Consequences of a Dangerous Game
23 Baby ass.
Notas iniciais

Hinata’ s Pov
Tiro o aparelho do bolso.
E tinha muitas mensagens do grupo.
Passei o olho por elas, tentando entender que merda era aquela.
Até que vejo um link, o link de um blog: The Little Secrets, mas que porra de nome é esse.
E foi aí que eu cliquei no link, e porra.
Em letras garrafais estava escrito:
“Se você entrou aqui, você pode ser apenas um curioso ou um vítima minha. E caso você seja apenas um curioso, aproveite o show, as máscaras começam a cair a partir de agora, e se você é uma vítima, pode ter certeza, você não será o único.
Aguardem, e escondam bem seus segredos, eles estão próximos a cair.
Beijinhos, My Little children
Snake hunters.
Eu não podia acreditar, eu não queria digerir isso, e foi assim que cliquei no vídeo....
Meu corpo travou, minhas pernas congestionaram, eu não sabia mais o que era respirar, e foi aí...
Que eu tropecei.
Porém, não foi com o chão que meu corpo sentiu o contato, foi com braços fortes e certeiros.
E um pouco atrevidos, que seguravam fortemente minhas coxas.
Ainda assustada com a quase queda. Meus sentidos ainda se encontravam uma verdadeira confusão, minha cabeça, meus lábios estavam secos.
Até que abri meus olhos, e a única coisa que pude ver, foi o quanto o mundo estava de brincadeira com minha vida.
— VOCÊ?
...
Hinata’ s Pov
Estava travada.
Completamente, estática.
Meu olhos encaravam aquelas duas orbes azuis incessantemente. Nossos corpos ainda estavam embolados no chão. Suas mãos fortes pressionavam minhas coxas intensamente.
Era uma cena constrangedora para quem visse de fora, mas era simplesmente viciante.
Eu e ele travamos uma pequena disputa, olho no olho, quem cederia primeiro?
Seus cabelos dourados estavam ensopados, creio que dá água do mar, seu torso estava nu, coberto de areia e olhando de canto de olho, podia ver uma prancha de surfe na cor laranja vibrante, com estranhas raposas desenhadas na superfície do material.
E junto com a prancha, pude observar um álbum de fotos.
Estranho.
Voltando para seu rosto, pude ver seus malditos e brilhantes dentes bem alinhados em um sorriso sacana. Imbecil, ele tem charme e sabe usá-lo.
Mas não comigo, ele não passa de um jogador.
Devolvi o sorrisinho sacana, pronta para encerrar tal disputa, até que uma voz muito familiar ecoou ao fundo.
“Olha só, se o nosso Nejizinho não tem um bumbum de bebê...”
No mesmo instante, o menino a minha frente se sobressaltou e me largou bruscamente.
Num piscar de olhos, ele se levantou e já estava com meu celular na mão, com a expressão agora séria, escutei risadas e outros tipos de brincadeiras vindo do aparelho.
A cada segundo, sua face ia criando uma carranca pior, o que definitivamente é atípico para alguém como o Uzumaki, sempre esbanjando um sorriso alegre demais, para qualquer um.
Com cuidado, consegui me levantar, notando meu novo machucado no joelho.
Merda, praguejei mentalmente, no mesmo passo que pegava meu fone jogado no chão, que provavelmente se soltou na queda.
Com o fone na mão, e um joelho latejando um pouco, esperei o garotinho a minha frente devolver meu celular.
E lá veio ele, com toda sua pose, pegou meu pulso grosseiramente e colocou o celular em minha mão.
— Nossa, que rude, pra que tanta agressividade,bebê? — Não ia ficar calada em frente a tamanha afronta, ele tem que saber com quem está se lidando.
— Bebê? Me respeita, garota. Aposto que isso aqui que acabei de ver é obra sua e daquelas cadelas descontroladas, não é? – Retrucou com ódio palpável, como se estivesse pronto para arrancar minha cabeça fora.
Mas ele vai me escutar.
— Escuta aqui, seu puto, acha mesmo que eu e minhas amigas temos algo a ver com isso? Desculpe, mas ainda não chegamos nesse nível...E mais, se acha tão inteligente, porque acha que tropecei? Foi por causa desse vídeo, babaca. – Disse, insana de raiva. Ele não poderia chegar acusando sem provas.
O garoto não me disse nada, me encarou novamente, e balançou a cabeça.
Foi se afastando rapidamente, pegou a prancha e o estanho álbum de fotos e correu.
No entanto, o pequeno Naruto, nessa sua correria desnecessária, acabou deixando umafotografia cair....
E por uma mera coincidência, eu a encontrei.
Me aproximei, e o que estava registrado na foto seria meu mais novo trunfo.
Sinto muito Sakura, mas não vai ser eu que vou ter o nome de um da mesa do sucesso tatuado no corpo.
Olho a fotografia mais uma vez, comemoro mentalmente, mas logo minha rápida felicidade se esvai.
Esse vídeo ia gerar um grande problema.
Dobro a foto, guardo no sutiã, e logo em seguida disco o número de Tenten.
Poucos minutos depois, ela atende.
— Alô? Já acabou o treino?
— Escuta, esquece o treino, venha me buscar, temos problemas.
...
Naruto’ s Pov
Alguns minutos depois- Outro lado da cidade.
Corri.
Corri muito.
Mesmo com a prancha embaixo do braço e o álbum de fotos na mão, eu precisava ser rápido.
Avistei minha Ford Ranger 2016, na cor laranja, estacionada próximo ao calçadão da praia.
Contrapondo, todo esse alvoroço e exaltação, necessitava parar uns míseros segundos para admirar essa nova belezinha. Com quatro portas, pneus exageradamente potentes e com uma cor vibrante e metalizada, que esbanja todo luxo e poder dessa preciosidade.
Esses é um dos benefícios de ser o filho do “maior arquiteto de Manhattan, Minato Uzumaki, casado com a bela e jovial Kushina Uzumaki, estilista reconhecida internacionalmente.”
Isso é o que dizem, e verdadeiramente não posso discordar. E tudo seria perfeito, se esse casal exemplo para toda sociedade norte-americana, não tentasse impor seus padrões quadrados sobre o filho adolescente, um loiro bronzeado, que só quer fazer o que mais gosta: surfar.
E no caso, o filho sou eu. Meus pais não são ruins, longe disse...Mas, quando aqueles dois querem decidir o rumo que vou seguir da minha vida, eles se tornam insuportáveis, só quero que isso acabe, só quero ser livre.
Bom, enquanto isso não acontece, é melhor eu parar de devanear no meio da rua, enquanto me perco em pensamentos, a bunda branca de Neji, está virando notícia.
Coloco a prancha na parte de trás da caminhonete, dou a volta e abro a porta do motorista, jogo o álbum no lugar do passageiro, e admiro mais uma vez a Kurama. Antes que pergunte quem é Kurama, é o meu lindo e exuberante carro.
Não me julgue, homens são estranhos.
Pronto para sair, seguro a chave com um chaveiro rosado do Patrick, Bob Esponja, e me lembro o quando isso pode parecer infantil, para um garoto de 17 anos, mas, por favor, sem comentários, um homem pode ter seus gostos peculiares.
E com esses pensamentos peculiares, me lembro da face horrorizada do pequeno Neji Hyuga, quando descobriu que o sacana do Sasuke ia castiga-lo, por ter se mantido de boca fechada durante o jogo.
O que não foi nenhuma novidade. O Uchiha, mesmo sendo meu amigo, não vale muita coisa. E por isso mesmo, aproveitou o estado caótico do Hyuga para induzi-lo a tal ato.
Ainda consigo me lembrar de suas palavras embebidas de embriaguez e malícia, era algo como: “Neji, meu menino Neji, adivinha quem perdeuuuuu? Você mesmo…Ninguém mandou ficarrrr de boca fechada, agora faça-me o favor, vai tirando essas suas roupas que hoje a sua pessoaaaa vai nadar peladinho na àgua gelada da piscina. Vamos, vai logo, queremos eternizar sua bundinha de bebê…”
Na hora, devo assumir que foi estupidamente engraçado, todo mundo riu, e se divertiu, porém o nosso inferno começou quando o inteligente do Sasuke resolveu filmar tudo, o que gerou o famigerado vídeo.
O vídeo, ainda me pergunto como essa filmagem caiu nas mão de alguém?! Será que aquela branquela da Hyuga estava falando a verdade? Não sei, aquele covil de cobrinhas...
Pensando bem, tudo isso ocorreu depois daquela ligação estranha pro Sasuke....
Será que isso está relacionado? Mas é claro, só falta saber quem é?
Preciso falar com o Uchiha, agora, e como se os deuses estivessem conspirando a nosso favor, escuto o toque baixo de meu celular, abafado pelo pequeno compartimento que se encontra guardado.
Pego o aparelho e vejo o nome de meu amigo brilhando cintilantemente na tela.
Coloco no viva-voz.
— Naruto, fala pra mim que você já está sabendo as porra do blog e do vídeo vazado do Neji? – Sua voz soou no alto falante carregada de irritação.
— Sim, cara. E você nem imagina como eu descobri isso, já ia e ligar pra falar sobre...Olha, acredito que isso já passou pela sua cabeça, mas não acha que aquelas cadelas descontroladas tem algo por trás disso? — Perguntei, cauteloso.
— Claro que sim, aquelas cobras, no entanto, não posso acusar nada sem provas, mas não se preocupe, hoje uma cobra cor-de-rosa vai me dar satisfações, por bem ou por mal.
...
Sakura’ s Pov
— Escola. – Segunda- Feira. – 8:15 a.m
Odeio.
Odeio acordar cedo. Principalmente, quando o começo da semana começa tão turbulento.
Eu não precisava de mais um problema batucando na minha cabeça. Apostas, Sasuke Uchiha, Hospital- com Sasuke Uchiha, e agora isso.
Maldito blog, infeliz vídeo.
Quero saber quando esse garoto começou a dominar meus pensamentos, e por favor, eu não estou apaixonada. Ele é só a fonte de meus problemas, meu grandes problemas. No fim das contas, não é possível se apaixonar por alguém que não se conhece. E era isso, isso que eu precisava fazer com o Uchiha.
Conhece-lo até seu último segredo, para no final iludi-lo amorosamente e destrui-lo socialmente. A pergunta é como vou fazer isso?
Depois do fatídico episódio do hospital, nenhuma aproximação aconteceu... Talvez devesse beber um pouco, assim a coragem surgiria entre os goles de tequila...
No entanto, é melhor eu esquecer da bebida por uns dias. Tenho um novo assunto a resolver.
E é com esse tal pensamento que entramos no colégio, e bum. É como se uma atração à parte hoje, claro que não me admira.
Todos os alunos conhecem nossa duradoura recha com os meninos da mesa do sucesso.... E bom, o suspeito número um dos recentes acontecimentos,com certeza é o nosso seleto grupo.
No entanto, não temos nada a ver com isso. Sinto muito dizer. Mas ver aquele vídeo do Neji Hyuga, o engomadinho bonito demais para um babaca, perdendo sua compostura e pose arrogante foi um belo presente par meu ego.
E falando em Neji, dou poucos passos dentro do colégio e vejo ele e seus grupinho sentados no local de sempre, rodeados por puxa-sacos e líderes de torcida. E foi épico, se tivesse sido combinado, não teria sido tão perfeito.
Todos desviaram seus focos para nós, não só eles, como todos os alunos que já estavam presentes na entrada.
Grande parte das meninas, nós encaravam com um olhar de agradecimento. Muitas vítimas do Neji, suponho. Os meninos, tinham sorrisos agradecidos, pois muitas vezes, perdiam suas namoradas par ao charme barato desses garotos. No entanto, mal sabem que nenhuma de nós temos alguma cosa haver com isso.
Porém, não sou eu que vou desmentir esse boato. Que deixe rolar, quero ver o circo pegar fogo.
Falando em fogo, sinto minha garganta queimando. Preciso de líquido.
Desvio o caminho tradicional que faria, e vou em direção a uma máquina de snacks e bebeidas, perto do bebedouro. Escolho uma boa e velha coca-cola, e espero a latinha descer.
Alguns segundos se passam, e escuto o alumínio se chocando com o metal. Minha boca já salivava pela presença do líquido doce em minha boca, porém, quando fui apanhar a latinha, um mão grande e pálida apanhou a lata pra mim.
Me virei rapidamente e me deparei com olhos azuis conhecidos e uma montanha de longos e lisos cabelos loiros. Era Deidara com seu típico sorrisinho malicioso segurando algo que viria a me ajudar, não só a mim, como a instável Karin, ainda balada com o recente termino.
— Saky, eu ia cabular os dois horários de educação física hoje, mas acordei cedo só pra te deixar essa bendita chave. –Disse com uma falsa irritação.
O loiro era vice-presidente do clube de fotografia, ou seja, meu assistente e braço direito nesse projeto.
Sim, sou a líder do clube de fotografia. E esse garoto já quebrou uns galhos pra mim. Sempre com esse jeito malandro e galanteador barato, trazendo uma animação exacerbada par ao clube.
— Dei-Dei, você sabe que eu te amo, né? –Às vezes precisamos dissimular para conseguir o queremos. Me aproximei dele, e num rápido movimento catei a chave e a coca.
Comecei a correr em disparada, antes que ele percebesse minha jogada.
Já no final do corredor, pude escutar sua voz ao fundo, gritando coisas como: Volta aqui, sua descolorida maldita!! Você me paga, Rosinha.
E assim, com um sorriso no rosto, coloquei a chave no bolso e abri a coca, indo em direção a sala de fotografia.
Ainda tinha alguns minutinhos, antes da aula. Era o tempo perfeito para conseguir o que queria.
...
Coloquei a coca no chão. Limpei a umidade de minhas mãos, soltada pela temperatura da latinha e peguei a chave.
Um pequena e prateada chave. Me aproximei da fechadura e pronto: porta aberta.
Entrei rapidamente, correndo os olhos pelo local, um pouco escuro eu diria, mas com diferentes tipos de câmeras, belas fotografias tiradas pelos alunos e uma máquina de café para as horas necessárias. Joguei a chave em algum lugar e voltei para buscar a coca, e foi nesse momento que escutei um barulho.
O corredor estava vazio.
Talvez seja coisa da minha cabeça.
Entrei novamente e procurei, procurei, até achar um caixa com câmeras especificas...
Câmeras pequenas, compactas, perfeitas para fotografia e filmagens com total descrição.
O equipamento perfeito para colocar a aposta da Karin em ação. Essa belezinha vai ser perfeita para flagrar as putarias que o Suigetsu anda fazendo com a Senhora Moore e o restante do time.
Dei mais um gole na coca, e a coloquei sobre a prateleira. Guardei a câmera em um pequena caixa. Joguei dentro de minha mochila, peguei a latinha, pronta para ir embora com um sorriso no rosto, afinal, missão cumprida.
No entanto. Antes que me virasse, escutei a porta batendo fortemente e o som de um trinco fechando.
Meu corpo transbordava nervosismo, respirei fundo e me deparei com o causador de minhas recentes dores de cabeça.
Uchiha Sasuke, com uma expressão de vitória no rosto. Usando o casaco
vinho, do time de basquete e balançando da chave da sala com ironia.
E foi nessa hora que descobri que estava encurralada, presa pelo meu próprio carrasco.
Respirei.
Ou pelo menos tentei respirar.
Essa situação tirou todo meu foco, não sabia como agir, como escapar dessa armadilha.
E ele, ele só piorava. Me encarava na mesma posição. Não se mexia, não se movia, esperava que eu fizesse algo.
Mas fazer o que?
Deixei uma profunda lufada de ar escapar.
Contei mentalmente até três, e coloquei uma faceta debochada. Mesmo que a tensão dominasse meus sentidos.
— Nova moda, Uchiha? Manter mocinhas indefesas em cativeiro? Em? Vai ficar só parado aí, idiota?! — Provoquei com a voz transbordando escarnio.
E ele riu. Não um riso discreto, ele rio por alguns minutos, escandalosamente, assustadoramente.
— “Mocinha indefesa”, você? Haruno, por favor, vamos cair na real, de todas as garotas que eu poderia trancar comigo em cativeiro, a primeira opção jamais seria você... Sua pessoa está aqui, não pelo que você é, mas pelo que suponho que sabe. – Disse com uma tom jocoso que meu deu ânsia.
Como vou fazer esse menino se abrir pra mim, deixa-me conhece-lo a fundo, faze-lo se apaixonar por mim. Isso é uma missão impossível.
Parabéns, você está em maus lençóis, Sakura.
Fico em silêncio, esquematizando como vou jogar com ele, até que consiga pegar a chave e sumir desse lugar.
Olhei para meu relógio, a essa hora, as aulas já devem ter começado.
O que só agrava a situação. Dessa vez, eu realmente me meti em merda.
— Uchiha, garotinho inocente, suponha que eu saiba de alguma coisa, do que se trata, querido? — Retruquei no mesmo tom jocoso, mas no fundo, estava na dúvida se ele tinha descoberto sobre as apostas, ou era sobre o maldito blog e o vídeo da bunda branca do Neji.
— Não se faça de sonsa, sua cobra. É claro que você sabe o que estou falando. Primeiro aquela ligação, depois o tal blog, e por último o vídeo do Neji vazado – Falou em tom acusatório.
Mas que ligação é essa? Dessa parte eu não sabia.
— Escuta aqui, babaca, eu não sabia de ligação nenhuma, e quanto ao blog, o vídeo, soube disso quando veio à tona, como todo mundo. Por isso, baixa esse tom, não tenho nada a ver com isso. Melhor dizendo, não tenho mais nada pra fazer aqui, me dá essa chave....
— NÃO! ME LAR...
— Isso, caladinha. Agora vamos conversar de verdade.
A lata de coca estava no chão, com um poça de liquido âmbar escorrendo sobre o azulejo, a chave, antes na mão do Uchiha, estava próxima a porta, o que mesmo em meio a essa caos, eu tinha um chance de sair.
Claro, se o garoto a minha frente, não tivesse com o joelho no meio da minha pernas, impedindo movimentos bruscos, assim como sua destra segurava minha cintura fortemente, e a esquerda tapava minha boca com força, estava imobilizada, sentindo a temperatura fria da parede nas minhas costas.
Minha sentença foi decretada. O que poderia fazer?
Sentia sal respiração quente batendo em meu pescoço.
Eu estava em choque.
Minha pele absorvia sua lufadas de ar quentes, sobre a pele sensível de mel pescoço. Vasculhava o local em busca de fuga, meu batimentos desregulavam, era o ápice da tensão.
Meu corpo sofria um pane completo, quando escutei sua voz rouca aranhar minha pele.
— Sabe, Sakura, se você fosse sempre caladinha desse jeito, sua pessoa se tornaria mais tragável. E considere isso como um elogio. Agora, você vai me escutar. Primeiro vamos as novidades…Sei como esse sei clubinho tem membros seletos, mas parece que alguém como eu, claro que teria uma vaga aberta, não é mesmo? Bom, pelo menos foi o que aquele loiros estranho disse, e nada que um investimento em dinheiro não ajudasse. Pode me agradecer de antemão, eu como novo membro da equipe, vou fornecer o melhor em tecnologia fotográfica da atualidade....
Meu corpo estava rijo.
Como o Deidara permitiu a entrada desse cretino? Não isso só pode ser brincadeira...
— Há, faltou o melhor: Vou poder vigiar cada passo seu dentro dessa sala, por isso, cuidado com o que fala, o que faz, e até o que pensa. A partir de agora, serei como sua sombra. – Sussurrou, rente a meu ouvido.
Cada palavra dita com uma acidez, uma raiva, uma amargura.
Eu só queria escapar. Me debati, tentei me mexer.
Porém, o Uchiha é o capitão do time de basquete, ele não tem menos que 1,90 de altura, seus ombros são largos e me escondem quase que completamente. E mesmo envolta por tudo isso, me sentia frágil, porque ele me fragiliza e me quebra as poucos.
Se eu continuar aqui, não sei o que pode acontecer.
Agora, o Uchiha passeava seu nariz por meu pescoço. Porque? Estou confusa e assustada.
- Pessoas como você, não poderiam cheirar tão bem... – Mais um sussurro.
Eu precisava escapar.
Senti um alivio quando sua mão relaxou em minha cintura, era hora.
Me preparei, consegui acertar uma joelhada no meio de suas pernas, ele me soltou e para completar o ataque, dei uma cotovelada eu seu maxilar.
Pulei a poça de coca, apanhei as chaves, tentando manter minhas mãos paradas, sem tremer. Vendo seu corpo agonizando no chão e com medo de represálias, consegui abrir a porta e corri, corri como nunca.
Cheguei no banheiro, fui na cabine mais próxima e descobrir como é respirar tranquilamente e livremente, outra vez.
...
Continua
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