Bom, deixa eu começar formalmente. Meu nome é Hórus, eu estava indo pra escola, como sempre. Estou no 9º ano do ensino integral, tenho 16 anos, mas acho que isso não vem ao caso, né?

Cheguei na escola e vi a Lara, minha melhor amiga (não me julguem por ter uma garota como melhor amiga). Ela estava linda como sempre -e sim, eu confesso eu gosto dela mas ela não sabe disso (ainda)-, ela usava um sobretudo marrom, calça jeans azul escuro e botas marrom de cano alto, estava com os cabelos longos, ruivos e com mechas azuis, soltos.

—Oi Hórus- Ela falou com um sorriso no rosto, o que me fez sorrir também -Está de bom humor hoje?

—Oi Lara, eu acho que não- Falei sem jeito e meio envergonhado- Tá frio né?

—É.

O sinal tocou. Fomos em direção à sala e um bando de baderneiros passou empurrando todo mundo. Passei a perna em um deles e ele caiu. Me senti meio mal por isso, ele era da 6° série...

Entrei na sala e fui para meu lugar. O professor começou a falar sobre provas e recuperações de português. De repente, me deu um sono muito forte. Eu encostei a cabeça na carteira e apaguei.

Tive uma visão de mim em uma casa pegando fogo, resolvi dar uma volta e ver o lugar, pra digamos... conhecer melhor, afinal não é todo dia que você aparece em uma casa em chamas.

Enquanto olhava o lugar, dei de cara com um monstro- Ele devia ter uns dois metros de altura, tinha pernas de cavalo e uma barriga tanquinho (dá pra acreditar nisso?). Sem mencionar a cabeça de pitbull com chifres, e com sangue escorrendo por todo seu corpo.

—Olá, Hórus! -A voz dele era grossa como um trovão- Chegou o dia, e dessa vez não vamos falhar. E seu pai não vai estar lá para nos atrapalhar.

—O que você sabe sobre meu pai?! -Tentei soar corajoso, mas não dava, com um monstro esquisito, de tanquinho, na sua frente -Me diga!

—Então você não sabe? -Ele falou em um tom de deboche -Pena que não vai estar vivo pra saber.

Ele soltou uma gargalhada sinistra, muito sinistra, e desapareceu em chamas.

Fala sério! O cara fala do meu pai e simplesmente some, eu fico super irritado com esse tipo de atitude, deixam a gente agonizando com a curiosidade na cabeça. Na real, eu fico muito pistola.

Eu acordei na enfermaria da escola, e vi uma mulher loira, vestida de branco. Deduzi que devia ser a enfermeira. Eu estava deitado em um tipo de maca, acompanhado de uma dor de cabeça insuportável, mas por sorte ainda conseguia falar.

—O que houve? -Perguntei meio zonzo.

—Você desmaiou na sala de aula -Disse ela -você não acordava, então te trouxeram pra cá. Sente-se bem?

—S-sim, só estou com uma dor de cabeça do cão.

Sentei na maca e pus as mãos na cabeça como se tivesse acontecido uma tragédia.

—Aqui, coma isso, ajuda com a dor -Ela me deu um chocolate (acho que ela deve ter comprado o diploma de médica ou de enfermeira pela internet), não entendi, mas comi com o maior prazer. #ILOVECHOCOLATE.

Saí e já era hora do intervalo. Andei um pouco e de repente senti um leve soco no braço.

—Como está, bela adormecida? -Falou Lara, dando um sorriso alegre.

—Melhor do que nunca! -Falei em um tom de alívio.

E, do nada, surge uma explosão de fogo e sou jogado contra a parede. Juro que pude ouvir minhas costelas quebrando, senti uma dor incrivelmente forte.

Vi o Sr. Tanquinho agarrando Lara pelo pescoço. Do nada meu corpo começou a queimar e arder, minha pele ficou cinza e tinha umas manchas, parecendo um simbolo estranho. Meu cabelo era longo e desgrenhado, sem contar as asas de falcão enormes nas minhas costas. Voei na direção da criatura e dei um soco com uma força tão explosiva que pensei ter estourado a cabeça dele. Ele voou pra trás e Lara foi jogada pro ar. Voei e a peguei a tempo.

—Sou Hórus, o mais novo guardião da terra! Queime, demônio!

CONTINUARÁ...

Notas finais
Obrigado, volte sempre na venda do seu juquinha.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.