Conquistando O Amor
7 1ª Fase-O Filho Perfeito-part II
Notas iniciais
ESPERO QUE GOSTEM...
POV Nessie
–Meu Deus!- exclamei quando minha tia terminou de contar aquela história.
Flash Back on
–É melhor entrarmos- tia Rose disse e me rebocou para meu quarto, nos sentamos na minha cama e ela começou a contar sobre a história de Tanya Jane Denali Brandon, mãe da minha ex- melhor amiga e de Alec- Tanya fez o colegial comigo e com seus pais, na verdade mais com eles do que comigo, afinal sou um ano mais nova que seu pai. Ela era completamente apaixonada por seu pai naquela época. Mas seu pai nunca nem olhou para ela, ele sempre foi perdidamente apaixonado por sua mãe, e isso sempre deixou Tanya irada.
Ela jurou que um dia ainda ia atingir eles dois.
Flash Back off
–Tia?- a chamei depois de relembrar a história, me prendi ao final dela daquela vez. “Ela jurou que um dia ainda ia atingir eles dois.”- Tanya? Será que foi ela quem atropelou minha mãe?- perguntei tremendo, o motorista do carro não havia sido encontrado, e Tanya havia jurado atingir meus pais, deixar minha mãe em coma valia não?
–Ela disse que iria atingir o dois quando era uma adolescente querida, tenho certeza de que não foi ela quem atropelou sua mãe- minha tia disse tentando me passar confiança.
–Espero que esteja certa- murmurei.
–Agora querida, me diga o que estava fazendo com Alec, pelo o que eu sei você era amiga da irmã dele, não dele- minha tia disse sorrindo- Ou você vai e dizer que estão namorando- corei absurdamente com o que ela disse e me apressei em falar.
–Não tia eu não estou namorando com ele- o sorriso dela se desfez e ela falou:
–Querida você tem 17 anos e nunca namorou- revirei os olhos, até minha tia sabia disso.
–Ainda não encontrei o cara certo- menti, eu havia encontrado sim, mas àquela hora ele estava na Holanda.
–Mas voltando ao assunto se você não é namorada do Alec, ou, coisa parecia o que ele estava fazendo aqui em cima com você.
–Ele estava me dando apoio- respondi, o que era verdade.
–E por que Jane não veio aqui?
–Nós duas não somos mais amigas, tivemos uma briga- falei e me toquei de algo- Por que meus pais nunca me proibiram de ser amiga dela? Afinal, ela é filha da Tanya.
–Seus pais nunca fariam isso querida- tia Rose disse dando um doce sorriso- Eles não te afastariam da sua amiga só porque ela é filha da Tanya, eles nunca culpariam a filha pelos erros da mãe.
–Isso é tão generoso- falei sorrindo, eu devia agradecer por ter os pais que tinha.
–Mas meu anjo, para seu próprio bem não fique perto do Alec- ela disse séria.
–Por que tia?- perguntei confusa.
–Tanya o idolatra, qualquer um dessa cidade pode perceber isso, ele é o filho preferido dela. Nem Alice que é a mais velha e na minha opinião a mais doce dos três recebe tanta atenção dela quanto Alec recebe. Por um lado é até bom que você não seja namorada dele.
Tanya não suportaria ver você namorando com o filho dela, não suportaria perder o “filho perfeito e preferido” para a filha da Bella. Ela odiaria ainda mais essa família. Para seu próprio bem meu amor não se meta com Alec, não por causa dele, mas por causa da mãe dele- minha tia disse me deu um beijo na testa e me deixou sozinha no quarto.
E pensar que eu havia passado anos sendo amiga da filha da “inimiga”. Que eu havia pedido ajuda para o filho perfeito e preferido dela para conquistar Jake. Que eu havia tido meu primeiro beijo com ele.
Mas e agora? O que eu faria?
Mamãe estava em coma. Papai estava desolado. Minha família estava profundamente abalada.
E eu me sentia só. Não tinha mais minha melhor amiga ao meu lado. Droga! Tudo isso era culpa do meu maldito jeito de ser. Se eu fosse como a garota mais popular da escola- Victória Gilbert- tinha certeza de que eu teria m milhão de amigos para me consolar, mas não a única amiga que eu sempre tive foi Jane e nem ela mais eu tinha.
Me sentei em um sofá que tinha em baixo da minha janela e fiquei vendo as pessoas passarem. Vi também quando meus avôs, meus tios, meus primos e meus irmãos foram embora. Eliza e Anthony iam ficar com meus tios, papai não tinha cabeça para cuidar deles, muito menos eu.
–Posso entrar?- papai perguntou aparecendo na porta do meu quarto, assenti e ele foi se sentar ao meu lado.
–Noticias do hospital?- perguntei.
–Não- ele respondeu encarando a rua- Ela vai ficar bem querida, tenho certeza disso- ele afirmou me puxando para seus braços.
–E se não ficar papai? E se ela passar anos e anos em coma? E se ela morrer?- questionei, estava triste, mas não chorava, eu não tinha mais lágrimas.
–Ela vai ficar bem meu amor, eu prometo logo isso tudo vai passar e ela já estará em casa brigando com você porque você está demorando em acordar. Comigo porque deixei a toalha molhada em cima da cama. Com o Anthony porque ele não tomou banho, com a Eliza porque ela não quer comer- dei um leve sorriso para o que meu pai disse apesar de tudo eu sentia falta da mamãe, ela era participativa demais em nossas vidas.
–Pai?- o chamei ficando de frente pra ele.
–Sim querida?
–Você nunca amou Tanya Denali, não é?- perguntei, ele pareceu confuso com minha pergunta e questionou.
–Tanya Denali? A mãe da Jane? O que tem ela?
–Tia Rose me disse que ela gostava de você no colegial- esclareci, ele sorriu e disse:
–Rosalie fala demais.
–Mas então papai? Você nunca amou?
–Nunca meu anjo. Sua mãe sempre foi a única que teve esse poder sobre mim. Tanya nunca passou de uma colega de classe que tinha um tombo por mim- ele disse afagando meu rosto, e eu sorri aliviada- Mas me diga como você e sua tia chegaram a esse assunto.
–Ela me viu com o filho da Tanya- respondi sem pensar nas minhas palavras o que deixou meu pai vermelho, azul, roxo, de todas as cores possíveis até que falou por fim.
–Como assim com o filho da Tanya? O que estavam fazendo?
–Ele só veio até aqui ver como eu estava papai- o tranqüilizei.
–Isso está um pouco confuso querida, não vi Jane vir aqui, mas ele sim. E ontem ele foi quem te levou para o hospital, afinal o que está acontecendo?- eu estava ferrada, papai queria saber o que estava acontecendo entre mim e Alec, tudo bem que o que tínhamos já havia acabado, afinal quem pensaria em continuar com aquele plano maluco quando sua mãe está em coma? Mas o que eu falaria para meu pai?
–Eu e Jane não somos mais amigas papai- comecei falando a verdade- E eu meio que me tornei amiga do Alec depois disso- inventei.
–Amiga?- ele questionou.
–Sim papai, amiga. Tia Rose já me avisou que eu não devo ser mais nada dele e que até devo ficar longe dele para meu próprio bem. Não que eu quisesse se algo a mais dele- falei, papai me encarou nos olhos com seu par de esmeraldas, os mesmos olhos que os meus, e perguntou:
–Por que sua tia disse que você deveria se afastar dele?
–Porque ele é o filho preferido e perfeito da Tanya e ela disse que essa não suportaria perder o filho para mim, a filha da Bella- respondi.
–Sua tia fala demais mesmo, você pode ser AMIGA dele- papai frisou no amiga- Não tem problema nenhum. Sua mãe e eu nunca lhe proibimos de ser amiga de Jane, não poderíamos fazer o contrario com o Alec.
–Quem é o senhor e o que fez com meu pai?- perguntei brincado.
–Percebi que devo ser um pouco mais compreensível querida, não posso te manter presa para sempre, você já tem 17 anos e daqui há dois anos vai para a faculdade e eu só vou te ver uma vez por ano. Preciso ter sua confiança para você sempre voltar, para eu nunca lhe perder- ele disse dano um sorriso triste, eu sorri também e voltei a abraçá-lo.
–Nunca vai me perder papai, tenha certeza disso afirmei- Eu posso ir morar do outro lado do país, do outro lado do mundo- falei- Ou posso mudar meu jeito de ser- disse pensando no plano furado de conquistar Jacob- Sempre vai me ter por perto!- exclamei.
–Sabe do que eu lembrei agora?- ele perguntou.
–Do quê?
–De quando você tinha sete anos de idade e fomos sozinhos até aquele parque de diversões em Seattle e eu acabei te perdendo na multidão, acho que é por isso eu me tornei tão protetor- ele disse, eu me lembrava muito bem daquele dia, aquela foi a única “aventura” que eu passei em minha vida.
–Esqueça isso papai, já faz dez anos e eu estou bem, não passei por nenhum trauma ou coisa parecida- eu disse.
–É eu sei, mas você não faz idéia de como eu fiquei desesperado, por sorte eu te encontrei no...
–Carrinho de algodão doce- falamos juntos e rimos.
–Viu papai? Nunca vai me perder, sempre vai me achar perto do carrinho de algodão doce seja ele literal ou figurado- eu falei, ele sorriu e disse:
–Eu te amo minha pequena.
POV Alec
–Como assim grávida Alice?- perguntei em choque entrando no apartamento dela- Pelo o que eu sei você não tem um namorado, noivo, muito menos um marido
–Eu...Por favor, não me julgue Alec- ela pediu se sentando no sofá, me sentei ao lado dela e perguntei:
–De quem você está grávida Alice?
–Ele é médico trabalha no hospital de Forks, mas...
–Mas o quê?- perguntei a incentivando a continuar.
–Ele é casado- ela respondeu com a voz trêmula.
–Como?- perguntei sem acreditar no que ela dizia.
–Eu o conheci na loja que eu trabalho, nos demos super bem logo de cara. Ele foi honesto e disse que era casado, mas eu me vi apaixonada por ele e não liguei para isso, ficamos juntos uma única noite e nunca mais nos vimos. E agora eu descobri que estou grávida.
–Alice você está grávida de um cara que é casado e que você só ficou uma vez- eu disse, mas para mim mesmo do que pra ela enquanto tentava acreditar naquilo.
–Eu sei Alec, sou a pior pessoa do mundo!- ela exclamou voltando a chorar- E pra completar ele é quinze anos mais velho do que eu- me perdido naquela última informação e me vi culpado pelo o que estava acontecendo com Alice, o fato de eu ser “O FILHO PERFEITO”, fazia com que meus pais esquecessem-se das meninas, principalmente de Alice, já que ela não morava conosco a anos.
–Não sei o que dizer- confessei.
–Preciso de ajuda Alec- ela disse.
–Para abortar?- perguntei paralisado, aquele não era um assunto muito esclarecido na minha cabeça.
–Não, claro que não, eu nunca faria isso- ela se apressou em dizer, e eu me senti um pouco mais aliviado, acho que ali minha idéia sobre aborto se tornou clara, eu era contra.
–Então?
–Quero que me ajude a contar isso para a mamãe e para o papai, sei que vai ser difícil e terrível, mas eles precisam saber e eu preciso de ajuda.
–Claro que eu vou te ajudar baixinha, sempre vou estar aqui para você- jurei a abraçando- Agora, o pai dessa criança, ele sabe sobre sua gravidez?
–Não, eu não tive coragem, Alec ele é casado como vou dizer isso para ele?
–Você precisa falar isso pra ele Alice, ele é o pai e você não pode negligenciar isso- falei.
–Primeiro vou contar para nossos pais, depois eu conto para ele- ela falou decidida.
–Quer ir lá pra casa agora? Para contar a novidade?- perguntei me pondo de pé.
–Eles, eles vão me odiar Alec, mamãe vai me renegar e papai vai acabar fazendo o mesmo, como sempre faz, eu sei disso. Eu não quero ser abandonada em uma hora dessas, eu não sei como enfrentar isso sozinha, eu sou fraca demais- ela começou a falar desesperada, me ajoelhei na frente dela e segurei em suas mãos, Alice parecia uma fadinha de tão pequena e delicada, virei o rosto dela na minha direção e disse:
–Você não vai ser abandonada entendeu? Sempre vou estar aqui pra você- repeti minha frase de minutos antes e continuei- Você sempre será minha baixinha preferida e louca, você não vai enfrentar isso sozinha, não importa o que Tanya e Henry Brandon digam ou façam, eu sempre vou estar lhe ajudando.
Nem que eu seja renegado, deserdado, abandonado ou qualquer outra coisa, nunca iria deixar você passar por isso sozinha, você está carregando meu sobrinho agora e eu te amo ainda mais por isso- eu disse afagando a barriga dela ela sorriu e disse:
–Obrigado por ser o melhor irmão do mundo Alec.
–Eu que tenho que te agradecer Alice, te agradecer por você ser a única pessoa no mundo que não me coloca em um pedestal ou me acha um metido- falei.
–Você é meu irmão, e te conheço muito bem, sei que você não é perfeito e sei o quanto você é generoso, é por isso que eu te amo- eu sorri para ela e a abracei, era por isso que eu amava tanto Alice, ela era a única pessoa no mundo que me entendia e me amava de qualquer jeito.
**
–Alec Henry Brandon!- ouvi mamãe exclamar da sala quando Alice e eu chegamos em casa, ela estava furiosa e eu desconfiava o motivo, Alice se encolheu em meus braços e eu a abracei mais forte e continuamos nosso caminho até a sala, lá meus pais estavam sozinhos com caras nada boas- O que deu em você para ir embora daquele jeito do almoço na casa os Gilbert sem dar nenhuma explicação?- mamãe perguntou para mim, se virou para Alice e questionou em um tom frio e irritado- O que houve com você?- Alice tremia e tinha o rosto vermelho e inchado por conta do choro.
–Eu precisei ir me encontrar com a Alice, era urgente e eu não tive tempo para explicações ou despedidas- respondi arrastando Alice para o sofá comigo, vi que nossa empregada também se encontrava na sala e me dirigindo a ela pedi um copo de água para Alice.
–O que houve com ela?- papai perguntou para mim, possivelmente preocupado percebendo que ela não conseguiria responder, mas talvez ele nem estivesse preocupado, papai mal se metia nas nossas vidas, era tão raro ouvir ele perguntar como estávamos.
–Alice está...- comecei a falar, mas ela me interrompeu e disse:
–Você não tem obrigação de contar isso Alec, eu tenho- assenti e a deixei prosseguir- O que Alec ia dizer era que eu estou grávida- meu pai ficou paralisado sem demonstrar qualquer tipo de reação e muito menos emoção alguma. Mas já mamãe avançou até onde eu e Alice estávamos com uma expressão furiosa, parou na nossa frente e exclamou para Alice:
–Para fora da minha casa! Agora! Nunca mais quero vê-la!- e não entendia porque ela estava agindo daquele jeito e falei:
–Mãe, acalme-se precisamos conversar.
–Eu não tenho nada para conversar com essa ai- ela disse lançando um olhar mortal para Alice.
–Ela é sua filha, tem que apoiá-la- eu disse.
–Ela não é mais minha filha!- mamãe gritou, se virou para Alice e disse- Você ouviu? Nunca mais me procure, nunca mais me chame de mãe, você não é mais minha filha.
–Chega!- gritei me levantando ficando de frente para minha mãe- Não trate Alice assim.
–Eu sei de quem é esse filho que ela está esperando, eu a vi com um homem casado, não disse nada porque esperava que não fosse chegar a esse ponto, mas agora que ela esta grávida eu não quero mais ela na minha frente- mamãe disse- E você Alec também não quero que fique perto dela, Alice é uma péssima influência, uma péssima influência.
–Não pense que vai me manter afastado dela!- exclamei revoltado, eu odiava ser controlado por ela.
–Você vai sim ficar longe dela Alec Brandon, você não vai ter sua mente corrompida por essa vagabunda!- mamãe gritou.
–Não chame Alice de vagabunda, se tem alguém que merece esse titulo aqui esse alguém é você- gritei também, ela ficou estática por exatos cinco segundos até que me deu um tapa.
–Seu ingrato!- ela exclamou entre um choro falso.
–Eu não sou o ingrato, você é. Ou se esqueceu que foi Alice que te deu tudo que você tem hoje- a lembrei.
–Do que você ta falando?
–Do golpe da barriga que você deu no papai- falei, todos naquela cidade sabiam disso e até eu sendo filho sabia. Ia falar algo para ela, algo relacionado ao fato de eu estar cansado de ser o filho perfeito, mas ela me jogou a água que a empregada havia trazido para Alice em mim.
–Quero os dois fora dessa casa agora! Não quero ver nem você Alec, nem você Alice mais aqui- não foi minha mãe que exclamou isso e sim nosso nem um pouco participativo pai.
–Não Henry! Não!- mamãe começou a exclamar se segurando no braço dele para não cair, como se ele fosse o porto seguro dela, na verdade ele era, mas era o porto seguro de dinheiro que ela havia conseguido com seus 19 anos quando engravidou de Alice.
–Ambos nos desrespeitaram Tanya, não posso tê-los mais aqui- ele falou.
–Não Henry! Mande só a Alice embora, Alec não pode ir, ele não pode ir de jeito nenhum, ele não pode me deixar, ele é meu é meu menino, meu filho perfeito- ela disse se abraçando em mim.
–Ele acabou de te ofender Tanya, como ele pode ser o filho perfeito?- me pai perguntou perplexo.
–Não, ele só me ofendeu por causa dessa inconseqüente, ele não me ofenderia por vontade própria. Eu o vi também conversando com a filha dos Cullen, sabe que ela nunca foi uma boa influência para Jane e com certeza não é uma boa influência para nosso garoto- ela falou e eu me perguntei em que ponto Renesmee havia se transformado no motivo da minha “rebeldia”.
–Não importa Tanya, você querendo ou não ele vai ir embora com Alice- papai se impôs, o que também era raro, mamãe era sempre quem dava a última palavra ali.
–Vamos para meu apartamento Alec- Alice disse ficando de pé e segurou em meu braço no mesmo momento que mamãe se afastou de mim para desabar em uma poltrona, ela parecia péssima e eu queria ir até ela e reconfortá-la, mas eu não podia fazer isso, não depois de tudo que ela havia dito e feito.
–Seu apartamento?- papai perguntou em tom de deboche- Você não tem um apartamento Alice, aquele apartamento é meu, você nunca conseguiria ter um apartamento daqueles trabalhando naquela lojinha de roupas que você trabalha- ele disse, ele conseguia ser igual ou até pior do que minha mãe quando queria.
–Está me jogando na cara?- Alice perguntou se soltando dos meus braços.
–Estou, e tenho todo direito para isso, pois minha filha desde pequena só me deu trabalho. Primeiro gastava todo meu dinheiro em compras, depois decepciona toda a família querendo se tornar uma estilista, me faz gastar muito dinheiro com aquela faculdade em Paris.
Não arranja um emprego decente e se torna vendedora de loja. E agora, como se tudo isso não fosse o bastante ela fica grávida de um homem casado.
–Quero ir embora daqui Alec- Alice murmurou voltando a chorar, assenti e comecei a levá-la até a escada.
–Aonde pensa que está indo garoto?- meu pai questionou com raiva na voz.
–Vou pegar algumas coisas, ou você vai proibir isso também?- perguntei impaciente.
–Henry, o deixe pegar o que quer- mamãe implorou se jogando no chão na frente dele.
–Tem cinco minutos contados para sair dessa casa e levar essa piranhinha que um dia eu chamei de filha com você- ele disse e eu rapidamente levei Alice aos prantos para os segundo andar comigo.
Entramos no meu quarto e eu peguei coisas úteis, principalmente dinheiro, Alice e eu precisaríamos muito dele a partir de agora, afinal havíamos sido renegados, não? Peguei algumas coisas de Alice em seu antigo quarto e coloquei tudo em duas grades malas uma para ela, outra para mim.
–Parem!- meu ... Henry exclamou quando chegamos na sala, ele tirou as malas das minha mãos e começou a ...
–O que está fazendo?-perguntei ao ver ele tirar tudo das malas.
–Estou procurando por dinheiro, vocês não vão levar meu dinheiro, nenhum dos dois merecem- ele disse, e eu me senti sujo, aquilo tudo era ridículo e humilhante demais.
–Tome seu dinheiro!- exclamei jogando tudo que tinha pego no chão ao lado dele, recolhi tudo que ele havia tirado das malas e as coloquei de volta.
–Você- ele disse se virando para Alice- Me dê a chave do apartamento, e seu dinheiro, pode ficar com os cartões de crédito, vou mandar cancelar eles,quero as chaves dos carro também- ele disse olhando para mim na última parte também, sem pestanejar entregamos tudo que ele havia pedido e saímos da casa.
–Hey! Vocês dois! Esperem!- ouvi Jane nos chamar vindo da parte de trás da casa- Eu ouvi tudo –ela falou quando nos alcançou- Não se preocupem tenho certeza que amanha eles já vão ter resolvido tudo e tudo vai voltar ao normal.
–Se o normal é ser humilhada por eles eu dispensso- Alice disse.
–Não sei para onde pretendem ir, mas imagino que vão precisar de dinheiro- Jane disse e pegou algo no bolso da calça, ela depositou cinqüenta dólares na minha mão e disse- Sei que isso não é nada, mas eu não posso deixar vocês irem sem nenhum centavo- pela primeira vez vi Jane tão... Generosa, não que ela não fosse. Ela era, mas nunca com ninguém da nossa família, principalmente comigo e com Alice.
–Obrigado Jane!- exclamei a abraçando forte, ela se soltou de mim deu um rápido abraço em Alice e voltou para casa.
–Estou tão surpresa quanto você com o gesto dela, mas não existe nenhum hotel ou coisa parecida que pode nos obrigar por cinqüenta dólares- Alice disse.
–Vou dar um jeito!- exclamei, chamei um táxi e dei o endereço para o motorista.
Quando chegamos à casa da única pessoa que eu acreditava que podia me ajudar, deixei Alice dentro do táxi, onde estava quente e seguro, não podia esquecer que minha irmã estava grávida. Toquei a campainha duas vezes até a porta se aberta e quando vi que a pessoa quem eu esperava que a tivesse aberto a abriu eu disse:
–Eu preciso da sua ajuda!
Notas finais
E AI? TANTA COISA ACONTECENDO NÃO É?
POR FAVOR COMENTEM PARA EU SABER O QUE ESÃO ACHANDO
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