Capítulo 25: Decisão sem palavras



Enquanto estava em seus braços e sendo beijado, a inquietação que surgiu em meu coração desde o momento em que desci pelo elevador, finalmente se acalmou.


Como eu poderia não entender que meus sentimentos pelo professor eram mais profundos do que eu pensava?


Foi por isso que voltei, por isso subi as escadas, por isso não consegui esperar pelo elevador. A ideia de não vê-lo parece muito pior do que esperava.



***



Voltamos para o quarto e a porta se fechou. Ele larga a chave na mesa e nós nos olhamos. Ninguém toma a iniciativa. Não estamos mais lá fora e ambos sabemos o que vai acontecer depois que esse beijo for iniciado.


Ele chega perto, aproximando-se lentamente, como se estivesse me dando espaço para correr. Para fugir. Mas eu não quero.


Quando ele está na minha frente, puxo-o pelo moletom e inicio um novo beijo. Primeiro eu o puxo para perto e depois o afasto, empurrando o seu corpo para trás, contra a porta, sem saída.


O beijo não é urgente, é sem fim. Um beijo, um toque de lábios, respiração ofegante. Outro beijo, os corpos juntos, lábios sugando uns aos outros, uma leve mordida, outro beijo...


Parecia um ciclo infinito. Os lábios sempre estavam em contato com a outra parte. A cada novo beijo, mais contato acontecia. Corpos, mãos, pele, intimidades.


Saímos de perto da porta e ficamos contra a parede. A pessoa de costas para ela agora era eu. Sem camisa e sendo beijado por ele, meu corpo foi erguido e meu corpo prensado contra a parede enquanto minhas pernas o envolviam.


As roupas inferiores ainda estavam lá, mas a parte de frente era uma bagunça. Suas mãos me tocavam, os fluidos sujavam ambos e a saliva trocada no beijo escorria pelo canto da boca.


Quando chegamos à cama, estava nervoso, com medo de fazer aquilo ali, mas meus temores foram acalmados pelas suas palavras gentis, seus beijos de conforto e uma promessa de que não faríamos isso assim, sem preparação.


Seu corpo ficou em frente ao meu, seu membro contra o meu, seus lábios nos meus e movimentos de fricção para ajudar a satisfazer o desejo.


Atrás de mim, seu corpo ainda estava colado ao meu, seu membro saiu do meio das minhas nádegas, onde ele parecia querer ficar e se esfregar, e começou a se mover entre minhas pernas. Seus beijos em meus ombros e costas, enquanto seus movimentos eram rápidos e suas mãos me tocavam.


A cada ofego dele atrás de mim, minha mente imaginava como seria se o fosse um contato interno. Me desfiz em suas mãos mais de uma vez e, no fim, fizemos esse tipo de exercício tantas vezes que me senti exausto.


Acordei na manhã seguinte com o sol entrando pela fresta da cortina. Kakashi estava ao meu lado, apoiando o cotovelo na cama e me olhando com um leve sorriso nos lábios e o cabelo bagunçado. Bagunça essa que era em parte natural e em parte por minha culpa.


— Bom dia — ele fala. A voz ainda rouca de sono.


— Bom dia — respondo e rolo para perto dele, enterrando o rosto em seu peito. Abraço sua cintura com força, não querendo mais me afastar, e ele retribui o abraço, como se quisesse ainda mais manter-me por perto.


O problema sobre a sua ida ainda não havia sido resolvido, mas eu não queria falar sobre isso agora. Não conseguia pensar em nada agora, mas faria o possível para encontrar uma solução e sabia que ele faria mesmo, porque foi isso o que dissemos.


Não com palavras. Dissemos com ações, com beijos, com a intimidade dessa noite e o desejo que ardia em nossos olhos.


Dissemos que nos importamos o suficiente para não deixar ir.