Confusions In The Enchanted World

18 Reuniões, apresentações e ameaças


Notas iniciais
Heey! Descupem a demora. Aqui está o capítulo. Está pequeno e não muito bom mas foi o que deu. Boa leitura.

Lysbelle Frost

— Olá a todos! – diz, do centro do palco, a copiona de cores de cabelo – Quero começar por agradecer a vossa presença assim como a Mégara Olympus, Cruella de Vil e à minha amiga Alice Kingsleigh por terem gentilmente aceitado colaborar comigo neste projeto – olha com gratidão para as três mulheres que partilhavam o palco ao lado dela – Tenho a certeza de que todos darão o vosso melhor e que nos iremos divertir muito – diz, com um sorriso doce e ingénuo. Por amor de Deus, isto não é escola primária.

Houve uma breve sessão de aplausos ao curto discurso da professora Ariel, que continua a falar assim que as palmas cessam:

— Muito bem, comecemos por fazer a chamada. Por favor dirijam-se ao palco quando ouvirem o vosso nome para que a menina Kingsleigh vos entregue o respetivo guião. – constato então que a menina Kingsleigh era a rapariga loira que não teria mais dez anos que eu, que segurava uma enorme resma de folhas agrafadas. – Dunbroch, Letícia! – chama, e vi a filha de Mérida levantar-se e dirigir-se ao palco – Frost, Lysbelle! – levanto-me do banco da plateia e imito os passos da garota ruiva – Hood, Eric! Hood, Jake!

Os nomes continuam a ser proferidos: ''Malefic'', ''Montgomery'', ''Notre Dame'' e assim sucessivamente, até chegar finalmente a ''Smith'' e o filho da Pocahontas ter subir ao palco.

— Muito bem. – Ariel retoma a fala, sendo agora a única em cima do palco – Acho que por hoje é tudo pois já que ainda não têm as falas estudadas não há muito que possamos fazer. Encontramo-nos amanhã aqui mesmo para o primeiro ensaio oficial.

Fico bastante espantada por esta primeira reunião ser tão curta, mas estou longe de ficar dececionada com isso. Apresso-me a sair do auditório para evitar apanhar a confusão que se vai gerar dentro de minutos ao tocar para o intervalo. Ok, talvez mais para evitar cruzar-me com alguém conhecido. Não tenho tido grande vontade de falar com ninguém ultimamente. Gostava de dizer que não há razão especial para isso, que é simplesmente um hábito meu, mas desta vez é diferente. Ainda não assimilei tudo o que aconteceu na casa dos Safiris no fim de semana passado, principalmente o facto de eu ter incendiado a casa deles e de ela ter ido a baixo, literalmente. Nem o plano de vingança contra a Hannah correu como devia ter sido. Só um dardo enfeitiçado é que a atingiu, e toda a gente estava demasiado preocupada com o incêndio que eu causei, para se preocupar com o facto de que a Hannah Safiris, a menina que tem a mania que é a diva da escola, estava coberta de penas. Não que eu me lembre de tudo isto, mas a Erika fez-me o favor de mo explicar e repreender de uma forma que com certeza não vou esquecer.

Arrepio-me só de pensar nisto.

Lamentavelmente não sou rápida o suficiente a escapulir-me da sala, pois assim que viro o corredor para me dirigir ao pátio, William Snow apanha-me na esquina:

— Bons olhos a vejam, Lysbelle Frost – diz o moreno, com os olhos azuis brilhando de malícia.

— Sai da frente Snow. Não estou na disposição.

— Disposição para quê? Eu nem disse nada – replica com um sorriso irónico e levantando as mãos em rendição.

— Disposição para aturar as tuas merdas.

— Bem, acho que vais ter de mudar de ideias, porque se não segredos que não queres que se conheçam são capazes de vir a ser revelados...– diz isto com uma expressão misteriosa e não consigo deixar de pensar que ele sabe.

— Do que é que estás a falar? – pergunto tentando não demonstrar o nervosismo que se apoderara de mim.

— Oh, tu sabes...aquilo.

Aquilo?

— Aquilo o quê?!

William inclina-se ligeiramente sobre mim, aproximando a sua boca do meu ouvido direito e sussurrando em seguida:

— Eu sei o que tu fizeste no sábado passado...

Ele sabe!

Erika Safiris

— Então, é hoje que me vais apresentar ao Charles? — pergunta Ruby do meu lado direito, dando-me uma cotovelada para retirar a minha atenção do meu irmão, que acabava de falhar mais um cesto.

— Ugh, ainda não desististe disso? — pergunto começando a perder a impaciência pelo facto de Ruby estar sempre a insistir no mesmo.

Nem um pouco — diz, dirigindo desta vez ela o olhar para o campo de basquete alado. — Aquele Reindeer ainda vai ser meu.

Não consigo deixar de achar piada à fixação da minha amiga ruiva pelo filho da Anna e do Kristoff. Ainda que não a perceba. O rapaz nem assim tão bonito, e está longe de ser interessante. E não posso esquecer de mencionar que ele fez parte da brincadeirinha que ocorreu em minha casa no sábado. Brincadeirinha que não teve piada nenhuma.

— Depois do treino acabar então — digo. — preciso de falar com ele de qualquer forma.

Ruby dirige-me um dos seus sorrisos entusiasmados e depois volta a focar o seu olhar no campo, provavelmente mirando Charles. Eu imito-a, focando os meus olhos no jogo. Observo o meu irmão falhar novamente um cesto, e o treinador Phill gritar com ele em seguida.

— Se é para jogares como uma menina mais valia ter feito da Pan a capitã! — berra ele, batendo com os cascos no chão furiosamente. Noto a expressão de Caleb tornar-se sombria e rezo para que o sátiro se cale antes que algo de mau aconteça.

O jogo continua. Vejo Caleb fazer um esforço por se concentrar, mas noto que continua a não dar tudo o que tem. Ao contrário dele, o William Snow sai-se bastante bem, por mais que me seja difícil admitir. O treinador Phill parece concordar, pois não cessa em fazer-lhe elogios e a olhar de relance para o meu irmão para ver se ele o ouvia.

Idiota, gordo e estúpido. Quem é que aquele bicho pensa que é para tentar rebaixar o meu irmão? Ainda por cima a compará-lo àquele fedelho dos Snow. Como se ele não fosse já inchado o suficiente.

Quando o jogo finalmente termina, eu e Ruby saímos das bancadas para ir ter com o meu irmão e Charles.

Felizmente este sai ao mesmo tempo que Caleb, dando-me um pretexto para o apresentar a Ruby assim que a apresento também ao meu irmão.

— Hey — ele diz chegando perto de mim, com Charles no seu encalço.

— Hey — respondo para os dois. — Como correu?

— Não me vais apresentar, Erika? — pergunta Ruby do meu lado, surpreendendo-me com a sua ousadia.

— Ruby, estes são o Caleb o meu irmão e o Charles Reindeer.

Caleb faz um aceno desinteressado, mas olhando para a ruiva, mas Charles sorri-lhe demoradamente, gesto que ela retribui.

Volto a repetir-me para acabar com aquele momento estranho:

— Como é que correu?

Caleb olha para mim com uma cara de ''A sério? Tu viste como é que correu.'' Encolho os ombros sem saber o que dizer mas felizmente ou salva pelo Reindeer:

— Bem mal. O idiota do sátiro está a planear fazer trinos extras graças ao teu irmãozinho — diz ele no seu tom de voz meio venenoso, que só me faz gostar dele ainda menos.

— Sim, como se tu jogasses muito melhor — rebate Caleb ofendido.

— Pelo menos eu não me deixo afetar por miudinhas.

Meu irmão preparava-se para responder a Charles novamente, mas adiantei-me:

— A sério Caleb?! Estás assim desde ontem por causa da Frost?!

Caleb faz uma cara meio amuada meio revoltada mas não diz mais nada por isso tomo aquilo como um sim. Reviro os olhos e decido que o melhor é acabar com aquilo o mais depressa possível.

— Vamos mas é para casa. — digo — Até amanhã — digo a Ruby, e não me incomodo em dizer um adeus próprio a Charles, pois não estou exatamente a tentar ganhar a amizade dele.

— Vamos mas é para casa. Até amanhã — digo a Ruby, e não me incomodo em dizer um adeus próprio a Charles, pois não estou exatamente a tentar ganhar a amizade dele.

Caleb segue-me enquanto me dirijo ao carro da minha mãe que deixei estacionado perto do portão da escola. Ela teve de dormir fora ontem e hoje por isso para nos ''compensar'' deixou-nos usar o seu carro.

Entro no carro assim como o meu irmão, e seguimos para ó hotel onde temos ficado estes dias, já que a nossa casa ainda não está habitável. Aliás, acho que foi por isso que a mãe teve de se ausentar. Acho que tinha de procurar num sítio qualquer, um encantamento cujo nome não decorei, para reconstruir coisas.

Mantemo-nos calados durante grande parte do caminho, até que Caleb quebra o silêncio:

— Ela odeia-me. — diz, esfregando os olhos — odeia-me mesmo.

— Quem é que te odeia?

— A Kath — diz melancólico.

— Porquê? Pensei que ela só tivesse motivos para odiar a Hannah depois do que ela à irmã dela. Helena não é?

— Porque eu sou um idiota.

— Sempre foste. Ela só descobriu agora?

Caleb suspira exasperado.

— És péssima como conselheira, sabias disso?!

— Se preferes não me contar o problema é teu. Não é como se eu quisesse saber de qualquer forma.

O meu irmão sai novo suspira uma vez mais e explica finalmente:

— No sábado, eu e mais uns amigos estávamos a jogar aos ''Sete minutos no paraíso''. Sabes o que é certo? — aceno afirmativamente — Então, a meio do jogo o Jake traz a Kath para jogar também. E ela aparece mesmo a tempo de me ver sair do armário com a Era.

— A Era Mohamed?! — pergunto mais risonha do que surpreendida. Aquela garota não é o que se pode chamar de respeitável.

Caleb dá um aceno sofrido.

— Concluindo, para se vingar a Kath decide jogar também. E acaba enfiado no armário com o Killian Smith.

O que eu perdi por estar a tentar salvar a minha irmã de ser enfeitiçada.

— E nem um minuto tinha passado dos sete, quando ela desata a gritar lá de dentro como se estivesse a ser violada. Foi uma confusão. Eu pensei que o Smith a tivesse forçado a fazer alguma coisa. Tinha-lhe dado um murro se o Jake não me segurasse. Depois a Kath voltou da casa de banho e disse-me que a culpa não era dele e fugiu outra vez... eu tentei ir atrás dela mas começaram os gritos de fogo e não a consegui encontrar.

— Só pude voltar a falar com ela ontem de manhã, porque ela não me atendia o telemóvel.

— Eu ainda não percebi, se tu gostas dela, porque é que te foste meter no armário com a Era?

Ele respira fundo por uns momentos e diz:

— Porque... — interrompe-se — Esquece, tu não ias perceber.

Notas finais
Bom, eu sei que demorei muito e o mais provável é que vá continuar assim. Eu não tenho tido muita inspiração para escrever o que quer que seja e ainda por cima tenho tido bastante trabalho na escola com que me ocupar. Estou até a pensar se não será melhor colocar a fic em HIATUS. Enfim, eu espero na mesma pela vossa opinião sobre o capítulo. Perdoem-me pela demora e porque o texto está longe de ser o melhor, mas eu realmente não consegui mais que isto. Beijinhos ^^