Conselhos Amorosos
12 CAPÍTULO XII: Um Fina Feliz
Notas iniciais
Boa leituraa todos!
Sakura terminou de ler a coluna de Naruto e, sorrindo, deixou o jornal sobre a mesa. Em seguida abriu a mochila para consultar O Livro, como passara a chamar o volume que a acompanhava há semanas.
— Passamos por um bocado de coisas juntos, não? —murmurou, olhando em volta para certificar-se de que ninguém na redação a vira conversando com um objeto inanimado. Infelizmente Ino estava a seu lado. — Oh, olá. Acho que esse trabalho tem sido prejudicial à minha saúde mental, sabe? Acabou de ter a prova.
— Está quase terminando, não?
— Sim, e isso é o que me consola. Temo estar perdendo o interesse.
— Pelo romance?
— Pela tarefa. No momento, não tenho a menor intenção de encontrar um parceiro.
— Talvez já tenho encontrado alguém.
— Talvez — Sakura suspirou.
— Está escondendo alguma coisa, Sakura? Quando foi isso? Em que capítulo?
Gostaria de poder dizer que o encontrara antes de abrir o livro, mas era melhor manter-se em silêncio. Naruto e ela ainda estavam explorando o início de um relacionamento, e não precisavam da interferência de Ino.
— Em algum momento — respondeu com ar evasivo.
— Acha que encontrou seu Príncipe Encantado?
— Não sei. Mas tenho certeza de que ninguém conseguiu chegar tão perto antes dele.
— Ainda falta um capítulo. Quem sabe o que pode acontecer? Aposto que as melhores dicas ficaram para o final.
Sakura esperou que Ino se afastasse para abrir o livro e ler a introdução da última parte.
Se perguntar a todos os casais felizes que conhece como se encontraram, a maioria dirá que foi através de amigos. Estatisticamente, é assim que a maioria dos homens e mulheres se conhecem. Para encontrar a pessoa certa, você só precisa solicitar a ajuda dos amigos.
Deixe que eles, casados ou solteiros, saibam que está procurando alguém. Imediatamente, todos começarão a pensar em algum conhecido que pode ser perfeito para você. Talvez tenha de beijar alguns sapos ao longo desse caminho, mas eventualmente encontrará o príncipe ou a princesa dos seus sonhos.
Uma maneira de acelerar o processo é tomar o problema em suas mãos. Una-se a alguns amigos solteiros e organize uma festa. Faça com que todas pessoas solitárias que conhece convidem todos os solitários que elas conhecem.. No meio dessa multidão, é praticamente certo que vai acabar encontrando alguém interessante.
Sakura jogou o livro sobre a mesa com um gemido aborrecido. Conhecia esse tipo de cenário. Enfrentara várias festas de solteiros durante a universidade, e sabia que os tais encontros quase sempre aconteciam entre pessoas erradas.
— Posso escrever a coluna agora e encerrar esse assunto de uma vez — resmungou. — Já sei o que vai acontecer.
O telefone tocou e ela o atendeu mal-humorada.
— Sakura falando.
— Ora, se não é a Chapeleira Maluca — exclamou a voz do outro lado.
Sakura sentiu o rosto quente e o coração acelerado. Quando fora devolver a caminhonete, na manhã de domingo, a atmosfera entre eles havia sido no mínimo estranha. Não trocaram um único olhar e quase não se falaram durante a jornada de volta à sua casa. Agora era como se ele houvesse superado o momento de desconforto. Esperava que não fosse por ter esquecido o que acontecera na noite de sábado.
— Que tipo de tortura o livro maldito planejou para nós desta vez? — Naruto perguntou.
— Aposto que vai detestar tanto quanto eu. O autor afirma que a maioria dos casais se conhece através de amigos, e que são esses mesmos amigos que devem nos ajudar a encontrar nossa cara metade.
— Levaria uma eternidade só para encerrar a lista de candidatas de minha mãe.
— Você também? Mas o livro sugere um atalho. Uma festa com todos os solteiros que for possível reunir.
— Parece horrível, mas pelo menos encerraríamos essa etapa mais depressa. Como minha casa é maior que a sua, acho que vou bancar o anfitrião. Convidarei até alguns dos rapazes do time de futebol.
— Minhas amigas vão adorar. Quando quer fazer essa festa?
— Que tal na sexta-feira à noite?
— Perfeito. Precisa de alguma ajuda?
— Leve alguns drinques e petiscos. Ah, e não esqueça os discos e fitas.
— Certo. Chegarei às seis para ajudá-lo a cuidar dos últimos detalhes.
— Não vou dizer que estou ansioso por isso, porque seria mentira, mas mal posso esperar para vê-la.
— Eu também — ela sussurrou, esperando que ninguém notasse o sorriso idiota em seu rosto. — Bem, é melhor começarmos a dar alguns telefonemas. Espero que conheça alguns intelectuais que saibam dançar.
— Não sei se esse tipo de homem é fácil de se encontrar, mas verei o que posso fazer. Alguma solicitação pessoal?
— Acho que já cuidamos disso — Sakura respondeu com voz rouca.
— É claro, desde que você apareça. Até lá.
Sakura desligou e começou a folhear a agenda de telefones. Precisava colaborar com a realização da tal festa, embora tivesse certeza de que jamais conheceria alguém tão interessante quanto Naruto. Estava nervosa com a perspectiva de um novo encontro. Tudo acontecia depressa demais, e ainda não sabia se queria mesmo um relacionamento com ele. Gostava de seus beijos, mas temia não estar preparada para todas as emoções que ele a fazia sentir. Pelo menos estariam cercados por outras pessoas na noite de sexta-feira, e assim não teria de preocupar-se com o que poderia acontecer.
Naruto ajeitou os copos plásticos e os sacos de batatas sobre o balcão da cozinha. Não lembrava quando havia sido a última vez em que organizara uma festa. Provavelmente na época em que ainda cursava a faculdade. Não sabia como concordara com esse plano maluco. Afinal, já encontrara a mulher que sempre desejara conhecer. A última coisa que queria era descobrir gente nova, e também não gostava da idéia de Sakura conhecendo outros homens. Deviam ter esclarecido o que havia acontecido entre eles e ignorado o último capítulo. Mas os leitores não podiam ser ignorados, e por isso tinham de ir até o fim.
— Só mais esta noite, e então estará acabado — disse a si mesmo.
As batidas na porta interromperam a tarefa e ele abandonou o balcão como estava.
— Ajude-me com isso — Sakura pediu ao vê-lo, deixando várias sacolas de papel em seus braços e suspirando aliviada ao livrar-se do peso. — Temia derrubar tudo antes de chegar aqui.
— O que trouxe nesses sacos? Pedras?
— Bebidas. Latas de refrigerantes, e algumas garrafas de cerveja e vinho. Espero que seja suficiente.
— Vamos acabar nadando em tanto líquido.
Naruto transferiu o conteúdo dos pacotes para a geladeira, que já estava repleta.
— Como vai o joelho? Notei que não está mancando.
— Felizmente consegui me recuperar, mas acho que meus dias de beisebol acabaram. Talvez tente uma partida de golfe.
— Quem disse que tem de praticar algum esporte? Há uma infinidade de coisas interessantes com que ocupar seu tempo, sabe?
— Estava brincando. Já tenho mais que o suficiente para me manter ocupado.
— O quê, por exemplo? Já perguntei antes, mas você sempre foge do assunto. Não é nada ilegal, é?
— O que mais trouxe? — Naruto perguntou com um sorriso malicioso. — Espero que não tenha esquecido a música. Minha coleção é bastante limitada.
Sakura encarou-o por alguns instantes e, rindo, abriu outra sacola, de onde tirou uma maleta preta.
— Vinte cds são suficientes?
— Espero que sim. Com alguma sorte, todos encontrarão seus pares e partirão cedo.
— Não parece muito animado.
— E não estou. Na verdade, não me sinto muito confortável desde que começamos esse trabalho maluco. Não gosto desse sentimento de estar em exposição, como num mercado.
— Nesse caso, creio que leilões de caridade voltados para solteiros estejam completamente fora de questão.
— Nada poderia ser pior.
— Não se preocupe. Se fosse forçado a participar de um deles, eu o salvaria. Não conseguiria levá-lo para casa, porque tenho pouco dinheiro, mas pelo menos faria seu preço subir. Venha, vamos arrumar esses salgadinhos em pratos.
Naruto a observou por alguns instantes. Ela comportava-se com o bom humor e alegria de sempre, enquanto ele se sentia quase sufocado com a tensão que pairava no ar. Depois do que havia acontecido no último encontro esperava algo diferente de sua atitude habitual, mas Sakura não parecia sentir nada.
— Espero que tenha convidado alguns rapazes bonitos — ela comentou enquanto abria um pacote de batatas. — Caso contrário, minhas amigas jamais me perdoarão. Prometi a elas algo especial.
Se pudesse, trataria de trancá-la em seu quarto até que todos os convidados partissem, pensou, surpreendendo-se com a força do que sentia. Jamais havia sido possessivo ou ciumento, mas de repente só precisava imaginá-la nos braços de outro homem para...
Balançando a cabeça, piscou para livrar-se das imagens criadas por sua imaginação. A noite seria longa.
A noite parecia interminável, mas pelo menos tudo corria bem. Os convidados riam e conversavam, e alguns de seus amigos já haviam conseguido conquistar a atenção das amigas de Sakura. Um casal saíra cerca de meia hora antes para ir ao cinema.
De sua parte, não se sentia especialmente interessado em nenhuma das mulheres que via. Em outra época ainda estaria tentando, mas não conseguia deixar de pensar em Sakura. Ela também não parava muito tempo ao lado de nenhum dos rapazes, mas não sabia se sua inquietação devia-se ao desinteresse ou ao cumprimento de seus deveres de anfitriã.
— Gostaria que tivesse espaço suficiente para uma pista de dança — ela comentou à certa altura. — Não consegui sentar e conversar por mais que cinco minutos, e todos os convidados parecem mais interessados em rir, conversar e comer.
— Pelo menos estão conversando. Imagine como seria terrível se tivéssemos de enfrentar silêncios de morte.
Mais um casal estava deixando a festa. Agora restavam apenas oito pessoas, além de Sakura e ele. Um casal estava numa das pontas do sofá, de mãos dadas. Outro preferia o centro da peça, embora também estivessem grudados um no outro. No outro extremo, uma jovem sorria para o rapaz sentado no chão, a seus pés. O último casal estava em pé num canto da sala, perto da estante, encarando-se com intenções evidentes.
Sakura estava na cozinha, enchendo o balde de gelo, e Derek decidiu ir ajudá-la.
— Sente-se como se sua casa houvesse sido invadida por abutres? — ela perguntou aborrecida.
— Ah, não sei. Acho que não estaria tão preocupado, se tivesse algum sucesso.
— É bom saber que pensa como eu. Estou começando a acreditar que sou a mulher mais sem graça do mundo.
— Sabe que não é bem assim. E se não somos um sucesso como conquistadores, ao menos conseguimos excelentes resultados como cupidos. Não há mais ninguém sozinho.
— Não disse que somos fracassados, como algumas pessoas nos chamam. O problema é que... bem, seus amigos não prestaram atenção em mim, e eu também não senti nenhum interesse por eles.
— Mas todos os convidados estão interessados em alguém. Isso é ótimo.
— Tem razão. Obrigada, Sakura — uma voz feminina soou na sala. — Foi uma grande idéia. Fico lhe devendo essa. — Pouco depois ouviram a batida da porta da frente.
— Com um pouco de sorte, todos os outros irão em seguida — ela sussurrou com um brilho malicioso nos olhos.
— Como podemos mandá-los embora sem sermos grosseiros? — Naruto perguntou, aproximando-se para que ninguém os ouvisse da sala.
— Podemos deixar os pratos vazios.
— Boa idéia. Nós organizamos essa festa. Vamos nos divertir um pouco.
De mãos dadas, voltaram para perto dos amigos. Sakura sentou-se numa cadeira e ele acomodou-se no chão, bem perto de seus pés, mas ninguém parecia notar a presença deles. Era horrível ficar ali parado, como se fosse invisível, mas estava cansado. Fechando os olhos, encostou-se nas pernas de Sakura e sentiu um calor delicioso quando ela massageou seus ombros.
— Não conte isso a Ino, ou ela nos fará começar uma nova série na qual seremos os cupidos da cidade. Estou farta dessas matérias especiais, sabe? Quero voltar à minha vida normal.
— Eu também. Vai ser bom ter mais tempo livre para cuidar de outras coisas. Meus assuntos estão atrasados.
— Que assuntos?
Naruto parou para pensar. Não havia contado a ninguém sobre sua ambição de publicar um livro, mas sabia que podia confiar nela.
— Eu escrevo — revelou com tom casual.
— Sim, eu sei. Todos os repórteres escrevem. Mas não pode passar todo o tempo trabalhando e...
— Estou dizendo que escrevo outras coisas, além das colunas para o jornal. Ficção.
— É mesmo? Que tipo de ficção?
— Publiquei alguns contos, nada muito importante, e estou trabalhando numa novela.
— Naruto, isso é fascinante! E eu pensando que fosse um feixe de músculos sem cérebro. Por que não disse antes?
— Porque teria rido de mim. Sabe de uma coisa, Sakura chan? Acho que precisamos nos conhecer melhor. E não devemos aceitar esse rótulo de fracassados. Afinal, nós encontramos um ao outro, não?
— Sim, acho que sim — ela respondeu ofegante, sentindo o coração bater mais depressa. — Muito bem, Uzumaki, que outros segredos tem para revelar?
— É melhor não abrir os armários. — Ele riu. — E você, o que tem para me contar a seu respeito?
— Eu? Ah, não tenho segredos. Sou um livro aberto.
— Estou falando sério.
— Bem, admito que gosto de escrever sobre casas noturnas e bandas desconhecidas. Gosto até de fazer essas matérias malucas que Ino inventa de vez em quando. É divertido. Só falava sobre ser uma jornalista séria porque achava que isso era o que devia ser dito. Duvido que mudasse o rumo de minha vida profissional, se pudesse. Resumindo, sou uma cabeça-de-vento, como dizem por aí. E para completar, não gosto muito de festas. Só saio à noite quando tenho de fazer alguma matéria. Caso contrário, prefiro ficar em casa, como você.
— E o que faz em casa? — Naruto insistiu.
— Nada tão interessante ou útil quanto escrever um livro. Adoro ler, principalmente histórias de suspense. Quando encontro um livro interessante, passo metade da noite acordada para terminá-lo e depois durmo com a luz acesa, porque fico impressionada. Devo ter uma imaginação muito fértil.
— É inacreditável.
— Ei, não fiz nenhuma revelação chocante. E saber essas coisas muda algo entre nós? Ainda somos os mesmos.
— Tem razão.
Ficaram em silêncio por alguns instantes, e a tensão era tão intensa que Naruto tinha a sensação de poder tocá-la. Ao mesmo tempo, sentia-se mais próximo de Sakura do que em todos os cinco anos desde que a conhecera. Algo estava acontecendo entre eles, e embora não quisesse precipitar nada, também não queria desistir de um momento que podia ser maravilhoso.
— Estou feliz por termos trabalhado juntos nessa série de matérias — ele murmurou com voz rouca. — Foi bom poder conhecê-la melhor.
— Sim, foi ótimo. Agora somos amigos.
A escolha de palavras o fez hesitar. Talvez Sakura quisesse apenas uma boa amizade, mas... Não. Ela o beijara com paixão, não com simpatia ou amizade. Sentando-se na beirada da poltrona, passou um braço sobre seus ombros e sentiu-se mais confiante ao notar que ela não protestava.
Não falaram durante algum tempo. Naruto estava ocupado demais se concentrando no calor do corpo contra o dele e, ao fitá-la, sentiu-se perdido naqueles olhos profundos e intensos. Verdes, eram como um oceano a tragá-lo, até que não pôde mais conter o desejo de mergulhar.
— Por que esperamos tanto tempo, Sakura? — murmurou antes de beijá-la.
O beijo foi a coisa mais doce que já provara, talvez por ter sonhado com esse momento durante a semana inteira. Ou anos, se fosse completamente honesto. Então sentiu que ela o empurrava com delicadeza e ergueu a cabeça.
— Oh, Naruto! — Sakura gemeu assustada. — Não sei o que fazer, mas... bem, acho que as coisas estão acontecendo depressa demais para mim.
Continua
Notas finais
Desculpa pe hiper mega demora do poste desse capitulo, eu estava com alguns problemas, por isso da demora, não sei se ainda ira ter leiroes que se lembram da histora, mas se alguem se elmbrar aqui esta postado o capitulo.
Desculpa se tiver um erro de portugues ou um nome trocado essa fic originalmente era uma fic oroginal que eu fiz a muito tempo e tranformei ela em Narusaku então se tiver um nome trocado me avisem por favor eu revisei mais como minha cabeça não esta muitpo ligada pode ser que eu tenha deixado algo para traz.
Então é isso pessoal , obrigado pro aqueles que leram e novamnete desculpa pela demora do poste do capitulo.
Abraços
Naruto.
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