Conquistando O Amor
36 3ª Fase- Perdão
Notas iniciais
POV Nessie
Algumas semanas depois
-Nessie, você me ama?- Alec perguntou quando estacionou seu carro no estacionamento do prédio que morávamos.
-Claro que amo- respondi- Mas, por que perguntou isso agora?- questionei confusa.
-Eu fiz algo..
-O que você fez?- perguntei me soltando do cinto de segurança.
-Tem uma mulher, nesse exato momento no meu apartamento- ele disse sério.
-Do que está falando?- perguntei e já sentia alguma lágrimas rolando por meu rosto. Alec riu. Ele riu?! Aquele desgraçado teve a coragem de rir de mim?!
-Sabe, ela se chama Marina Foster- ele disse eu comecei a bater no braço dele enquanto ele continuava rindo. Por que ele havia feito aquilo comigo? Nós, nos amávamos e...
-Marina Foster?- perguntei parando de bater nele.
-Marina Foster- ele repetiu. Meu Deus, era minha mãe biológica.
-Você a achou?- perguntei sorrindo.
-Achei- ele respondeu e eu o beijei.
-Desculpe pelo ataque- falei e ele riu de novo.
-Tudo bem, foi engraçado- ele disse me abraçando- Não quer ir conhece-la?- perguntou.
-Quero, quero sim- respondi saindo do carro o arrastando até o elevador- Como ela é?- perguntei curiosa.
-Muito parecida com você, com exceção dos cabelos que são sua cor natural.
-Castanho claro?
-Isso- ele respondeu.
-Onde a encontrou?
-Digamos que eu conheço alguém, que conhece outra pessoa, que é primo de um amigo, de um cunhado de alguém que é irmã de alguém que conhece outra pessoa que trabalha para o FBI- ele disse eu ri.
-Mais rápido elevador estúpido!- exclamei ansiosa.
-Mas não era ela quem gostava de pegação no elevador?- ouvi a Sra. Pattinson perguntar para a Sra. Duncan, elas era as senhoras que sempre me pegavam em situações constrangedoras.
-Meu novo fetiche é transar no corredor- falei para elas, as duas me olharam de olhos arregalados e Alec ficou vermelho de tanto rir.
**
-Vamos logo Alec- ordenei enquanto ele abria a porta do seu apartamento, fui logo entrando, mas parei assim que entrei na sala e a vi.
-Renesmee?- ela perguntou lagrimando e eu assenti com meus olhos marejados. Meus olhos, não, eles não eram como os do papai como sempre pensei, eles eram uma cópia exata dos dela- Como você é bonita!- ela exclamou.
-Você também é muito bonita!- exclamei.
-Eu, vou deixar vocês a sós- Alec disse com um sorriso triunfante no rosto.
-Não precisa ir- eu disse ficando mais perto dele.
-Vocês tem muito o que conversar Nesse- ele sussurrou- Qualquer coisa me ligue- ele disse, me deu um selinho, acenou para Marina Foster e saiu.
-Ele parece um bom rapaz, estão a muito tempo juntos?- ela perguntou.
-Há alguns meses, mas nos conhecemos a anos- respondi me sentando no sofá ao lado dela.
-Eram amigos antes?
-Na verdade não, ele é irmão de uma ex-amiga- respondi confusa com a minha própria história.
-Mas, você sempre gostou dele?
-Eu odiava ele- respondi rindo- E ele aparentava me odiar também, mas há pouco tempo descobri que ele sempre me amou.
-Bonita história- ela disse sorrindo e eu assenti.
-Qual é o nome dele?- perguntei.
-De quem?- ela perguntou confusa.
-Do meu pai biológico- respondi baixo.
-Nick, Nicolas Johnson- ela respondeu.
-Vocês eram namorados?- perguntei a olhando nos olhos.
-Não, éramos melhores amigos que decidimos terem suas primeira vez um com o outro- ela contou- E quando eu descobri que estava grávida fiquei louca, meus pais sempre foram muito rígidos.
-E o Nick?- perguntei, milhares de perguntas surgiam na minha mente a todo instante.
-Ele morreu em um incêndio, alguns dias depois de ficarmos juntos.
-Meu Deus!- exclamei chocada- E o que houve depois?
-Eu não contei para os meus pais, eu não era forte o suficiente para isso, então eu fugi de Seattle, que era onde eu morava, e fui parar em Forks, lá eu conheci os Cullen. Eles me ajudaram, me contaram sobre o que haviam passado meses antes.
Foram eles que me levaram de volta para Seattle e me ajudaram a contar para os meus pais. Papai queria que eu abortasse, mamãe ficou dizendo que não iria me ajudar em nada. Então, seus pais disseram que iriam te adotar, e eu concordei, sabia que era o melhor para você.
Eles estiveram ao meu lado durante toda a gravidez e logo na maternidade te adotaram. Depois disso meus pais me mandaram para o Texas, para morar com uma tia.
-Você nunca pensou em ficar comigo? Ou em me procurar?- perguntei controlando o choro.
-Eu queria ficar com você Renesmee, até contar para meus pais, apesar de tudo, eles me abriram os olhos de que eu não tinha condição alguma de ficar com você- ela disse e parecia que estava controlando o choro também- E eu pensei em te procurar sim, assim que me formei na faculdade e arranjei um trabalho eu quis te “pegar” de volta, mas sabia que não seria justo com você e com seus pais.
-Você mora aonde agora?- perguntei.
-Em Chicago- ela respondeu.
-É casada?
-Divorciada.
-Tem filhos?
-Um menino- respondeu alegre.
-Como ele se chama?
-Cameron, tem cinco anos e o formato do seu rosto- ela falou e eu sorri.
-Com quem ele está agora?
-Com o pai
-Ele sabe sobre mim?
-Eu contei depois que um detetive apareceu na minha porta dizendo que havia uma pessoa do passado procurando por mm- ela contou.
-Alec colocou um detetive atrás de você?- perguntei e ela assentiu rindo.
-Sabe Renesmee, esse garoto te ama, é perceptível de longe, o jeito que ele te olha, que ele fala e age com você denuncia isso.
-Eu também o amo muito!- exclamei feliz em pensar o quanto amava o garoto de olhos azuis- Ele te contou que é o filho desaparecido dos meus pais?
-Não- ela respondeu chocada.
-Pois é, é uma história longa e confusa, mas dá para definir em uma palavra: Vingança.
-Quer me contar?
-Quer ouvir?- ela assentiu e eu lhe contei tudo que sabia.
**
-Tanya está presa?- ela questionou.
-Não, mas estamos crentes que logo vai estar.
-Como foi sua infância Renesmee?
-Acho que como a de qualquer outra criança. Mas, minha adolescência foi difícil, até eu decidir mudar para conquistar um garoto.
-Conseguiu?
-Consegui, mas ele me traiu- falei- Foi Alec quem me ajudou a superar isso, ele me conquistou, conquistou meu amor, e o traste do cachorro que me traiu não significa mais nada para mim...- me interrompi quando ela começou a chorar- Marina, o que houve?- perguntei preocupada.
-Desculpe Renesmee, mas é que você me disse essas coisas e eu estou me sentindo mal por não ter estado ao seu lado durante isso tudo- ela disse limpando as lágrimas.
-Marina uma vez eu disse para Alec que se descobrisse que era adotada eu iria querer conhecer meus pais biológicos, e se achasse que os motivos deles para me deixarem fossem plausíveis eu os perdoaria- falei pegando em suas mãos.
Você me perdoou?- ela perguntou dando um fraco sorriso.
-Claro que sim Marina, não podia ser diferente. Tudo que aconteceu não pode ser evitado. E eu não posso reclamar de nada, sempre fui amada por minha família.
-Renesmee eu sempre te amei, sempre- ela disse me dando um abraço e eu me senti mais do que feliz. Eu tinha toda minha família, tinha Alec e agora tinha Marina.
Dois dias depois
-Me ligue assim que chegar lá- falei para Marina antes dela embarcar.
-Pode deixar- ela disse, nos despedimos e ela embarcou.
Ainda sorrindo fui até onde Alec estava com o carro. Marina havia ficado aqueles dias comigo, nós ficamos próximas, eu não a chamava de mãe, mas estávamos bem em relação a isso.
-Obrigado meu amor!- agradeci abraçando Alec e enche o rosto dele de beijos.
-Pelo quê?- ele perguntou rindo.
-Por ter proporcionado esse encontro- falei sorrindo- Eu te amo!- exclamei o beijando.
-Eu também te amo!- ele exclamou- Agora vamos para o meu apartamento demonstrar esse amor- ele disse me colocando no carro e eu comecei a rir. Dois dias sem sexo fazia aquilo com a pessoa.
**
-Acho que estamos perdidos- Alec disse quando passamos pela terceira vez na frente da mesma loja.
-Vá até o final da rua, dobre para a direita, depois para a esquerda e vai saber chegar no prédio- falei.
-Por que não disse isso antes?- ele perguntou.
-Foi engraçado ver sua cara de perdido- falei e ele negou com a cabeça rindo.
-Você ainda vai me matar mulher!- ele exclamou e eu ri. Meu telefone tocou e eu vi que era minha mãe- Bella- ela seria minha mãe independente de tudo, assim como meu pai. Os dois sabia que eu tinha conhecido Marina e ficaram felizes com a nossa aproximação.
-Oi mãe que ao mesmo tempo é minha sogra- falei ao atender e vi Alec sorrir, mas mamãe não riu o que me surpreendeu, pois ela sempre fazia isso quando eu dizia aquilo- Tudo bem?- perguntei.
-Prenderam a Tanya!
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