Consequences of a Dangerous Game
25 Bloody smile.
Notas iniciais
Hinata’ s Pov
— Senta, Hyuga. Não vou te morder. Uma conversinha não vai fazer mal, não é mesmo?! – Escutei sua voz exageradamente rouca, carregada de cinismo.
Balancei a cabeça positivamente, caminhei lentamente até a cadeira. Sentei-me, confortavelmente.
Encarei seus olhos penetrantes, a espreitar de meus passos e disse:
—Uzumaki, sem rodeios. Você está em minhas mãos!? E sabe disso.... A propósito, você gosta de sorvete de chocolate?
...
Em algum lugar de Manhattan.-
Pessoa 1 — Porque você demorou tanto para me trazer isso? Não podemos perder essa oportunidade.
?- Não tem o rosto dela, como pediu. Mas com certeza, a dona dessas tetas vai saber que é ela.
Pessoa 1- Muito bem, hora do segundo post do The Little Secrets.
...
Hinata’ s Pov
Ele me encarava, consternado.
Parecia que quem se atrevesse a desviar o intenso contato visual, sairia perdedor.
Seus ombros estavam tensos, os movimentos inconstantes de suas falanges sobre a superfície da mesa, deixava claro seu...
Medo.
Naruto estava com medo, porque se antes ele tinha a teoria quase certa que eu estava com a foto, agora o garoto tinha certeza.
Respirando fundo, o Uzumaki finalmente quebra o silêncio.
— Ok, vou ignorar o quanto importuna e louca você pode ser. Acha realmente que vim falar sobre sorvete?! Pois bem, gosta de ser direta, também gosto... Vamos, quanto queres pela fotografia? Não interessa, o que você pedir será seu... – Disse, com um tom demasiado sério. Parece que a brincadeira acabou.
Penso. Será que eles acreditam que o dinheiro pode lhes dar tudo?
Bom, mesmo que apreciasse ter uma grana extra, meu deleite vai ser muito maior, quando o Uzumaki estiver em minha cama, implorando por mais.
Mais.
Muito mais.
No entanto, vamos ter paciência.
Ele parece um filhotinho assustado, segurando uma gorda carteira, com dólares e mais dólares aparentes.
Sua angústia em relação a minha postura silenciosa, é definitivamente gratificante.
Hora da diversão.
— É mesmo, Uzumaki. O que eu pedi você vai me dar? Tudo? Absolutamente tudo? – Pergunto ansiosa, quase não contento meu prazer.
E ele assente.
— Mas se o que quero não pode ser comprado?! Apenas oferecido... – Inquiro, e ele está tenso novamente.
— Como assim? Você poderia parar de fazer tudo isso um joguinho e ser clara? Me diga, o que você quer? – Falou completamente angustiado.
Ok, era hora de revelar minhas intenções nada puras.
— Quer saber o que quero? Escute e aceite. Eu quero respostas. Porque você não fica com morenas? Qual é a dessa obsessão por loiras com grandes peitos? – Pude ver sua respiração pausar, seus olhos procurarem um saída, uma última luz antes de entregar-se a mim, seu carrasco.
— Então é isso que você quer? Sabe o quão suja é essa situação?! Você fica por aí, com essa pose de menina recatada, submissa e educada, não parecendo mais que um mero fantoche nas mãos da Haruno...Mas no fim, aquela garota criou bem suas marionetes...
Espera...Quem era o Uzmaki para falar sobre marionetes, ou mesmo sobre Sakura?
Não poderia ficar calada em frente a tamanha hipocrisia.
— Pare. a SÓ CALE A MALDITA BOCA! NÃO VOU ACEITAR ALGUÉM COMO VOCÊ, FALAR SOBRE MORALIDADES COMIGO! Não interessa como eu ajo ou deixo de agir, se uso uma máscara e teço um papel na frente de todos, sua pessoa não pode, não tem e nem vai ter algo que revele o meu eu. Mas, se não parar com essa petulância, jogo todo esse lance pro alto e faço muitas cópias dessa foto.... Os corredores vão ficar abarrotados, com a figura dessa moça. –Tive que interromper seu discurso hipócrita e deixar bem claro, que a partir daquele momento, eu estava no comando.
Sua postura e altivez, se esvaíram, rapidamente, com minhas recentes palavras.Como disse, ele é do tipo medroso.
Os melhor tipo para ser domesticado, mas os mais entediantes.
— E tem mais, a partir de agora, você está sobre meu domínio. Vai estar a minha disposição para absolutamente tudo, tudo que eu mandar. Não quero ver você com ninguém mais...Não enquanto esse lance durar, e se desobedecer. Já sabe quais serão as consequências? — Disse por fim, e ele concordou com visível desgosto.
Ele com certeza será um bom submisso, afinal, não tinha outras escolhas. O Uzumaki sabia que não tinha como escapar, pelo menos, não nesse momento. Porém, pude ver um recente e cintilante brilho de determinação em suas orbes claras.
Por um segundo, minha confiança caiu...
Mas ela logo voltou mais forte, o que esse pequeno filhotinho medroso poderia fazer?Não tinha o que temer...
— Bom, se você não tem mais nada a fazer aqui, pode ir embora. Só volte quando eu precisar de seus serviços. – Resolvi dar um fim nessa conversa.
Tenho muito coisas para fazer.... Muitos documentos à ler.
No entanto, uma dúvida começou a pairar sobre minha mente, quando ele soltou um sorriso irônico e disse, com um ar de vitória:
— Não tão rápido, Hyuga, acredito que vocês do grêmio estavam precisando de um novo tesoureiro... Pois bem, a diretora me mandou aqui, então vamos ter paciência, você vai ter que me aturar por muito tempo...
Amaldiçoei aquela velha mentalmente.
Depois dessa, não tem como negar...
Isso não vai acabar nada bem.
Mas quem disse quem disse que finais trágicos nãos são bons?
...
Temari’ s Pov
Sexta-feira-Colégio-Estacionamento – 6:02 p.m
Minha mãe, antes de morrer, era uma mulher muito sábia.
Ela sempre me falava que às vezes, é preciso de aliados para conseguir sucesso. Mesmo que isso fosse contra seus conceitos, as mudanças eram necessárias para alcançar certos objetivos.
E bom, aqui estou eu me rendendo. Sempre preferi trabalhar sozinha, mas, nessa situação,não existe ninguém melhor que ela para me levar a vitória.
Só que se esse alguém não aparecer em 10 minutos, não vai ser em que vou esperar.
Principalmente quando a atual situação climática não colabora. O vento gélido congela meu dedos, sinto minha espinha virando picolé, duro e frio.
Se pelo menos esse moletom fosse um pouco maior... Bendita hora que sugeriram um casaco sem bolsos, foda-se o efeito visual, só queria estar aquecida. Mas é claro, que aqueles infelizes, iriam escolher o que as “Melões” gostariam.
Bom, antes que se percam, esse casaco é o do clube de jornalismo, ele é cinza e com “To write is to live”, escrito em letras garrafais... E seria perfeito se tivesse bolsos.... No entanto, as “Melões”, um grupo de líderes de torcida, peitudas e "alegres", que participam da equipe, burras como... Ok, sem estereótipos, resolveu que seria melhor um casaco sem bolsos... E como os jornalistas são formados por nerds, virgens e outros afins, já deu para entender de que lado eles ficaram.
Mas, mudando de assunto, minha sorte pode ter acabado de mudar. Escuto risadas e gritos vindo da entrada do ginásio.
O treino havia acabado. Agora era só esperar a cabeleira loira, sempre amarrada, aparecer por aqui.
Só que, esqueci que sou Temari no Sabaku, as coisas não podem ser tão simples assim. O local vai sendo esvaziado, primeiramente, com o mar de jogadores, altos, fortes e robustos, juntamente com algumas líderes de torcida a tira colo.
Rolo meus olhos pelo aglomerado de pessoas, e eles focam em uma imagem, que certamente, gostaria de não ter visto.
Lá estava ele, Tayuya não estava em seu pescoço, dessa vez era outra. Uma ruiva baixinha, com o cabelo curto e repicado, adorável.
E lá estava eu, em um impasse de encarar e ignorar. Mas, minha curiosidade acaba vencendo e escolho encarar.
E se arrependimento matasse...Ele virou subitamente e me viu. Sua postura ficou tensa, seu braço que jazia na cintura fina da ruiva pendeu para o lado. Nós encaramos por longos segundos... Até que ele falou algo no ouvido dela, a mesma sorriu e seu grande corpo veio em minha direção.
Definitivamente, porque deuses?
A cada passo, minha mente tentava fazer minhas pernas não virarem gelatina, mas estava difícil.
Usando o maldito casaco vinho do time, ele carregava um sorriso zombeteiro no rosto.
Faltava poucos passos e ele chegou, com o mesmo sorrisinho de canto.
Inferno de dentes perfeitos.
— Não esperava te encontrar aqui. Principalmente, nessas temperaturas, você sempre disse que odiava frio. Aqui, pegue o casaco, ele é reforçado, seu corpo vai estar em uma temperatura agradável logo...
Como ele ousava brincar com minha cara dessa forma?
— Pare, Shikamaru. Não preciso que desvie o caminho que escolheu para pagar de bom moço. Fica com a porra do casaco, tenho mais o que fazer... A propósito, poderia sair do meio? Estou esperando alguém.
E sua postura gelou, o sorriso e tom descontraído foram embora, junto com suas hospitalidade.
— Como assim alguém? Do time? Por favor, Temari, sabemos que você não é o padrão dos caras. Se está tentando me fazer ciúmes...
Meu Deus!! Como eu posso ainda estar apaixonada apor uma pessoa com esse tipo de pensamento?
— Por favor. Escuta o que você está falando. Padrão? Que se foda a porra do padrão, o mundo não gira ao redor de você, por isso, só vai embora. Por favor. –Disse tristemente, mais uma decepção. Quer dizer, eu não queria mais uma motivação, mas depois disso, tenho certeza de minhas futuras escolhas.
Retiro meus olhos de sua imagem, e avisto o alguém. Finalmente, poderia ir embora, para longe dele.
Longe de toda essa merda.
Comecei a correr.
Cada passo me levava para mais longe dele.
Desse inoportuno pesadelo, com ombros largos e sorriso perfeito.
Mas antes que pudesse alcança-la. Meu corpo bateu duramente com uma montanha de músculos.
E fui ao chão, por conta de uma montanha que tinha cabelos ruivos e uma carranca na cara.
Era meu irmão.
Ele me encarava.
Inexpressivo.
Senti minha cabeça se chocar com certa intensidade no chão, meus olhos ficaram pesados, uma poça vermelha se formava, e tudo ficou preto.
...
Enfermaria- Colégio-7:15 p.m
Escutei pequenos ruídos ao fundo.
Minha mente ia entrando nos eixos aos poucos.
E os sons foram se tornado altos gritos.
— Vamos, porque ainda está AQUI? Só vou falar mais uma vez. Por que você ainda está aqui?!NÃO DEVERIA NEM SE DAR ao TRABALHO... FICOU LÁ, APENAS PARADO FEITO UMA ESTÁTUA SEM CORAÇÃO, PORQUE É ISSO QUE VOCÊ É...ELA É SUA IRMÃ GAARA...AQUELE SANGUE,OS GRITOS...
Tentei forçar ao máximo minha confusa mente, no ímpeto de identificar a voz. Apenas poucos segundos foram necessários...
Era o timbre rouco de Shikamaru. Gritando completamente consternado, com meu irmão, esse que estava de cabeça baixa.
Escutando. Sem reações, gritos, exaltações.
Nada. Como um corpo vazio, vazio e sem vida.
Desviei da figura sombria, e notei, um pouco afastada da confusão, estava Ino. Indo e voltando em um passo incansável, em busca de calma e serenidade.
O que claramente, ela não estava tendo.
E os gritos de Shikamaru continuaram...Minha cabeça latejava...A inquietação de Ino me deixava zonza...Estava tendo um colapso interior...Só queria silêncio, só queria pensar, mas com essa algazarra...
—PAREM. – Gritei enquanto tentava me sentar. Minha cabeça latejava mais e mais. Meu corpo parecia uma grande monte de merda.
Na mesma hora, todos me encaram pasmos. Gaara, estranhamente parecia aliviado, mas só parecia. Logo depois de conferir meu estado, simplesmente com olhar, partiu fora do local.
No entanto, uma presença lá fora atraiu minha atenção.
Ela era baixinha, com os cabelos castanhos, dispostos em um corte curto e displicente. Trajava calça, botas e camisa preta, com um sobretudo, também preto, parcialmente aberto. Quando Gaara se aproximou, falou algo no ouvido dela. A mesma sorriu e eles partiram na escuridão.
Isso estava estranho.
Mas voltando par ao interior da sala...
Shikamaru, parecia em transe. Sua expressão era indecifrável, até que algo aconteceu.
Um coisa muito, muito...Peculiar.
Segundos antes, ele me encarava fervorosamente e agora, eu sentia seus forte braços aos meu redor, me espremendo em um abraço.
Pousei meu rosto em seu pescoço e deixei que me abraçasse. Mas claro, não retribui.
E porra, o cheiro continuava igual. Menta e madeira.
Era confortável. Me fazia lembrar muitas coisas, coisas que eu deveria esquecer, guarda no fundo das minhas lembranças.
Por isso, tomei um atitude.
Afastei seu corpo. Ela parecia não querer soltar, mas, não era hora de ceder.
Já longe do meu corpo, mais deixando aquele cheiro marcante em mim, ele me encarava, com pesar.
Balançou a cabeça, tirou o casaco do time e foi embora. Em um pedido mudo para que eu fizesse uso.
E estava mais frio ainda.
Peguei a peça e coloquei delicadamente. Minha cabeça ainda parecia um bigorna, estava tão pesada.
Já aquecida, comecei a encarar sua postura inquieta. Até que ela diz algo.
— Ok, olhe pra mim. – Ainda embebida por um sentimento desconhecido, Ino finalmente resolveu falar alguma coisa.
Notei sua expressão contrariada. E foi aí que me toquei. Ela tinha visto tudo, tinha perguntas a fazer, e eu tinha algumas umas repostas para dar.
Infelizes respostas.
Mas era necessárias, só assim ela aceitaria me ajudar.
...
A rua estava mais que tranquila. Não havia nenhuma movimentação considerável.
Apenas meu carro parado no encostamento, na frente de nossa casa, com uma pessoa sedenta demais por respostas para esperar.
Devo assumir que foi difícil convencer Ino a me deixar dirigir, mas é claro que eu tinha batido a cabeça, no entanto, não estava louca de deixar a loira dirigir.
Ainda tenho amor ao meu carro e principalmente a minha vida.
No entanto, ela só concordou em me deixar assumir o volante, se esclarecesse suas dúvidas o mais rápido possível.
Por isso, estamos onde estamos agora.
Seus olhos azuis me encaram minuciosamente. Como uma harpia pronta para dar o bote. E ela dá. Morde bem em minha jugular e me deixa vazia, quando diz:
— Primeiro, quero saber o que estava fazendo na escola aquelas horas? Pelo que sei, o clube de jornalismo acaba por volta de 5:45... Segundo, eu observei e seu primeiro contato com ele, você estava visivelmente irritada e foi embora, míseros instantes depois, lá estava o seu corpo...Jogado no chão, com sangue esvaindo da cabeça. E devo dizer, a expressão que seu irmão assumiu...Ele parecia um boneco sem vida, vazia por dentro e por fora. –Falou com o tom inquisitório. Bom, não posso falar nada.
Em uma situação, parecia eu estaria na mesma posição.
Superei profundamente, contei até três e despejei tudo sobre ela.
— Eu queria sua ajuda. Na verdade, não queria, ainda quero.
— Você, Temari no Sabaku querendo ajuda? Isso é novo. Parece que está encrencada...E talvez possa te ajudar...Se terminar de contar, claro. –Ela me interrompeu, mexendo em alguns fios soltos de seu cabelo.
Isso era um sinal. Ino estava ansiosa.
— Bom, lá estava eu esperando você aparece depois do treino, até que vi Shikamaru saindo com uma ruiva a tiracolo e..
— Você ficou com ciúmes. – A loira me interrompeu, novamente
Bufei.
Se ela não ficasse quieta, nunca vou chegar aonde quero.
— Bom, se você ficar calada, posso terminar...- E a Yamanaka assenti freneticamente. Continuei. –Devo admitir que me senti incomodada, mas pelo menos não foi a Tayuya, no entanto, não consegui controlar meus impulsos e fiquei encarando o “casal”, até que ele notou minhas encaradas nada discretas e veio ao meu encontro. Começou a falar coisas que realmente não queria saber que ele se lembrava, porém, tentei enxota-lo dizendo que estava esperando alguém... E foi horrível. Shikamaru pensou que era um de seus companheiros de time e jogou na minha cara que eu não era o padrão. Que se foda o padrão. Meu sangue ferveu e saí correndo. E bom, estamos aqui. –Resumi rapidamente, querendo pular a cena da enfermaria.
Só que conheço Ino. E ela não pulou os recentes acontecimentos da enfermaria.
— Bom, muito esperta querendo fazer de conta que o show da enfermaria nunca existiu...Mas não vou cobrar nada sobre isso, pelos menos, não hoje.- Ela disse enquanto tirava o celular do bolso, conferiu seu rosto, sorriu para si mesmo e disse confiante.
— Eu sei do que você precisa, e sei que esse alguém sou eu. E verdadeiramente, nunca vou ter um prazer maior que te ajudar. Porém, quero detalhes. Do que precisa necessariamente? – Falou na medida que seus olhos azuis assumiam um tom determinado, e me inspecionavam de cima a baixo. E parecia não ser nada bom... Afinal, sua cabeça balançava em negativa constantemente.
Respirei fundo novamente. Talvez eu me arrependesse...
Mas já estou aqui, e não vou voltar atrás.
— Ino, preciso que você me torne...Aí, não acredito que vou falar isso. Eu preciso ser sensual. Sexy, ousada e atrativa. Preciso que me coloque na equipe de líderes de torcida, preciso está em alta pelos corredores, preciso fazer aquele garoto pagar cada humilhação que ele me fez. E não, não quero ser o padrão. Desejo ser o diferente, o instigante, mas nunca deixar de ser eu mesma. — Disse cada palavra olhando em seus olhos. Acompanhando cada reação de seu corpo, e bom, ela sorriu radiante.
Só que logo esse sorriso se desfez e uma postura sagaz dominou seu corpo.
— Bom, terei o prazer de transformá-la em algo inimaginável, mas o que ganharei em troca? – Ino disse maliciosamente.
E foi minha vez de sorrir. Era a vez de minha cartada.
— Você tem o belo carro azul que seu pai te deu a dois anos atrás, e bom, eu sou a filha do dono da maior concessionária Japão-Estados Unidos do país, a No Sabaku, e bem...Posso transformar aquele carro em uma máquina de corrida, arranjar um instrutor que possa te ensinar a dirigir sem destruir as ruas da cidade e de quebra te inserir no mundo das corridas. Tudo isso, se você me ajudar. Uma singela e benéfica troca de favores, o que me diz?
E foi naquele momento, que eu sabia que tinha vencido essa pequena batalha.
Ino sorriu novamente e disse um alto e sonoro sim.
Era oficial, as apostas tinham começado, pra mim e pra ela.
E eu estava sedenta por vingança.
...
Ino’ s Pov
Sábado- 9:55 p.m
A ameaça de morte era evidente. Temari iria pegar meu corpo e pica-lo em pedacinhos, jogando os pedaços pelas ruas de New York.
Eu estava muito atrasada. Bom, talvez o fato de ter começado a trabalhar na mudança de visual da Tema, tenha me tirado algumas horas de sono...
Mas aquelas botas, elas eram tão bonitas...Precisava de todas elas em meu closet. No entanto, para chegar a usar pelo menos metade delas, vou precisar me acalmar.
Corrida e escada são duas palavras que não veriam estar na mesma frase.
Por isso, respirei fundo e desci cada degrau com graça e leveza...Com uma postura de uma verdadeira modelo...Talvez alguma habilidade herdada de minha mãe.... O que não faz diferença, porque ela está longe demais par ver...
Termino o último degrau, e tento dispersar tais pensamentos. Por hora, já tenho provações demais para enfrentar.
Esclarecendo, uma Temari soltando fumaça pelas narinas, sentada duramente sobre o sofá da sala. Usando uma calça jeans comum e uma camiseta de alguma banda desconhecida, com botas pretas e rusticas nos pés, e um novo curativo em sua cabeça... Ela com certeza anda passando tempo demais coma Melinde.
E falando em Melinde, faz tempo que não há vejo. Desde o conflito com a Karin e aquela namoradinha dela.
Qual era mesmo o nome da namorada?
Carmélia?
Carla?
Camila?
Já sei...Carmem?!
— Finalmente Yamanaka. – Tive o fluxo de meus pensamentos interrompidos pela voz nada branda de Temari.
— Pensei que tinham te assassinado dentro daquele quarto. E se tivesse, eu teria te ressuscitado, só para ter matar de novo. Inferno, eu disse 9:30. Mas já era de se esperar. Vamos, antes que eu desista. –Ela completou, confirmando minha teoria. Ela estava puta. Por isso, resolvi apenas segui-la, e saber para onde essa confusão me levaria.
Mas com certeza, seria interessante.
Muito interessante...
...
Os zumbidos da cidade deixavam tudo mais real. O prédio enorme, com detalhes em metal e vidro, com um grupo de seguranças de terno e expressões séria lá fora.
Tomei um gole de meu cappuccino, com grandes pedaços de chocolate, boiando sobre o líquido quente. E sim, consegui fazer Temari parar em um Starbucks e ela mesma me comprar uma bebida.Mas como? Nada que a promessa de deixa-la ficar com algumas de suas peças roupas atuais, não resolvesse. Porque grande parte do que ela chama de roupas, vai pro lixo.
Levei o copo mais uma vez a boca, o gosto doce me acalmava. Mas pude sentir a ansiedade assumir minha vias sorrateiramente.
Continuei vidrada na arquitetura do local, até que senti a pesada mão de Temari me arrastar pelo local.
Conferi minha aparência pela entrada cercada por vidro espelhados.
A escolha de um jeans de cintura alta, uma blusa de mangas compridas na cor rosa, e um salto nude, nunca pareceu tão certa.
E logo fiquei encantada. Cada passo que eu dava, via aquele lugar se tornando mais e mais belo.
Vários carros espalhados, de todas as cores e modelos, o cheiro de couro me deixava extasiada.
Haviam muitos vendedores, e pessoas interessadas em carros e mais carros.
Era simplesmente instigante.
Até que paramos. E tudo ficou estranho.
Tomei mais um golo da bebida.
A porta de mogno, tinha o nome “ Senhor Kankuro no Sabaku”, com “Presidente”, logo abaixo. Mas não foi isso que me chamou tanta atenção, e sim, quem estava sentado, ou melhor sentada nas cadeiras de espera do lado da sala.
Ignorando completamente, o aviso em cores gritantes na parede, que proibia fumar no local. Ela tinha um cigarro pousado em sua mão direita, e uma latinha de coca na esquerda. Usando um regata branca, com alguns colares, tendo estranhas chaves como pingente e um incontável número de anéis nos dedos pálidos, além da justa calça de tecido preto e os coturnos negros nos pés. Trajando o mesmo sobretudo de ontem, jogado em uma cadeira do lado, e com os cabelos mais arrepiados e rebeldes hoje, lá estava ela em sua plenitude.
E bom, mesmo não querendo associar, se ela estava aqui...
Ele deveria estar em algum lugar...
Foi quando escutamos gritos vindo da salas com porta de mogno, e eles ficavam mais e mais altos.
Os olhos ter Temari estavam arregalados, ela estava tremendo dos pés à cabeça.
E bom, eu não estava em situação melhor.
E já a desconhecida de cabelos castanhos, parecia plena em sua cadeira.
Mas como poderia estar plena em uma situação como essa?
Tudo estava em caos. Estava completamente paralisada. Até que vi Temari entrando na sala de supetão.
Não puder ver o que estava acontecendo lá dento, a porta se fechou bruscamente logo em seguida.
Minhas mãos já estavam soando, meus dedos inquietos...
Estava perdida, com um copo de cappuccino na mão e sem saber o que fazer...
Mas,
Mas,
Mas...
Não poderia continuar a ser uma covarde, eu era forte.
Inspirei o máximo de ar possível e fui em direção a porta, ia abrir em um rompante, quando ela se abre, e ele saí de lá.
Sinto o copo com líquido ainda fumegante, deslizar de minhas mãos, subitamente. Molhando a parte da frente da calças escura que ele veste e respingando a bebida amarronzada pra todos os lados.
Estou apavorada.
Ela pragueja baixo, dando um assustador soco na porta de mogno...Como se estivesse tentando aliviar a dor de ter sexo queimado por cappuccino quente.
Logo depois, pude ver seu punho direito respingando sangue, bem como uma mancha roxa na maçã direita de seu rosto e um corte no canto da boca.
Com os cabelos avermelhados totalmente bagunçados, trajando um camisa social branca, com os punhos dobrado até os cotovelos, repleta de respingos de sangue e de certa forma molhada de suor, demarcando seu torço musculoso e suas inúmeras tatuagens
E mediante a essa imagem pra lá de intrigante, ele me encarava com ódio. Mais que palpável, materializado em finas agulhas que estavam perfurando minha pele e a deixando quente.
Quente como o inferno. Ele me analisava de cima a baixo, parando em meu rosto. Seu olhos parecem expressar um divertimento quase sádico. Até que ele sorri, diabolicamente, com o sorriso manchado do sangue que sai do corte no canto de sua boca e foi. Foi...
Bizarramente belo. Só que tudo parou. Quando ele se aproximava cada vez mais, a essa altura, já tinha me esquecido como se respira. Só estava existindo, e ele se aproximava.
Mas, esse jogo de gato e rato durou pouco. Logo ele me encurralou na parede, seus braços estavam posicionados próximo de meu pescoço.
E bem, se ele tentasse me estrangular ali mesmo, ela faria. Não duvido.
Mas sabe o que ele faz? Pragueja baixo, novamente, e bate o mesmo punho, já machucado na parede. E jorra mais sangue por sua mão.
Sinto as gotas dançando sobre minha bochecha e vejo ele abrindo mais um de seu sorriso macabros...
Até que ele coloca a mão no bolso de sua calça e retira algo, levanta mão fortemente em direção ao meu rosto e...
...
Continua
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