Connections
5 CAPÍTulo Cinco
Sam e Dean já tinham escolhido um hotel barato em um canto afastado da cidade vizinha para se instalarem, afinal, Alice poderia estar atrás deles assim que acordasse.
—Nós não a matamos mesmo, não é? Ela era bem legal pra ser morta e tem família! – Sam perguntou mais uma vez fazendo Dean revirar os olhos.
—Não matamos, Sam. E ela pode muito ter mentido pra você, é muito difícil um caçador ter família. Ainda mais uma família que vive numa fazenda no Texas. – Dean disse bufando.
—Não me pareceu mentira, Dean. E foi muito injusto o que nós fizemos com ela. Ela nos deixou entrar na sua casa pra tentarmos entender juntos o que está acontecendo e nós simplesmente a nocauteamos, reviramos as coisas dela e roubamos uma caixa. – Sam disse com certo remorso pelo que haviam feito.
—Escute, temos que ajudar o Cas e isso é nossa moeda de troca com Crowley. Tínhamos que fazer isso, pare de sentimentalismos. Vai dizer que só de conversar com a moça já está apaixonadinho, Sammy? – Dean brincou bagunçando o cabelo do irmão e rindo.
—Não, ela só parece ser uma boa pessoa. Mas deixe pra lá, vamos ficar aqui até Crowley dizer que pode nos ver? – o mais alto disse deitando-se em uma das camas do quarto que haviam escolhido.
—Provavelmente. O barracão fica na zona rural da cidade, bem isolado. E o encontro é daqui dois dias, então podemos aproveitar que é sexta e nos divertirmos um pouco pra variar. – o loiro disse ligando a televisão do quarto e abrindo um pacote de salgadinhos.
—Certo. – Sam disse pegando suas roupas e indo para o chuveiro.
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—Mais uma! – Dean exclamou para uma garçonete que passava por ali e a moça sorriu indicando que logo lhe traria mais uma bebida. Os irmãos haviam encontrado um bar bem movimentado na cidade e estavam ali há algum tempo, encontrando boas companhias para perder na sinuca e levar mais uns dólares pro bolso.
—Ei, Dean. Acho que vou voltar pro hotel. – Sam avisou ao irmão que não parecia querer ir embora tão cedo.
—Qual é, Sammy! Muito cedo. Não são nem três da manhã ainda. – ele argumentou abraçando o irmão pelo pescoço.
—Eu sei, mas ao contrário de você que pretende dormir o dia todo amanhã, eu quero dar uma volta por aí, comprar umas coisas. Então, pode deixar que eu volto andando pro hotel, certo? – ele disse já sabendo que o irmão não o deixaria com o carro.
Dean pareceu pensar por um momento e concordou, Sam gostava de andar por aí, então tudo bem ele andar.
—Tchau! – ele disse para o irmão indo em direção a garçonete que lhe trazia outra bebida. Sam riu e saiu do bar, sentindo a diferença de temperatura lá fora, caminhar mais rápido seria bom.
O hotel ficava mais afastado, mas não era tão longe dali, então alguns minutos bastaram para que o Winchester mais novo estivesse na tranqüilidade da sua cama.
Infelizmente, sua pretensão há dormir algumas horas tranqüilas foram interrompidas por batidas fortes na porta do quarto assim que o dia clareou. Um pouco confuso, acreditou ser Dean que perdera a chave, então pronto para dar uma bronca no irmão abriu a porta e deu de cara com dois policiais.
—É ele. Prenda-o. – um dos policias disse e o outro entrou no quarto o empurrando e prendendo seus braços atrás do corpo enquanto Sam não tinha reação e o policial arrumava as algemas.
—Onde está o seu companheiro? – o policial questionou entrando no quarto e procurando por alguém.
—Meu companheiro? Com assim, o que eu fiz? – Sam perguntou sentindo-se mais desperto.
—Você está sendo acusado de roubo, invasão a propriedade privada e agressão física a uma mulher. – o policial declarou empurrando Sam até a viatura.
Sam estava em choque e prestes a protestar contra aquilo, mas então percebeu que ele realmente fizera todas aquelas coisas e com um suspiro deixou-se se levar pelos policiais.
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—Aqui está ele! – alguém gritou ao longe fazendo Dean se revirar no banco do carro em que decidira dormir. – Você está preso! – a voz declarou agora bem mais próxima e quando o loiro abriu os olhos notou que a porta do seu carro estava aberta e quem fizera isso fora um policial.
—ahn? – Dean resmungou tentando pensar em algo quando o policial lhe agarrou as pernas e o arrastou para fora do carro. Dean caiu no chão e o movimento lhe causou vertigem.
—Ainda por cima está bêbado! – a voz gritou lhe dando um chute fraco na perna. –Levante-se homem! – o policial disse o erguendo pelos braços e sem esperar qualquer resposta o colocou na viatura e o levou para a delegacia onde seu companheiro já o estava aguardando.
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Já fazia duas horas que Sam Winchester estava sentando em uma sala de interrogações com uma mísera xícara de um café bem forte. Pelo que entendera os policiais estavam à procura de seu irmão e até o encontrarem não falariam com ele.
Foi então que a porta se abriu e uma pessoa foi colocada lá dentro.
—Dean! Até que enfim! – Sam exclamou. – Onde você estava?
—Sammy? – Dean perguntou agora já mais consciente. Sam puxou a cadeira ao seu lado para que o irmão se sentasse.
—Você está bem? – o mais novo perguntou.
—Isso é café? – Dean perguntou tomando a xícara de Sam de suas mãos e bebendo tudo rapidamente. – Já me sinto mais acordado. Que diabos está acontecendo, Sam?
—Eles foram até o hotel atrás de mim e queriam você também, mas eu não sabia onde você estava.
—Eu não estava em condições de dirigir há três horas atrás e resolvi dormir no carro.
—Eles estão nos acusando de... – Sam foi interrompido por um senhor de terno que adentrava na sala.
—Roubo, invasão e agressão. – ele disse se sentando de frente para os irmãos. – Na tarde de ontem recebemos uma denuncia de uma mulher da cidade vizinha, que alegava ter sido assaltada e agredida por dois homens, que cujo retrato falado combina exatamente com os senhores.
—E o que exatamente nós roubamos? – Sam perguntou tentando entender a tática de Alice.
—Uma caixa de jóias. Mas isso é o de menos, vocês agrediram uma mulher e fizeram uma desordem enorme na casa dela.
—Ela nos deixou entrar! – Dean exclamou.
—Calado! A vitima já nos contou que os pegou em flagrante e que os senhores a ameaçaram com uma faca e até a feriram. E que depois lhe deram uma pancada na cabeça e a deixaram lá sem auxilio enquanto a roubavam. – o homem disse lendo um papel.
Com Dean sem conseguir pensar direito, Sam precisava buscar uma solução. Se eles ficassem presos não poderiam ajudar Castiel e nem seria fácil para eles, pessoas que não tinham nem documentos de verdade, sair da cadeia antes de ficarem alguns anos por lá.
—Nós só estamos aqui porque a mulher em questão deu queixa, certo? – ele começou a argumentar.
—Certo.
—Se ela retirar a queixa estamos livres? – ele perguntou e o homem concordou com uma expressão de desagrado. –Por favor, entre em contato com ela. Vamos devolver a caixa. As jóias. – ele declarou dando um chute em Dean antes que o irmão protestasse em voz alta.
O homem de terno saiu da sala os deixando a sós.
—Está maluco Sam? Precisamos da caixa pra soltar o Cas! – ele exclamou.
—Você tem uma idéia melhor, Dean? Não. Melhor que estejamos livres pra ajudar o Cas do que aqui presos e sem nada. Quem sabe nós consigamos fazer um acordo com a Alice. – ele disse pensativo.
— Acordo? Ela chamou a polícia! Espera, nós podemos reverter isso, Sam. Se ela não tirar a queixa nós a denunciamos, ela é uma caçadora e vive como nós, tem que ser presa.
Sam revirou os olhos.
—Dean, ela tem um trabalho, um endereço fixo e tem família. Ela não vive como nós. – ele disse vendo Dean perder a esperança. – Agora só nos resta esperar.
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—Pois não? – Alice disse ao atender ao telefone. – Encontraram? Que maravilha! Querem me ver? Vão devolver? Claro que eu vou até aí, nos vemos em uma hora. Muito obrigada! – ela disse animada, seu plano tinha funcionado.
—Alice, querida? Era a polícia? – Brandon perguntou vindo até ela, mesmo esperando notícias ela decidira ir ao trabalho.
—Sim, Bram! Eles querem que eu vá até lá pra resolver tudo. Posso?
—Claro que pode, pobre de você, sozinha por aqui e ainda perder as jóias da família! Vá, eu cuido de tudo até você voltar. – ele disse sorrindo e ela agradeceu.
Pegou seu carro e algumas coisas e se colocou na estrada indo ao encontro dos Winchesters, se eles pensaram ser mais espertos que ela, estavam muito enganados.
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