Notas iniciais
Oi!! Eis o penúltimo capítulo. Boa leitura!!

– Traga-me todo o histórico dessa Eire. – Ordenou Hyoga.

Assim foi feito. Hyoga pegara seu endereço e telefone. Estava na hora de dar um basta nessa confusão passional. Lembrou-se dos momentos juntos no cruzeiro assim como a intervenção de sua mãe, que o deixara com muita raiva.

– Como eu pude me apaixonar tão rápido assim? – Falava enquanto olhava para a foto três por quatro na papeleta.

A noite chegara rápido. Minu resolvera ficar no quarto descansando, estava pensando em Ikki. Adoraria ouvir sua voz de novo, apesar de às vezes ser muito irritante. Ela lembrou-se que o bilhete que ele deixara tinha seu número de telefone. Mas infelizmente, sobre ele havia uma toalha molhada que deixou alguns números ilegíveis.

– Ai, como eu sou idiota!

Minu estava triste, mas pelo menos poderia conseguir seu número na agencia de advocacia, já que trabalhava numa das filiais do seu pai em Tókio.

– Onde será que você está e o que está fazendo agora, senhor Ikki Amamiya?

Pensando no seu príncipe imperfeito, sim, porque bons modos, cortesia estavam em baixa no belo rapaz de cabelos azuis, Minu adormeceu.

No antiquário, depois do expediente, Eire conversava com Shun sobre o namorado dele.

– Shun, adorei o Dite!

– Ele às vezes é um pouco chato, mas é tão lindo! E aqueles cabelos...

– Sim. Parece um deus grego de tão lindo e perfeito. Como se conheceram?

– Ah, querida. É uma longa história. Mas vou resumi-la para você. – Eire riu do entusiasmo do amigo. — Dite é muito orgulhoso e também gosta de ser o centro das atenções. Certo dia, eu cheguei numa balada e ele estava lá, sendo comido pelos olhos de homens e mulheres. Todos que chegavam eram hipnotizados por aquele belo par de olhos. E é claro que eu também fui. Deixei-me levar por aquela beleza grega, mas eu também tenho o meu orgulho, sabe? E quando vi que o Dite gostava de fazer das pessoas seus escravos, simplesmente me recusei a fazer suas vontades. Mas como já estava apaixonado por ele, sempre ia à mesma boate só para vê-lo. Eu comecei me divertir sozinho mesmo, sem dar bola para e isso o incomodou. Então, foi a vez dele de se aproximar,mas ele nunca ia a pista de dança, até que um dia, eu estava dançando com um amigo e ele ficou mordidinho de ciúmes. Depois disso ele se declarou, melhorou um pouco seu jeito presunçoso e estamos namorando.

– Que história, hein?!

– E você? Tem algum namorado?

– Não. Não tenho – Falou abaixando o olhar.

– Humm, aí tem um grande drama romântico. Posso sentir. Vai, pode falar.

Vendo que não tinha jeito mesmo, Eire contou como o amor platônico por seu chefe nasceu, cresceu e morreu.

– Você ainda o ama, não ama?

– Com todo o meu coração!

– Então, não diga que algo está morto se você sente aí dentro do coração, pulsando com todo vigor.

– Mas, Shun, ele não me ama...

– Você não tem certeza disso. Bem – olhando para o relógio- Está ficando tarde. Vá para casa, ligue para o seu gato e diga que sente saudade e tudo mais.

– Mas...

– Mas nada! Você vai fazer exatamente como eu disse. Tchau, Eire!

Eire pegou um táxi e foi para casa pensando na conversa que tivera com Shun. Ao descer do carro, Eire avista um carro preto estacionado mais a frente. A noite estava fria, a rua um pouco escura, a garota se apressou para abrir o portãzinho do jardim. Estava com medo, e aumentou mais ainda quando viu que o motorista desceu do carro, vestido numa capa preta, seguia em sua direção. Apressadamente ela conseguira abrir o portão e correra para porta, mas uma voz deteve.

– Eire. – A loura virou-se lentamente.

– Hyoga?!

– Será que podemos conversar?

A garota nada falou, apenas acenou com a cabeça,tal era sua surpresa. Em instantes, ambos estavam na sala, de pé, olhando um para o outro sem nada a dizer.

– Pode sentar-se. – Eire falou apontando para o sofá, sentando logo em seguida.

– Eu... Eu já sei que você trabalhava na Giganto S/A e assinei hoje seu pedido de demissão.

– Veio aqui só para isso?

– Não. – Hyoga fez uma pausa, levantou-se, passou as mãos pelos cabelos antes de continuar olhou bem dentro dos olhos da loira. – Eu não consigo tirar você da minha cabeça, apesar de tudo o que minha mãe aprontou e você... Eu sinto sua falta. – Disse por fim.

Eire já estava com os olhos cheios de lagrimas, parecia um sonho, seu grande amor, na sua sala se declarando!

– Er...Eu... Nem sei o que dizer – Tentava se manter forte.

– Diga apenas que ainda me ama e aceite ficar comigo.

Ela se levantou e falou:

– Eu sofri por muito tempo, Hyoga. Não sei se...

Hyoga a interrompeu com um beijo quente. Eire não pode resistir e correspondia com ardor ao beijo.

Notas finais
Eitxa!!!! Bem, vimos que a situação de Eire e Hyoga parece resolvida, mas a pergunta que não quer calar: ONDE ESTÁ O IKKI? Saberemos no último capítulo. Kissus!!!!