Dangerous Game
3 Lembranças do nosso começo.(Parte 2)
Notas iniciais
Azarada. Eu sou completamente, fodidamente e realmente azarada.
Eu encaro meu reflexo no grande espelho do banheiro feminino, pensando em como fui me meter nessa merda, no primeiro dia de aula. Isso vai da assunto, no mínimo, até o final dessa semana. Ótimo. Lá se vai um início de ano letivo tranquilo. Parabéns, Sakura, você fudeu com tudo. Tudo isso, resultado da minha curiosidade exagerada, juntamente com minha língua afiada, agregado ao combo das atitudes impulsivas, que me meto e levo as outras juntas, porém não me arrependo de nada, absolutamente, nada. Então acompanhe agora, como servir de entretenimento na hora do almoço, tente você também, aproveite:
Enquanto, eu e as meninas comíamos e conversávamos, resolvi dar mais uma olhada pelo local, mesmo mais calmo, a parcela feminina parecia esperar algo acontecer, eu via olhares de esperança, ódio, desejo, curiosidade e principalmente ansiedade. Todas essas emoções transmitidas pelos diferentes olhos dessa cantina, jogados sobre a mesa do sucesso. Outra encarada minha para eles, dessa vez eu observo atentamente os olhos negros, agora ele está a conversa com o ruivo, Gaara. Parecem estar combinado algo, muito entretidos, daria tudo para saber o que eles conversam, só que sou péssima em leitura labial, mas estou o fazendo mesmo assim, me julguem, sou curiosa.
Semicerro os olhos, na tentativa de focar o meu olhar, tomo mais um gole da minha bebida, e tento entender alguma palavra daquela conversa, interessantíssima, aos meu ver, até que... Porra...
Acabo de derrubar, meu amado milk shake de cappuccino na minha maldita roupa. O que você acha da combinação: calça branca com milk shake? Eu odeio, principalmente quando é na minha calça.
O que foi narrado acima é simplesmente a consequência dos meus atos, mais precisamente da minha curiosidade, simples: Eu fui pega pela segunda vez, somente hoje, encarando a mesa do sucesso, dessa vez em dose dupla, o moreno e o ruivo notaram indiscrição cometida por mim.
Quando notei que fui pega observando-os, de novo, eu dei um solavanco na cadeira e acabei derrubando a minha amada bebida.
Enquanto amaldiçoava a porra toda, por ter me sujado, além de ter atraído a atenção de todo mundo daquele bendito refeitório, com o grito fino que soltei, após contemplar a sensação horrível daquele líquido gelado e espesso sobre o tecido da calça.
Imagine a situação: sua calça branca está completamente suja, todos os olhares estão direcionados há você, em consequência do fino grito que acabará de soltar. De quebra o ruivo e o moreno me encaram com sorrisos discretos e zombeteiros, por saberem o porquê da barra que eu estava vivenciando, naquela cadeira, em uma bendita mesa do refeitório.
Mas, como tudo que está ruim, ou melhor péssimo, no meu caso, pode piorar, eu vejo a vergonha que eu estou passando se multiplicar por mil, quando alguém da mesa do sucesso, faz um comentário suficientemente alto, para a massa de pessoas desviarem o olhar sobre mim e o observar.
-Isso que dá Rosinha, ficou encarando demais, acabou toda molhadinha...- Os olhos negros, que eu passei a odiar, fez esse comentário totalmente maldoso, sobre meu estado realmente molhado, porém, não como sua mente depravada interpretou.
Após o que foi dito, um barulho estrondoso de gargalhadas e risadas escandalosas se iniciou na cantina. As meninas, depois de notarem e entenderem a situação, olhavam para mim, com olhares que transmitiam força e apoio, coisas que eu realmente precisava no momento.
Se passaram alguns minutos, o barulho estridente começou a diminuir. Estava chegando hora de dar o troco, se ele acha que eu vou sair correndo e chorar feito uma menininha indefesa, está totalmente errado, acredite, eu não nasci pra aguentar nada calada, nada. Então eu disse:
— Estava encarando mesmo, mas era para saber se quem te comia era o loiro ou o ruivo, passivo de merda. – Depois da minha resposta mais que altura, as risadas que antes estavam quase cessando, se multiplicaram e o barulho ficou ensurdecedor.
Eu sentia os olhares do ruivo, do loiro e dos olhos negros, cheios de fúria sobre mim, eles estavam totalmente incrédulos, eu também diria constrangidos. Mas se pensam que acabou outro, erro.
-Há, se eu estou realmente molhadinha, como você pensa, pode ter certeza que não é por você, até porque, não gosto de pau pequeno.
Tipo o seu. — Completei, o que levou até os meninos da mesa do sucesso caírem em altas risadas, menos ele, que me encarava com um ódio palpável.
O grande final começa agora. Me levantei e comecei a me despir. Sim, me despir, você não leu errado.
Em meio aquele ambiente embriagado de risadas, comentários sarcásticos e piadas sórdidas, comecei a retirar meu moletom cinza, coloquei-o sobre a mesa, revelando a fina regata vermelha, que usava por baixo, e me pus a abrir os dois botões da minha calça, nem tão branca agora, com uma mancha marrom enorme devido ao milk shake derramado.
Enquanto eu retirava a peça suja e ainda fria do meu corpo, aos poucos revelando minhas cochas, juntamente com as calcinha branca de renda que eu vestia. Recebia um enxurrada de olhares, com mistos de emoções, altamente variadas.
Desviei meu olhar para a mesa do sucesso e pude ver suas reações, totalmente espantados e incrédulos, principalmente ele.
Ao voltar meus olhos, para as meninas, elas expressavam belos sorriso cúmplices e maliciosos, esperando só o que eu ia fazer e fiz.
Agora, só de regata, calcinha e com botas de cano curto pretas, peguei o moletom amarrei na cintura, cobrindo parcialmente minha bunda, apanhei a calça e comecei a caminhar em direção a mesa dos malditos, mas antes eu precisava de algo, parei em frente a quatro meninos, cheguei no ouvido de um deles e sussurrei que precisava de algo que ele tinha. O garoto foi bonzinho e me deu o que eu precisava, em troca o puxei para um simples beijo e pronto, retribuído o favor. Eu queria o copo de café fumegante, que ele tinha em sua frente.
Depois, continuei a caminhar em direção a eles.
O clima naquele refeitório estava palpavelmente tenso, ansioso e curioso. A cada passo que eu dava, eu me aproximava mais do meu objetivo, a vingança final. Continuei andando, determinada, até que finalmente cheguei onde queria.
Aqui estou eu, na frente do meu algoz, olhos negros, vai se arrepender de te brincado comigo...
Encaro-o por alguns segundos, dou um volta, observo os alunos na expectativa do meu próximo passo. É agora. Seguro fortemente o copo fumegante na minha mão, e me preparo.
-Que sirva de exemplo- Falo alto o suficiente, para todos se situarem, não se brinca comigo, enquanto despejo o líquido quente e escuro sobre as pernas do Black White, escuto ele gritar e me xingar de tudo, porém não me afeto, mais que merecido.
— Parece que não sou só eu que está molhadinha agora, babaca. Talvez esse seu pau murcho se levante, depois dessa esquentada.
Disse por fim, joguei minha calça suja, que estava carregando na minha outra mão na, cara do imbecil, dei mais uma olhada para o refeitório e desviei o olhar para as meninas, que sorriam radiantes diante do meu feito.
Voltando ao resto, alguns riam, outros observavam desacreditados e algumas mesas batiam palmas, talvez eu tenha os vingado, por seu problemas passados, com o mesmo garoto que eu achei ter os olhos mais bonitos, ledo engano. A carcaça está maravilhosa, porém o interior está podre.
Caminho agora me direção a saída, mais antes, a cereja do bolo: tiro meu moletom, que está na cintura, apoio em meu ombro e falo:
Acharam que eu não ia mostrar minha bunda hoje? Aproveitem. — Depois, dessa frase, eu saio da cantina em direção ao banheiro, afinal alguém tem que se recompor, acredite, esse alguém, sou eu.
...
-Sakura, Sakura, SAKURA, ME ESCUTA- Corto minhas lembranças, sobre o nosso começo, e desvio meu olhar, que estava focado no meu reflexo estampado no espelho, do meu banheiro, fiquei tão absorta em pensamentos que acabei me esquecendo de terminar de pentear os cabelos, realmente eu sou um comédia.
Quando me viro, encontro Ino, com uma carranca enorme, nós devemos estar realmente atrasadas, para justamente ela ter vindo me chamar, afinal quem geralmenteatrasa é ela.
-O que foi, porca? –Perguntei.
-Estamos atrasadas, dona Sakura. – Respondeu-me.
-Eu sei, eu sei.
-E você ainda nem terminou arrumar esses seu cabelos, vamos. Falou a loira me apressando e saindo do meio da porta, onde estava parada a alguns segundos.
Saio do banheiro, ela não está mais no quarto, deve ter decido, é melhor eu me apressar, senão eu vou ter que escutar malditos sermões, principalmente da Hinata, ela quer ser perfeitinha demais, mal sabe que eu sei das suas fantasias sexuais....
Opa, mais antes de terminar, de pentear o meu amado cabelinho, eu tenho que fazer uma ligação, ou melhor duas.
Espero que elas me atendam, afinal, são peças importantes no joguinho especia, que eu estou preparando.
Continua
Fale com o autor