Consequences of a Dangerous Game
14 A aposta que envolve Sasuke Uchiha.
Notas iniciais

Sakura’ s POV
— Muito bem dito, Loira. Agora, imagina Sakura, na minha opinião, você ficou com o pior deles, com certeza o mais complicado e complexo da mesa do sucesso. Se sua pessoa, conseguir, pelos menos, conversar com ele, sem criar confusão, já é demais. Por isso, antes de tudo, boa sorte, mas do que todas, vai precisar muito. Agora, decidiremos, o seu futuro, venha aqui Ino. – Sai concordou com ela. Ou seja, agora, saberei qual vai ser meu carma, até o natal.
Será que vou conseguir?
O que vão planejar?
...
Eu odeio esperar.
Principalmente, quando meu destino, está sendo decidido por uma loira vingativa e um cara, que não tem pena de jogar com as melhores cartas que tem.
E como se não fosse suficiente, já se passou 1 hora.
Sim, exatamente 60 minutos que estou me martirizando, não só internamente, como externamente.
Já se foram minhas unhas, estavam tão bonitinhas, queria elas tivessem passado mais tempo grandes.
Mas, foi impossível, a aflição é maior que a estética, definitivamente.
Corro meus olhos pela sala, Karin, ainda dorme serenamente, como se não existisse problemas no mundo. Como se a ex dela, não tivesse supostamente traído ela, uma pergunta ainda sem resposta, mais uma questão preocupante.
Hinata, observa as unhas, tão longas, bonitas, bem cuidadas. Vou nem mentir, estou com inveja.
Já TenTen e Temari, estão vendo alguma coisa muito interessante na tela do celular, já que apresentam olhares vidrados na tela.
Enquanto isso, Vela Branca e Porca, estão tramando.
E o pior, eu não faço a mínima ideia, de onde, e aonde essas tramas chegaram.
Até que, eles trocam um high-Five e se viram pra mim.
— Então Sakura, Sasuke Uchiha, o capitão do time de basquete. Alto, pele branca, moreno, com cabelos arrepiados e belíssimos olhos negros. Muitos dizem, que apenas o singelo sorriso de canto dado por ele, já foi capaz de arrebatar, quase todas as garotas do colégio, claro, quase todas. – A loira começou uma introdução ao Uchiha.
Mesmo não querendo admitir, nada do que ela disse é mentira.
Antes que eu pudesse falar, Sai emendou:
— Sabe Saky, você já deve ter escutado: “a linha entre o amor e o ódio é muito tênue”, “são como cão e gato, isso é amor”, ou ainda, onde tem ódio tem amor. Mas, eu não acredito que você esteja apaixonada por ele, e muito menos o Uchiha, nutra algum amor por você. Ou seja, pedir que fizesse ele se apaixonar por ti, seria muito fácil. Mas não quer dizer que, deixará de fazer isso. Essa é só um detalhe no seu desafio. Eu não sei se você se lembra, mas no mês de março, no ano que vocês chegaram aqui, o Uchiha tomou uma atitude, muito, mas muito peculiar. Durante todo o mês, ele se afastou dos amigos, do time e principalmente da garotas. Ele não falava com ninguém. Parecia outra pessoa. E foi nesse período, que começou a rolar um boato, muito, mais muito interessante. Uma garota, espalhou a história que o Sasuke escondia garrafas de Wisky no armário, e que de vez em quando, era possível ver ele portando pacotinhos com conteúdo, no mínimos, suspeitos.
Já ouvi falar dessa história, mas foi tudo por cima, muito por cima. Não sabia desses detalhes.
— Assim, os rumores começaram. “O Uchiha é um dependente químico?”, “Alcoólatra?” “Que tipo de drogas será que ele usa?” “Ele só consome, ou também vende?” “Talvez ele use antes do jogos.” Com o número exorbitante de rumores, isso não demoraria a chegar nos ouvidos do diretor, e consequentemente, nós do pai dele. Porque, como dizem, sua mãe fugiu com o médico do parto, depois que teve Sasuke. O motivo? Talvez, Fugaku Uchiha, não fosse tão bom marido como as aparências exprimem. – A Porca continuou.
Ok, eu estou realmente chocada. Não imaginava, que aquele cara, com uma pose de arrogância absurda e um completo babaca, tivesse passado por isso.
Quer dizer, minha família sempre foi perfeita. Claro, tínhamos problemas, certas desavenças, brigas pequenas e conflitos grandes, mas eles sempre estiveram pra mim, comigo. Nosso maior problema, foi quando eu decidi pintar meus cabelos de rosa.
E não, não foi, um simples capricho de uma garota de 12 anos.
Mas, isso não é assunto pra hoje.
Quem sabe, no futuro, eu conte essa história.
— E como sabemos, o pai do Sasuke foi lá e resolveu tudo, ou melhor, conseguiu abafar os rumores. Mas, o mais intrigante dessa história, foi que um dia depois da visita ilustre do Senhor Uchiha, no nosso humilde colégio, o tão grande líder da mesa do sucesso, capitão do time de basquete, maior destruidor de calcinhas de Manhattan, se meteu em uma briga com o Uzumaki, Naruto Uzumaki, seu melhor amigo, até hoje, ninguém sabe o motivo dessa intriga. Mas o que todo mundo acompanhou de perto, foi que na semana seguinte, o Uchiha não apareceu na escola, nem na outra, nem na outra, nem na outra, ele só foi dar as caras no final de maio. Muitos especulam, que ele foi para um centro de reabilitação, outros dizem, que estava de férias em Dubai, a questão é que ninguém sabe a real verdade sobe isso. – Sai disse.
Nossa, eu realmente presencie isso, mas nunca tinha dado tal importância a tudo.
Onde eu estava presa? Em que mundo fiquei perdida nesses meses?
Mas, ok, essa história é intrigante, porém, aonde isso vai levar?
— Estou realmente surpresa, agora me digam, não aguento mais esperar, qual o meu desafio? – Perguntei completamente atordoada.
— Bom Sakura, sua pessoa, vai ter que descobrir segredos e destruir sentimentos. Mas especificamente, saber o que aconteceu naquele mês de maio, se os boatos sobre o álcool e os pacotes suspeitos são verdade, se essa dependência química foi real, se ele foi ou ainda é alcoólatra, que outra drogas ele consumia, se o boato for comprovado e se ele realmente usava ou ainda usa disso, antes dos jogos. Basicamente, essa é a primeira parte. Depois que você encontrar a resposta para essas perguntas, vai ter que sanar outras duas grandes questões, onde ele passou do resto de março, até o fim de maio, e claro o motivo da briga que antecipou seu período fora. O que resultou, em um Sasuke mais traiçoeiro, cruel e totalmente sem sentimentos. E por fim, queremos que faça ele se apaixonar por você, que o use, assim como ele usava aquelas garotas, o faça se sentir quando destrói o coração da cada uma delas, dessa forma, quando a oportunidade aparecer, você vai desmascarar tudo que descobriu na frente da escola inteira, e o rejeitar. Destruindo dessa forma, o reinado de Sasuke Uchiha. Vida pessoal e amorosa, ambas, serão destruídas, por você. Só você vai poder se vigar por cada pessoa que ele atingiu, com a sua síndrome de superioridade. – Ino despejou, não só sobre minha cabeça, como a de todos presentes.
É um pouco confuso, mas eu acho que vou fazer a decisão certa, mesmo que vá deixar algumas partes magoadas.
Como dizem, o mal sempre volta.
— Eu aceito. Está na hora dele se afogar, com o próprio veneno. – Concordei determinada.
Minha vingança aconteceria da melhor forma possível.
Porém alguma coisa, no fundo, bem no fundo, falava que eu ia me arrepender.
Não, isso deve ser apenas alucinação. Meu corpo está sinalizando que precisa de álcool.
— Então que está tudo resolvido, Sai traga as taças, vamos nos embebedar!!!Preciso de vinho. – Exclamei animada.
— SIM!!!! – Responderam elas em coro, inclusive Karin, que acabará de acordar. Essa garota, falou em bebida, desperta.
Talvez, depois de umas taças de vinho, possa parar de encher meus pensamentos de ideias estranhas.
— VAMOS BEBER!!!
...
Em algum lugar de Manhattan.
Em uma poltrona, muito bem acomodada, acompanhava cada gole que as meninas davam, cada sorriso, cada cochicho, cada respiração, cada piscar, todas as ações, precisava saber de tudo, absolutamente tudo, para efetuar seus planos.
Até que o telefone toca:
Ligação:
— Então, consegui gravar toda a conversa? As apostas, os segredos, os intuitos, tudo? – Desconhecido 1.
— Sim, claro que eu consegui. Quem você acha que eu sou? Não dei o trabalho de colocar câmeras e escutas no apartamento daquele Sai, à toa. Elas funcionam muito bem... E agora mesmo, estou vendo aquela rosinha entonar um garrafa de vinho. Quer que eu descreva a cena? Muito, muito interessante. – Desconhecido 2.
— Não, eu não quero acabar a diversão antes da hora, afinal, quando eu chegar aí, vou poder assistir essa cena repetida vezes. – Desconhecido 1.
— Onde você está? Já comprou os vinhos? – Desconhecido 2.
— Estou na sua porta, queridinha. E sim, eu comprei os vinhos, você prefere tinto ou rosé? – Desconhecido 1.
— Espere, já estou indo abrir a porta, querido.
...
Continua
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