Conselhos Amorosos

13 CAPÍTULO XIII: Final Feliz parte dois.


Notas iniciais
Boa leitura a todos
Desculpa a demora


Sakura olhou para Naruto e viu o choque es­tampado em seu rosto. Não era justo tratá-lo assim. Se soubesse que sentia a paixão com a mesma inten­sidade avassaladora que ele! Mas estava apavorada. Ainda não se habituara a pensar no adversário como amigo, e con­siderá-lo como amante estava além de suas possibilidades, em­bora não tivesse pensado em mais nada nas últimas semanas.

— Depressa? — ele repetiu, aturdido. — Nós nos conhecemos há cinco anos!

— Tem certeza de que nos conhecemos de verdade? Há pouco mais de um mês você era apenas um feixe de músculos sem cérebro, com uma aparência encantadora, enquanto eu não passava de uma garota fútil que só pensava em festas, uma jornalista com supostas ambições grandiosa. Nós dois nos sentimos rejeitados depois de tudo que enfrentamos, e natu­ralmente nos aproximamos um do outro. Não quero dar nem mais um passo antes de saber se isso é real.

— Sakura chan, não sei o que dizer. Não posso dar garantias, porque não existe um meio de sabermos se isso vai dar certo. O que posso afirmar que a considero muito atraente e inte­ressante. Preciso conhecê-la melhor. Quero passar todo o tempo que puder a seu lado, sinto-me perdido longe de você. Há uma coisa que o livro não diz: todos corremos riscos, sempre, e não existe uma fórmula para encontrar o parceiro ideal.

— Tenho medo de arruinar uma boa amizade. Você é um grande amigo, Naruto, e não há nada mais importante que isso. Não consigo pensar em mais ninguém com quem pudesse ter enfrentado essa tarefa maluca. Para ser franca, decidi indicá-lo para me vingar, mas estou feliz por tê-lo escolhido.

— Não há motivo que nos impeça de continuarmos amigos. Essa é uma das coisas que mais aprecio em você. É minha amiga. E esse companheirismo que nunca encontrei em outros relacionamentos.

— E se as coisas não derem certo? Acha que ainda seremos amigos depois de tudo?

— Está prevendo o fracasso? Que tipo de amizade podemos manter, se nos julgamos incapazes de tentar um relaciona­mento mais profundo sem temer o futuro?

— Por que demoramos tanto tempo a perceber que podemos dar certo? Na escola, não conseguíamos trocar duas palavras sem discutirmos.

— Acho que nunca nos olhamos de verdade. Odeio admitir, mas aquele livro estúpido está certo. Conseguimos encontrar alguém especial através dele, apesar de não ter acontecido como o autor indica.

— Fico me perguntando se a sugestão do supermercado já surtiu efeito para alguém.

— Aposto que sim, mas não sei se acontece quando se está procurando alguém. É como sempre escrevemos em nossas co­lunas. Quando se tem esse objetivo em mente, tudo parece perder a graça e o encanto, nos tornamos mais críticos a res­peito das pessoas que poderiam nos interessar em outro con­texto e não damos uma chance ao destino.

— Talvez tenha razão.

— O que teria pensado se houvesse me visto passeando com a cadela que tomei emprestada?

Sakura riu.

— Um belo homem com um belo animal, mas há algo de falso no conjunto.

— Um belo homem? — Naruto perguntou, inclinando a cabeça para beijá-la novamente.

Ela ficou rígida, mas não retrocedeu. O desejo começava a vencer o medo. Queria esse beijo, embora o temesse.

O primeiro contato foi quase inocente. O segundo foi mais sério. Então ele removeu seu chapéu de forma que pudesse beijá-la de verdade, e dessa vez não houve como conter o in­cêndio. Os corpos buscaram-se como que atraídos por ímãs, as mãos iniciando uma viagem de exploração e sensualidade. Mad­dy já não sentia medo. O desejo era a única emoção a ocupar corpo e mente, e de repente tudo parecia certo, perfeito.

— Você é tão linda! — Naruto exclamou num murmúrio. — Por que está sempre se escondendo atrás desses chapéus esquisitos?

— É só um hábito, uma maneira de estabelecer minha iden­tidade e superar os dias de cabelos rebeldes. Mas se não gosta dos meus chapéus, acho que posso viver sem eles.

— Adoro seus chapéus, mas prefiro que os tire quando es­tivermos juntos. Assim poderei vê-la melhor.

— Isso significa que estaremos juntos outra vezes?

— Depois de hoje? Espero que sim, a menos que tenha al­guma objeção.

— Nenhuma.

Naruto beijou-a novamente enquanto a levava para o sofá, onde deitaram-se juntos.

— Oh, Naruto...

— Não diga mais nada.

— Não pretendia reclamar. Só queria dizer que gosto disso. Gosto muito — e suspirou ao sentir os lábios deslizando por seu pescoço.

— Bem, nesse caso... — Ele sorriu, ajeitando-a sobre as almofadas e colando o corpo ao dela.

Beijaram-se várias vezes, descobrindo novos sabores e sen­sações, aproveitando cada instante de contato físico. Sakura sentia o peso dos músculos sobre ela e experimentava uma estranha segurança, como se nada pudesse atingi-la enquanto estivessem juntos.

As carícias prosseguiram cada vez mais íntimas e atrevidas, e os beijos eram como um combustível poderoso alimentando o fogo que os queimava. Sakura só percebeu que ele abrira sua blusa quando sentiu a mão acariciando um de seus seios. Os lábios seguiram a trilha deixada pelos dedos e ela teve a sen­sação de que desfaleceria se não pudesse saciar a urgência que crescia em seu peito. Inclinando as costas, enlaçou-o com as pernas numa rendição completa e silenciosa.

— Tem certeza de que está pronta para isso? — ele per­guntou com voz rouca, os olhos brilhando como se tivesse febre.

— Sim... por favor...

— Então é melhor trocarmos o sofá por um lugar mais confortável.

Antes que tivesse consciência do que estava acontecendo, Naruto já a carregava para o quarto. E era melhor assim, porque tinha certeza de que as pernas não a suportariam, caso tentasse caminhar.

Antes de deitarem-se, despiram-se com movimentos rápidos e desesperados, como se já não pudessem mais esperar. Quando Sakura já se preparava para abraçá-lo ele a encarou com ar sério.

— Tem certeza de que é isso que quer? Se ainda teme por nossa amizade, esse é o momento de voltarmos atrás.

— Não poderia mais me contentar com sua amizade. Agora sei que quero muito mais que isso.

Naruto e Sakura fizeram amor como jamais haviam imagi­nado ser possível, e alcançaram juntos um clímax intenso e envolvente. Pouco depois, quando tentavam recuperar o ritmo da respiração, ela não conseguiu conter uma risada divertida.

— O que foi? O que há de tão engraçado no que fizemos?

— Estava lembrando algo... — ela explicou.

— O quê?

— Era isso que tinha em mente para o terceiro encontro? Naruto também riu.

— Não, mas sou forçado a reconhecer que a idéia tem seus encantos.

— E como vamos resolver a questão da aposta? Esse foi nosso terceiro encontro. Quem venceu?

— Por que preocupar-se com isso agora? — Naruto perguntou com voz rouca, ocupando-a com assuntos muito mais interessantes.

Sakura abriu os olhos, sentindo o aroma do bacon e do café. Sorrindo, notou o roupão atoalhado estendido aos pés da cama e, faminta, vestiu-o para ir até a cozinha.

Naruto estava parado diante do fogão, fritando panquecas. A visão era tão encantadora que ela teve medo de ainda estar sonhando.

— Bom dia — disse, assim que conseguiu controlar-se. — Mais um de seus segredos, Uzumaki? Não imaginava que sou­besse cozinhar?

Ele virou-se e sorriu.

— Sempre tive um apetite muito saudável, então minha mãe achou que seria bom me dar algumas lições. Não sou nenhum especialista, mas posso fazer um café da manhã delicioso.

— O aroma é tentador — Sakura elogiou, aproximando-se para enlaçá-lo pela cintura. — Não precisava fazer café para mim.

— Não? De acordo com minha opinião, nós dois vencemos a aposta. E nós dois perdemos também, o que significa que devemos alguma servidão um ao outro. Só quis ser o primeiro a pagar minha parte da dívida.

— Podíamos ter declarado um empate.

— Assim é mais divertido. Quantas panquecas acha que pode comer?

— Não sei. Estou faminta. Não consegui comer nada ontem à noite e...

— E gastamos muita energia. Quer uma xícara de café?

— Sim, por favor.

— Então vai ter de me soltar.

Rindo, Sakura afastou-se e o viu apanhar uma xícara no armário.

— Leite ou açúcar?

— Os dois.

Era bom poder estar na cozinha de Naruto, vendo-o preparar o café como se acordassem juntos todos os dias. Acabaria acostumando-se com tanta felicidade.

Enquanto ele arranjava as panquecas e o bacon em dois pratos, Sakura saboreava o café sem pressa. Pouco depois sen­taram-se à mesa e comeram em silêncio.

Satisfeita, ela decidiu que havia chegado o temido momento de enfrentar a realidade.

— Naruto, e agora?

— Podemos ler o jornal, ou assistir desenhos animados na tevê.

— Estou falando sério. O que vai acontecer conosco agora?

— Por que haveria de acontecer alguma coisa? Como disse ontem à noite, somos amigos. Sempre seremos, e isso é muito bom. E sei que gosto de você. Não... eu amo você. Se pudesse escolher, viveríamos assim para sempre, acordando e dor­mindo juntos.

— Entendo. Quer dizer que iremos além do terceiro encontro?

— A menos que tenha alguma objeção...

— Nenhuma. Antes que me esqueça, quero que saiba que é o homem mais maravilhoso que já conheci, com ou sem aquele livro idiota. Gostaria de tê-lo visto realmente antes.

— Acho que não estávamos preparados.

— Talvez não. O que importa é que nos encontramos, fi­nalmente, e tenho certeza de que seremos muito felizes. Só precisamos resolver um problema.

— Qual?

— Ainda falta a última coluna. Dessa vez teremos de assinar os artigos, e todos saberão o que aconteceu, espe­cialmente na redação.

— A equipe do Journal acabaria sabendo de tudo mais cedo ou mais tarde. Não tenho a menor intenção de manter um romance secreto.

— Nem eu, mas... como vamos lidar com isso?

— Por que não redigimos uma única coluna e deixamos as pessoas tirarem suas próprias conclusões?

— Tem um computador em casa, não?

— No escritório, ao lado do quarto.

— O que estamos esperando? Ao trabalho!

Naruto e Sakura


Devemos admitir que estávamos incrédulos quando come­çamos esse projeto. O amor não é algo que se pode construir a partir de uma receita; ele acontece quando menos se espera, e é encontrado em locais onde talvez nunca tenha sido procu­rado. Também devemos confessar que, em certo sentido, o livro surtiu efeito. Nós dois encontramos alguém especial durante a realização desta série, mas não foi exatamente seguindo as sugestões do autor.

Não encontramos nossa cara-metade no supermercado, nem em casas noturnas ou passeando com o cachorro. Também não a vimos na igreja ou no grupo comunitário do bairro. Também não foi no shopping, num curso ou num evento esportivo, e nem fomos apresentados por amigos em comum. Ou melhor, fomos, de certa forma.

Na verdade, já nos conhecíamos... ou pelo menos, pensáva­mos conhecer. Mas quando nos vimos em todos esses cenários, aprendemos mais sobre nós mesmos e sobre o outro, e desco­brimos que nunca havíamos olhado além da superfície. E gos­tamos das pessoas que descobrimos sob essa primeira camada.

Não garantimos que seguir os passos sugeridos pelo livro seja o caminho ideal para encontrar o grande amor de sua vida. Na verdade, acreditamos que essas etapas só surtirão efeito se você não estiver procurando alguém, mas apenas vivendo.

Nosso conselho? Vá em frente e continue freqüentando casas noturnas, supermercados, shoppings, cursos, igrejas e todos os lugares que quiser, mas não faça nada disso com a intenção de conhecer alguém. Faça cada uma dessas coisas porque quer fazê-las, e mantenha os olhos abertos. Preste atenção às pessoas que o cercam, especialmente as que vê todos os dias e que conhece há anos. Nunca se sabe o que pode ser descoberto.

E para aqueles que ainda não tiraram suas conclusões, o que encontramos ao longo dessa série de reportagens foi... o amor. Nós encontramos um ao outro.

[Naruto Uzumaki e Sakura Haruno]



Continua

Notas finais
Olá pessoal espero que tenham gostado do final dessa
fanfic, mesmo eu demorando para posta-la o final chegou. Espero que ela tenha passado uma mensagem legal para aqueles que leram, para mim todas as historia que leio ou escrevo sempre me passa uma mensagem.
Encontrar um grande amor acho que ainda é um sonho da maioria das pessoas, os que leram a fanfic, alguns já encontraram essa pessoa outros estão a procura ou ainda nem pensam nisso ainda querem curtir a juventude como o Gai ou Lee diriam. Os que ainda estão procurando acho que perguntaram será que esse livro da fanfic na vida real ajudaria encontra alguém? Eu não sei dizer peguei as principais liçoes do livro botei na fanfic, se ajudou alguém não sei, eu li e ainda continuou solteiro hehehehehe. Para mim, a respostas não são encontradas em um livro de algumas lições como o Shikamaru a diria o amor é problemático demais, ou será que nos deixamos ele problemático? Acho que essa reposta vai de cada um, e também vai de cada um como se encontra a pessoa, não existe um jeito certo para encontrar essa pessoa, como Naruto e Sakura descobriram nessa historia. Nós podemos encontrar essa pessoa, na balada, no mercado, passeando com um cão no parque, ou praticando algum esporte ou curso como eles tentaram na fanfic, ou simplesmente conhecer melhor um colega de trabalho como eles se conheceram, descobrindo coisas que nunca imaginaram que um ou outro poderiam ser, e assim conhecendo o amor.
Podemos encontrar o amor de diversas formas além que os livro disse, na esquina da nossa rua, uma nova(o) vizinha(o), um(a) colega de escola ou faculdade, um(a) novo(a) amigo(a) de outro amigo, ou na internet em um chat, ou site de relacionamento ou ate em um site de fanfics tem tantas outras maneiras que poderíamos fazer mais umas dez fanfics com lições diferentes. Por isso que eu acredito que não sera em livros de auto ajuda que faremos para encontrar o amor, ele simplesmente acontece. Mesmo que demore ou seja platônico como era ou é do Naruto no manga e anime pela Sakura, isso não importa eu acredito que um dia da vida, achamos nossa metade mesmo que encontramos so no final dela. Podemos nos machucar ou machucar pessoas nessa nossa procura pelo amor, podemos amar sem sermos amados ou ao contrario, podemos ser amados e correspondidos mas por um motivo outro não podemos ficar juntos, até podemos estar tão machucados que não acreditamos no amor , tantas coisas podem acontecer nessa procura que podem fazer nos desistirmos dessa procura, mas por mais que seja dolorido não devemos desistir. Como minha vó dizia o amor transforma as pessoas então não podemos desistir de amar, podemos amar varias ou somente uma pessoa durante nossa vida toda isso não importa o importante é amar e ser feliz.
Obrigado pessoal por acompanharem essa fanfic do fundo do meu coração muito obrigado mesmo, e desculpem pela demora da postagem dos capítulos.
Um grande abraço
Naruto Uzumaki.