Consequence Of Love
2 Capitulo I
Notas iniciais
Consequence Of Love: Cap I
Perdi as contas de quanto tempo estive trabalhando direto durante esta semana.
Cuidando de pacientes e lidando com algumas burocracias era assim que eu ia passando meu tempo, eu me tornei a enfermeira-chefe da minha unidade e me orgulhava disto. Afinal, lutei muito para estar aqui e estava sendo recompensada por isto.
Estava amanhecendo quando deixei o hospital e fui para casa, tomando um banho gelado que relaxou meus músculos tensos pela semana cheia. E ao cair em minha cama apaguei imediatamente com um sorriso de dever cumprido.
E não havia nada melhor do que aquela sensação.
— Hey bela adormecida! Está na hora de acordar.
Despertei com a voz animada de Rose e resmunguei preguiçosamente abrindo meus olhos e a encontrei em minha frente vestindo uma calça jeans, camiseta e jaqueta vermelha. A maquiagem era marcante e calçava seu salto favorito. Olhei pela janela e notei que estava bem escuro, eu havia dormido por longas horas.
— Já escureceu. — Gemi deliciada pela longa horas de descanso.
— Exatamente e vim avisar que o jantar já está feito e que não me espere acordada!
Piscou maliciosa.
— Tem um encontro?
— Bem... Digamos que não é mais um encontro apenas...
— Omg! Rosalie Hale está saindo com o mesmo rapaz por várias semanas?
Disse chocada, afinal Rose nunca foi de se apegar a nenhum rapaz.
— O que posso dizer?.. Disse ela corando e sorri.
— Você está apaixonada!!
— Claro que não, Bels. Estou apenas gostando da companhia dele.
Disse ela sem muita certeza e eu ri.
— Vou fingir que acredito.
Brinquei com minha melhor amiga que me tacou uma almofada próxima a ela, se despedindo e indo para seu encontro. Ri agora sozinha em meu quarto e suspirei. Ela merecia toda felicidade e esperava que tudo desse certo com esse rapaz pois eu conhecia seu olhar. Ela estava realmente gostando dele.
Não o conhecia, sabia que seu nome era Emmett ou ursão como ela o apelidava por dizer como ele era forte e carinhoso como uma criança.
Levantei da cama um tempo depois e tomei outro banho, para poder despertar.
Vesti uma blusa e shorts confortáveis já que não pretendia sair. Jantei, saboreando a comida maravilhosa da chef Rosalie e não era por menos que o restaurante que ela lutou tanto para construir era o melhor da nossa cidade.
Lavei a louça que tinha ali e me sentei no sofá vasculhando algo interessante na televisão, sem sucesso o que me deixou bastante entediada.
Por fim decidi sair um pouco para caminhar. Vesti um vestido solto e casaco por estar um pouco frio naquela noite.
Sai de casa a pé mesmo e caminhei até o parque central que ficava próximo de casa.
Era uma bela noite, estrelada e iluminada.
O parque florido estava com diversas luzes iluminando o lugar e podia ver e ouvir alguns casais e crianças correm e se divertindo por ali.
Me sentei em um banco e observei a bela vista em minha frente. Observava as pessoas que caminhavam ali até que vi uma criança ali no balanço rindo, contagiando não só a mim, mas a pessoa que a empurrava no balanço. Pela distância não conseguia os ver com clareza. Tudo que pude ver era o homem de terno preto, cabelos loiros escuros e rosto pálido, mesmo com a distância podia notar que era um belo homem e sua filha, sem comparação. Era uma garotinha de aproximadamente 5 a 6 anos, cabelos castanhos escuros e pele pálida. Vestia um vestido florido e casaco rosa.
Me vi perdida observando seu riso doce e a interação entre eles. Era uma bela família.
Senti uma gota escorrer por meu rosto e notei que chorava, tola. Não podia negar a mim mesma que imaginei que em um universo paralelo poderia ser eu e o bebê que segurei apenas uma vez em meus braços.
Desviei meu olhar deles e sai dali, com coração apertado.
Rose chegou por volta das 24 h e eu não havia ainda adormecido. Estava deitada no sofá da sala com apenas o abajur acesso. Assim que a avistei levantei e sorri esquecendo do que houve a algumas horas atrás. Não queria a deixar preocupada. Afinal, ela estava feliz e eu não poderia estragar isto.
— Hey parece que alguém teve uma noite maravilhosa.
Pisquei para ela maliciosa rindo ao notar seu batom totalmente borrado e seu cabelo bagunçado. Ela corou (coisa que não era de seu feitio) e correu até mim derrubando nós duas no chão. Deitou em meu colo e acariciei seus cabelos loiros ouvindo seu suspiro.
— Ele é incrível, Bels... — Me olhou preocupada de repente. — Acho que estou mesmo apaixonada.
— E por que desta cara? Isto é maravilhoso, Rose.
— Tenho medo de me decepcionar. Sabe que meu histórico amoroso nunca foi do melhor.
Fez uma careta.
— Mas não deve ter medo de tentar, Rose. Ou nunca saberá se deu certo.
— ...Tem razão. Vou deixar rolar.
Ficamos então conversando sobre sua noite e adormecemos logo depois.
Despertei primeiro naquele dia e aproveitei para preparar um café da manhã delicioso para nós. Preparei ovos, panquecas, suco de laranja e torrada. O cheiro estava divino e isto fez Rose despertar. Pois em poucos segundos assim que tudo estava pronto ela apareceu na cozinha roubando uma torrada.
— Bom dia, Rose. Como passou a noite, teve belos sonhos?
Pisquei maliciosa e ela riu engasgando.
— Sua boba. Deixa só quando for você a boba apaixonada.
— Então pode esperar sentada, pois vai cansar.
— Hum-rum.. Isto que vamos ver.
Disse ela e revirei os olhos me sentando junto com ela a mesa.
— Bels, o que me disse ontem me fez pensar muito...
— Sobre estar apaixonada?
— Sim e não. Mas sim a frase que me disse ontem.
— Pode ser mais direta, amiga. Acho que não estou entendendo.
—... Okay. Estava pensando... muita coisa mudou desde que veio morar aqui em Seatle. Você hoje é independente, tem uma carreira de sucesso, pode ter tudo que quiser, então... Não está na hora de você procurar Ela?
Sua pergunta fez meu coração se apertar.
— Por favor, não Rose...
— Por que não quer falar disto, Bella? Lembra-se do que me disse ontem " não deve ter medo de tentar ou não saberá se dará certo. Não quer conhece-la.
— É o que mais quero em toda minha vida, Rosalie.
— Então por que não vai atrás dela?
— Por que tenho medo, Rose. Eu não posso simplesmente ir atrás de Nina depois de tantos anos, depois de ter perdido tudo em sua vida e estragar o que ela tem. Ela não sabe nem mesmo que existo. Ela tem uma família, amigos, uma vida. E eu não estou nela. Por EU decidi isto. E não posso mudar isto.
Meu coração estava disparado ao desabafar tudo aquilo em Rose, estava nervosa, minhas mãos tremiam e aquela dor tão presente durante todos esses anos estava ainda mais presente.
Ela me encarou surpresa e após alguns minutos de meu desabafo suspirou compreendendo.
Por mais que ela tivesse outra opinião, ela não diria agora. Tudo que fez foi me abraçar como na outra noite. Como uma boa amiga fazia.
E eu a agradeci por isto.
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