Connie por um Dia — Peridot vs os Pugs Malditos

Era um pedido simples, esquisito e muito bem planejado, em todos os seus aspectos e detalhes. Algo que leva um bom tempo para se elaborar.

No entanto, Steven se mostrara com uma mente muito aberta para a ideia.

Até porque, ser salvo de Pugs assassinos com olhos de raio laser mexe com o indivíduo.

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Peridot exigira que o rapaz a tratasse como se fosse sua namorada pelo resto do dia.

Incluindo que a chamasse de Connie.

A requisição também incluía um passeio pela cidade, no qual Steven teria que arcar com os custos.

Ela também fez questão que ficassem o tempo todo de mãos dadas.

Na verdade, ela enfatizou bem essa parte.

Do contrário, como eles vão saber que nós somos um casal?

Esse era seu argumento.

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Caminhada no parque de diversões.

Sessão da tarde do cinema – conhecida pelos moradores por ser dedicada a comédias românticas.

E o tempo todo, de mãos dadas.

Steven também descobrira que poderia pagar meio-ingresso em quase todas as atrações do parque e no filme, pois os atendentes julgavam que Peridot fosse alguém na faixa de 6 a 8 anos.

Ela considerou o fato uma ofensa pessoal, mas deixou passar.

Estava muito feliz do lado do “namorado” para se importar.

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Depois, resolveram parar para comer próximo ao Big Donuts, para recarregar as forças.

Normalmente o rapaz comprava um milk shake para dividir com Connie, então achou justo fazer o mesmo com a substituta.

Embora ela tivesse grande dificuldade para entender o conceito complexo da sobremesa.

— Tem chocolate nisso? – Ela perguntou.

— Tem.

— E cerejas?

— Também.

— E produtos químicos complexos para tornar o sabor mais tolerável?

— Hum.... Provavelmente....

— Tem castanhas?

Steven gargalhou antes de responder. Esse era o estilo dela.

Perguntar sobre tudo. Racionalizar sobre tudo.

Uma máquina de matar Pugs baixinha e fofa.

Era a visão que ele tinha da Gem – e ele carregaria por toda a vida.

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Quando o sol começou a se esconder, decidiram rumar para a última parada do encontro.

De volta a praia.

Chegaram a tempo de ver o nascimento das tartarugas.

Com receio, as pequenas saíam bem devagar de seus ovos. Patinha a patinha, elas íam se alongando e caminhando rumo ao mar.

Inúmeras delas. Cruzando a areia quente e centenas de parafernálias de metal retorcidas para alcançar a liberdade.

E o casal assistia a cena de camarote, sentados em cima do satélite de origem soviética.

Ainda de mãos dadas.

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— Diz a verdade. Podia ter pedido qualquer coisa.

Por que isso?

Peridot chegou mais perto de Steven, o segurando pelo braço, deixando que sua cabeça se apoiasse no ombro dele.

— Eu queria entender o relacionamento humano. Quantificar o sentimento que você sente pela Connie.

— E deu certo?

Ela coçou o queixo antes de responder.

— Estou feliz – Disse ela – Emocionada.

Mas muito nervosa. Sinto como se meu coração fosse sofrer algum dano estrutural grave.

O rapaz a segurou pelo rosto, ficando extremamente satisfeito com a vermelhidão no rosto da Gem, provocada pelo ato.

— Então deu certo, sim. Algum último pedido, “Connie”?

— Na verdade, tenho. Mas precisamos voltar para o templo.

— Porque?

— Porque precisamos estar deitados.

....

Templo das Gems

Ela pediu para que eles se deitassem, abraçados, na cama dele.

Só então, revelaria o seu último pedido do dia.

Steven agradeceu a Deus por todas as outras estarem fora, em missão.

Já deitados, ele passou seus braços em volta dela. Ela fez o mesmo com Steven.

— O que você quer, exatamente?

Ela alinhou a cabeça perto do peito dele. Conseguia ouvir a respiração do rapaz, assim como o coração dele, acelerado.

— Quero um beijo de boa noite.

— O que? Um beijo? Só isso?

Ela olhou para ele com as sobrancelhas arqueadas.

— O que mais eu poderia pedir? Se é um beijo de boa noite, tínhamos que estar deitados em uma cama.

— De onde você tira suas informações?

De forma rápida, a Gem se levantou, voltando em seguida com diversas revistas em preto branco.

— Daqui – Ela respondeu, entregando uma das cópias para Steven.

Era uma coletânea de mangás, de um mesmo autor.

Não chegava a ser erótico em si, mas era bem sugestivo.

— E de onde você tirou essas revistas?

— Do quarto da Pérola. Embora eu tente devolver e ela não aceite de volta.

Sempre que eu toco no assunto ela fica muito nervosa....

— Entendi. Tudo bem, deixa pra lá.

Voltando para os braços do rapaz, ela recebeu o tão esperado beijo.

Um selinho suave e discreto, que ela esperara o dia todo.

E julgava ter valido a pena.

Confortáveis ali um nos braços do outro, acabaram pegando no sono.

....

Manhã Seguinte

— De todas nós, quem diria que seria a Peridot a ir para cama com o Steven, primeiro....

— Ametista! – Bradou Pérola.

— O que? É um fato.

Depois de vê-los dormindo de conchinha, as três Gems estavam numa mescla de curiosidade e pavor.

— Pode não ser nada – Argumentou Lazuli.

— Fale por você, não está lá dividindo a cama com ele! – Resmungou Pérola.

— Já dividimos o chuveiro, pra que dividir a cama?

Pérola e Ametista a olharam com certa surpresa.

— Você está mentindo.... – Disse Pérola.

Lazuli respondeu o olhar de surpresa com um de desdém.

— Será que estou? Vocês duas nunca irão saber....

....

— O que vocês sabem sobre Pugs falantes que atiram raios dos olhos?

As três quase deram um salto quando ouviram a voz de Steven, que veio discretamente e as surpreendeu por trás.

Não obstante, nenhuma delas respondeu.

— Não custava tentar – Ele completou.

Em seguida, jogou a pilha de mangás na frente de Pérola.

— Só devolvendo – Ele disse – Vou voltar para a cama. Ontem foi um dia muito cansativo.

....

— Que droga, a Peridot amassou as bordas....

Ametista e Lazuli olharam para as capas sugestivas das revistinhas, depois uma para outra.

E em seguida, um olhar muito cético e pesado em cima de Pérola.

— Quero dizer, eu nunca vi isso em toda a minha vida....

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